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Nesta página, um pouco mais sobre outras aves brasileiras que compreendem duas Ordens: Pelicaniforme e Gruiforme (frango-d’água-azul, jacamins, saracuras, seriemas)...
Atenção: A Taxonomia de Sibley-Ahlquist considerou os Pelicaniformes como parte da ordem Ciconiiformes, mas atualmente o Congresso Ornitológico Internacional voltou a considerá-los uma ordem própria, incluindo também famílias (Ardeidae, Balaenicipitidae, Threskiornithidae) que a classificação tradicional agrupava aos Ciconiiformes...
Atualmente, a Ordem dos Pelecaniformes é composta por 9 Famílias: Anhingidae (biguás), Ardeidae (garças e socós), Balaenicipitidae (cegonha-bico-de-sapato), Fregatidae (fragata), Pelecanidae (pelicanos), Phalacrocoracidae (biguá), Scopidae (cabeça-de-martelo), Sulidae (atobás) e Threskiornithidae (colhereiros, curicacas, guarás e íbis).
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– Família: Tresquiornitídea – Threskiornithidae (Richmond, 1917) – espécime
dos tresquiornitídeos que se alimentam de peixes, répteis, insetos etc.
Subfamílias (2), Gêneros (14) e Espécies (34):
I. Subfamília: Threskiornithinae (Poche, 1904) – íbis / Ibises. Gêneros (13):
1 – Gênero: Bostrychia (George Robert Gray, 1847; irmão de John Edward Gray)
B. bocagei (Chapin, 1923) – íbis-são-tomense / Dwarf Olive Ibis (endêmico
de São Tomé e Príncipe)
B. carunculata (Eduard Rüppell, 1837) – íbis-entrelaçado / Wattled
Ibis / Ibis caronculé (Eritreia e Etiópia)
B. hagedash (Latham, 1790) – Hadada Ibis ou Hadeda Ibis / Ibis hagedash
(quase toda a África Subsaariana)
B. olivacea (Du Bus De Gisignies, 1838) – íbis-oliva / Olive Ibis /
Ibis olive (quase toda a África Subsaariana)
B. rara (Rothschild, Hartert & Kleinschmidt, 1897) – Spot-breasted
Ibis / Ibis vermiculé (quase toda a África Subsaariana)
2 – Gênero: Cercibis (Wagler, 1832)
C. oxycerca (Spix, 1825) – trombeteiro ou tarã / Sharp-tailed Ibis
/ tarotaro ou ibis tarotaro (nativa do Brasil, Colômbia, Guiana, Suriname e
Venezuela)
3 – Gênero: Eudocimus (Wagler, 1832)
E. albus (Linnaeus, 1758) – íbis-branco / American White Ibis / Ibis
blanc / ibis blanco americano (sul dos Estados Unidos)
E. ruber (Lineu, 1758) – guará-vermelho ou íbis-escarlate, guará-pitanga
/ Scarlet Ibis / Ibis rouge / ibis escarlata (América do Sul e Trinidad
e Tobago)
4 – Gênero: Geronticus (Wagler, 1832)
G. calvus (Boddaert, 1783) – íbis-do-cabo ou íbis-calvo / Southern
Bald Ibis / Ibis du Cap (sul da África)
G. eremita (Linnaeus, 1758) – íbis-eremita / Northern Bald Ibis, Hermit
Ibis, Waldrapp / Ibis chauve, Ibis érémite (Oriente Médio, norte da África e
sul da Europa)
5 – Gênero: Lophotibis (Reichenbach, 1853)
L. cristata (Boddaert, 1783) – íbis-malgaxe-cristado / Madagascar Crested
Ibis, White-winged Ibis, Crested Wood Ibis (cabeça inteira preta, mas vermelho
em torno dos olhos; endêmico de Madagascar)
6 – Gênero: Mesembrinibis (Peters, JL, 1930)
M. cayennensis (Gmelin, 1789) – coró-coró ou caraúna, curubá, curicaca-parda
e tapicuru / Green Ibis / ibis verde (do Panamá ao Paraguai, Argentina e em
quase todo o Brasil)
7 – Gênero: Nipponia (Reichenbach, 1853)
N. nippon (Temminck, 1835) – Toki (em japonês) / Japanese Crested Ibis
(Japão, China, Korea, Taiwan e Rússia)
8 – Gênero: Phimosus?
P. infuscatus (Lichtenstein, 1823) – tapicuru ou tapicuru-de-cara-pelada
/ Bare-faced Ibis ou Whispering Ibis / ibis de cara roja (Brasil e quase todos
os países da América do Sul)
9 – Gênero: Plegadis (Kaup, 1829)
P. chihi (Vieillot, 1817) – caraúna ou caraúna-de-cara-branca, curicaca,
curicaca-parda, guaraúna, maçarico-preto e tapicuru / White-faced Ibis / Ibis
à face blanche / ibis de cara blanca (amplamente distribuído na América, desde
o sudoeste dos Estados Unidos ao México, até o centro da Argentina e a costa
central chilena, sudeste do Brasil e a Bolívia)
P. falcinellus (Linnaeus, 1766) – íbis-preto / Glossy Ibis / Ibis falcinelle
/ morito común (espécie de íbis mais comum; quase que no mundo inteiro, não
na Antártica)
P. ridgwayi (Allen, 1876) – íbis-de-puna / Puna Ibis / ibis de la Puna
(Argentina, Bolívia, Chile e Peru; pode ser encontrada no lago Titicaca)
10 – Gênero: Pseudibis (J. E. Gray, 1844)
P. davisoni (Hume, 1875) – íbis-de-ombros-brancos / White-shouldered
Ibis (norte do Cambodja, sul de Laos e do Vietnã, leste de Kalimantan, na Indonésia,
e a parte indonésia de Bornéo)
P. papillosa (Temminck, 1824) – íbis-preto-indiano / Red-naped Ibis
ou Indian Black Ibis, Black Ibis / Ibis noir / ibis negro (sul da Ásia)
11 – Gênero: Thaumatibis (Elliot, 1877)
T. gigantea (Oustalet, 1877) – íbis-gigante / Giant Ibis / Ibis géant
/ (northern Cambodia, with a few birds surviving in extreme southern Laos and
a recent record from Yok Don National Park, Vietnam)
12 – Gênero: Theristicus (Wagler, 1832)
T. caerulescens (Vieillot, 1817) – curicaca-cinza = maçarico-real ou
curicaca-real? / Plumbeous Ibis
T. caudatus (Boddaert, 1783) – curicaca ou curicaca-comum / Buff-necked
Ibis
T. melanopis (Gmelin, 1789), sinônimo: Theristicus branickii
(Berlepsch & Stolzmann, 1894) – íbis-de-cara-negra / Black-faced Ibis
13 – Gênero: Threskiornis (John Edward Gray, 1842)
T. aethiopicus (Latham, 1790) – íbis-sagrada / African Sacred Ibis
/ Ibis sacré / ibis sagrado (de cores branco e preto; África Subsaariana, sudeste
do Iraque e, anteriormente no Egito, onde foi venerada e frequentemente mumificada
como símbolo do deus Thoth; foi introduzida na França, Itália, Espanha e Estados
Unidos, no sul da Flórida)
T. bernieri (Bonaparte, 1855) – íbis-malgache-sagrado / Madagascar
Sacred Ibis / Ibis malgache / ibis sagrado de Madagascar (cabeça inteira preta,
inclusive em torno dos olhos; Madagascar e Seychelles)
T. melanocephalus (Latham, 1790) – íbis-de-cabeça-preta / Black-headed
Ibis / Ibis à tête noire / ibis cabecinegro (própria do sul e sudeste da Ásia,
Filipinas, Índia, Japão, Paquistão, Sri Lanka)
T. molucca (Cuvier, 1829) – íbis-branco-australiano / Australian White
Ibis / Ibis à cou noir (endêmico da Austrália)
T. spinicollis (Jameson, 1835) – íbis-australiano / Straw-necked Ibis
/ Ibis d’Australie (Austrália, Nova Guiné e partes da Indonésia)
II. Subfamília: Plateínos, Plateinae Plataleinae (Bonaparte, 1838) – colhereiros
/ Spoonbills. Gênero (1):
1 – Gênero: Platalea (Linnaeus, 1758)
P. ajaja (Linnaeus, 1758; anteriormente Ajaia ajaja, sinônimo)
– colhereiro, colhereiro-americano / Roseate
Spoonbill / Spatule rosée / espátula rosada
P. alba (Scopoli, 1786) – colhereiro-africano / African Spoonbill /
Spatule d’Afrique / espátula africana ()
P. flavipes (Gould, 1838) – colhereiro-de-bico-amarelo / Yellow-billed
Spoonbill / Spatule à bec jaune / espátula de pico amarillo (Austrália)
P. leucorodia (Linnaeus, 1758) – colhereiro-europeu / Common Spoonbill
/ Spatule blanche / espátula común (plumagem branca e bico peculiar em forma
de espátula; amplamente distribuída no Velho Mundo)
P. minor (Temminck & Schlegel, 1849) – colhereiro-pequeno / Black-faced
Spoonbill / Petite Spatule / espátula menor (Corea do Norte, Hong Kong, Taiwan
e Vietnã)
P. regia (Gould, 1838) – colhereiro-real / Royal Spoonbill ou Black-billed
Spoonbill / Spatule royale / espátula real (Austrália, Nova Zelândia, Indonésia,
Nova Guiné)
As fotos mostram a curicaca-real e a curicaca...
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As palavras “aiaiá, ajaja, ajajá, ayayá” em tupi-guarani se referem à espécie de garça de bico comprido alargado na ponta, o colhereiro... O colhereiro-americano habita a América do Sul, a América Central, o Golfo do México, o Caribe, nas Antilhas, e a costa sudeste dos Estados Unidos.
O selo brasileiro compreende uma mini-folhinha emitida em 2004, para a Preservação dos Manguezais e Zonas de Maré. Nele podemos ver como anteriormente era o nome científico desta espécie Ajaia ajaja – hoje, é considerado sinônimo do atual nome científico Platalea ajaja. Nota: Existem selos que mostram o nome errado Plataleia ajaja, como no selo da cartela premiada “Pantanal Fauna e Flora” que mostra o jacaré-do-pantanal. Outros selos que mostram esta espécie: Pantanal Mato-Grossense...
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Abaixo, dois selos que compreendem uma série de 4 valores emitida em 22/05/1986 pela República Unida da Tanzânia sobre Audubon... Com valor facial de 20 e 30 xelins cada, respectivamente os selos mostram o guará-vermelho (Scarlet Ibis) e o colhereiro-americano (Roseate Spoonbill).
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O guará-vermelho é uma ave que ocorre no Brasil e em outros países no norte da América do Sul e Central, é reconhecida como uma das mais espetaculares aves do mundo, com sua plumagem vermelho-carmesim. Elegante, anda em águas rasas e lodaçais, durante a maré baixa, para se alimentar principalmente de caranguejos e camarões, que compõem sua dieta principal. Também se alimenta de caramujos e insetos. É conhecida popularmente como guará-vermelho, guará-piranga, guará-rubro ou simplesmente guará no Brasil e, mundialmente, como íbis-vermelha ou íbis-escarlate. O guará-vermelho vive na América Tropical. Suas penas são vermelhas com manchas pretas nas pontas.
A imagem do selo (abaixo) apresenta, em primeiro plano, um exemplar da espécie, fora da época de reprodução... Ao fundo, está representado o habitat natural da ave, o manguezal. No Brasil, a reprodução ocorre no período das chuvas... Outro aspecto curioso é que, nessa época, o seu bico fica preto e sua coloração vermelha ainda mais viva (como podemos ver na fotografia ao lado do selo).
Originalmente, suas populações ocorriam entre o Amapá e Piauí, e entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina. Hoje, no entanto, são encontrados, sobretudo, nos Estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí e São Paulo (em Cubatão). Segundo a nova lista de espécies ameaçadas, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente, esta espécie foi retirada dessa categoria. Porém, requer uma atenção especial aos habitats, os manguezais, onde se alimentam e nidificam. A ave adulta mede cerca de 58 cm, possui a cor da plumagem vermelho-carmesim, proveniente de um pigmento chamado carotenóide cantaxantina, encontrado nos crustáceos que fazem parte de sua dieta. As mais jovens apresentam a cor pardo-acinzentada nas penas superiores e esbranquiçadas nas inferiores. Seus filhotes nascem com uma penugem preta, muito diferente dos adultos.
Estão sempre em bandos e impressionam pelos voos coletivos, que podem se estender de 60 a 70 quilômetros para atingir os lamaçais onde se alimentam, e pela cor exuberante da plumagem, sendo que os Guarás mais jovens podem formar bandos separados dos adultos. Procuram uma vegetação mais densa para dormir e para construir seus ninhos. Com esta emissão, os Correios Brasileiros divulgam o Guará, ave de inquestionável beleza, e procuram alertar sobre a necessidade de preservação dessa espécie e dos habitats dos quais dependem para sobreviver.
Robson Silva e Silva Biólogo / Pesquisador
O guará-vermelho é a ave nacional de Trinidad e Tobago, mas é conhecido localmente como “flamingo”, e fez de sua casa o Santuário de Pássaros Caroni, no Pântano Caroni – uma área destinada pelo governo para proteção desse pássaro. O Pântano Caroni inclui 15 mil acres com lagos e árvores mangrove... Milhares de “Scarlet Ibises” são frequentemente vistos durante as duas últimas horas de cada dia, sobretudo na estação de nidificação, de abril a agosto. Eles se alimentam principalmente de caranguejos, em Trinidad e Tobago e, podem ser vistos através de passeios de barco que estão disponíveis durante o ano inteiro...
Notas (tupi-guarani): Outros selos em que aparecem o guará são o emitido em 28/12/73 (RHM: C-825) e o de 1997 do Padre.
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– Família: Anhingídeo (Anhingidae) biguás, mergulhões / Darter / Anhinga. Gênero
(1), Espécies (4):
A. anhinga (Linnaeus, 1766; sinônimo Plotus anhinga) – biguatinga,
carará / Anhinga, Snakebird, Darter, American Darter / Anhinga d’Amérique (América)
A. melanogaster (Pennant, 1769; sinônimo Plotus melanogaster)
– mergulhão-serpente / Oriental Darter ou Indian Darter / Anhinga roux ou Oiseau-serpent
(Ásia)
A. novaehollandiae (Gould, 1847; sinônimos A. laticeps, A.
melanogaster, Plotus laticeps) – Australasian Darter ou Australian
Darter / Anhinga d’Australie (Austrália)
A. rufa (Daudin, 1802; sinônimo Anhinga africana) – African
Darter ou Snakebird / Anhinga d’Afrique / aninga africana (África Subsaariana)
Anhingidae é uma família de aves Ciconiiformes (Pelecaniformes na taxonomia tradiconal) caracterizada por seu longo e fino pescoço em forma de cobra. De bico longo, caça totalmente submersa durante o mergulho. A palavra “anhinga” vem do tupi e significa “ave-demônio” ou “ave-cobra”...
Espécie típica do Pantanal, a biguatinga é uma ave que se alimenta de insetos aquáticos, crustáceos e peixes. Quando mergulha, usa os pés vigorosamente para tomar impulso e seu pescoço longo permite que dê botes rápidos e certeiros como os de uma cobra. Vive em casais e constrói ninhos sobre árvores formando grandes colônias mistas. A palavra “biguá” em tupi-guarani se refere à ave aquática... Biguaçu de biguá grande; biguatinga de biguá branco. Biguá também pode ser uma espécie de árvore...
Selo da cartela premiada “Pantanal Fauna e Flora” que mostra a biguatinga.
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Fregatidae, fragatas (Frigatebirds), tesourão: aves de grande porte, com asas longas, plumagem branca e negra e bolsa expansível e vermelha na garganta. As fragatas são aves Ciconiformes, antes Pelecaniformes, pertencentes à família Fregatidae e seu único gênero é a Fregata. O nome comum está relacionado com o seu hábito de assaltar outras aves marinhas, tal como as fragatas de guerra. Sua plumagem é geralmente preta ou preta e branco e os macho apresentam um saco gular vermelho. As fragatas não conseguem andar em terra, nadar nem levantar voo de uma superfície plana. São por isso aves pelágicas que só pousam em penhascos durante a época de reprodução.
– Família: Fregatídeo (Fregatidae). Gênero (1): Fregata, Espécies
(5):
F. andrewsi (Andrews,
1914) – fragata-da-ilha-do-natal / Christmas Frigatebird or Christmas Island
Frigatebird
F. aquila (Linnaeus, 1758) – Ascension Frigatebird
F. ariel (Gray, 1845) – tesourão-pequeno / Lesser Frigatebird
F. magnificens (Mathews, 1914) – tesourão,
catraia ou fragata (comuns), também chamada
de tesourão-magnífico / Magnificent Frigatebird. É encontrada em toda a costa
brasileira, também na ilha Fernando de Noronha,
encanta pela grande envergadura de suas asas (até 2 m), o que lhe possibilita
planar por longos períodos e percorrer grandes distâncias. Essa ave se aproveita
de seu tamanho e frequentemente é avistada batendo nos mumbebos para roubar
seu alimento. Ela alimenta-se de peixes sem mergulhar, pois suas asas não possuem
impermeabilização. Ave-símbolo do PE e de Antígua e Barbuda.
F. minor (Gmelin, 1789) – tesourão-grande / Great Frigatebird – Oceano
Pacífico (incluindo Ilhas Galápagos) e Oceano Índico, assim como uma população
no Atlântico Sul.
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Phalacrocoracidae, cormorão (Cormorants, shags): aves de médio a grande porte, bico com terminação em gancho, plumagem escura e não impermeável.
– Família: Falocrocoracídeo – Phalacrocoracidae (Reichenbach, 1850)
Leucocarbo albiventer – King Shag
Leucocarbo atriceps – Imperial Shag
Leucocarbo bougainvillii – Guanay Cormorant
Leucocarbo bransfieldensis – Antarctic Shag
Leucocarbo carunculatus – Rough-faced Shag
Leucocarbo chalconotus – Bronze Shag
Leucocarbo georgianus – South Georgia Shag
Leucocarbo purpurascens – Macquarie Shag
Leucocarbo verrucosus – Kerguelen Shag
Microcarbo africanus – Reed Cormorant
Microcarbo melanoleucos – Little Pied Cormorant
Microcarbo niger – Little Cormorant
Microcarbo pygmeus – Pygmy Cormorant
Phalacrocorax aristotelis – European Shag
Phalacrocorax auritus – Double-crested Cormorant
Phalacrocorax brasilianus – biguá (Brasil), corvo-marinho, calilanga,
galheta, induro ou cormorão / Neotropic Cormorant [P. bransfieldensis]
Phalacrocorax capensis – Cape Cormorant
Phalacrocorax capillatus – Japanese Cormorant
Phalacrocorax carbo – Great Cormorant
Phalacrocorax featherstoni – Pitt Shag
Phalacrocorax fuscescens – Black-faced Cormorant
Phalacrocorax gaimardi – Red-legged Cormorant
Phalacrocorax harrisi – Flightless Cormorant
Phalacrocorax lucidus – White-breasted Cormorant
Phalacrocorax nigrogularis – Socotra Cormorant
Phalacrocorax pelagicus – Pelagic Cormorant
Phalacrocorax penicillatus – Brandt’s Cormorant
Phalacrocorax punctatus – Spotted Shag
Phalacrocorax sulcirostris – Little Black Cormorant
Phalacrocorax varius – Australian Pied Cormorant
Phalacrocorax urile – Red-faced Cormorant
Família: Phaethontidae – Esta família era tradicionalmente classificada nos
Pelecaniformes, mas foi elevada a uma ordem própria: Phaethontidae (rabo-de-palha
/ Tropicbirds): aves de médio porte, com penas caudais longas. Gênero: Phaethon.
P. aethereus – rabo-de-palha-de-bico-vermelho ou rabo-de-junco-de-bico-vermelho
/ Red-billed Tropicbird (Fernando de Noronha)
P. lepturus – rabo-de-junco,
rabo-de-palha-de-bico-laranja / White-tailed Tropicbird (Fernando
de Noronha) – selo
P. rubricauda – rabo-de-palha-de-cauda-vermelha / Red-tailed Tropicbird
– Família: Sulídeo (Sulidae), com 3 Gêneros – São os atobás, patolas, alcatrazes
(Gannets, Boobies): aves de médio a grande porte, com asas e bicos compridos
que caçam em mergulho a partir do ar; patas coloridas; aves que nidificam em
rochedos costeiros e ilhas oceânicas. Uma adaptação do bico possibilita um mergulho
de até cinco metros na captura de lulas e peixes.
1. Gênero: Morus (Linnaeus, 1753) atobás ou mumbebos, gansos-patola
/ Gannets. Espécies (3):
M. bassanus (Linnaeus, 1758) – atobá-comum / Northern Gannet / Fou
de Bassan / Alcatraz común o atlántico (se reproduz nas costas da Grã-Bretanha)
M. capensis (Lichtenstein, 1823) – atobá-do-cabo / Cape Gannet / Fou
du Cap / Alcatraz de El Cabo (África do Sul)
M. serrator (G. R. Gray, 1843) – atobá-australiano / Australian Gannet
/ Fou austral / Alcatraz australiano (Austrália)
2. Gênero: Papasula (Olson e Warheit, 1988). Espécie (1):
P. abbotti (Ridgway, 1893) – atobá-de-abbott / Abbott’s Booby / Fou
d’Abbott / Alcatraz de Abbott
3. Gênero: Sula (Brisson, 1760) Boobies, Espécies (6):
S. dactylatra (Lesson, 1831) – atobá-grande, atobá-mascarado
ou mumbebo, atobá-branco / Masked Booby / Fou masqué / Alcatraz enmascarado.
Nidificam em Abrolhos, Atol das Rocas e Fernando
de Noronha e periodicamente em Trindade; é todo branco, tem bico amarelo
com contornos em preto e asas pretas.
S. granti (Rothschild, 1902) – atobá-de-nazca / Fou de Grant / Alcatraz
de Nazca
S. leucogaster (Boddaert, 1783) – atobá-pardo ou mumbebo-marrom
/ Brown Booby ou White Booby / Fou brun / Alcatraz pardo
S. nebouxii (Milne-Edwards, A, 1882) – atobá-de-pata-azul / Blue-footed
Booby / Fou à pieds bleus / Alcatraz camanay o patiazul (vive em Galápagos)
S. sula (Linnaeus, 1766) – atobá-de-pata-vermelha ou mumbebo-de-pé-vermelho
/ Red-footed Booby / Fou à pieds rouges / Alcatraz patirrojo (bico azulado).
Se reproduz em grande quantidade em Fernando de
Noronha. A estimativa é de que exista cerca de 1.600 aves da espécie em
todo o Arquipélago.
S. variegata (Tschudi, 1843) – atobá-peruano / Peruvian Booby / Fou
varié / Alcatraz piquero
O Sula leucogaster tem o porte de uma gaivota e possui as asas mais compridas e mais estreitas; patas amarela-esverdeada. Possuem glândulas nasais utilizadas na excreção do sal marinho. Alimentam-se exclusivamente de peixes que pescam mergulhando de boa altura. A plumagem dorsal é pardo escuro e o peito posterior e a barriga são brancos. As fêmeas possuem uma mancha anegrada entre o olho e o bico, parecendo um olho falso. A espécie vive em áreas atlânticas, atinge o Paraná e Santa Catarina podendo chegar até a Argentina. O selo compreende a série REVIZEE.
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Nota: Na coleção há dois blocos de Kiribati que mostram aves marinhas; relacionados em seguida, os nomes identificados com asteriscos são espécies que existem na ilha...
Bloco do Kiribati com 6 valores de 25c cada, emitido em 15/08/2005, “Breeding Birds of Christmas Island – BirdLife International” (Aves reprodutoras das ilhas Natal), cujos selos mostram: Lesser Frigatebird (Fregata ariel), Red-tailed Tropicbird (Phaethon rubricauda), Blue Noddy (Procelsterna cerulea), Christmas Shearwater (Puffinus nativitatis), Sooty Tern (Sterna fuscata*) e Masked Booby (Sula dactylatra*). Na margem esquerda aparece a espécie: Phoenix Petrel (Pterodroma alba).
Bloco do Kiribati com 6 valores de 2$ cada, emitido em 15/08/2005, “Breeding Birds of Christmas Island – BirdLife International” (Aves reprodutoras das ilhas Natal), cujos selos mostram: White-tailed Tropicbird (Phaethon lepturus*), Black Noddy (Anous minutus), Red-footed Booby (Sula sula*), Wedge-tailed Shearwater (Puffinus pacificus), White Tern (Gygis alba*) e Great Frigatebird (Fregata minor). Na margem esquerda aparece a espécie: White-faced Storm Petrel (Pelagodroma marina).
Abaixo, série de 4 valores emitida por Cabo Verde em 29/10/1993, “Reservas
Naturais”, cujos selos mostram (NT):
10e – Ilhéus Branco e Raso, Cagarra / Cape Verde Shearwater (Calonectris
edwardsii)
30e – Ilhéus de Cima e Raso, Alcatraz / Brown Booby (Sula leucogaster)
40e – Ilhéus Curral Velho e Baluarte, Rabil / Magnificent Frigatebird (Fregata
magnificens)
41e – Ilhéus Raso e de Cima, Rabo-de-junco / Red-billed Tropicbird (Phaethon
aethereus)
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Da Ordem Gruiformes – aves aquáticas e terrestres, pernaltas, grandes ou pequenas, de bico alongado – temos 9 Famílias que inclui os Rhynochetidae, os Otididae (abetardas, sisão), os gruídeos (grous) e as famílias brasileiras identificadas abaixo...
– Família: Aramidae
Aramus guarauna – carão / Limpkin
– Família: Cariamídeo (Cariamidae)
Cariama cristata – seriema, Red-legged Seriema (MG)
Seriema (Tupi: “çaria” – crista e “am” – levantada) – Aves pernaltas corredoras, de porte avantajado, terrícolas nidificando sobre as árvores. Asas arredondadas, largas, com penas rijas, pescoço e cauda longos. A plumagem é cinzenta com algumas tonalidades pardacentas ou amareladas. Bico e pernas vermelhos. Na base do forte bico, cresce um feixe de penas finas eriçadas para diante, semelhante a um bigode ou uma crista. Tem olhar severo e ameaçador e é uma das poucas aves providas de pestanas. Come gafanhotos e outros artrópodes, roedores, lagartos e outros animais pequenos, inclusive pequenas cobras. Tem fama de ser devoradora de serpentes o que não procede... (talvez, por ser parecida com um pássaro africana chamado secretário)... Não é imune ao veneno ofídico. Trepa nas ramarias ralas das árvores do Cerrado, dando pulos de até um metro de altura ajudada por um bater de asas. Empoleira-se no alto das árvores para dormir. Toma banhos de sol e de poeira. Vive nos cerrados, campos sujos e também nos planaltos descampados do Sudeste do Brasil.
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– Família: Eurypygidae
Eurypyga helias – pavãozinho-do-pará,
Sunbittern (PA)
– Família: Heliornithidae
Heliornis fulica – picaparra, Sungrebe, Ipequi
– Família: Psophiidae
Psophia crepitans – jacamim-de-costas-cinzentas, Gray-winged Trumpeter
(cartão telefônico do Museu Goeldi)
Psophia leucoptera – jacamim-de-costas-brancas, Pale-winged Trumpeter
Psophia viridis – jacamim-de-costas-verdes,
Dark-winged Trumpeter
Jacamim-de-costas-verdes (RO) – Ave de ocorrência restrita à Amazônia, de cabeça pequena e pescoço curvo coberto de penas curtas que lhe dão a aparência aveludada. O bico é forte e curvo; as asas são largas e descaídas unidas à plumagem franjada do dorso, dando ao corpo um aspecto reforçado, contribuindo para a sua aparência corcunda. Cauda curta e macia; pernas altas e dedos curtos. Comem insetos, centopeias, sementes e bagas. Caminham tranquilamente aos bandos pelo interior da mata sombria mexendo ritimadamente as asas e ziguezagueando por trilhas determinadas e guiados por um indivíduo, talvez o mais experiente do grupo. Se espantados voam para os galhos próximos e em seguida sobem a alturas consideráveis, pulando, voando e gritando. Plumagem negra reluzente, costas verdes oliváceas ou efetivamente verdes; bico e pés claros. Ocorre do Rio Madeira, norte do Mato Grosso e parte do Pará.
– Família: Ralídeo (Rallidae – galinhas-de-água, carquejas, saracuras, sanãs)
– aves de tamanho pequeno e médio; vivem nos brejos e à beira de rios e lagos.
Gêneros e Espécies:
Amaurolimnas concolor – saracura-lisa, Uniform Crake
Anurolimnas castaneiceps – sanã-de-cabeça-castanha, Chestnut-headed Crake
Aramides cajanea – saracura-três-potes, Gray-necked Wood-Rail (texto abaixo)
Aramides calopterus – saracura-de-asa-vermelha, Red-winged Wood-Rail
Aramides mangle – saracura-do-mangue, Little Wood-Rail (mostrada no selo abaixo)
Aramides saracura – saracura-do-mato, Slaty-breasted Wood-Rail
Aramides ypecaha – saracuruçu, Giant Wood-Rail
Coturnicops notatus – pinto-d’água-carijó, Speckled Rail
Fulica armillata – carqueja-de-bico-manchado, Red-gartered Coot
Fulica leucoptera – carqueja-de-bico-amarelo, White-winged Coot
Fulica rufifrons – carqueja-de-escudo-vermelho, Red-fronted Coot
Gallinula angulata – frango-d’água-menor, Lesser Moohren
Gallinula chloropus – frango-d’água-comum, Common Moorhen
Gallinula melanops – frango-d’água-carijó, Spot-flanked Gallinule
Laterallus exilis – sanã-do-capim, Gray-breasted Crake
Laterallus fasciatus – sanã-zebrada, Black-banded Crake
Laterallus jamaicensis – açanã-preta, Black Rail
Laterallus leucopyrrhus – sanã-vermelha, Red-and-white Crake
Laterallus melanophaius – sanã-parda, Rufous-sided Crake
Laterallus viridis – sanã-castanha, Russet-crowned Crake
Laterallus xenopterus – sanã-de-cara-ruiva, Rufous-faced Crake
Micropygia schomburgkii – maxalalagá, Ocellated Crake
Neocrex erythrops – turu-turu, Paint-billed Crake
Pardirallus maculatus – saracura-carijó, Spotted Rail
Pardirallus nigricans – saracura-sanã, Blackish Rail
Pardirallus sanguinolentus – saracura-do-banhado, Plumbeous Rail
Porphyrio flavirostris – frango-d’água-pequeno, Azure Gallinule
Porphyrio martinica; anteriormente Porphyrula martinica –
frango-d’água-azul, Purple Gallinule (selo abaixo)
Porzana albicollis – sanã-carijó, Ash-throated Crake
Porzana flaviventer – sanã-amarela, Yellow-breasted Crake
Porzana spiloptera – sanã-cinza, Dot-winged Crake
Rallus longirostris – saracura-matraca, Clapper Rail
Saracura-três-potes – Habitantes de mata, camuflados pela cor e pelo padrão da plumagem. Bicos (esverdeados) e pés (vermelhos) vivamente coloridos. Quando espantados, seu voo é curto, desajeitado e com as pernas pendentes. São onívoras alimentando-se de capim, sementes, larvas de insetos, pequenas cobras-d’água. Caem com facilidade em arapucas cevadas com milho. Podem realizar pilhagem de ovos de outras aves. São animais inquietos, demonstrando seu nervosismo balançando quase constantemente a cauda curta que é levantada verticalmente. A cabeça e o corpo são cinzentos e o resto das partes inferiores ferrugíneas; abdome negro. Vive nos pântanos com vegetação alta, manguezais, margens de rio e lago; mata úmida e alta e, às vezes, distantes da água. Canto característico que deu origem ao nome: “pot pot pot”... Mas em tupi-guarani a palavra “saracura” significa “do que come soca de milho”... Ocorre em todo o território nacional.
Do lado esquerdo da tela, selo da cartela premiada “Pantanal Fauna e Flora” que mostra o frango-d’água-azul. Do lado direito, o selo mostra a subespécie saracura-do-mangue.
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Última atualização: 27/08/2011. |