Nome inglês: Great Rhea
Nome científico: Rhea americana
Família: Rheidae
A ema é encontrada na América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), em regiões conhecidas como Pampas, em campos abertos ou no Cerrado. São aves pernaltas de grande porte, pertences ao grupo das ratitas – aves não voadoras.
Deste grupo também faz parte o avestruz (Struthio camelus), o qual é de maior tamanho e originário da África.
As palavras “nhandu” ou “nhandú” em tupi-guarani significam “aquela que corre ligeira”, portanto a ema... Já “nãndu-guazú” (nãnhanduassú), de nã (semelhante), nhandu (ema) e guaçu (grande): o avestruz!
Abaixo, um dos selos postais de uma série em quadra emitida em 04/09/2006, sobre Parques e Reserva Nacionais, que mostra o Parque Nacional das Emas, localizado em Goiás (GO), com ema e vista do Cerrado...
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Comprimento: até 1,50m
Envergadura: 1,50m
Peso: até 25 kg
Plumagem: cinzento e castanho
Período de incubação: 40 dias.
Ocorre em regiões de campo, desde que haja água. Sul do Pará, Nordeste, campos do Vale do São Francisco, Leste, Sul e Centro-oeste.
Mede de 1,2 a 1,7 m dependendo da postura adotada, e o pêso do macho chega a 34 kg e da fêmea chega a 32 kg. É uma ave que vive em bandos de 20 a 30 indivíduos fora da época de reprodução. Em época reprodutiva, um macho expulsa outros rivais e reúne um grupo de 3 a 6 fêmeas, que permanecem juntas durante este período.
Todas elas botam seus ovos num ninho feito pelo macho que é normalmente uma depressão no solo onde são postos 20 a 30 ovos, que são incubados exclusivamente pelo macho por 30 a 40 dias.
Os filhotes alcançam a maturidade sexual aos 3 anos de idade. O pai cuida dos filhotes que se alimentam sozinhos formando um bando bem unido - como mostra a foto abaixo de Fabio Colombini. Alimentam-se de matéria vegetal, como sementes, folhas, brotos e frutos bem como insetos e pequenos vertebrados como lagartos rãs, etc.
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O Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso tem uma ema albina, vinda de uma fazenda de Goiás, a qual foi trocada por uma ariranha...
Ema albina, fotos by Sérgio Sakall (08/2005).
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22/07/1997 – Série de Selos Regulares: Aves Urbanas – Tiziu (Volatinia jacarina). RHM: 740. Edital nº 3. Selo auto-adesivo. Papel: Couché Mate 210g/m². Folha: 30 selos. Valor facial: 1º Porte Nacional. Área do desenho: 20x26 mm. Dimensões dos selos: 25x31 mm. Foi usada a técnica do guache. 01/2000 – Tiziu. RHM: 776. Valor facial: 1º Porte Nacional.
O tiziu (Blue-black Grassquit), nome vulgar utilizado para identificar Volatinia jacarina, é um passarinho da Família Emberizidae, que mede cerca de 11,4cm.
Estes pequenos pássaros são vistos com grande freqüência, geralmente aos pares, em áreas alteradas, descampados, savanas, campos e capoeiras baixas da América do Sul, exceto no extremo sul.
Alimentam-se principalmente de sementes verdes, encontradas no próprio colmo das gramíneas ou no chão, ou de insetos. Adultos e jovens, fora da época reprodutiva, são pardo-oliváceos no dorso e levemente amarelados no abdômen, com estrias no peito e flancos.
Os machos adultos, durante a época de acasalamento, assumem uma brilhante plumagem nupcial preto-azulada, com uma mancha branca nas penas axilares. Estes são facilmente reconhecidos nesse período pois, além da coloração nupcial vistosa, executam uma exibição que consiste de pequenos vôos verticais, ao mesmo tempo em que fazem vocalização da qual resultou seu nome “tis-ziu”.
O vôo é repetido seguidamente, sobre o mesmo poleiro, em média de 12 a 14 vezes por minuto, e com pequenos intervalos entre as repetições. Essa exibição é executada principalmente durante a época reprodutiva: todo ano em Belém, no Pará, e restrito ao verão em regiões meridionais, em função da alteração na oferta de recursos alimentares.
Através das exibições, os machos delimitam seus pequenos territórios, que podem variar de 13 a 73m², também atraindo as fêmeas para o acasalamento.
O ninho, feito com raízes emaranhadas e com formato de taça, é construído dentro do território do macho, sempre a 50cm ou menos do chão, recebendo normalmente uma postura de dois ovos. Tanto o macho quanto a fêmea participam dos cuidados com os filhotes.
13/10/1997 – Série Ordinária: Aves Urbanas – Tesourinha (Tyrannus savana), Fork-tailed Flycatcher (inglês). RHM: 741.
Talvez poucas aves conheçam melhor a América do Sul do que a tesourinha. Existem tesourinhas que vivem no sul (Argentina, Paraguai e extremo sul do Brasil), em várias outras partes do Brasil, no Caribe e no sul do México.
Depois do verão, as tesourinhas migram aos milhares para a região da Amazônia, onde permanecem até o inverno acabar. No início da primavera, cada uma volta para a sua região de origem, onde vão reproduzir, criar os filhotes e começar tudo novamente no ano seguinte.
Assim, as tesourinhas são muito abundantes nas regiões onde vivem, mas apenas em algumas épocas do ano. Em outras, desaparecem completamente.
Localmente, procuram as áreas abertas, como os cerrados (daí a razão do savana em seu nome científico), pastagens e áreas de cultura, onde ficam pousadas em mourões de cerca, postes, fios e árvores isoladas. Também podem procurar as matas, ou até mesmo cidades.
Quando estão presentes em uma região (por exemplo, fim de agosto em Brasília), as tesourinhas não chamam muito a atenção, pois além de não possuírem cores chamativas (ela é branca por baixo, costas cinzentas, tendo a cabeça, asas e caudas pretas), sua voz não é muito forte.
Há um discreto dimorfismo sexual (termo usado para designar diferenças na aparência de machos e fêmeas), sendo que os machos possuem um prolongamento grande da cauda, especialmente das duas penas mais extensas. As fêmeas e os indivíduos jovens são mais discretos nesse adereço.
Apesar das tesourinhas passarem desapercebidas na maioria das situações, é difícil deixar de notar quando os machos se exibem para as fêmeas. Durante pequenos vôos, eles dão piruetas e rodopios, mostrando efusivamente a longa cauda de quase 30 centímetros que lhe deu origem ao nome.
Última atualização: 14/08/2008. |