This page is part of © GIRAFAMANIA website / Esta página é parte do sítio GIRAFAMANIA

FELINOS

Classificação Científica:
Reino: Animal
Filo: Cordados
Subfilo: Vertebrados
Classe: Mamíferos
Ordem: Carnívora
FAMÍLIA: Felídeos ou Felinos, do latim científico: Felidae (G. Fischer de Waldheim, 1817)

Nota: As palavras em tupi-guarani significam, respectivamente: “îagûara, jaguara, yagua” (do que devora: cachorro, lobo, gato, onça), “jaguaretê” ou “yaguareté” (de onça verdadeira), “jaguaruna” (onça-preta), “jaguatirica” (de onça medrosa)...

Comparando os Felinos...

Leão Jaguar ou Puma Jaguatirica
Onça-preta Onça-pintada Tigre

Abaixo, série de 4 selos comuns, mais 2 selos aéreos, emitida em 1977 por Cuba, sobre espécies de “Felinos do Zoológico de Havana”. Selos comuns: gato (1), pantera-negra (2), puma (5) e leopardo (10). Selos aéreos: tigre (13) e leão (30).

volta ao topo

SUBFAMÍLIA: Acinonychidae (segundo o NCBI – National Center for Biotechnology Information / Centro Nacional de Informação Biotecnológica)

GÊNERO (Genus): Acinonyx (Brookes, 1828)
Acinonyx jubatus (Schreber, 1776) – Guepardo / nome em inglês: “Cheetah” (chita).

SUBFAMÍLIA (Subfamily): Felinae (G. Fischer, 1817)

GÊNERO (Genus): Caracal (Gray, 1843) – Caracais
Caracal caracal (Schreber, 1776), sinônimo: Felis caracal – Caracal ou lince-do-deserto / Lynx du désert, Lynx de Perse. Subespécies:
C. c. algira (Wagner, 1841) – Norte da África.
C. c. caracal (Schreber, 1776) – Leste, Centro e Sul da África.
C. c. damarensis (Roberts, 1926) – Namíbia.
C. c. limpopoensis (Roberts, 1926) – Botsuana.
C. c. lucani (Rochebrune, 1885) – Gabão.
C. c. michaelis (?) – Turcomenistão.
C. c. nubica (J. B. Fischer, 1829) – Etiópia e Sudão.
C. c. poecilotis (Thomas & Hinton, 1921) – Oeste da África.
C. c. schmitzi (Matschie, 1912) – Oeste da Ásia, Israel, Irã, Arábia, Paquistão, Índia, Jordânia.

GÊNERO (Genus): Felis (Lineu, 1758) – gatos pequenos

Felis bieti (Milne-Edwards, 1892) – Gato-chinês-do-deserto / Chinese Mountain Cat.

Felis chaus (Schreber, 1775) – Gato-da-selva / Jungle Cat / Chat des marais, Chat de jungle. Habitat: África (Egito) até o sudeste da Ásia (Indochina e Sri Lanka) e Ásia central, Irã, Paquistão, Afeganistão. Subspécies:
F. c. affinis (Gray, 1830) – Vietnã, Laos, Cambodja, Himalaya.
F. c. fulvidina (Thomas, 1929) – Sudoeste da Ásia, Cambodja, Laos, Mianmar, Tailândia, Vietnã.
F. c. furax (de Winton, 1898) – Síria, Iraque, Israel.
F. c. kelaarti (Pocock, 1939) – Sri Lanka.
F. c. kutas (Pearson, 1832) – Norte da Índia, Índia oriental, Bangladesh.
F. c. maimanah (Zukowsky, 1915) – Noroeste da Jordânia, leste do Iraque ao longo dos rios Tigre e Eufrates, Irã, Síria, Turquia.
F. c. nilotica (de Winton, 1898) – Egito (Vale do Nilo).
F. c. oxiana (Heptner, 1969) – Rússia e Ásia central.
F. c. prateri (Pocock, 1939) – Índia ocidental (Deserto de Thar), leste do Paquistão.

Felis margarita (Loche, 1858) – Gato-do-deserto / Sand Cat / Chat des sables, Chat du désert. Subespécies:
F. m. airensis (Pocock, 1951) – Gato-do-deserto-do-niger. Habitat: Níger.
F. m. harrisoni (Hemmer, Grubb & Groves, 1976) – Gato-do-deserto-da-península-arábica. Habitat: Península Arábica.
F. m. margarita (Loche, 1858) – Gato-do-deserto / Sand Cat. Habitat: Norte da África, da Argélia até a Arábia.
F. m. meinertzhageni (Pocock, 1938) – Gato-do-deserto-do-sahara. Habitat: Sahara.
F. m. scheffeli (Hemmer, 1974) – Gato-do-deserto-do-paquistão. Habitat: Paquistão.
F. m. thinobia (Ognev, 1927) – Gato-do-deserto-dos-arredores-do-mar-cáspio. Habitat: Área do Mar Cáspio (Irã, Turcomenistão).

Felis nigripes (Burchell, 1824) – Gato-bravo-de-patas-negras / Black-footed Cat / Chat à pattes noires.

Felis silvestris (Schreber, 1775) – Gato-selvagem, gato-bravo, gato-cabeçana, gato-montês / Wildcat / Chat sauvage.
F. s. cafra () – África subsariana.
F. s. catus (), sinônimo: Felis catus (Linnaeus, 1758) – Gato-doméstico / Domestic Cat / Chat domestique.
F. s. lybica (Forster, 1780) – Norte da África, Oriente Médio e Ásia Central.
F. s. ornata () – Paquistão, noroeste da Índia, Mongólia e norte da China.
F. s. silvestris () – Europa e Turquia.

GÊNERO (Genus): Leopardus (Gray, 1842)

Leopardus colocolo (Molina, 1782?, 1810), sinônimos: Felis colocolo, Lynchailurus braccatus, Lynchailurus colocolo, Lynchailurus pajeros, Oncifelis colocoloGato-palheiro, gato-dos-pampas / Colocolo, Pampas Cat. Habitat: Ocorre dos Andes do Equador e Peru até o extremo sul do continente. A distribuição no Brasil ainda é incerta...

Leopardus braccatus (Cope, 1889) – Pantanal Cat.

Leopardus pajeros (Desmarest, 1816) – Pampas Cat.

Leopardus geoffroyi (d’Orbigny & Gervais, 1843), sinônimos: Felis geoffroyi, Oncifelis geoffroyiGato-do-mato-grande, gato-do-mato-de-pelo-curto / Geoffroy’s Cat. Habitat: É encontrado da Bolívia ao extremo sul do continente. No Brasil só é encontrado no sul do Rio Grande do Sul e na área limítrofe com a Bolívia em Mato Grosso do Sul.

Leopardus guigna (Molina, 1782), sinônimo: Oncifelis guigna – Kodkod

Leopardus jacobita (Cornalia, 1865), sinônimos: Leopardus jacobitus, Felis jacobita, Oreailurus jacobita – Andean Mountain Cat / Chat des Andes.

Leopardus pardalis (Lineu, 1758), sinônimo: Felis pardalisJaguatirica, gato-maracajá (norte do Brasil), maracajá-verdadeiro / Ocelot. Habitat: Sudoeste do Texas e do oeste do México até o norte da Argentina. No Brasil ocorre em todas as regiões, à exceção do Sul, no Rio Grande do Sul. Nota: A jaguatirica aparece com o nome científico (Felis pardalis) no Bloco Serra do Japi – Patrimônio Natural de São Paulo; também no selo postal do Zoo de Granada.
Leopardus pardalis mitis (Cuvier, 1820)

Leopardus tigrinus (Schreber, 1775), sinônimos: Felis e Oncifelis pardinoides, Felis e Oncifelis tigrinusGato-do-mato-pequeno, maracajá-í, gato-maracajá, pintadinho, gato-do-mato, gato-do-matomenor, gato-macambira / Oncilla, Little Spotted Cat, Tiger cat. Habitat: Costa Rica até o norte da Argentina e em todo o Brasil, sendo a menor espécie de felino do País.

Leopardus wiedii (Schinz, 1821), sinônimo: Felis wiediiGato-macarajá, maracajá-peludo, gato-peludo, gato-do-mato, gato-maracajá-verdadeiro ou maracajá-açu (de “maraca”?, chocalho) / Margay. Habitat: Planícies costeiras do México até o norte do Uruguai, Argentina e Brasil. Espécie ameaçada de extinção! Categoria de ameaça: Vulnerável. O espécime de felino selvagem, conhecido popularmente como gato-maracajá, apresenta hábito primordialmente noturno, terrestre, arbóreo e solitário. Alimenta-se de pequenos mamíferos, aves e répteis, sendo encontrado em matas pouco perturbadas em todo o território nacional, exceto na Região Nordeste... Dorso amarelo-queimado e acinzentado na cabeça. Linhas e manchas arredondadas e listras negras distribuídas pelo corpo. Anéis completos na metade final da cauda. Alto da cabeça e lados da cara amarelados. Possui manchas brancas sob os olhos e na parte externa das orelhas. Orelhas redondas. Olhos muito grandes. Sobe com facilidade em árvores e é a única espécie que desce com a cabeça para baixo como os esquilos.

Nota: Oncifelis foi um gênero que consistia de três espécies de pequenos felinos nativos da América do Sul. Estas espécies foram movidas para o gênero Leopardus.

GÊNERO (Genus): Leptailurus (Severtzov, 1858) – Servais (card abaixo)
Leptailurus serval (Schreber, 1776), sinônimo: Felis serval – Serval (card abaixo), Gato Serval (Moçambique), Níger
L. s. serval () – Extinta
L. s. beirae () – Presente em Moçambique.
L. s. brachyura () – Do Senegal à Etiópia, através de todo o Sahel.
L. s. constantina () – Subespécie norte africana, reduzida a uns poucos núcleos nas montanhas da Argélia.
L. s. hamiltoni () – Outra subespécie sul africana, distribuida a leste do Transvaal.
L. s. hindeio () – Tanzânia.
L. s. ingridi () – Namíbia, sul de Botsuana e Zimbábue.
L. s. kempi () – Uganda.
L. s. kivuensis () – República Democrática do Congo.
L. s. liposticta () – Norte de Angola.
L. s. lonnbergi () – Sul de Angola.
L. s. mababiensis () – Norte do Botsuana.
L. s. robertsi () – Terceira subespécie sul africana, a oeste do Transvaal.
L. s. togoensis () – Bosques do Togo e Benin.

GÊNERO (Genus): Lynx (Kerr, 1792) – Linces (card abaixo)
Lynx canadensis (Kerr, 1792) – Lince-canadense, lince-do-canadá / Canada Lynx, Canadian Lynx.
Lynx lynx (Lineu, 1758), sinônimo: Felis lynx – Lince-euroasiático / Eurasian Lynx. Animal-símbolo da Romênia...
Lynx pardinus (Temminck , 1827), sinônimos: Felis pardina, Felis pardinus, Felis lynx pardina, Lynx lynx pardina – Lince-ibérico, cerval, lobo-cerval, gato-fantasma, gato-cerval, liberne, nunca-te-vi, gato-cravo ou gato-lince / Iberian Lynx.
Lynx rufus (Schreber, 1777), sinônimo: Felis rufus – Lince-pardo ou lince-vermelho / Bobcat. Típico de Montanhas Rochosas.

Nos “cards” abaixo podemos ver o lince e o serval, respectivamente

GÊNERO (Genus): Otocolobus (Brandt, 1842)
Otocolobus manul (Pallas, 1776), sinônimo: Felis manul (Pallas, 1776) – Gato-de-pallas ou manul / Pallas’s Cat, Manul / Chat de Pallas. Seu nome vem do zoologista alemão Peter Simon Pallas (1741-1811) que descreveu a espécie. Subespécies:
O. m. ferruginea – Irã, Armênia, Kazaquistão, Quirguistão, Turcomenistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, Afeganistão, Paquistão.
O. m. manul – Mongólia, Rússia, oeste da China.
O. m. nigripecta – Índia (Kashmir), Nepal, Tibet.

GÊNERO (Genus): Pardofelis (Severtzov, 1858)
Pardofelis badia (Gray, 1874), sinônimo: Catopuma badia – Gato-vermelho-de-bornéu / Bay Cat, Bornean Cat, Bornean Bay Cat, Bornean Marbled Cat / Chat bai, Chat doré de Bornéo.
Pardofelis marmorata (Martin, 1837) – Gato-marmoreado, gato-marmoreado / Marbled Cat / Chat marbré.
Pardofelis temminckii (Vigors & Horsfield, 1827), sinônimos: Catopuma temminckii, Felis temminckii, Profelis temminckii, – Gato-bravo-dourado-da-ásia, gato-dourado-asiático e gato-dourado-de-temminck / Asian Golden Cat, Asiatic Golden Cat, Temminck’s Golden Cat / Chat de Temminck.

GÊNERO (Genus): Prionailurus (Severtzov, 1858)
Prionailurus bengalensis (Kerr, 1792), sinônimos: Felis bengalensis, Felis pardochrous – Gato-leopardo, leopardo-asiático / Leopard Cat. Subespécies: P. b. alleni, P. b. bengalensis, P. b. borneoensis, P. b. chinensis, P. b. euptilurus, P. b. heaneyi, P. b. horsfieldii, P. b. javanensis, P. b. rabori, P. b. sumatranus, P. b. trevelyani.
Prionailurus iriomotensis (Imaizumi, 1967), sinônimo: P. bengalensis iriomotensis (Imaizumi, 1967) – Gato-de-iriomote / Iriomote Cat. Nota: Já foi considerado uma subespécie do gato-leopardo. Vive exclusivamente na ilha de Iriomote, uma das Ilhas Yaeyama do arquipélago japonês.
Prionailurus planiceps (Vigors & Horsfield, 1827) – Gato-de-cabeça-chata / Flat-headed Cat / Chat à tête plate. Habitat: Reserva Florestal de Dermakot, na Malásia.
Prionailurus rubiginosus (Geoffroy, 1831) – Gato-ruivo / Rusty-spotted Cat / Chat rubigineux. Subespécies: P. r. rubiginosus, P. r. phillipsi.
Prionailurus viverrinus (Bennett, 1833) – Gato-pescador / Fishing Cat / Chat viverrin. Habitat: Indochina, Índia, Paquistão, Sri Lanka, Sumatra e Java.

GÊNERO (Genus): Profelis (Severtzov, 1858)
Profelis aurata (Temminck, 1827), sinônimo: Caracal aurata – Gato-dourado-africano / African Golden Cat / Chat doré africain. Habitat: Florestas tropicais da África Ocidental e Central. Subespécies: P. a. aurata e P. a. cottoni.

GÊNERO (Genus): Puma (Jardine, 1834)
Puma concolor (Lineu, 1771), sinônimos: Felis concolor, Profelis concolorSuçuarana ou onça-parda, puma, onça-vermelha, onça-vermelha-do-lombo-preto, leão-da-montanha, leão-baio / Puma, Montoin Lion, Cougar / Lion des montagnes. Animal-símbolo da Argentina!
P. c. anthonyi (), acrocodia, borbensis, capricornensis, concolor, greeni e nigra – Puma de l’Est de l’Amérique du Sud
P. c. cabrerae (), hudsonii e puma – Argentine puma (Marcelli, 1922); Puma d’Argentine
P. c. concolor (Lineu, 1771), bangsi, incarum, osgoodi, soasoaranna, sussuarana, soderstromii, sucuacuara e wavula – Suçuarana-sul-americana-do-norte / Northern South American Cougar / Puma du Nord de l’Amérique du Sud. Habitat: Vive na parte norte da América do Sul, da Colômbia e da Venezuela até o Peru e norte do Brasil.
P. c. costaricensis (Merriam, 1901) – Suçuarana-costa-riquenha / Costa Rican Cougar / Puma du Costa Rica.
P. c. couguar (Kerr, 1792), arundivaga, aztecus, browni, californica, coryi, floridana, hippolestes, improcera, kaibabensis, mayensis, missoulensis, olympus, oregonensis, schorgeri, stanleyana, vancouverensis e youngi – Suçuarana-norte-americana / North American Cougar / Puma d’Amérique du Nord / Puma de Norteamérica.
P. c. puma (), araucanus, concolor, patagonica, pearsoni e puma – Puma du Sud de l’Amérique du Sud
P. c. capricornensis (Nelson & Goldman, 1929)
P. c. greeni (Nelson & Goldman, 1931)

A onça-parda é o felino que tem maior área de distribuição geográfica do Continente Americano. Ocorre do sudoeste do Canadá até o Estreito de Magalhães, no extremo sul da Argentina/Chile. É um animal que se adapta a vários tipos de ambiente, de desertos quentes aos altiplanos andinos e florestas tropicais e temperadas. Os filhotes nascem com pintas pretas e olhos azuis. O selo postal foi emitido em 2004 alusivo aos 40 anos de fundação do Zoológico de Lima – Patronato del Parque de las Leyendas – Felipe Benavides Barreda.

Foto: José Sabino.

Puma yagouarundi (Geoffroy, 1803), sinônimos: Felis yagouaroundi, Herpailurus eyra, Herpailurus yagouaroundi (Severtzov, 1858) – Gato-mourisco / Jaguarundi / Eyra, Chat loutre (eirá). Nota: Pode ser encontrado nos Zoos de Brasília, Piracicaba ou de Uberlândia, por exemplo.
P. y. armeghinoi (Holmberg, 1898) – Oeste da Argentina, extremo leste do Chile.
P. y. cacomitli (Berlandier, 1859) – Gulf Coast Jaguarundi / Jaguarundí de la Costa del Golfo. Sul do Texas (EUA) e leste do México.
P. y. eyra (G. Fischer, 1814) – Brasil, Paraguai e Argentina.
P. y. fossata (Mearns, 1901) – Guatemalan Jaguarundi. Sul do México até Honduras.
P. y. melantho (Thomas, 1914) – Peru e Brasil.
P. y. panamensis (J. A. Allen, 1904) – Panamanian Jaguarundi. Nicarágua até o Equador.
P. y. tolteca (Thomas, 1898) – Sinaloan Jauguarundi. Oeste do México e talvez no Arizona (EUA).
P. y. yagouaroundi (Geoffroy, 1803) – Geoffroy’s Jaguarundi. Guiana e Floresta Amazônica.

O gato-mourisco (Puma yagouaroundi), também conhecido como jaguarundi e gato-vermelho (gato-preto, maracajá-preto, maracajá-una), é um felino de porte pequeno, com corpo de formato alongado devido à sua cabeça pequena, orelhas curtas, corpo esguio e cauda longa. O comprimento de seu corpo varia de 49 a 83 cm e o de sua cauda de 31 a 52 cm, seu peso vai de 3 a 7,5 kg. Sua pelagem possui coloração uniforme, variando do pardo ao cinza escuro. Em algumas regiões, especialmente no Nordeste, possui coloração castanha avermelhada. Jaguarundis são encontrados desde o sul do Texas, ao longo da costa do México, na América Central e na América Latina até o norte da Argentina (Províncias de Buenos Aires e Rio Negro). No Brasil é uma espécie consideravelmente comum, ocorrendo em todos os biomas brasileiros em uma grande variedade de habitats, desde áreas florestadas até regiões de Caatinga. Adapta-se a ambientes antropizados como áreas de pastagens e plantações. Possui hábitos solitários, mas eventualmente podem ser observados aos pares. Sua atividade é predominantemente diurna, por isso é possível vê-los no campo com certa frequência. Os gatos-mouriscos alimentam-se exclusivamente de carne, podendo atacar animais de pequeno porte como aves, roedores e pequenos répteis.

volta ao topo

SUBFAMÍLIA: Pantherinae (Pocock, 1917)

GÊNERO (Genus): Neofelis (Gray, 1867)
Neofelis diardi (G. Cuvier, 1823), sinônimos: Felis diardii, Neofelis nebulosa diardi – Pantera-nebulosa-de-bornéu / Sunda Clouded Leopard, Sundaland Clouded Leopard / Bornean Clouded Leopard.
Neofelis nebulosa (Griffith, 1821), sinônimos: Felis macrocelis, Felis marmota – Pantera-nebulosa ou leopardo-nebuloso / Clouded Leopard / Panthère Nébuleuse, Léopard Tacheté, Panthère Longibande.

GÊNERO (Genus): Panthera (Oken, 1816 ) – Membros deste gênero são os únicos felinos capazes de rugir, chamados de grandes felinos (Big Cats) ou gatos rugidores. A onça-pintada, por exemplo, assim como o leão, o tigre e o leopardo, emite uma série de roncos muito fortes que são chamados de esturro...

Panthera leo (Lineu, 1758) – Leão / Lion

Panthera onca (Lineu, 1758), sinônimos: Felis onca, Leo oncaOnça-pintada, onça, onça-canguçu, canguçu, jaguar, jaguar-canguçu (“canga” cabeça, “cangua” cabeça redonda e “açu” grande), jaguaretê / Jaguar. Espécie ameaçada de extinção e maior felino do Continente Americano! É considerada animal-símbolo da Guiana, também do Guerreiro de Selva, do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva), do CMA (Comando Militar da Amazônia), além dela ser um símbolo da fauna brasileira. Belize é o único país do mundo que mantém uma reserva para a preservação do jaguar! Subespécies de onça-pintada (Subspecies of Jaguar):
P. o. arizonensis – Onça-pintada-do-arizona / Arizonan Jaguar. Habitat: Leste do Arizona até Sonora e México.
P. o. centralis – Onça-pintada-centro-americana / Central American Jaguar. Habitat: El Salvador até a Colômbia.
P. o. goldman i goldmani? – Onça-pintada-do-homem-de-ouro? / Goldman’s Jaguar. Habitat: Península de Yucatan até o Belize e Guatemala.
P. o. hernandesii – Onça-pintada-mexicana / Mexican Jaguar. Habitat: Oeste do México.
P. o. onca – Onça-pintada / Jaguar. Habitat: Brasil e Venezuela.
P. o. palustris ou P. o. paraguensis – Onça-pintada-paraguaia / Paraguayan Jaguar. Habitat: Paraguai e nordeste da Argentina.
P. o. peruviana – Onça-pintada-peruana / Peruvian Jaguar. Habitat: Costa do Peru.
P. o. veraecrucis – Onça-pintada? / Jaguar?. Habitat: Sudoeste do México até o centro do Texas.

Podem ocorrer indivíduos inteiramente negros, sendo que esta é apenas uma característica melânica da mesma espécie. Nesse caso, a ONÇA-NEGRA (ou onça-preta) é chamada popularmente de PANTERA (pantera-negra) e seu nome científico é o mesmo da ONÇA-PINTADA, cujo nome popular é JAGUAR... Ambas possuem pintas, as quais mesmo na pantera permanecem facilmente visíveis. A onça-pintada possui grandes manchas negras em forma de rosetas, com pintas negras no interior, às vezes, com um ou mais pontos. Já o leopardo, que ocorre na Ásia e África, também possui rosetas, porém sem pontos pretos no interior.

Abaixo (lado esquerdo da tela), a foto mostra “Tieta”, onça-pintada do Zoológico de Americana (SP). Nota: Alguns selos postais que mostram esta espécie: SIVAM, Pantanal Mato-Grossense.

Informação recebida de Lídia, adaptada para Girafamania: PARANÁ | ANIMAIS 12/04/07 | GAZETA DO POVO ONLINE, Informações de Cecília Valenza – Gazeta do Povo

O Zoológico de Curitiba tem dois novos habitantes. Dois filhotes de onça-pintada, espécie ameaçada de extinção, nasceram no dia 24/03/2007, mas ainda não é possível identificar o sexo dos filhotes. A gestação da espécie dura de 93 a 105 dias. Os pequenos são os primeiros filhotes do casal de onças “Angélica” e “Apolo”, que chegaram ao zoo municipal no ano passado. Ambos foram capturados no Mato Grosso, Estado da região Centro-Oeste brasileira, por estarem atacando o gado nas fazendas (Nota: outra info diz que casal de onças-pintadas veio de Manaus em janeiro de 2006)...

“Angélica”, a onça-mãe, mantém os filhotes sob proteção constante. “Apolo”, o pai, foi separado para evitar estresse da fêmea e dos filhotes, mas está num recinto ao lado. Os animais recém-nascidos podem ser vistos passeando com a mãe no setor dos felinos, próximos à administração do Zoo, quase no final do parque. O Zoológico de Curitiba exibe mais de mil animais de várias partes do mundo. Possui um Centro de Informações que presta atendimento ao público e realiza atividades de educação ambiental.

Nota: Alimentados pelo tratador de animais Antonio Marcílio Medeiros, os filhotinhos (um macho e uma fêmea) ficam juntos com a mãe no novo recinto das onças, localizado entre a ala dos ursos-de-óculos e dos leões.

Foto by Orlando Kissner/SMCS.

volta ao topo

Panthera pardus (Lineu, 1758) – Leopardo ou pantera / Leopard ou panther.

Panthera tigris (Lineu, 1758) – Tigre / Tiger

Zoólogos distinguem nove subespécies ou raças geográficas de tigre, seis das quais ainda sobrevivem, as outras três foram extintas no século passado. As subespécies que ainda sobrevivem na natureza são:

P. t. altaica (Temminck, 1844) – Tigre-siberiano / Siberian Tiger / Tigre de Amur o siberiano. Considerado raro e o maior deles em tamanho, com aproximadamente 3,75 metros e 360 quilos, é conhecido também como Amur Tiger, Manchurian, Korean, Altaic ou North China Tiger. Esta subespécie está confinada na região de Amur, no Extremo Oriente (Rússia, noroeste da China e Corea do Norte), vive nos bosques abertos da tundra asiática, com uma população estimada entre 200 a 400 exemplares, onde é protegido, atualmente. Em cativeiro, segundo dados publicados no Tigre Internacional Studbook, entre 500 a 550 exemplares distribuidos em distintos parques zoológicos da América do Norte, Europa, Ásia e Austrália. Nota: Zoo Estônia.

P. t. amoyensis (Hilzheimer, 1905) – Tigre-do-sul-da-china / Tigre del sur de China. A população em liberdade deste tigre, estimada entre 20 a 30 exemplares, encontra-se na região centro sul da China. Em cativeiro existem cerca de 48 tigres, distribuídos em 19 zoológicos diferentes situados na China. Todos eles são descendentes de um grupo de seis tigres capturados na natureza. Praticamente se pode considerar a população extinta em estado silvestre.

P. t. corbetti (Mazák, 1968) – Tigre-da-indochina / Tigre de Indochina. É mais escuro e menor que o de Bengala, suas listras são estreitas e espaçadas. Esta subespécie habita Mianmar (Birmânia), Tailândia, Malásia, Laos, Camboja, Vietnã e China meridional. Em liberdade existem entre 1.100 a 1.800 exemplares. No templo budista de Wat Pha Luang Ta Buan, situado na província de Kanchanaburi no leste da Tailândia, desde 1999 se criam filhotes em total brandura. Conhecido mundialmente como “Templo dos Tigres”, esse templo recebe milhares de turistas por ano a fim de estabelecer contato com tigres adultos mansos, fotografar-se com eles e contribuir monetariamente para a conservação desta subespécie também ameaçada.

P. t. jacksoni (Luo et al., 2004) – Tigre-malaio / Malayan tiger. Presente exclusivamente no sul da Península Malaia. Até 2004, não era considerada como uma subespécie de tigre. Até então, era tido como parte da subespécie indochinesa. Tal classificação mudou em função de um estudo do Laboratório de Estudos da Diversidade Genômica, parte do Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos. Segundo estimativas, a população de tigres-malaios selvagens é de 600 a 800 indivíduos, sendo a maior população de tigres após o tigre-de-bengala. É um ícone nacional na Malásia, aparecendo no brasão e no logotipo de instituições do país.

P. t. sumatrae (Pocock, 1929), sinônimo: P. t. sumatras (nome científico que aparece em um selo postal polonês) – Tigre-de-sumatra / Tigre de Sumatra. Esta subespécie, cujas listras são mais juntas e possui uma juba curta no pescoço, é originária da Indonésia. Se considera a existência de 400 a 500 exemplares livres nos bosques chuvosos tropicais da Indonésia. A população em cativeiro (descendente de 37 tigres selvagens) é de 232 exemplares e vem aumentando rapidamente como resultado de um programa de conservação desenvolvido pela Associação Zoológica e Parques da Indonésia e do Tigre GCS. A população cativa se encontra em zoológicos dos Estados Unidos, Canadá, Europa, Indonésia, Austrália e Japão.

P. t. tigris (Lineu, 1758), sinônimo: P. t. bengalensis – Tigre-de-bengala-real ou tigre-indiano / Royal Bengal Tiger / Tigre de Bengala o de la India. Seu corpo atinge quase 3 metros e 280 kg. Tem cerca de 20 listras transversais. As patas e a parte de baixo das pernas são brancas. Com pelos curtos alaranjados e listras pretas, é o mais famoso dos tigres e o que mais aparece em livros e filmes. Bengala é o nome de uma região da Índia onde ocorre esta subespécie... Até ao começo do século XX habitava quase toda a Índia (com exceção do extremo norte), também países vizinhos. Sua área de distribuição se extende desde os bosques selváticos da Índia, exceto na região nordeste, até o sul e sudoeste da China, passando por Bangladeche, Butão, Nepal e Mianmar ocidental; talvez no leste do Paquistão. A população em liberdade tem sido estimada entre 3 mil a 4.700 exemplares. Se cria tigres-de-bengala em cativeiro desde 1880 e é a subespécie mais comum com maior presença em todos os zoológicos do mundo. Nota: Zoo de Luján.

As subespécies extintas são:
P. t. balica (Schwarz, 1912) – Tigre-de-bali / Tigre de la isla de Bali. Foi o mais pequeno dos tigres. O último exemplar foi morto no ano de 1937.
P. t. sondaica (Temminck, 1844) – Tigre-de-java / Tigre de Java o islas de la Sonda. Também era pequeno e com listras muito estreitas e espaçadas. O último exemplar foi visto em 1972.
P. t. virgata (Illiger, 1815) – Tigre-do-cáspio ou tigre-persa / Tigre del Mar Caspio. Se caracterizava por ter listras pouco largas, parda nos flancos e juba curta na nuca. Se considera extinto desde 1950.

A população total estimada de tigres na natureza estaría variando entre os cinco mil a sete mil exemplares de acordo com as estimativas da Associação Mundial de Parques Zoológicos e Aquários (WAZA). Segundo menção no The International Studbook de 2004 o registro de tigres em zoológicos era de 660 exemplares, enquanto que ISIS em 2005 reporta a quantidade de 1.021 exemplares.

Animal-símbolo nacional de vários países como: Bangladeche (tigre-de-bengala), Coreia do Sul (tigre-siberiano), Índia (tigre-de-bengala) e Malásia (tigre-malaio). Para checar a diminuição da população de tigres da Índia, o “Project Tiger” foi lançado em abril de 1973. Pouco depois, 27 reservas de tigres foram estabelecidas no país sob este projeto, cobrindo uma área de 37.761 quilômetros quadrados. Nota: A Índia possui também o Santuário da Floresta de Gir, a qual protege o leão-asiático.

GÊNERO (Genus): Uncia (O’Brien & Johnson 2007)
Uncia schaubi (), sinônimo: Panthera schaubi, Panthera pardoides, Puma pardoides, Viretailurus schaubi (Hemmer, 1965) – fóssil. / Owen’s Panther...
Uncia uncia (Schreber, 1775), sinônimos: Felis irbis (Ehrenberg, 1830), Felis uncia (Schreber, 1775), Panthera uncia (Schreber, 1775) – Leopardo-das-neves / Snow Leopard / Panthère des neiges ou Léopard des neiges. Notas: Mongólia, Zoo Estônia.

Nota: A toxoplasmose, uma das zoonoses mais difundidas no mundo, é causada pelo Toxoplasma gondii, um protozoário que tem os felídeos como únicos hospedeiros definitivos...


Na foto abaixo, “Tampiña”, um gato mestiço angorá-turco e sua coleção temática de selos postais: “GATOS”!

21/12/06: Muita emoção ao abrir o sedex. Chegou às 15h40 de ontem. Muito bem embalado! Ao abrí-lo, deixei tudo sobre o sofá e fui buscar a câmera fotográfica para registrar o momento. Quando voltei o Tampiña já estava olhando os Amigos “desfilando” no álbum filatélico. Muito Obrigada por essa maravilha! Posso dizer que amamos! Felicitações Natalinas para você e família, também, para dona Miriam. Abraço, Lídia.

Entrada principal !
Última atualização: 17/05/2013.
volta ao topo

FAUNA BRASILEIRA MAPA GIRAFAMANIA
FAUNA BRASILEIRA