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São 12 as Famílias que compreendem a Ordem dos Primatas. Entre elas, duas são encontradas no Brasil que, em conjunto, recebem o nome de Platirrinos Americanos:

  1. Família Callithricidae (micos e saguis) – titis e tamarins, com cerca de 18 espécies
  2. Família Cebídeos/Cebidae (macacos brasileiros) – com cerca de 35 espécies

Calitriquídeo – Diz-se de espécime dos calitriquídeos, família de pequenos macacos do Novo Mundo (os micos), de membros curtos, orelhas com tufos de pelos e cauda não preensil.

O trabalho desta página foi baseado em uma placa informativa do setor dos pequenos primatas brasileiros, dividida em três gêneros, no Zoológico Municipal de Bauru... Visite o ZOO BAURU!

MICOS e SAGUIS

Essencialmente arborícolas, insetívoros e frugívoros, estes pequenos primatas (só os lêmures-anões são menores) têm a particularidade de não terem polegares oponíveis como a maioria dos primatas.

As palavras em tupi-guarani: “massau, sagui, saguim, sauim, sawi, soim, sonhim, tamari, xauim”, referem-se a espécie de macaco, pequeno e de rabo comprido... Já “sauim-piranga ou sauimpiranga” refere-se ao mesmo macaquinho de cor amarela, como é chamado, às vezes, o mico-leão-dourado...

Apesar de terem uma cauda bem desenvolvida, ao contrário dos grandes primatas brasileiros, sua cauda serve somente para oferecer um maior equilíbrio quando se desloca pelas árvores.

De hábitos gregários, vivem em grupos que podem variar de alguns poucos a dezenas de indivíduos. Hábitos alimentares: frugívoro (que se alimentam de frutos) e insetívoro (que se alimentam de insetos). Alimentam-se de frutas e insetos.

Possuem um comportamento de cuidado com a prole, sendo que tanto o macho como a fêmea encarregam-se dessa tarefa carregando seus filhotes nas costas.

GÊNERO CALLITHRIX

Nas espécies do gênero Callithrix, o porte varia entre 350 a 450 gramas e, geralmente, possuem ornamentos pilosos nas orelhas.

– Sagui-branco (Callithrix argentata), também chamado de macaco-chuim ou sagui-de-santarém

– Sagui-marrom (Callithrix argentata melanura)

– Sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita), Geoffroy in Humboldt, 1812 (vulnerável em UF : MG, RJ, SP...)

– Sagui-da-serra (Callithrix flaviceps), Thomas, 1903 (categoria de ameaça: em perigo UF: ES, MG...)

– Sagui-de-cara-branca (Callitahix geoffroyi), imagem abaixo

– Sagui-de-santarém (Callithrix humeralifera)

– Sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus)

Cabeça marrom escuro dominada por enormes tufos de pelos brancos nas orelhas e ouvidos; testa com mancha branca; ombros cinza; quarto traseiro e cauda cinza listrados de branco; peito, ventre e patas cinzas. São animais diurnos e arbóreos formando grupos de 2 a 13 indivíduos. À noite os membros dos grupos dormem juntos em um ninho construído de vegetação ou num galho. Os machos carregam os filhotes nas costas, entregando-os às fêmeas para a amamentação. Encontrado em florestas nativas, áreas de reflorestamento, nos parques das cidades. Ocorre na região Nordeste e na Caatinga.

– Sagui-de-tufo-preto ou sagui-estrela (Callithrix penicillata), imagem abaixo

A imagem abaixo é parte da placa instrutiva do Zoo Bauru!

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GÊNERO LEONTOPITHECUS

O gênero Leontopithecus é constituído por 4 espécies conhecidas como Micos-leões. Endêmicos do Brasil e habitando remanescentes da Mata Atlântica, todos se encontram listados como animais brasileiros na categoria de ameaça: Criticamente em perigo ou Ameaçado de extinção.

1 – Mico-leão-de-cara-preta (Leontopithecus caissara), Lorini & Persson, 1990
Distribuição geográfica: Ocorre no Estado do Paraná (PR), talvez SP...

2 – Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), Mikan, 1923
Distribuição geográfica: Ocorre em fragmentos florestais no sudoeste do Estado de São Paulo (SP), região do Morro do Diabo...

Espécie inteiramente negra, exceto a base da cauda, a cauda e a parte superior das coxas dourado ou ruivo. O tamanho das partes douradas é variável podendo ocorrer animais inteiramente negros. São diurnos, arbóreos e vivem em grupos. As mãos com dedos longos são usadas para capturar insetos escondidos em ocos de pau. Ficam na altura de 5 a 10 metros em áreas de vegetação arbórea densa, de preferência onde ocorrem bromélias. Os elementos do grupo dormem reunidos em um oco de pau ou em uma reentrância das árvores.

3 – Mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), Kuhl, 1820
Distribuição geográfica: Ocorre no sul do Estado da Bahia (BA), talvez MG... ainda existente na Mata Atlântica...

4 – Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), Golden Lion Tamarin, Linnaeus, 1766
Distribuição geográfica: Mata Atlântica, floresta tropical no sudeste do Brasil, sobretudo no Estado do Rio de Janeiro (RJ).

Também é chamado de Titi-leão (parece que em Portugal). Reprodução: Gestação de 125 a 132 dias. Período de vida: Aproximadamente 15 anos. Por ser um dos animais mais ameaçados de extinção, é tido como símbolo da preservação da Mata Atlântica brasileira. Visite o site da Associação Mico-Leão-Dourado (www.micoleao.org.br)!

A imagem abaixo é parte da placa instrutiva do Zoo Bauru!

Você sabia que o Mico-leão-de-cara-dourada (lado esquerdo da tela) e o Mico-leão-dourado (lado direito) são animais endêmicos de Mata Atlântica, ou seja, eles só habitam esse ecossistema, sendo um no sul da Bahia e o outro no Rio de Janeiro, respectivamente?

Abaixo (lado direito da tela), um dos selos da série “Preservação da Natureza” (RHM: C-936/C-937) emitida em 04/06/1976, cujo carimbo comemorativo Vitória/ES também mostra o mico. Os 2 selos têm valor facial de Cr$ 1,00 e mostram o Mico-leão-de-cara-dourada e orquídea...


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Acima (lado esquerdo), na variedade sem picotagem, série de dois valores emitida em 1992 (Scott: 1470/1471) pelo Reino da Bélgica, em comemoração aos 150 anos do Zoológico de Antuérpia. Um selo mostra o ocapi e o outro mostra o Mico-leão-dourado.

Embora ambos animais foram desenhados e não fotografados, na minha opinião de fotógrafo estes selos são de extremo bom gosto: a mata verde desfocada ao fundo (ambas espécies vivem em mata fechada), as cores vivas, o “sangramento” nas imagens – bem original no que se refere à filatelia. Eles são lindos!

Abaixo, uma cédula emitida pela Casa da Moeda do Brasil, com valor facial de 20 reais, que mostra o Mico-leão-dourado. Ao lado, fotografia do site Rarespecies.org.

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GÊNERO SAGUINUS

– Sagui-de-duas-cores ou Sauim/Saiuim (Saguinus bicolor), Spix, 1823
Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. UF: AM... Esta espécie, ameaçada de extinção, possui o quarto dianteiro branco; as costas e o quarto traseiro marrom claro. Face sem pelos e cabeça inteiramente negra ou com pintinhas brancas. A cauda é negra na face superior e dourado-queimado na parte inferior; garganta e peitos brancos. São diurnos, arbóreos e vivem em pequenos grupos familiares. Ocorre na Região Amazônica restrito às cercanias de Manaus.

– Sagui-de-weddell ou Sagui-de-cara-suja (Saguinus fuscicollis weddelli)

– Sagui-de-bigode ou Macaco-bigodeiro (Saguinus imperator)

– Sagui-de-boca-branca (Saguinus labiatus labiatus)

– Sagui-cinza ou “Titi gris” em castelhano (Saguinus leucopus)

– Sagui-preto-de-mão-amarela (Saguinus midas midas)
Nota: será o mesmo que o Saiuim-mãos-de-ouro?

– Sagui-preto (Saguinus midas niger)

Habitantes da Amazônia, a maioria das espécies do gênero Saguinus possuem orelhas grandes e desprovidas de pelo. A imagem abaixo é parte da placa instrutiva do Zoo Bauru!

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OUTROS MICOS E SAGUIS

– Sagui-leãozinho (Cebuella pygmaea), também conhecido como macaco-pigmeu ou ainda macaco-leãozinho – menor espécie primata do planeta! Às vezes seu nome científico aparece como (pigmaea), como mostra um cartão telefônico do Centro Nacional de Primatas...

Esse tipo de sagui é de reprodução difícil em cativeiro. Só três Zoológicos do Brasil têm a espécie, segundo o Censo de Animais Cativos de 2005, feito pela SZB. Um deles é no Parque Ecológico de São Carlos. Quando adultos, os animais pesam em média 130 g e não passam de 20 cm. Como sempre ficam em defasagem no tamanho, sua principal arma de defesa é o mimetismo: têm coloração castanho-acizentada para se confundir com os galhos. Seu hábitat natural é uma região da Floresta Amazônica próxima ao Acre, e a espécie não está em extinção.

– Mico-de-cheiro (Saimiri sciureus)
– Mico-de-cheiro (Saimiri vanzolinii), Ayres, 1985
Categoria de ameaça: Vulnerável. UF: AM...

O mico-de-cheiro também é conhecido como mico-mão-de-ouro... Ocorrem na Costa Rica para o Sul, até o limite meridional da Floresta Amazônica... Tem a pelagem curta, variando na cor de verde-oliva a alaranjado, preto a ponta da cauda, apresentam máscara facial característica: banca ao redor dos olhos e preta em volta do nariz e da boca. Medem cerca de 35 cm de comprimento, mais a cauda não preensil, pouco mais longa que o corpo. Pode ser encontrado no Zooparque Itatiba, Zoológico de Goiânia...

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Última atualização: 15/07/2009.
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