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EMA – Maior ave brasileira!

Reino: Animal (Animalia)
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Estrutioniforme (Struthioniformes) / Reiformes (Rheiformes)
Família: Reídeo (Rheidae) (Bonaparte, 1849) – espécime dos reídeos, família de aves reiformes; são as emas.
Gênero: Rhea
Nome científico: Rhea americana (Linnaeus, 1758)
Nome vulgar: Ema / Nome inglês: Great Rhea

Há duas espécies e cinco subspécies de emas existentes atualmente, as quais não são facilmente distinguíveis entre si. Contudo, um dos principais traços de distinção é a mancha preta na garganta e a diferença na altura entre as subespécies.

Espécies: Rhea americana e Rhea pennata
Subespécies:
Rhea americana americana, centro e nordeste do Brasil
Rhea americana intermedia, Uruguai e extremo sul do Brasil
Rhea americana nobilis, leste do Paraguai
Rhea americana araneipes, oeste do Paraguai, leste da Bolívia e região do pantanal, no Brasil
Rhea americana albescens, planícies da Argentina (partes norte e leste do país), sul do Paraguai e sudoeste do Brasil

A ema é encontrada na América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), em regiões conhecidas como Pampas, em campos abertos ou no Cerrado. São aves pernaltas de grande porte, pertences ao grupo das ratitas – aves não voadoras.

Ocorre em regiões de campo, desde que haja água. Sul do Pará, Nordeste, campos do Vale do São Francisco, regiões Leste, Sul e Centro-oeste.

Deste grupo também faz parte o avestruz (Struthio camelus), o qual é de maior tamanho e originário da África.

As palavras “nhandu” ou “nhandú” em tupi-guarani significam “aquela que corre ligeira”, portanto a ema... Já “nãndu-guazú” (nãnhanduassú), de nã (semelhante), nhandu (ema) e guaçu (grande): o avestruz!

Abaixo, um dos selos postais de uma quadra emitida em 04/09/2006, sobre Parques e Reserva Nacionais, que mostra o Parque Nacional das Emas, localizado em Goiás (GO), com ema e vista do Cerrado... Nota: outro selo postal que aparece a ema é o RHM: C-828 emitido em 28/12/73.

Plumagem: cinzento e castanho.

Mede de 1,2 a 1,7 metros dependendo da postura adotada, o peso do macho chega a 34 kg e da fêmea chega a 32 kg. É uma ave que vive em bandos de 20 a 30 indivíduos fora da época de reprodução. Em época reprodutiva, um macho expulsa outros rivais e reúne um grupo de 3 a 6 fêmeas, que permanecem juntas durante este período.

Todas elas botam seus ovos num ninho feito pelo macho que é normalmente uma depressão no solo onde são postos 20 a 30 ovos, que são incubados exclusivamente pelo macho por 30 a 40 dias.

Os filhotes alcançam a maturidade sexual aos 3 anos de idade. O pai cuida dos filhotes que se alimentam sozinhos formando um bando bem unido. Alimentam-se de matéria vegetal, como sementes, folhas, brotos e frutos bem como insetos e pequenos vertebrados como lagartos, rãs etc.

O Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso tem uma ema albina, vinda de uma fazenda de Goiás, a qual foi trocada por uma ariranha...

Ema albina, fotos by Sérgio Sakall (08/2005).

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Ordem: Passeriforme

Parece que apenas a Ordem Passeriforme compreende 5.739 espécies em todo o mundo. No Brasil, essa ordem se subdivide em 24 famílias, as quais englobam cerca de mil espécies. São animais granívoros, frugívoros e insetívoros, que possuem bico destituído de ceroma basal, tarsos desprovidos de penas e patas anisodáctilas.

São muito atraentes por suas penas coloridas e cantos exuberantes, possuem porte pequeno e fácil cuidado, por isso são muito visados por criadores de aves amadores que os acondicionam em pequenas gaiolas, nas quais a capacidade de voo se torna debilitada, acarretando o desenvolvimento insuficiente da musculatura de voo, além de serem submetidos a modos de vida sedentários...

Algumas espécies: Passerina brissonii, Sicalis flaveola, Sporophila caerulescens, Sporophila frontalis (Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção), Sporophila lineola, entre muitos outros...

Andorinha
Família Cardinalidae:
(Caryothraustes canadensis) furriel / Yellow-green Grosbeak
(Cyanoloxia cyanoides) azulão-da-amazônia / Blue-black Grosbeak
(Cyanoloxia brissonii) azulão / Ultramarine Grosbeak
(Cyanoloxia glaucocaerulea) azulinho / Glaucous-blue Grosbeak
(Cyanoloxia moesta) negrinho-do-mato / Blackish-blue Seedeater
(Periporphyrus erythromelas) bicudo-encarnado / Red-and-black Grosbeak
(Parkerthraustes humeralis) furriel-de-encontro / Yellow-shouldered Grosbeak
(Pheucticus aureoventris) rei-do-bosque / Black-backed Grosbeak
(Saltator atricollis) bico-de-pimenta / Black-throated Saltator classificada como vulnerável na lista de espécies ameaçadas em SP.
(Saltator aurantiirostris) bico-duro / Golden-billed Saltator
(Saltator coerulescens) sabiá-gongá / Grayish Saltator
(Saltator grossus) bico-encarnado / Slate-colored Grosbeak
(Saltator fuliginosus) pimentão / Black-throated Grosbeak
(Saltator maxillosus) bico-grosso / Thick-billed Saltator
(Saltator maximus) tempera-viola / Buff-throated Saltator
(Saltator similis) trinca-ferro-verdadeiro / Green-winged Saltator
(Spiza americana) papa-capim-americano / Dickcissel

Thraupidae:
(Ramphocelus carbo) pipira-vermelha ou bico-de-prata / Silver-beaked Tanager
(Ramphocelus bresilius) tiê-sangue / Brazilian Tanager
(Ramphocelus nigrogularis) pipira-de-máscara / Masked Crimson Tanager

Canário (Serinus canaria)
Cardeal
Cotovia
Gaturamo-bandeira (foto abaixo)
Gralha, Gralha-picaça (Cyanocorax chrysops); Gralha-azul (Cyanocorax caeruleus), cujo nome em inglês é Azure Jay (foto abaixo)
Jaó (Crypturellus undulatus)
Maria-lacre (foto abaixo)
Pintarroxo
Pintassilgo
Sabiá
Saís (saí e saíra são variações que significam “de olhos pequenos e vivos”; saí-mirim de saíra pequena, saiqui de bando de saíras):
(Dacnis albiventris) saí-de-barriga-branca / White-bellied Dacnis
(Dacnis cayana) saí-azul / Blue Dacnis
(Dacnis flaviventer) saí-amarela / Yellow-bellied Dacnis
(Dacnis lineata) saí-de-máscara-preta / Black-faced Dacnis
(Dacnis nigripes) saí-de-pernas-pretas / Black-legged Dacnis
Saíras:
(Tangara brasiliensis) cambada-de-chaves / White-bellied Tanager
(Tangara callophrys) saíra-opala / Opal-crowned Tanager
(Tangara cayana) saíra-amarela / Burnished-buff Tanager
(Tangara chilensis) sete-cores-da-amazônia / Paradise Tanager
(Tangara cyanicollis) saíra-de-cabeça-azul / Blue-necked Tanager
(Tangara cyanocephala) saíra-militar / Red-necked Tanager
(Tangara cyanoptera) saíra-de-cabeça-preta / Black-headed Tanager
(Tangara cyanoventris) saíra-douradinha / Gilt-edged Tanager
(Tangara desmaresti) saíra-lagarta / Brassy-breasted Tanager
(Tangara fastuosa) pintor-verdadeiro / Seven-colored Tanager
(Tangara guttata) saíra-pintada / Speckled Tanager
(Tangara gyrola) saíra-de-cabeça-castanha / Bay-headed Tanager
(Tangara mexicana) saíra-de-bando / Turquoise Tanager
(Tangara nigrocincta) saíra-mascarada / Masked Tanager
(Tangara peruviana) saíra-sapucaia / Black-backed Tanager
(Tangara preciosa) saíra-preciosa / Chestnut-backed Tanager
(Tangara punctata) saíra-negaça / Spotted Tanager
(Tangara seledon) saíra-sete-cores / Green-headed Tanager
(Tangara schrankii) saíra-ouro / Green-and-gold Tanager
(Tangara varia) saíra-carijó / Dotted Tanager
(Tangara velia) saíra-diamante / Opal-rumped Tanager
(Tangara xanthogastra) saíra-de-barriga-amarela / Yellow-bellied Tanager

Sanhaço-do-mangue (Conirostrum bicolor)

Surucuás (Trogoniformes / Trogonidae) [nota: existem outras espécies que são chamadas de surucuá]:
Trogon collaris – surucuá-de-coleira / Collared Trogon
Trogon curucuisurucuá-de-barriga-vermelha / Blue-crowned Trogon (Piauí)
Trogon melanurus – surucuá-de-cauda-preta / Black-tailed Trogon
Trogon personatus – surucuá-mascarado / Masked Trogon
Trogon ramonianus – surucuá-pequeno / Amazonian Trogon
Trogon rufus – surucuá-de-barriga-amarela / Black-throated Trogon
Trogon surrucura – surucuá-variado ou surucuá-de-peito-azul / Surucua Trogon
Trogon violaceus – surucuá-violáceo / Violaceous Trogon
Trogon viridis – surucuá-grande-de-barriga-amarela / White-tailed Trogon (mostrado abaixo)

Pharomachrus pavoninus – surucuá-pavão / Pavonine Quetzal
Siriri (foto abaixo)
Tico-tico-do-campo (Ammodramus humeralis)
Tiê-sangue (Ramphocelus bresilius) / Tiê-preto (Tachyphonus coronatus), Ruby-crowned Tanager
Tiziu (final desta página)
Veste-amarela (foto abaixo)

Gaturamo-bandeira Gralha-azul Surucuá-de-barriga-amarela Siriri Veste-amarela Maria-lacre
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Série de 2 valores Pássaros Brasileiros. RHM: C-601 (emitido em 19/07/1968) e C-602 (emitido em 02/08/1968). Variedades com filigrana: C-601A, C-602A. Variedades com filigrana na quadra: C-601B e C-602B. Yvert: 859A/861 (sem filigrana) e 859Aa/861a (filigrana P). Com valor facial de $ 0,50 o primeiro selo mostra o Papa-mosca-real. Outras espécies:

(Culicivora caudacuta) papa-moscas-do-campo / Sharp-tailed Tyrant
(Onychorhynchus coronatus) maria-leque / Royal Flycatcher
(Onychorhynchus swainsoni) papa-mosca-real ou maria-leque-do-sudeste / Atlantic or Amazonian Royal-Flycatcher
(Polystictus pectoralis) papa-moscas-canela / Bearded Tachuri
(Polystictus superciliaris) papa-moscas-de-costas-cinzentas / Gray-backed Tachuri

Com valor facial de $ 0,50 o segundo selo mostra o Uirapuru (do tupi guira = ave + puru = de significado incerto: revezar, emprestar). Seu canto, que só se ouve uns 15 dias por ano (durante a construção do ninho) e, apenas durante 5 a 10 minutos ao amanhecer, é tido como particularmente melodioso, musical, e diverso de outra ave qualquer, a ponto de, segundo a lenda, os outros pássaros todos se calarem para escutá-lo: “O uirapuru canta pra mim / e eu sou feliz só por poder ser, / só por ser de manhã” (Fátima Guedes, na canção Cheiro de Mato).

Uirapuru é uma designação comum a várias espécies de aves passeriformes, da família dos piprídeos, especialmente as mais coloridas dos gêneros Pipra, Chiroxiphia, Teleonema... Envolto em lendas na Amazônia, tipo por amuleto eficaz em amores, esse pássaro pequeno possui muitas variações e sinônimos nominais, em regiões diversas do Brasil: arapuru, guirapuru, irapurá, irapuru, pássaro-de-fandango, realejo, rendeira, tangará etc. Modulator – de seu nome científico é uma palavra de origem latina que quer dizer música. Modulari significa que canta, que toca um instrumento musical...

Abaixo, lista com alguns Gêneros:
(Chiroxiphia caudata) tangará ou tangará-de-crista-vermelha / Blue Manakin; tangará em tupi-guarani refere-se a pluma, a pena de guará o pulador (foto abaixo)
(Chiroxiphia pareola) tangará-falso / Blue-backed Manakin
(Corapipo gutturalis) dançarino-de-garganta-branca / White-throated Manakin
(Cyphorhinus arada) uirapuru-verdadeiro / Musician Wren
(Cyphorhinus aradus modulator) uirapuru-verdadeiro (ocorre no Acre)
(Dixiphia pipra) cabeça-branca / White-crowned Manakin
(Henicorhina leucosticta) uirapuru-de-peito-branco / White-breasted Wood-Wren
(Heterocercus flavivertex) dançarino-de-crista-amarela / Yellow-crested Manakin
(Heterocercus linteatus) coroa-de-fogo / Flame-crested Manakin
(Ilicura militaris) tangarazinho / Pin-tailed Manakin
(Leucolepis modulator) uirapuru-comum (ocorre em toda Amazônia – selo acima)
(Lepidothrix coronata) uirapuru-de-chapéu-azul / Blue-crowned Mankin
(Lepidothrix iris) cabeça-de-prata / Opal-crowned Manakin
(Lepidothrix nattereri) uirapuru-de-chapéu-branco / Snow-capped Manakin
(Lepidothrix serena) uirapuru-estrela / White-fronted Manakin
(Lepidothrix suavissima) dançador-do-tepui / Orange-bellied Manakin
(Lepidothrix vilasboasi) dançador-de-coroa-dourada / Golden-crowned Manakin
(Machaeropterus striolatus) tangará-riscado / Western Striped Manakin
(Machaeropterus pyrocephalus) uirapuru-cigarra / Fiery-capped Manakin
(Machaeropterus regulus) tangará-rajado / Striped Manakin
(Manacus manacus) rendeira / White-bearded Manakin
(Microcerculus bambla) uirapuru-de-asa-branca / Wing-banded Wren
(Microcerculus marginatus) uirapuru-veado / Scaly-breasted Wren
(Microcerculus ustulatus) flautista-do-tepui / Flutist Wren
(Pipra aureola) uirapuru-vermelho / Crimson-hooded Manakin
(Pipra chloromeros) dançador-de-cauda-graduada / Round-tailed Manakin
(Pipra cornuta) dançador-de-crista / Scarlet-horned Manakin
(Pipra erythrocephala) cabeça-de-ouro / Golden-headed Manakin
(Pipra fasciicauda) uirapuru-laranja / Band-tailed Manakin (foto abaixo)
(Pipra filicauda) uirapuru-rabo-de-arame / Wire-tailed Manakin
(Pipra rubrocapilla) cabeça-encarnada / Red-headed Manakin
(Thamnomanes ardesiacus) uirapuru-de-garganta-preta / Dusky-throated Antshrike
(Thamnomanes caesius) ipecuá / Cinereous Antshrike
(Thamnomanes saturninus) uirapuru-selado / Saturnine Antshrike
(Thamnomanes schistogynus) uirapuru-azul / Bluish-slate Antshrike
(Tyranneutes stolzmanni) uirapuruzinho / Dwarf Tyrant-Manakin
(Tyranneutes virescens) uirapuruzinho-do-norte / Tiny Tyrant-Manakin
(Xenopipo atronitens) pretinho / Black Manakin
(Xenopipo uniformis) dançarino-oliváceo / Olive Manakin

(Icterus cayanensis) encontro / Epaulet Oriole
(Icterus chrysocephalus) rouxinol-do-rio-negro / Moriche Oriole
(Icterus croconotus) joão-pinto / Orange-backed Troupial
(Icterus galbula) corrupião-de-baltimore / Baltimore Oriole
(Icterus jamacaii) corrupião também conhecido por jamacuru / Campo Troupial
(Icterus nigrogularis) joão-pinto-amarelo / Yellow Oriole

Uirapuru-laranja Tangará-de-crista-vermelha
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22/07/1997 – Série de Selos Regulares: Aves Urbanas – Tiziu (Volatinia jacarina). RHM: 740. Edital nº 3. Selo auto-adesivo. Papel: Couché Mate 210 g/m². Folha: 30 selos. Valor facial: 1º Porte Nacional. Área do desenho: 20 × 26 mm. Dimensões dos selos: 25 × 31 mm. Foi usada a técnica do guache. 01/2000 – Tiziu. RHM: 776. Valor facial: 1º Porte Nacional.

O tiziu (Blue-black Grassquit), nome vulgar utilizado para identificar Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766), é um passarinho da Família Emberizidae (Ordem: Passeriformes), que mede cerca de 11 centímetros. Estes pequenos pássaros são vistos com grande frequência, geralmente aos pares, em áreas alteradas, descampados, savanas, campos e capoeiras baixas da América do Sul, exceto no extremo sul. Alimentam-se principalmente de sementes verdes, encontradas no próprio colmo das gramíneas ou no chão, ou de insetos. Adultos e jovens, fora da época reprodutiva, são pardo-oliváceos no dorso e levemente amarelados no abdômen, com estrias no peito e flancos.

Os machos adultos, durante a época de acasalamento, assumem uma brilhante plumagem nupcial preto-azulada, com uma mancha branca nas penas axilares. Estes são facilmente reconhecidos nesse período pois, além da coloração nupcial vistosa, executam uma exibição que consiste de pequenos voos verticais, ao mesmo tempo em que fazem vocalização da qual resultou seu nome “tis-ziu”. O voo é repetido seguidamente, sobre o mesmo poleiro, em média de 12 a 14 vezes por minuto, e com pequenos intervalos entre as repetições. Essa exibição é executada principalmente durante a época reprodutiva: todo ano em Belém, no Pará, e restrito ao verão em regiões meridionais, em função da alteração na oferta de recursos alimentares.

Através das exibições, os machos delimitam seus pequenos territórios, que podem variar de 13 a 73 m², também atraindo as fêmeas para o acasalamento. O ninho, feito com raízes emaranhadas e com formato de taça, é construído dentro do território do macho, sempre a 50 cm ou menos do chão, recebendo normalmente uma postura de dois ovos. Tanto o macho quanto a fêmea participam dos cuidados com os filhotes.


13/10/1997 – Série Ordinária: Aves Urbanas – Tesourinha (Tyrannus savana). RHM: 741. Edital nº 4. Processo de Impressão: Rotogravura. Papel: Cuchê gomado, fosforescente. Folha: 110 selos. Valor facial: R$ 0,22 centavos. Picotagem: 12½ × 13. Área do desenho: 17 × 21 mm. Dimensões dos selos: 22 × 26 mm. Foi usada a técnica do guache.

(Tachornis squamata) tesourinha / Fork-tailed Palm-Swift

(Tyrannus albogularis) suiriri-de-garganta-branca / White-throated Kingbird
(Tyrannus melancholicus) suiriri / Tropical Kingbird
(Tyrannus tyrannus) suiriri-valente / Eastern Kingbird

O Tesourinha, cujo nome científico é Tyrannus savana (Vieillot, 1808), é chamado em inglês de Fork-tailed Flycatcher. Pertence à Família Tyranninae, da Ordem Passeriformes. Talvez poucas aves conheçam melhor a América do Sul do que a tesourinha. Existem tesourinhas que vivem no sul (Argentina, Paraguai e extremo sul do Brasil), em várias outras partes do Brasil, no Caribe e no sul do México. Depois do verão, as tesourinhas migram aos milhares para a região da Amazônia, onde permanecem até o inverno acabar. No início da primavera, cada uma volta para a sua região de origem, onde vão reproduzir, criar os filhotes e começar tudo novamente no ano seguinte. Assim, as tesourinhas são muito abundantes nas regiões onde vivem, mas apenas em algumas épocas do ano. Em outras, desaparecem completamente.

Localmente, procuram as áreas abertas, como os Cerrados (daí a razão do savana em seu nome científico), pastagens e áreas de cultura, onde ficam pousadas em mourões de cerca, postes, fios e árvores isoladas. Também podem procurar as matas, ou até mesmo cidades. Quando estão presentes em uma região (por exemplo, fim de agosto em Brasília), as tesourinhas não chamam muito a atenção, pois além de não possuírem cores chamativas (ela é branca por baixo, costas cinzentas, tendo a cabeça, asas e caudas pretas), sua voz não é muito forte.

Há um discreto dimorfismo sexual (termo usado para designar diferenças na aparência de machos e fêmeas), sendo que os machos possuem um prolongamento grande da cauda, especialmente das duas penas mais extensas. As fêmeas e os indivíduos jovens são mais discretos nesse adereço. Apesar das tesourinhas passarem desapercebidas na maioria das situações, é difícil deixar de notar quando os machos se exibem para as fêmeas. Durante pequenos voos, eles dão piruetas e rodopios, mostrando efusivamente a longa cauda de quase 30 centímetros que lhe deu origem ao nome.

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Última atualização: 16/01/2011.
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