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GAMBÁ ou SARUÊ

Gambá é o nome popular de um animal típico das Américas. É um dos maiores marsupiais da família dos didelfídeos, pertencentes ao gênero Didelphis. É a única família da ordem Didelphimorphia, com mais de 60 espécies agrupadas em 15 gêneros. Apesar das características comuns, este grupo radiou em uma grande variedade de formas.

Os didelfídeos encontram-se na maior parte dos habitats, desde o nível do mar até altitudes superiores a 3.000 metros, desde a estepe subárida até a savana e a floresta tropical. Várias espécies vivem principalmente nas árvores, muitas vivem no solo, enquanto que uma é aquática e tem as patas traseiras transformadas em nadadeiras, o gambá-d'água (Chironectes minimus).

Na natureza os gambás têm como principal predador o gato-do-mato (Leopardus spp.), enquanto nas cidades são frequentemente atropelados por terem a visão ofuscada pelos faróis e por terem pouca mobilidade – exceto nas árvores. São ainda confundidos por vezes com o cangambá (Mephitis mephitis), que embora se assemelhe, não é um marsupial, mas sim um mustelídeo.

Distribuição Geográfica: Os gambás podem ser encontrados em várias regiões das Américas, desde o Canadá até a Argentina. No território brasileiro pode-se encontrar quatro espécies...

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Marsupialia
Ordem: Didelphimorphia
Família: Didelfídeos (Didelphidae)
Subfamília: Didelphinae
Gênero: Didelphis (Linnaeus, 1758)
Nome em inglês: Large American Opossums
Espécies:

1. Didelphis albiventris (Lund 1840) – Gambá-de-orelha-branca / White-eared Opossum = ocorre no Brasil central, especialmente no Estado de São Paulo e no Rio Grande do Sul; também endêmico no Nordeste, especialmente Pernambuco, onde é denominado timbu.
2. Didelphis aurita – Gambá-de-orelha-preta / Big-eared Opossum = ocorre em todo o Estado de São Paulo, principalmente nas regiões de Mata Atlântica deste e dos estados próximos; ocorre também no norte do Rio Grande do Sul e Amazônia.
3. Didelphis imperfecta – Guianan White-eared Opossum
4. Didelphis marsupialis – Gambá-comum / Common Opossum = ocorre desde o Canadá ao norte da Argentina e Paraguai; no Brasil, principalmente na região amazônica.
5. Didelphis pernigra – Andean White-eared Opossum
6. Didelphis virginiana – Gambá-da-virgínia / Virginia Opossum = ocorre desde o Canadá ao norte da Argentina...

Variedade de nomes: O gambá também chamado mucura (Amazônia e Brasil meridional), sarigué, sariguê, saruê, sarué ou sarigueia (Bahia), timbú ou cassaco (Pernambuco ao Ceará), micurê (Paraguai e Mato Grosso) ou opossum (Estados Unidos da América).

A etimologia desses nomes populares em tupi-guarani revela a sua identidade em referência a bolsa ventral onde se encontram as mamas e onde os filhotes vivem durante parte de seu desenvolvimento: “guá-mbá, gã'bá ou guaambá” (ventre aberto, a barriga oca, uma mama oca, peito oco), saru (de manso, calado), xuê (devagar) e sarigué “desoór-igué, soríghê” (animal de saco).

Características

Os gambás são animais com 40 a 50 centímetros de comprimento, sem contar com a cauda que chega a medir 40 cm, com um corpo parecido com o rato, incluindo a cabeça alongada, mas com uma dentição poliprotodonte. A cauda tem pelos apenas na região proximal, é escamosa na extremidade e é preênsil, ou seja, tem a capacidade de enrolar-se a um suporte, como um ramo de árvore. As patas são curtas e têm 5 dedos em cada mão, com garras; o hálux (primeiro dedo das patas traseiras) é parcialmente oponível e, em vez de garra, possui uma unha.

Reprodução

Os gambás podem reproduzir-se três vezes durante o ano, dando 10 a 20 filhotes em cada gestação, que dura 12 a 14 dias. Como nos restantes marsupiais, ao invés de nascerem filhotes, nascem embriões com cerca de um centímetro de comprimento, que se dirigem para o marsúpio, onde ocorre uma soldadura temporária da boca do embrião com a extremidade do mamilo. Os filhotes permanecem no marsúpio até 4 meses e, quando crescem mas não são ainda capazes de viver sozinhos, são transportados pela mãe em seu dorso. Em cativeiro, o período de vida é de 2 a 4 anos.

Comportamento

Os gambás não vivem em grupos, mas na época da reprodução eles formam casais e constróem ninhos com folhas e galhos secos em buracos de árvores. Seus hábitos são noturnos, por isso, quando começa escurecer, o gambá sai de seu abrigo para caçar e coletar alimentos. Sendo um animal onívoro, se alimenta praticamente de tudo, como: raízes, frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos (caranguejos encontrados em zonas de manguezais), anfíbios, serpentes, lagartos e aves (ovos, filhotes e adultos). Embora possuam uma grande diversidade de presas, os gambás são animais de movimentos lentos e de pouca agilidade, exceto para trepar em árvores, utilizando a cauda preênsil.

Curiosidades

O gambá é o ator principal de muitos fatos e ditos populares da cultura brasileira. Um dos aspectos mais marcantes é o líquido fétido produzido pelas glândulas axilares, utilizado pelo animal como defesa. Na fase do cio, a fêmea costuma exalar este odor para atrair os machos. Outra estratégia para escapar dos perigos é o comportamento de fingir-se de morto até que o atacante desista. O gambá tem especial predileção por sangue, por isso é conhecido como sanguinário.

A espécie D. marsupialis foi o primeiro marsupial a ser conhecido pelos europeus. Segundo a História da América, Vicente Yáñez Pinzón foi quem, em 1500, levou este animal para a Europa, o que causou estranheza, uma vez que os marsupiais na Europa tinham sido extintos no período terciário, há mais de 60 milhões de anos.

Alguns gambás são imunes ao veneno de serpentes, incluindo as jararacas (Bothrops sp.), cascavéis (Crotalus spp.) e corais (Micrurus spp.), podendo atacá-las pela cabeça e ingeri-las pela mesma. Segundo um estudo científico, a dose letal em um experimento com gambás foi de 660 mg de veneno, o que corresponde a uma dose 4.000 vezes superior a suportada por bovinos de 400 kg.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Opossum (inglês)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Didelphimorphia | http://pt.wikipedia.org/wiki/Didelphidae
http://pt.wikipedia.org/wiki/Didelphis (gambá)
www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=curiosidade_gamba.htm

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No dia 13/07/2009, através de e-mail, eu pedi a devida autorização para utilizar, oportunamente nesta página, um texto que encontrei na internet e julguei muito interessante e educativo...

Trata-se de um trabalho desenvolvido, durante a Colônia de Férias em janeiro de 2008, com dois grupos de 25 crianças entre os gambás que vivem na Fundação Jardim Zoológico de Brasília. Tal atividade, uma “vivência”, trata do preconceito que, geralmente, temos em relação ao gambá...

Abaixo, o pedido/contato, depois o resumo desse trabalho...

Para Liane (liaferez@ig.com.br), Primeiramente quero parabenizá-la pelo trabalho que realizou... Muito criativa sua ideia de pedir às crianças para adjetivar os animais em duas etapas distintas... Amei o resultado! Moro em Sampa e já tive a oportunidade de visitar várias vezes o zoo... A última foi em fevereiro deste ano, quando conheci o veterinário Tiago – super atencioso, ele me convidou para visitar a casa das girafas... Tirei muitas fotos da girafa Léo! Bem, meu contato é para pedir a autorização do uso de seu texto (resenha) que encontrei disponível no site da SZB, devido ao último Congresso realizado em março, na cidade de Bauru... Enfim, adoraria utilizar o seu texto em meu site; posso? Muito obrigado por sua atenção.

15/07/2009: Pedido a respeito de seu trabalho de preconceito em relação ao gambá. Olá Sérgio, que bacana saber que o trabalho teve um resultado positivo para quem o conheceu também! Temos uma outra colônia de férias agora e devemos repetir a experiência! Pode utilizar o texto sem problema, basta colocar a referência, citando, em especial, o Zoo de Brasília, onde o trabalho foi feito! Quando estiver no site, se puder me mande um e-mail, ficarei orgulhosa em ver esse trabalho difundido! Obrigada! Abraços, Liane Cristina Ferez Garcia.

17/07/2009: Agradecimento. Olá Liane! Muitíssimo obrigado por sua autorização. Pois sou eu quem deve agradecer, além de também sentir orgulho em poder transmitir e propagar o seu trabalho em meu site... Liane, eu atualizei e mudei apenas duas coisinhas, duas palavras de seu texto, a palavra Zoo (que não tem mais acento circunflexo) e a sequência de dias, dia a dia... De qualquer forma, já publiquei com seu nome inteiro... Por favor, não hesite em dizer qualquer coisa do tipo se quiser mudar, retirar ou acrescentar algo... ok?! Muito obrigado por sua atenção e energia boa que você me passou, Abraços e inté.


PARTICIPAÇÃO DE ANIMAIS VIVOS PARA A SENSIBILIZAÇÃO:
O GAMBÁ (Didelphis albiventris) COMO INSTRUMENTO PARA A DUCAÇÃO AMBIENTAL

Por Liane Cristina Ferez Garcia Carpi (liaferez@ig.com.br), Coordenadora de Conscientização Ambiental na Superintendência de Educação e Lazer, Fundação Jardim Zoológico de Brasília – DF.

A Educação Ambiental é um dos pilares ideológicos dos Zoológicos, possuindo importância fundamental para a preservação das espécies animais. A Superintendência de Educação e Lazer do Jardim Zoológico de Brasília desenvolve diversos projetos sócio-educativos, como o Programa de Visitas Monitoradas, o Zoo Noturno, o Zoocamping e o Dr. Zoo.

Durante a execução desses projetos, pôde ser observado que o público, tanto escolar quanto familiar, anseia por conhecer as animais mais de perto. Dessa forma, alguns animais foram inseridos nesses projetos, inicialmente uma calopsita e uma chinchila passaram a integrar a equipe no desenvolvimento das atividades.

Também um grupo de gambás que receberam cuidados especiais desde filhotes passou a participar de algumas palestras e dinâmicas. Esses animais foram condicionados ao contato com pessoas com uso de reforço positivo alimentar após as atividades.

Uma das atividades desenvolvidas com os mesmos tem o objetivo de trabalhar o tema preconceito, foi realizada em janeiro de 2008 durante a Colônia de Férias com dois grupos de 25 crianças, e será aqui apresentada.

As crianças foram recebidas em uma sala, onde foram instigadas a descrever, por meio de adjetivos, o gambá. Cada palavra dita foi escrita em um quadro negro. Esgotados os termos as crianças conheceram dois animaizinhos, apresentados pelos apelidos, como Merry e Miúda.

A atividade foi então repetida, dessa vez as crianças deveriam descrever Merry e Miúda. Os adjetivos, em sua maioria, foram trocados por seus antônimos, ou seja: o gambá é feio, a miúda é bonita. O gambá é fedido, a miúda é limpinha.

Nesse momento, era revelado às crianças que Miúda, assim como Merry eram gambás e era realizada uma discussão sobre preconceito e o tema era exemplificado ainda com situações do dia a dia das crianças.

Os resultados dessa atividade demonstraram o quanto é importante que os animais menos conhecidos recebam maior atenção dos educadores, pois as lendas e informações equivocadas levam muitos a serem maltratados pelo desconhecimento, e mostram que a aplicação da mesma pode ser estendida a outros grupos animais, como os répteis.

Além disso, ficou claro que a presença física do animal sensibiliza e desperta a criança para a curiosidade sobre o assunto, um passo importante na tarefa de construir conceitos que possam culminar na conscientização e na mudança de comportamentos, que efetivamente contribuirá para a preservação das espécies animais.

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CUÍCAS

A palavra “ku’ika” em tupi-guarani refere-se à cuica – espécie de rato grande com o rabo muito comprido, semelhante ao canguru... Também pode ser um instrumento de percussão feito com um pequeno cilindro, em uma de cujas bocas se prende uma pele bem estirada...

Nome popular: Cuíca-de-colete
Nome científico: Caluromysiops irrupta (Sanborn, 1951)
Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. Caluromysiops irrupta é uma espécie de marsupial da família Didelphidae. Pode ser encontrada em Rondônia no Brasil, e Madre de Dios e Cuzco no Peru. UF: RO.

A cuíca-d'água (Chironectes minimus) é um marsupial da família dos didelfídeos, semi-aquático e noturno, encontrado nos rios e lagos do Sul do México até a Argentina. Tais animais medem cerca de 30 cm de comprimento do corpo, cauda longa, dorso cinza com grandes manchas negras e patas traseiras adaptadas à vida aquática. Alimentam-se de peixes, crustáceos e invertebrados aquáticos.

A cuíca-de-cauda-grossa (Lutreolina crassicaudata), também conhecida como cuíca-d'água-pequena, é um marsupial semi-aquático semelhante à uma lontra.

A cuíca-cauda-de-rato (Metachirus nudicaudatus), também conhecida por cuíca-marrom e jupati, é um marsupial da família dos didelfídeos, encontrado da Nicarágua à Argentina. Tal animal tem o aspecto semelhante ao de outro marsupial, o Philander opossum, mas de pelagem marrom e cauda inteiramente desprovida de pelos...

Temos subespécies: cuíca-verdadeira, cuíca-lanosa...

Cuíca-verdadeira Cuíca-lanosa

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Última atualização: 22/03/2013.
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