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Famílias: Acipitrídeos e Falconídeos

Nesta página duas famílias de gaviões: Acipitrídea (águias) e Falconídea (falcões)

Ordem: Ciconiiformes (antigamente Falconiformes) – ordem de aves de pernas e pescoço longos, tamanho de médio a grande e de distribuição universal.

Segundo a classificação de Sibley-Ahlquist, foram tiradas algumas famílias listadas acima, como a Balaenicipitidae que foi classificada na Ordem Pelicaniformes, por exemplo, e incluídas muitas outras famílias na ordem Ciconiiformes...

Nas tradições egípcia e greco-romana o gavião está associado ao Sol... O fato da fêmea ser maior e mais forte que o macho faz do gavião um símbolo do poder feminino... A águia tem a capacidade de voar muito alto, por esse motivo, também é símbolo do Sol e do céu (morada dos deuses), associada à nobreza, à elevação espiritual e o poder divino.

A águia dourada, por exemplo, é a ave-nacional de quatro Nações, Alemanha e Áustria (em continuidade ao Holy Roman Empire), México e Cazaquistão, the most of any species... Muito associada à “Águia de Saladino” (Saladin Golden Eagle) que também sob a forma de águia dourada aparece no Brasão de Armas de alguns países: Egito, Iêmen, Iraque, Palestina... Também foi usada na Síria, durante o período da República Árabe Unida, e provisoriamente na Líbia...

Um dos símbolos esotéricos mais antigos da humanidade, considerada rainha das aves, seu voo personifica a alma dos xamãs e magos em direção ao mundo dos espíritos. Entre os cristãos, simboliza a ascensão de Jesus. Na Roma antiga, uma águia voando significava a elevação da alma de um soberano após a morte do corpo físico. Entre os gregos, representava a força e a espiritualidade, além de ser o animal favorito de Zeus.

Afinal, qual a diferença entre águia, falcão e gavião?

Gavião é o nome comum dado a várias aves que compreendem duas famílias: Acipitrídea e Falconídea, ambas da Ordem Ciconiiforme, são aves de rapina, predadoras de aves, répteis e pequenos mamíferos...

Ambas as famílias (águia e o falcão) são bastante similares, mas existem várias diferenças... Parece que a principal é no tamanho de cada espécie, pois há diferenças na anatomia do esqueleto... Os acipitrídeos distinguem-se também pelas técnicas de construção de ninhos (muito primitivas nos falconídeos).

  1. Águia – Os acipitrídeos têm grande porte, caçam as presas com o recurso do sentido da visão e por isso têm enorme acuidade visual, com olhos grandes, amarelos, encarnados ou amendoados. Estrutura do bico encurvado e aguçado, tipo de patas fortes e terminando em garras bem desenvolvidas. Parece que matam a presa com as garras... O ninho é construído com gravetos e pequenos galhos e forrado com material mais suave, como ervas ou folhas.
  2. Falcão – Os falconídeos são mais elegantes e vivos, têm olhos castanhos; matam a presa com o bico e não com as garras, para isso, possuem a ponta da parte superior do bico curvada...

– Família: Pandionidae
Pandion haliaetus – águia-pescadora, Osprey

– Família: Acipitrídea (Accipitridae) – espécime dos acipitrídeos, família de aves da ordem Ciconiiformes que inclui a maioria das espécies de aves de rapina diurnas, como águias (harpia e alguns gaviões brasileiros), buteos. Segundo a Taxinomia de Sibley-Ahlquist, classificada nos Falconiformes em sistemáticas mais antigas...

Os acipitrídeos constituem uma das maiores famílias avianas, com cerca de 231 espécies classificadas em 65 gêneros. O grupo tem distribuição mundial e pode ser encontrado em uma enorme diversidade de climas e habitats. A maior concentração de espécies de acipitrídeos encontra-se, no entanto, em zonas de elevada produtividade biológica, como florestas densas, por exemplo, onde há abundância de potenciais presas. A maioria das espécies é migratória.

Os acipitrídeos são aves que se alimentam exclusivamente de carne, como predadores ativos ou como necrófagos (como os abutres). O tamanho e plumagem destas aves é muito variável e depende do habitat e clima que ocupam. Há Acipitrídeos com envergaduras entre 50 cm e 3 metros, sendo as fêmeas geralmente maiores que os machos. A maioria das espécies vivem em casais monogâmicos e muito territoriais que defendem uma área em torno do seu local de nidificação.

Como aves de rapina, os acipitrídeos têm uma enorme importância ecológica e econômica no controle das populações de pequenas aves e mamíferos, em particular os roedores nocivos às colheitas. A sua enormes sensibilidade à poluição faz destas espécies bons indicadores da qualidade do ar. O IUCN enumera muitas das espécies de acipitrídeos nas listas vermelhas. Nove destas espécies estão classificadas como em perigo crítico de extinção. As principais ameaças são a degradação de habitats e o uso de químicos agrícolas.

Família dos acipitrídeos organizada por gêneros:
Accipiter badius – gavião-shikra
Accipiter bicolor – gavião-bombachinha-grande ou gavião-bicolor, Bicolored Hawk
Accipiter brevipes – gavião-de-pé-curto
Accipiter erythronemius – gavião-miúdo
Accipiter nisus – gavião-da-europa
Accipiter poliogaster – tauató-pintado, Gray-bellied Goshawk
Accipiter striatus – gavião-miúdo, Sharp-shinned Hawk
Accipiter superciliosus – gavião-miudinho, Tiny Hawk

GÊNERO: Aquila (Brisson, 1760), sinônimo: Hieraaetus (Kaup, 1844), ditas “águias verdadeiras”
A. adalberti (C. L. Brehm, 1861) – Águia-imperial-ibérica / Spanish Imperial Eagle, Adalbert’s Eagle / Aigle ibérique / Águila imperial ibérica.
A. africana (Cassin, 1865), sinônimo: Spizaetus africanus – Cassin’s Hawk-eagle / Aigle de Cassin.
A. audax (Latham, 1802) – Wedge-tailed Eagle / Aigle d’Australie / Águila de cola cuneiforme; maior ave de rapina da Austrália, cujo voo o rabo em cunha é bem visível.
A. chrysaetos (Lineu, 1758) – Águia-real ou águia-dourada / Golden Eagle / Aigle royal / Águila real. Pode ser encontrada na Eurásia, do leste ao oeste da Sibéria, norte da África e na América do Norte. – Ave Nacional da Alemanha e Áustria; talvez seja também a espécie do México...
A. clanga (Pallas, 1811) – Águia-gritadeira / Greater Spotted Eagle / Aigle criard / Águila moteada.
A. fasciata (Vieillot, 1822), sinônimo: H. fasciatus – Águia-de-bonelli / Bonelli’s Eagle / Aigle de Bonelli / Águila perdicera.
A. gurneyi (Gray, 1860) – Águia-de-gurney / Gurney’s Eagle / Aigle de Gurney / Águila de las Molucas.
A. hastata (Lesson, 1834) – Indian Spotted Eagle / Aigle lancéolé / Águila moteada hindú.
A. heliaca (Savigny, 1809) – Águia-imperial-oriental / Eastern Imperial Eagle / Aigle impérial / Águila imperial.
A. kienerii (Geoffroy Saint-Hilaire, 1835), sinônimos: H. kienerii, Lophotriorchis kienerii (parece ser o válido) – Rufous-bellied Eagle / Águila de vientre rojo.
A. morphnoides (Gould, 1841), sinônimo: H. morphnoides – Little Eagle
A. nipalensis (Hodgson, 1833) – Águia-das-estepes / Steppe Eagle / Aigle des steppes / Águila de las estepas. Pode ser encontrada desde a Romênia a leste até as estepes mongóis a oeste no verão e migra para África e Índia no inverno. – Ave Nacional do Cazaquistão e do Egito!
A. pennata (Gmelin, 1788), sinônimo: H. pennatus – Águia-calçada / Booted Eagle / Águila calzada.
A. pomarina (Brehm, 1831) – Águia-pomarina / Lesser Spotted Eagle / Aigle pomarin / Águila pomerana.
A. rapax (Temminck, 1828) – Águia-rapace / Tawny Eagle / Aigle ravisseur / Águila rapaz.
A. spilogastra (Bonaparte, 1850), sinônimo: H. spilogaster – Águia-falcão-africana / African Hawk Eagle / Aigle fascié / Águila azor americano.
A. verreauxii (Lesson, 1830) – Águia-negra-africana / Verreaux’s Eagle / Aigle de Verreaux / Águila cafre.
A. wahlbergi (Sundevall, 1851) – Águia-de-wahlberg / Wahlberg’s Eagle / Águila de Wahlberg.

Asturina nitida – gavião-pedrês
Busarellus nigricollis – gavião-belo, Black-collared Hawk – foto abaixo*
Buteo albicaudatus – gavião-de-rabo-branco, White-tailed Hawk
Buteo albonotatus – gavião-de-rabo-barrado ou gavião-caçador, Zone-tailed Hawk
Buteo brachyurus – gavião-de-cauda-curta, Short-tailed Hawk
Buteo jamaicensis – gavião-de-cauda-vermelha
Buteo leucorrhous – gavião-de-rabadilha-branca ou gavião-de-sobre-branco
Buteo magnirostris – gavião-carijó, Roadside Hawk – selo abaixo*
Buteo melanoleucus – águia-chilena, Black-chested Buzzard-Eagle – foto abaixo*
Buteo nitidus – gavião-pedrês, Gray Hawk
Buteo platypterus – gavião-de-asa-larga, Broad-winged Hawk
Buteo polyosoma – gavião-de-costas-vermelhas
Buteo swainsoni – gavião-papa-gafanhoto, Swainson's Hawk
Buteogallus aequinoctialis – caranguejeiro ou gavião-caranguejeiro, Rufous Crab-Hawk
Buteogallus anthracinus – gavião-caranguejeiro-negro
Buteogallus urubitinga – gavião-preto ou gavião-caipira, Great Black-Hawk
Chondrohierax uncinatus – caracoleiro, gavião-caracoleiro ou gavião-bico-de-gancho, Hook-billed Kite
Circus buffoni – gavião-do-banhado ou gavião-do-mangue, Long-winged Harrier
Circus cinereus – gavião-cinza ou gavião-cinzento, Cinereous Harrier
Daptrius americanus – gralhão
Daptrius ater – gavião-de-anta
Elanoides forficatus – gavião-tesoura, Swallow-tailed Kite
Elanus leucurus – gavião-peneira, White-tailed Kite
Gampsonyx swainsonii – gaviãozinho, Pearl Kite
Geranospiza caerulescens – gavião-pernilongo, Crane Hawk
Haliaeetus (8 espécies):
Haliaeetus albicilla – White-tailed Eagle
Haliaeetus leucocephalus – “pigargo” ou águia-de-cabeça-branca, Bald Eagle – Ave Nacional dos Estados Unidos!
Haliaeetus leucogasterWhite-bellied Sea-eagle ou White-bellied Fish-eagle ou White-breasted Sea Eagle
Haliaeetus leucoryphus – Pallas’s Fish-eagle
Haliaeetus pelagicuságuia-marinha-de-steller ou Steller’s Sea-eagle
Haliaeetus sanfordi – Sanford’s Sea-eagle
Haliaeetus vociferáguia-pescadora-africana, African Fish-eagle – Ave Nacional da Namíbia, Zâmbia e Zimbábue
Haliaeetus vociferoides – Madagascar Fish-eagle
Harpagus bidentatus – gavião-ripina ou gavião-rapina, Double-toothed Kite
Harpagus diodon – gavião-bombachinha ou gavião-bombachina-pequeno, Rufous-thighed Kite
Harpia harpyjagavião-real ou harpia, águia-real, uiraçu-verdadeiro, Harpy Eagle – Ave Nacional do Panamá!
Harpyhaliaetus coronatuságuia-cinzenta, Crowned Eagle ou Crowned Slitary Eagle (inglês), Streitadler (alemão)
Helicolestes hamatus – gavião-do-igapó, Slender-billed Kite
Heterospizias meridionalis – gavião-caboclo ou casaca-de-couro, Savanna Hawk [Buteogallus meridionalis]
Ictinia mississippiensis – sauveiro-do-norte ou gavião-do-mississipi, Mississippi Kite
Ictinia plumbea – sovi ou gavião-sauveiro, Plumbeous Kite
Leptodon cayanensis – gavião-de-cabeça-cinza, Gray-headed Kite
Leptodon forbesi – gavião-de-pescoço-branco, White-collared Kite – endêmico do Brasil
Leucopternis albicollis – gavião-branco, White Hawk
Leucopternis kuhli – gavião-vaqueiro ou gavião-de-sobrancelha, White-browed Hawk
Leucopternis lacernulatus – gavião-pombo-pequeno, White-necked Hawk – endêmico do Brasil – foto abaixo*
Leucopternis melanops – gavião-de-cara-preta, Black-faced Hawk
Leucopternis polionotus – gavião-pombo-grande, Mantled Hawk
Leucopternis schistaceus, às vezes aparece como schistacea – gavião-azul, Slate-colored Hawk
Morphnus guianensisuiraçu-falso, Guiana Crested Eagle ou Crested Eagle (inglês), Würgadler (alemão)
Parabuteo unicinctus – gavião-asa-de-telha, Harris’ Hawk
Percnohierax leucorrhous – gavião-de-sobre-branco, White-rumped Hawk
Rostrhamus sociabilis – gavião-caramujeiro, Snail Kite – foto abaixo*
Rostrhamus hamatus – gavião-do-igapo
Rupornis magnirostris – gavião-pega-pinto, Roadside Hawk
Spizaetus melanoleucus – gavião-pato, Black-and-white Hawk-Eagle
Spizaetus ornatusgavião-de-penacho ou inhapacanim, Ornate Hawk-Eagle
Spizaetus tyrannus – gavião-pega-macaco ou urutaurana, Black Hawk-Eagle

Águia-chilena, Zoo BA Gavião-caramujeiro Gavião-pombo-pequeno, Zoo BA

O selo postal regular (abaixo, centro da tela) mostra o gavião-carijó cujo nome científico é Buteo magnirostris...

Do lado esquerdo, foto de Sérgio Sakall – Estrada Parque, Mato Grosso do Sul, em 08/2005... eu acho que retrata o gavião-belo, mas não tenho certeza... ocorre do México à Argentina e praticamente em todo Brasil. Do lado direito, a foto (122) mostra o gavião-caboclo que ocorre do Panamá à Argentina, em todo Brasil com restrições à Amazônia...

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Harpia – É a maior águia das Américas! Espécie ameaçada de extinção! Ave-símbolo do Panamá!
Habitat: Florestas tropicais | Hábitos alimentares: Carnívora (pequenos mamíferos e aves).
Período de vida: Aproximadamente 40 anos.

Majestosa, de porte e força inigualáveis, é considerada a maior entre todas as águias e a mais forte ave de rapina do planeta, também a maior ave de rapina do Brasil. Sua distribuição geográfica compreende vários países da América do Sul e América Central, mas o Brasil é sua principal morada. Já ocorreu em todo o território nacional, hoje porém, está restrito a Amazônia e a alguns fragmentos da Mata Atlântica...

A Harpia recebe muitos nomes regionais como gavião-real ou águia-real; ainda denominações indígenas como uiraçu, uiraçu-verdadeiro e canoho. Estes mesmos índios a veneram como o espírito mais valente da floresta, a mãe de todos os pássaros. Talvez a palavra em tupi-guarani “uiraçu”, de “uirapara ou uirapa” (arco) e “açu” (grande), refira-se à sua envergadura nas asas que forma um grande arco...

Possui cabeça cinza provida de longo e macio topete (como um cocar) bipartido formando dois chifres negros. Olhos (íris cinza claro) e cabeça relativamente pequenos em relação ao corpo de coloração cinza-azulada. Face com discreto disco facial, que contribui com sua audição. Bico muito robusto, de robustez incomparável. Pescoço e papo negros; peito, barriga e face ventral das asas brancos, sendo as asas e os calções listrados de negro.

Pernas curtas e grossas, tarsos (canela) e dedos extrememente fortes. Garras enormes, afiadas e negras, com poderosas unhas que medem até 7 centímetros – maiores que a do urso-pardo norte-americano –, a harpia é capaz de capturar sua presa em uma árvore sem interromper o voo!

O macho possui em média 60 centímetros de altura e pesa de 4,8 a 6 kg. Já a fêmea possui 90 centímetros de altura e tem peso aproximado de 7,5 a 9 kg, com grande envergadura nas asas, podendo medir até 2 metros de uma ponta a outra da asa...

Por serem maiores e mais fortes do que os machos, cabe às fêmeas a captura da caça pesada como preguiça, macaco-aranha, macaco-prego, filhotes de veado; já foi vista capturando um macho adulto de bugio, com cerca de 6,5 kg. Com tamanho menor, o macho é mais ágil e captura presas menores e mais rápidas, como araras, seriemas, tatus e cachorros-do-mato. Espreita na alta mata primária na beria de rios e na proximidade de barreiros. Em locais habitados atacam os cães, galinhas, bezerros e cabritos.

Na natureza, constrói seu ninho em árvores altas, no cimo da castanheira, por exemplo. Utilizam sempre o mesmo ninho construído por uma pilha de galhos, que é reformado a cada estação reprodutiva. A fêmea põe dois ovos entre setembro a novembro, mas geralmente só um filhote sobrevive. O ovo eclode após 56 dias de incubação. Este atinge a maturidade sexual e plumagem adulta somente ao 5 anos de idade.

Abaixo (do lado esquerdo), selo emitido em 30/05/1968, em comemoração ao Sesquicentenário (150 Anos) do Museu Nacional, fundado em 1818. O selo com valor facial de 0,20 mostra uma Harpia. RHM: C-598. Nota: Interessante notar que no selo postal o nome científico da espécie (Harpia harpyja) foi grafado errado no selo (Harpia harpya)...

Do lado direito da tela, ex-libris da Biblioteca do Museu Nacional (arquivo número: B202478), originalmente com 13,5 x 8,5 centímetros, imagem do site do museu que integrou a mostra Obras Raras da Biblioteca (2009). Por sugestão do diretor do Museu no período de 1923 a 1926, Arthur Neiva, a Biblioteca adotou a Harpia harpyja, conhecida como gavião-real ou uiraçu-verdadeiro, como ilustração de seu ex-libris: Museu Nacional Rio de Janeiro, “Guaerite, quos agitat mundi labor”.

Nota: Embora o desenho do selo seja mais moderno, o desenho do antigo ex-libris é muito mais bonito, real e artístico...

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– Família: Falconídea (Falconidae) – espécime dos falconídeos, constituem uma família de aves pertencentes à ordem dos ciconiiformes (ex-falconiformes) e inclui cerca de 60 espécies de aves de rapina, distribuídas em 10 gêneros. Exemplos: falcões, acauãs.

Família dos falconídeos organizada por gêneros:
Caracara cheriway – caracará-do-norte, Crested Caracara [Polyborus cheriway]
Caracara plancus – caracará ou carcará, Southern Caracara [Polyborus plancus]
Daptrius ater – gavião-de-anta, Black Caracara
Falco alopex
Falco amurensis
Falco araea
Falco ardosiaceus
Falco berigora
Falco biarmicus – falcão-borni?, Lanner Falcon (selo Zoo Líbia)
Falco cenchroides
Falco cherrug – falcão-sacre
Falco chicquera
Falco columbarius – esmerilhão, Merlin
Falco concolor
Falco cuvierii
Falco deiroleucus – falcão-de-peito-laranja, Orange-breasted Falcon
Falco dickinsoni
Falco eleonorae
Falco fasciinucha
Falco femoralis – gavião-de-coleira ou falcão-de-coleira, Aplomado Falcon
Falco hypoleucos
Falco jugger
Falco longipennis
Falco mexicanus
Falco moluccensis
Falco naumanni – peneireiro-das-torres
Falco newtoni
Falco novaeseelandiae
Falco peregrinusfalcão-peregrino, Peregrine Falcon – Considerado o pássaro mais rápido do mundo!
Falco punctatusfalcão-mauriciano, Mauritius Kestrel
Falco rufigularis – cauré, Bat Falcon
Falco rupicoloides
Falco rusticolus – falcão-gerifalte
Falco severus
Falco sparverius – quiri-quiri, quiriquiri ou falcão-americano, American Kestrel (descrição abaixo)
Falco subbuteo
Falco subniger
Falco tinnunculus – peneireiro-vulgar ou peneireiro-de-dorso-malhado, Common Kestrel – Velho Mundo
Falco vespertinus
Falco zoniventris
Herpetotheres cachinnans – acauã, Laughing Falcon
Ibycter americanus – gralhão, Red-throated Caracara
Micrastur buckleyi – falcão-de-buckley, Buckley’s Forest-Falcon [Spiziapteryx circumcincta]
Micrastur gilvicollis – falcão-mateiro, Lined Forest-Falcon
Micrastur mintoni – falcão-críptico, Cryptic Forest-falcon
Micrastur mirandollei – tanatau, Slaty-backed Forest-Falcon
Micrastur ruficollis – falcão-caburé ou gavião-caburé, Barred Forest-Falcon
Micrastur semitorquatus – falcão-relógio ou gavião-relógio, Collared Forest-Falcon
Milvago chimachima – carrapateiro ou gavião-carrapateiro, Yellow-headed Caracara (possui uma lista preta dos olhos à orelha, como sobrancelhas)
Milvago chimango – gavião-chimango ou ximango, Chimango Caracara

Quiri-quiri: É o menor representante da família. Inconfindível pelo desenho característico e estranho que ostenta na cabeça constituido de duas faixas verticais laterais e duas nódoas nucais negras lembrando olhos. Dimorfismo sexual acentuado; machos com caula e costas ferrugem uniforme e fêmeas com asas ferrugem e cauda dom numerosas listras negras. Comem lagartixas, grandes insetos, camundongos, e pequenas cobras; no crepúsculo tenta capturar morcegos. Empoleira-se em postes e fios, sacode a cauda, em voo pode lembrar uma grande andorinha. Poco adaptado à vida nas cidades. Ocorre em todo o território nacional em regiões campestres e quase desérticas; contenta-se com um mínimo de vegetação.

Abaixo, caracará ou carcará, ave diurna, onívora que come tanto animais vivos como mortos. Fotos by Sérgio Sakall – Do lado esquerdo da tela, Estrada Parque, Mato Grosso do Sul, 08/2005. Nota: foi utilizada pelo Grupo Positivo. Do lado direito da tela, Estação Ecológica do Taim, Rio Grande do Sul, 06/01/2010.

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— Parque dos Falcões – www.parquedosfalcoes.com.br
Associação Criadores Conservacionistas da Fauna Silvestre Nativa
Rodovia 235, Km 46, nº15
Povoado do Gandu II – Zona Rural, Itabaiana – Sergipe (SE) – CEP: 49500-000
Telefones: (79) 9131-3496 – (79) 9962-5457

Parque dos Falcões é centro de readaptação de aves de rapina com apoio do Ibama. A Serra de Itabaiana, entre as cidades de Areia Branca e Itabaiana, a 50 km de Aracaju, abriga um atrativo exclusivo de Sergipe. Afastado do centro urbano, no meio da mata e entre riachos, está o Parque dos Falcões, onde se desenrola uma interessante história de amor, solidariedade e amizade entre um homem, José Percílio Mendonça da Costa ou apenas Percílio dos Pássaros, e os pássaros...

A aproximadamente 45 km de Aracaju, localizado aos pés da Serra de Itabaina (SE), ao lado do Parque Nacional de Reserva Natural, o Instituto Parque dos Falcões foi construído através do trabalho e esforço de dois sonhadores, José Percílio e Alexandre Correia, e de alguns admiradores e colaboradores.

Alexandre tornou-se “cúmplice” de Percílio no ano de 1999, mas a história do Instituto começou ainda na infância do fundador. Aos 7 anos, Percílio ganhou um ovo de Carcará (Caracara plancus)[sic], e depois de 28 dias sendo chocado por uma galinha, nasceu Tito, seu primeiro grande amigo (1984). Hoje, Tito tem 25 anos e o Instituto cuida de mais de 300 aves, entre gaviões, falcões, corujas, socós-boi, pombos, etc.

Nota: Parece que possui também três espécies de águias, duas espécies raras de jacus, duas de patos, duas de socós, quatro tipos curiosos de corujas e saracura.

Já conhecido por muitos turistas, estudantes, biólogos, e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, o Instituto é um dos únicos locais do país com autorização do IBAMA para a criação dessas aves em cativeiro (1990). Com o objetivo de salvar e proteger as espécies de aves de rapina que habitam o céu brasileiro, o Instituto Parque dos Falcões tornou-se uma referência no manejo, reprodução e reabilitação desses animais, acumulando um grande conhecimento sobre o seu comportamento.

Todos os meses, o Instituto recebe através do IBAMA, da Polícia Ambiental e do Corpo de Bombeiros, aves maltratadas, machucadas ou mutiladas pela ação humana, que parece satisfazer-se com o sofrimento desses e de muitos outros animais.

O Instituto Parque dos Falcões está aberto ao público todos os dias da semana. Para chegar ao centro conservacionista siga de Aracaju em direção à Itabaiana pela BR 235. Depois de passar pelo município de Areia Branca (km 34), percorra aproximadamente 9 km. No lado direito, há uma placa indicativa sobre o Instituto. Entre por essa estrada (única parte do trajeto não asfaltado) e percorra mais 2,5 km. É indispensável agendar previamente a sua visita.

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Última atualização: 07/11/2013.
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