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CETÁCEOS

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea (Cetáceos)

Os Cetáceos constituem uma ordem de animais marinhos pertencentes à classe dos mamíferos. O nome da ordem deriva do latim cetus e do grego ketos que significa monstro marinho. Os Cetáceos estão divididos em duas subordens existentes: Mysticetis (I) e Odontocetis (II). A principal diferença entre as duas é que na Misticeti os dentes estão ausentes e, ao contrário, na Odontoceti, são conhecidas popularmente como baleias com dentes.

As baleias no mundo

Baleia, leviatã, mamute do mar são nomes que evocam imagens de tamanho e força. Nenhuma criatura na história da Terra, nem o dinossauro, foi capaz de superar a amplitude da baleia-azul. O avanço da baleia na direção de seu tamanho iniciou-se há 60 milhões de anos, quando mamíferos peludos e quadrúpedes aventuraram-se no mar, em busca de alimento ou refúgio. As mudanças foram ocorrendo lentamente: as patas traseiras desapareceram, as dianteiras viraram nadadeiras, no lugar dos pelos formou-se uma espessa e macia camada de gordura, as narinas deslocaram-se para o alto da cabeça, a cauda abriu-se e, nos mares do mundo, surgiu um corpo enorme.

Os cetáceos atuais dividem-se em dois grupos: baleias com dentes (Odontoceti) e baleias baleen (Mysticeti). Os cetáceos com dentes – por volta de 65 espécies ao todo – variam em tamanho: vão desde as gigantescas cachalotes, iguais a um vagão de trem, até marzopas e golfinhos. Rápidas e agressivas, essas caçadoras percorrem os mares em busca de peixes e lulas, que prendem em suas mandíbulas e engolem inteiro, digerindo-os em seus estômagos de multicâmaras.

As baleias baleen, ainda maiores que suas primas com dentes, incluem as baleias-azuis, baleias-fin, baleias-sei, baleias-se-bryde, baleias-minke, baleias-jubarte, baleias-cinzentas, baleias-brancas, baleias-francas e baleias-francas-anãs. O “baleen” de seu nome é uma muralha de dentes que cresce na mandíbula superior e funciona como uma enorme peneira. Algumas baleias atravessam vastos prados de plâncton de boca aberta, como seifadeiras gigantes; outras ingerem alimentos a intervalos. Depois de engolir grande quantidade de água e minúsculos organismos, as baleias expedem o líquido e engolem os pequenos animais que sobraram. Certas baleias também se alimentam de cardumes de pequenos peixes.

A maior parte da alimentação das baleias se realiza nas latitudes mais elevadas, durante o verão. Depois, elas migram para águas mais quentes, para acasalar-se e parir. A gestação dura cerca de um ano e raramente nasce mais do que um filhote. Grandes baleias atingem a maturidade sexual entre seis e onze anos e vivem oitenta anos ou mais.

Já no século IV antes de Cristo, Aristóteles percebeu que as baleias não eram peixes. Estes imensos mamíferos criam e amamentam seus filhotes. Tem sangue quente e repiram ar. Sua pele é macia e tem consistência de borracha, como uma roupa de mergulho. Há vestígios de pelos, principalmente em volta dos lábios. Em vez de balançar a cauda para frente e para trás como os peixes, as baleias a movem de cima para baixo quando se deslocam na água.

O esguicho é a marca registrada da baleia. “Está soprando”, dizem os marinheiros quando avistam os jatos de água fina como uma névoa – sinal de que as baleias subiram à superfície. Alcançando 6 metros de altura, o jato d’água marca o momento em que a baleia expira antes de inspirar ar fresco pelas narinas. Cientistas explicam que o jato é como uma nuvem criada quando o ar comprimido morno é liberado na atmosfera mais fria – mais ou menos como um sopro de uma pessoa em um dia frio. Pesquisas recentes indicam que ela também expele a água marinha depositada nas passagens de ar.

Um dos maiores mistérios em torno das baleias diz respeito à sua inteligência. Por possuírem cérebros grandes e complexos, alguns cientistas acham que a inteligência dos cetáceos pode ser comparada à dos primatas. Mas também pode ser que boa parte de seu cérebro esteja reservada à percepção acústica. No escuro mundo aquático, onde a visão é limitada, a audição é o sentido de maior utilidade para a baleia. Golfinhos e marzopas, quando nadam, orientam-se pelo reflexo das ondas de som nos objetos, da mesma forma que os morcegos. Em uma coisa os pesquisadores concordam: eles acreditam que todas as baleias “conversam” entre si, com gritos lancinantes e assobios que ecoam por muitos quilômetros no oceano.

A maior parte dos seres humanos nunca viu uma grande baleia. Mesmo assim, a imagem de leviatã está gravada na mente das pessoas comuns, impressa pelos mitos criados por homens assustados, pelas aventuras narradas por marinheiros que caçam as baleias para retirar-lhes o óleo, e pelos relatórios de naturalistas, interessados em estudar sua fantástica capacidade de adaptação. A baleia é, sem dúvida, uma criatura misteriosa e poderosa que habita tanto as profundezas dos mares quanto a imaginação das pessoas.


I. SUBORDEM: Misticetos / Mysticeti (Baleen Whales; Baleias); com 4 Famílias. Os Misticetos compreendem os maiores Cetáceos conhecidos e são popularmente chamados de baleias. A palavra baleia deriva do latim balaena e está relacionada com a grega phallaina. As baleias sem dentes são caracterizadas pelas cerdas bucais, que são estruturas parecidas com peneiras localizadas na parte superior da boca e são feitas de queratina. Os dentes ausentes foram substituídos por cerdas de material queratinoso, com a função de filtrar a água e recolher o alimento, o plâncton. Elas compreendem as maiores espécies de animais da Terra.

1. FAMÍLIA: Balenídeos / Balaenidae (baleias-francas ou baleias-verdadeiras)

Gênero: Balaena
B. mysticetus (130 t; 15 metros) – Bowhead Whale; baleia-branca ou baleia-franca-boreal, balea-ártica, baleia-branca-da-groenlândia. Detém o recorde de período de vida mais longo: 200 anos. Vive no Ártico (Alaska, Mar de Bering). A cabeça desta imensa baleia é quase um terço de seu comprimento. Ela rompe o gelo ártico com a testa quando precisa respirar.

Gênero: Eubalaena
E. australis (50 t; 18 m) – Southern Right Whale; baleia-franca-austral ou baleia-franca-do-sul, também chamada de baleia-preta. Vive na Antártica. (texto e bloco postal abaixo)
E. glacialis (60 t; 17 m, 15 metros) – North Atlantic Right Whale; baleia-franca, baleia-franca-do-atlântico-norte ou baleia-de-biscaye. Vive no Atlântico Norte (10° C). Baleeiros chamam esta baleia de “right” (certa), por ser lenta, flutuar depois de abatida e fornecer muito óleo e “baleen”. O número de espécies ainda é incerto...
E. japonica (70 t; 18 m) – North Pacific Right Whale; baleia-franca-do-pacífico. Vive no Pacífico Norte.

baleia-franca-boreal baleia-franca-austral

A baleia-franca-austral é um animal migratório, necessita viajar quilômetros entre suas áreas de alimentação e reprodução. Distingue-se de outras baleias pelas calosidades que possui na região da cabeça (que são habitadas por centenas de ciamídeos, conhecidos também por piolhos-de-baleia), pelo arco que descreve a sua boca e pelas nadadeiras peitorais que são em forma de trapézio. A espécie sofreu fortíssima pressão de caça desde a época do Brasil Colônia até a caça ilegal na década de 1970. Estima-se que a população atual seja de 8.000 indivíduos, dos quais mais de 1.000 foram identificados por método de foto-identificação. Possuem cerca de 250 pares de barbatanas na parte superior da boca, utilizadas para filtração do alimento. Durante o verão, frequentam as águas frias do extremo sul para se alimentar, em zonas junto à Antártida onde abunda o krill – uma espécie de pequeno camarão que existe naquela região. Com a chegada do inverno, elas migram para o norte, em busca de águas mais quentes para se reproduzirem (acasalar, parir e amamentar seus filhotes). Podem ser vistas junto às costas da Península Valdês (na Patagônia), Austrália, Brasil, Chile, Moçambique, Nova Zelândia e África do Sul. A Argentina e o Brasil são duas importantes áreas reprodutivas. No Brasil, elas se concentram na região Sul, limitada à costa do Rio Grande do Sul, Paraná e, em especial, no litoral de Santa Catarina, sempre nas estações de inverno e primavera (entre os meses de julho e novembro), com avistagens eventuais em outras regiões do país. Projeto Baleia Franca (www.baleiafranca.org.br); criado em 1981.

Do lado esquerdo da tela, Bloco “Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca”, emitido em 14/09/2002, com valor facial de R$ 1,30 (RHM: B-128), cujo selo mostra duas baleias-francas-austrais na Praia do Rosa, no Estado de Santa Catarina (SC). Do lado direito, dois selos que compõem uma série emitida para comemorar o “Ano Internacional dos Oceanos – 1998”. Nota: Há outro selo que mostra a Baleia-franca...

2. FAMÍLIA: Balenopterídeos / Balaenopteridae (Rorquals; Rorcual; baleias-rorquais, baleia-de-bossa). A designação rorqual deriva do norueguês e significa baleia com pregas. Todos os membros desta família têm um conjunto de pregas na pele que se iniciam na parte inferior da boca e se estendem até ao umbigo (exceto a baleia-sei que as tem mais curtas).

Gênero: Balaenoptera (Minke whale ou Lesser Rorqual)
B. acutorostrata (5 a 10 t; 9 m, 7,5 metros) – Common Minke Whale or Northern Minke Whale; baleia-minke ou baleia-minke-boreal. Esta baleia, batizada por baleeiros noruegueses, é muito curiosa. Às vezes se aproxima dos navios e acaba presa nas redes de pesca de bacalhau. Vive no norte do Atlântico e do Pacífico. No Brasil ocorre do Rio Grande do Sul até o Nordeste...
B. bonaerensis (5 a 9 t; 10 m) – Antarctic Minke Whale or Southern Minke Whale; baleia-minke-antártica, também conhecida por baleia-anã é uma das menores espécies de baleias do mundo. Vive em mares e oceanos do Hemisfério Sul.
B. borealis (45 t; 20 m, 15 metros) – Sei Whale; Baleinoptère de Rudolphi, Rorqual de Rudolphi, Rorqual sei; baleia-sei ou espadarte; baleia-boreal ou rorqual-boreal, baleia-glacial, baleia-sardinheira ou rorqual-sardinheira. Vive em todos os oceanos. O nome desta baleia vem da palavra norueguesa para polaco, peixe que vive na mesma área. Quando perseguida, a sei nada a até 37 quilômetros por hora.
B. brydei (Olsen, 1913), nome binomial: B. edeni (Anderson, 1879) (15 m, 13,5 metros) – Bryde’s Whale, Eden’s Whale; baleia-de-bryde ou rorqual-de-bryde, também chamada de baleia-de-eden ou rorqual-tropical. Este cetáceo das águas quentes, confundido com a baleia-sei, come krill e peixes pequenos, como sardinhas e anchovas. Vive em águas costeiras a leste do Índico e oeste do Pacífico ou em alto mar de águas tropicais e subtropicais de todos os oceanos de águas a 16-22° C (20° C). Ocorrem com maior incidência no litoral do Brasil na primavera e no verão, do Paraná até o Nordeste.
B. musculus (150 t; 27 metros) – Blue Whale; baleia-azul, rorqual-azul. Esta baleia pode atingir 30 metros de comprimento. Seu filhote ganaha até 90 quilos por dia e, já adulto, devora diariamente 8 toneladas de krill (crustáceo plantônico). Nota: Selo emitido em 03/06/1977, com valor facial de R$ 1,30 reais, Defesa do Meio Ambiente – Fauna, que mostra a baleia-azul. RHM: C-989.
B. omurai (discovery announced 11/2003; no common name yet in usage)
B. physalus (60 t; 27 m, 23 metros) – Fin Whale; baleia-comum ou baleia-fin, rorqual-comum. O esguicho desta baleia sobre a 6 metros, seguido de mergulhos que duram de 10 a 15 minutos. Existem duas subespécies distintas: a baleia-comum-do-norte, encontrada no Atlântico Norte, e a baleia-comum-antártica do Oceano Antártico. Nota: O Museu do Instituto de Pesca, em Santos, abriga um esqueleto desta espécie com 23 metros de comprimento.

baleia-minke baleia-sei baleia-de-bryde
baleia-azul baleia-fin

Gênero: Megaptera
M. novaeangliae (30 t; 16 m, 13,5 metros) – Humpback Whale; baleia-jubarte, também chamada de baleia-corcunda, baleia-preta, baleia-xibarte, baleia-cantora ou baleia-de-bossa. Emitindo seus longos e etéreos “cantos”, a jubarte se desloca movendo imensas nadadeiras em forma de asa. Ao mergulhar exibe proeminente barbatana. A cabeça e mandíbula inferior das baleias-jubartes estão recobertas de pequenas protuberâncias características da espécie, chamadas de tubérculos cefálicos, ou dérmicos, que na realidade são folículos pilosos. Antigamente as jubartes foram exterminadas aos milhares nas Ilhas Geórgia do Sul... Hoje, elas visitam Fernando de Noronha, por exemplo, de julho a novembro. O Instituto Baleia Jubarte (www.baleiajubarte.org.br) foi criado em 1988 para proteger estas baleias que se acasalam nas imediações do Arquipélago Marinho de Abrolhos, no sul da Bahia – principal sítio reprodutivo no Oceano Atlântico Sul Tropical, onde elas são estudadas pelo Projeto Baleia Jubarte. Nota: As duas cidades mais próximas do arquipélago são Caravelas e Prado, ambas localizadas no extremo sul do litoral baiano.

baleia-jubarte

3. FAMÍLIA: Escrictídeos / Eschrichtiidae (baleias-de-barba)
Gênero: Eschrichtius
E. robustus (35 t; 15 m, 13,5 metros) – Gray whale; baleia-cinzenta. Vive em águas litorais desde o Mar de Okhotsk até à Coreia do Sul e Japão e desde os mares de Chukchi e de Beaufort no Golfo de México, nos Oceanos Atlântico, Pacífico e Ártico. Cracas (marisco que se prende a objetos existentes debaixo d’água) e pigmentos cutâneos dão a estas baleias uma cor malhada. Parecem precisar de pouca comida e repouso nos longas jornadas migratórias.

4. FAMÍLIA: Neobalaenidae
Gênero: Caperea
C. marginata (3 t; 5 metros) – Pygmy Right Whale; baleia-franca-anã ou baleia-franca-pigmeia. Apesar de seu nome, tem mais em comum com a baleia-cinza e a baleia-comum do que com as baleias-francas. Vive na região da Antártica (entre 5 e 20° C); ocorre no sul da Tierra del Fuego (sul da Argentina) e nas costas da Namíbia, África do Sul, Austrália (Tasmânia) e Nova Zelândia. Esta baleia, às vezes confundida com a minke, tem perfil, cor e tamanho diferentes da franca e jubarte.

baleia-cinzenta baleia-franca-anã
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II. SUBORDEM: Odontoceti (Toothed whales, which includes Dolphins and Porpoises; Marsouin; Baleias com dentes, botos, golfinhos); com 9 Famílias. Os Odontoceti, tal como o nome derivado do grego sugere (odon = dente), são caracterizados por terem dentes. Os Cetáceos com dentes são caçadores ativos e alimentam-se de peixes, lulas e outros cefalópodes; em alguns casos, de mamíferos. Uma habilidade notável deste grupo é a de localizar a suas presas por ecolocalização. Alguns membros desta subordem também são popularmente chamados de baleias, como é o caso da baleia-assassina e as baleias-bicudas, por exemplo.

1. FAMÍLIA: Delfinídeos / Delphinidae (Dolphin; Botos e golfinhos cuja cabeça termina em rostro curto; todos têm dentes cônicos?)... Os golfinhos ou delfins são perfeitamente adaptados para viver no ambiente aquático, sendo que existem 38 espécies conhecidas de golfinhos dentre os de água salgada e água doce. A espécie mais comum é a Delphinus delphis. Alguns membros dessa família são designados popularmente como baleia ou boto.

Gênero: Cephalorhynchus (golfinhos do Hemisfério Sul)
C. commersonii (23 kg; 1,5 m) – Commerson’s Dolphin; golfinho-de-commerson. É encontrado nas águas fria do Golfo de São Matias, Argentina ao lado chileno do Estreito de Magalhães e nas ilhas Shetland do Sul, Geórgia do Sul, Falklands e Kerguelen.
C. eutropia (170 cm) – Chilean Dolphin; golfinho-chileno ou golfinho-negro-do-chile. É encontrado nas águas costeiras chilenas de Valparaíso a ilha Navarino e Terra do Fogo.
C. heavisidii (75 kg; 180 cm) – Heaviside’s Dolphin; golfinho-de-heaviside. É encontrado águas costeiras do sul da África, da África do Sul (Cape Town) ao Namíbia e talvez no sul de Angola.
C. hectori (40-60 kg; 1,4 m) – Hector’s Dolphin; golfinho-de-hector ou golfinho-da-nova-zelândia. É encontrado nas águas costeiras da Nova Zelândia.

Gênero: Delphinus (cosmopolitas)
D. capensis (80-150 kg; 1,9-2,5 m) – Long-beaked Common Dolphin; golfinho-comum-costeiro, golfinho-comum-de-bico-longo. É encontrado em águas costeiras tropicais e temperadas, nos Oceanos Atlântico e Índico. A primeira espécie descrita foi encontrada no Cabo da Boa Esperança.
D. delphis (75-110 kg; 2,4 m) – Short-beaked Common Dolphin; Dauphin commun; golfinho-comum, golfinho-comum-de-bico-curto. É encontrado em todas as águas temperadas, subtropicais ou tropicais do mundo inteiro, especialmente no Mar Mediterrâneo.
D. tropicalis – Arabian Common Dolphin; golfinho-comum-da-arábia, golfinho-comum-de-bico-muito-longo. É encontrado no Mar Vermelho e no Oceano Índico.

Gênero: Feresa
F. attenuata (um pouco maior e mais pesado que um homem adulto) – Pygmy Killer Whale; orca-pigmeia. Recebe tal nome por ter características físicas similares a orca. É encontrado em todas as águas tropicais e subtropicais.

Gênero: Globicephala (coloração negra, cabeça em forma de globo sem bico definido; também são chamados de caldeirão, caldeirão-comum e golfinho-piloto)
G. macrorhyncus (2-4 t; 3-6 m) – Short-finned Pilot Whale; baleia-piloto, baleia-piloto-de-aleta-curta, baleia-piloto-de-peitorais-curtas. É encontrado nas águas tropicais e temperadas de todos os oceanos. (visita Fernando de Noronha)
G. melas, sinônimo: G. melaena (3? t; 4-7 m) – Long-finned Pilot Whale; baleia-piloto-de-aleta-longa, baleia-piloto-de-peitorais-longas. É encontrado nas águas subantárticas, no Hemisfério Sul (Correntes de Humboldt, Falkland e Benguela), e com população no Atlântico Norte.

Gênero: Grampus
G. griseus (300-500 kg; 3-4 m) – Risso’s Dolphin; golfinho-de-risso, golfinho-cinza. Seu nome deriva de Antoine Risso (1777-1845). É encontrado em todos os oceanos, exceto nos Polos.

Gênero: Lagenodelphis
L. hosei (200 kg; 2,5 m) – Fraser’s Dolphin, Sarawak Dolphin; golfinho-de-fraser, golfinho-de-bornéu. Mr. Charles E. Hose (1863-1929), a zoologist and ethnologist, found a skull there and donated it to the British Museum. The scientific specific name is given in his honour. É encontrado em águas tropicais dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.

Gênero: Lagenorhynchus
L. acutus (200-230 kg; 2,8 m) – Atlantic White-sided Dolphin; golfinho-de-laterais-brancas-do-atlântico. É encontrado nas águas temperadas frias do Atlântico Norte.
L. albirostris (3 m) – White-beaked Dolphin; golfinho-de-bico-branco. É caracterizado por seu bico curto e espesso, assumindo uma cor branco-creme e uma nadadeira dorsal bastante falciforme. Distribuído ao norte do Oceano Atlântico é encontrado em bandos no cabo Cod, na entrada do rio São Lourenço e ao sudoeste da Groenlândia, perto da Islândia, e entre o noroeste da França até Svalbard.
L. australis (115 kg; 2 m) – Peale’s Dolphin, Black-chinned Dolphin or Peale’s Black-chinned Dolphin; golfinho-do-sul ou golfinho-de-peale. É encontrado nas águas frias do sul da América do Sul, de Valparaíso, no Chile, a Commodoro Rivadavia, Argentina, e nas ilhas Falkland.
L. cruciger (90-120 kg; 1,8 m) – Hourglass Dolphin; golfinho-cruzado ou golfinho-ampulheta. É encontrado nas águas subantárticas. The range is circumpolar from close to the Antarctic ice pack to about 45°S. The most northerly confirmed sightings were 36°S in the South Atlantic Ocean and 33°S near Valparaíso, Chile, in the Pacific. Sightings have been made most commonly from the south of New Zealand around the South Shetland Islands and off Tierra del Fuego, Argentina.
L. obliquidens (150-200 kg; 2,5 m) – Pacific White-sided Dolphin; golfinho-de-laterais-brancas-do-pacífico. É encontrado nas águas temperadas frias do Pacífico Norte, no Mar de Bering até a Pnínsula da Califórnia, Mar do Japão.
L. obscurus (100 kg; 2 m) – Dusky Dolphin; golfinho-do-crepúsculo ou golfinho-cinzento, golfinho-escuro. É encontrado nas águas temperadas frias continentais da América do Sul (Argentina, Chile e Ilhas Malvinas), na costa da África do Sul e Namíbia, Austrália (Tasmania e New South Wales), Nova Zelândia e ilhas Kerguelen.

Gênero: Lissodelphis
L. borealis (60-100 kg; 2-3 m) – Northern Right Whale Dolphin; golfinho-liso-do-norte ou golfinho-setentrional. Só é encontrado no Oceano Pacífico norte, entre as latitudes 35º N e 51º N. Habitam a plataforma continental e águas mais profundas em que a temperatura varie entre os 8 e 24 °C. Aproximam-se da costa apenas em zonas onde existam águas profundas.
L. peronii (60-100 kg; 1,8-2,8 m) – Southern Right Whale Dolphin; golfinho-liso-do-sul. Seu nome deriva de François Auguste Péron (1775-1810) – a French naturalist and explorer. He is credited with the first use of the term anthropology. É encontrado nas águas do Hemisfério Sul. Não apresenta barbatana dorsal.

Gênero: Orcaella
O. brevirostris (130 kg; 2,5 m) – Irrawaddy Dolphin; golfinho-do-irrawaddy ou orcela. É encontrado em estuários e próximo a costa do Sudeste asiático.
O. heinsohni – Australian Snubfin Dolphin; golfinho-de-heinsohn ou golfinho-australiano. Espécie descoberta em 2005; possui três cores, o que o diferencia da outra. O seu nome científico foi dado em honra de George Heinsohn, biólogo australiano que trabalhou na Universidade de James Cook. É encontrado no Oceano Pacífico, norte da Austrália e Papua Nova Guiné.

Gênero: Orcinus
O. orca (6 t; 9 m, 7,5 metros) – Killer Whale; orca (popularmente conhecida como baleia-assassina). Caçando em cardumes, o maior de todos os golfinhos ataca peixes, focas e até outras baleias. Em cativeiro, relaciona-se bem com seres humanos. Com um corpo pesado e entroncado tem a maior barbatana dorsal do Reino animal, que pode medir até 1,8 metros de altura (maior e mais erecta nos machos que nas fêmeas). Encontram-se em todos os oceanos e na maior parte dos mares, incluindo (o que é raro, para os cetáceos) o mar Mediterrâneo e o mar da Arábia. As águas mais frias das regiões temperadas e das regiões polares são preferidas.

Gênero: Peponocephala
P. electra (200 kg; 3 m) – Melon-headed Whale, Many-toothed Blackfish, Electra Dolphin; golfinho-cabeça-de-melão, peponocéfalo. É encontrado em águas tropicais e subtropicais de todo o mundo; incluindo o Brasil. Essa espécie possui focinho arredondado, sem bico definido e corpo negro com manchas no ventre e ao redor da boca.

Gênero: Pseudorca
P. crassidens (1.500 kg; 6 m) – False Killer Whale; falsa-orca ou roaz-negro. Uma das maiores espécies dessa família, é encontrada nas águas tropicais e temperadas do mundo todo.

Gênero: Sotalia (dividido em duas espécies, uma fluvial e outra marinha)
S. fluviatilis (53 kg; 1,5 m) – Tucuxi, Bufeo Gris or Bufeo Negro; tucuxi ou boto-cinza, também conhecido como golfinho-tucuxi. É uma das menores espécies da família. Não confundir com o boto, pois apesar da sua semelhança, o tucuxi é menor, tem o bico mais comprido e a barbatana dorsal mais triangular com a ponta em forma de gancho.
S. guianensis (2,1 m) – Costero; boto-cinza-marinho. A espécie marinha distribui-se no Atlântico, na região costeira do Panamá até a costa de Santa Catarina.

Gênero: Sousa
S. chinensis (2 m) – Chinese White Dolphin, Pacific Humpback Dolphin or Indo-Pacific Humpback Dolphin; golfinho-corcunda-indopacífico, golfinho-rosado-de-hong-kong. É encontrado no Oceano Índico e sudoeste do Pacífico, principalmente em águas costeiras.
S. plumbea – Indian Humpback Dolphin, Plumbeous Humpback Dolphin; golfinho-corcunda-do-índico.
S. teuszii (75-150 kg; 1,2-2,5 m) – Atlantic Humpback Dolphin, Atlantic Hump-backed Dolphin; golfinho-corcunda-do-atlântico. É encontrado nas águas costeiras e estuários de grandes rios no oeste africano, costa atlântica da África, do Saara Ocidental ao Camarões, em Guiné-Bissau, por exemplo, e talvez ao norte de Angola.

Gênero: Stenella (nome derivado do corpo alongado; possuem manchas ou listras; todos os oceanos)
S. attenuata (120 kg; 2,5 m) – Pantropical Spotted Dolphin; delfín ensillado o manchado tropical; dauphin tacheté pantropical; golfinho-pintado ou golfinho-pintado-pantropical (Brasil)
S. coeruleoalba (150 kg; 2,5 m) – Striped Dolphin (golfinho-listrado); Dauphin bleu et blanc (golfinho-azul-e-branco); golfinho-riscado ou golfinho-listrado
S. clymene (75-80 kg; 2 m) – Clymene Dolphin, Short-snouted Spinner Dolphin; delfín acróbata de hocico corto; Dauphin clymène; golfinho-climene ou golfinho-fiandeiro-de-bico-curto
S. frontalis (130-140 kg; 2,2 m) – Atlantic Spotted Dolphin; delfín manchado del Atlántico; Dauphin tacheté de l’Atlantique; golfinho-pintado-do-atlântico
S. longirostris (23-78 kg; 1,90 m) – Spinner Dolphin, Long-snouted Spinner Dolphin; delfín acróbata de hocico largo; Dauphin à long bec; golfinho-rotador ou golfinho-nariz-de-garrafa, golfinho-fiandeiro-de-bico-comprido (longirostris por ter o focinho longo; abaixo)

Gênero: Steno (palavra de origem grega, refere-se ao focinho curto, reduzido ou estreito da espécie)
S. bredanensis (150 kg; 2,5 m) – Rough-toothed Dolphin (golfinho-de-dentes-ásperos); Dauphin a bec étroit (golfinho-de-nariz-estreito); golfinho-de-dentes-rugosos. É encontrado em águas tropicais e temperadas de todos os oceanos.

Gênero: Tursiops (cosmopolitas)
T. aduncus (230 kg; 2,5 m) – Indian Ocean Bottlenose Dolphin; golfinho-nariz-de-garrafa-indopacífico
T. truncatus (300 kg; 3 metros) – Common Bottlenose Dolphin; Grand dauphin; golfinho-comum ou golfinho-nariz-de-garrafa, golfinho-roaz, roaz-corniveiro (em Guiné-Bissau, por exemplo). Esta alegre espécie é muito conhecida de filmes e séries de TV. Trata-se do cetáceo que mais se adapta ao cativeiro.

Nota: Imbé é um município brasileiro do Estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 29º58'31” sul e a uma longitude 50º07'41” oeste. Sua população estimada em 2004 era de 14.751 habitantes. A praia é muito procurada por esportistas, devido às ondas que se formam nas suas águas. O animal-símbolo do município é o boto (Tursiops truncatus).

O golfinho-rotador é um golfinho oceânico e tropical que vive em agrupamentos de 3 a mais de dois mil indivíduos. O rotador é a terceira espécie de golfinho mais abundante do mundo e tem o nome popular de golfinho-rotador em função de seu comportamento de saltar fora d'água e realizar até sete rotações em torno do próprio eixo. O rotador encontrado em Fernando de Noronha atinge 2 metros de comprimento, 75 kg de peso e apresenta um padrão tricolor: cinza escuro no dorso, cinza claro nos flancos e branco no ventre. Fonte: (www.golfinhorotador.org.br).

2. FAMÍLIA: Fiseterídeos / Physeteridae (Sperm Whale family; família de cachalotes com narina única, baleias de espermacete)
Gênero: Kogia
K. breviceps (400 kg; 4 m) – Pygmy Sperm Whale; cachalote-pigmeu, baleia-pigmeu-de-espermacete. Vive em todos os oceanos.
K. sima (250 kg; 2,7 m) – Dwarf Sperm Whale; cachalote-anão, baleia-anã-de-espermacete. Vive em todos os oceanos, em zonas tropicais até zonas temperadas quentes.
Gênero: Physeter
P. catodon, sinônimo: P. macrocephalus (5 t; 17 metros) – Sperm Whale; cachalote, baleia-de-espermacete. Vive em todos os oceanos e no Mar Mediterrâneo. A maior de todas as baleias com dentes e possui uma cabeça enorme. Alimenta-se de lulas e peixes; mergulha quase 2 quilômetros e é capaz de ficar submersa por uma hora. A designação inglesa, sperm, é uma contração de spermaceti = baleia de espermacete – do latim sperma, esperma ou semente, e cetus, baleia –, também designado por cetina ou cetila, é uma substância cerosa de cor clara produzida pelos cachalotes em um órgão denominado “órgão do espermacete” ou “melão”, localizado na cabeça, à frente do espiráculo... Dos termos gregos physao (soprar) e cata (base) + odon (dente). Outro nome dado a espécie (macrocephalus) deriva do termo grego para cabeça grande. O cachalote foi imortalizado na obra Moby-Dick, do autor americano Herman Melville, um romance de 1851.

cachalote-pigmeu cachalote-anão cachalote

3. FAMÍLIA: Iniídeos / Iniidae (botos fluviais; esta família possui um único gênero vivente, o Inia)
Gênero: Inia (possui uma espécie, o Inia geoffrensis, com três subespécies amplamente aceitas)
I. geoffrensis boliviensis – Bolivian River Dolphin. Ocorre na área de drenagem da região do baixo Madeira, na Bolívia, abaixo das cachoeiras de Teotônio entre Guajará-Mirim e Porto Velho.
I. geoffrensis geoffrensis – Amazon River Dolphin, Pink River Dolphin (inglês); Dauphin de L’Amazone (francês); Bufeo (espanhol); boto-vermelho, também conhecido como boto-cor-de-rosa, golfinho-do-rio-amazonas, boto-branco. Ocorre nos principais rios das bacias Amazônica e do Orinoco: Amazonas, Negro, Mamoré e Orinoco; Tocantins?, exceto na área de drenagem do rio Madeira, acima das cachoeiras de Teotônio, na Rondônia.
I. geoffrensis humboldtiana – Ocorre na bacia do rio Orinoco (Venezuela e Colômbia)

O cartão-postal abaixo mostra o boto-vermelho, mamífero nativo da Amazônia, parecido com um golfinho – é considerado o maior dos golfinhos de água doce do mundo! Nas épocas de cheia essa espécie fluvial ocorre nas planícies e florestas inundadas. Não tolera águas salobras, por isso não é encontrado nos estuários tanto do Amazonas quanto do Orinoco. Partilha parte da área de ocorrência com o tucuxi. Pode ser diferenciado facilmente pelo tamanho e pela coloração característica. Tem nadadeira dorsal discreta, formato fusiforme, ligeiramente corcunda. Pescoço flexível. Cabeça com longo e pontudo bico e com saliência na testa. Cor variável do cinza escuro ao pálido, cor-de-rosa nas partes inferiores. São animais diurnos e noturnos, ocorrendo em pequenos grupos ou solitários. Alimentam-se de peixes, inclusive espécies de fundo como o bagre e podem ingerir crustáceos, tartarugas e cágados. Raramente saltam fora d’água. São curiosos e se aproximam dos nadadores sem atacá-los. De olhos muito pequenos, possuem profunda deficiência visual e desenvolveram excelente sistema de localização por sonar. Os machos podem atingir até 2,5 m de comprimento e pesar 180 kg.

Diz uma lenda amazônica que o boto transforma-se e vai às festas da região, ele vira um homem bonito e forte, um caboclo vestido de branco, bronzeado e muito perfumado que convida as moças para dançar e depois as seduz... Mas o boto nunca tira o chapéu para esconder seu segredo: um buraco na cabeça por onde ele respira, ele também toma muito cuidado para ir embora das festas antes do amanhecer... Por isso, toda a donzela era alertada por suas mães para tomarem cuidado com flertes que recebiam de belos rapazes em bailes ou festas. Por detrás deles poderia estar a figura do boto, um conquistador de corações, que pode engravidá-las e abandoná-las. A lenda serve como pretexto para moças justificarem a gravidez sem casamento. “Foi o boto”, dizem...

4. FAMÍLIA: Lipotidae
Gênero: Lipotes
L. vexillifer (135-230 kg; 2,5 m) – Chinese River Dolphin, Yangtze River Dolphin, Whitefin Dolphin and Yangtze Dolphin; Baiji, também conhecido como golfinho-lacustre-chinês, golfinho-do-yang-tsé ou golfinho-branco, é um mamífero de água doce encontrado no rio Yang-Tsé, na China. É uma das quatro espécies de golfinhos de água doce restantes no mundo (tal como o Boto, na Amazônia), todas elas em sério risco de extinção.

5. FAMÍLIA: Monodontídeos / Monodontidae (cabeça bolbosa, nadadeiras peitorais pequenas) Vivem nas águas frias em torno do Círculo Polar Ártico, no norte do Atlântico e do Pacífico, nas costas do Alaska, Canadá, Groenlândia e Rússia.
Gênero: Delphinapterus
D. leucas (1 a 1,5 t; 5 m) – Beluga or White Whale, White Beluga; beluga ou baleia-branca.
Gênero: Monodon
M. monoceros (1,5 t; 4,5 metros) – Narwhal; narval. O macho tem uma presa longa e espiralada --- na verdade, um dente de utilidade desconhecida que pode ter inspirado as lendas sobre unicórnios... O dente incisivo superior esquerdo dos machos, encontra-se enrolado em espiral e se projeta como um chifre. Este dente (mono = um, odon = dente) é feito de marfim e pode atingir até 3 metros de comprimento; um macho entre 500 tem duas presas ao invés de uma.

beluga narval

6. FAMÍLIA: Phocoenidae (são os menores da ordem Cetácea, compreendem os marsuínos, toninhas ou botos que diferem dos golfinhos, pois este grupo possui dentes em forma de espátulas, distintos dos dentes cônicos dos golfinhos). O nome marsopa (marsope) é o mesmo que marsuíno (suíno é um adjetivo que significa do, ou próprio do porco) – mamífero cetáceo, semelhante ao delfim, medindo cerca de 1,50 a 2,30 metros e pesando entre 50 a 150 kg. Muito veloz é comum no Atlântico onde, às vezes, acompanha os navios. Também são chamados de porcos-do-mar (cochon de mer, cétacé-cochon).

Gênero: Neophocaena
N. phocaenoides – Finless Porpoise; boto-do-índico. Vive em águas tropicais e temperados do Indopacífico.
Gênero: Phocoena
P. dioptrica – Spectacled Porpoise; boto-de-lunetas ou golfinho-de-óculos. Vive nas águas subantárticas.
P. phocoena – Harbour Porpoise; toninha-comum. Vive em águas temperadas frias do Hemisfério Norte.
P. sinus – Vaquita; boto-do-pacífico, marsuíno-do-golfo-da-califórnia, toninha-do-golfo e cochito. Vive no norte do Golfo da Califórnia.
P. spinipinnis – Burmeister’s Porpoise; boto-de-burmeister. Vive em zonas costeiras Atlântica e Pacífica da América do Sul; de Santa Catarina para o sul.
Gênero: Phocoenoides
P. dalli – Dall’s Porpoise; boto-de-dall, golfinho-de-dall ou marsopa. Vive nas águas temperadas frias do Pacífico Norte.

7. FAMÍLIA: Platanistídeos / Platanistidae (botos fluviais de rostro longo e fino, e dentes aguçados)
Gênero: Platanista
P. gangetica (2,5 m) – Ganges River Dolphin; golfinho-do-rio-ganges (Índia)
P. minor – Indus River Dolphin; golfinho-do-rio-indo (Paquistão)

8. FAMÍLIA: Pontoporídeos / Pontoporiidae (botos marinhos)
Gênero: Pontoporia
P. blainvillei (36 a 50 kg; 1,8 m) – La Plata Dolphin; toninha ou golfinho-do-rio-da-prata, também conhecido como boto-amarelo, boto-cachimbo, franciscana, pode ser encontrado nas águas costeiras do Brasil (do Espírito Santo à região Sul) e Argentina, podendo, no entanto, ser encontrado em alguns rios.

9. FAMÍLIA: Ziphiidae ou Ziphidae (Beaked Whales; baleias-bicudas ou baleias-de-bico)
Gênero: Berardius
B. arnuxii – Arnoux’s Beaked Whale; baleia-bicuda-de-arnoux
B. bairdii (10,5 metros) – Baird’s Beaked Whale (North Pacific Bottlenose Whale); baleia-de-rosto-de-baird ou baleia-bicuda-de-baird. Entre as baleias com dentes, esta só perde em tamanho para a cachalote. Com testa enorme, a gigantesca criatura habita as águas do Pacífico Norte.
Gênero: Hyperoodon
H. ampullatus – Northern Bottlenose Whale; baleia-bicuda-de-cabeça-plana-do-norte ou botinhoso-do-norte
H. planifrons – Southern Bottlenose Whale; baleia-bicuda-de-cabeça-plana-do-sul ou botinhoso-do-sul
Gênero: Indopacetus
I. pacificus – Indo-Pacific Beaked Whale, Longman’s Beaked Whale; baleia-bicuda-de-longman ou baleia-bicuda-indopacífica
Gênero: Mesoplodon
M. bidens – Sowerby’s Beaked Whale; baleia-bicuda-de-sowerby. É encontrada no norte do Atlântico e no mar Báltico.
M. bowdoini – Andrews’ Beaked Whale; baleia-bicuda-de-bowdoin
M. carlhubbsi – Hubbs’ Beaked Whale; baleia-bicuda-de-hubbs
M. densirostris – Blainville’s Beaked Whale; baleia-bicuda-de-blainville
M. europaeus – Gervais’ Beaked Whale; baleia-bicuda-de-gervais
M. ginkgodens – Ginkgo-toothed Beaked Whale; baleia-bicuda-de-ginkgo
M. grayi – Gray’s Beaked Whale; baleia-bicuda-de-gray
M. hectori – Hector’s Beaked Whale; baleia-bicuda-de-hector
M. layardii – Layard's Beaked Whale; baleia-bicuda-de-layard
M. mirus – True’s Beaked Whale; baleia-bicuda-de-true
M.n perrini – Perrin’s Beaked Whale; baleia-bicuda-de-perrin
M. peruvianus – Pygmy Beaked Whale; baleia-bicuda-pigmeia
M. stejnegeri – Stejneger’s Beaked Whale; baleia-bicuda-de-stejneger
M. traversii – Spade Toothed Whale; baleia-bicuda-de-bahamonde
Gênero: Tasmacetus
T. shepherdi – Tasman Beaked Whale (Shepherd's Beaked Whale); baleia-bicuda-de-shepherd
Gênero: Ziphius
Z. cavirostris (3 t; 6 metros) – Cuvier’s Beaked Whale; baleia-de-rosto-de-cuvier ou baleia-bicuda-de-cuvier. Pouco se sabe sobre esta rara espécie, identificada pela primeira vez em 1823. . Ocorre em águas oceânicas profundas das regiões temperadas e tropicais. Cosmopolita. No Brasil há registros de ocorrência no Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Fernando de Noronha.

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AQUÁRIOS, PARQUES, MUSEUS E ZOOLÓGICOS NO LITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

— Zoológico Municipal de Cubatão – Parque Ecológico Cotia-Pará
Praça dos Emancipadores , s/n.º – Cubatão (SP)
Telefone: (13) 3361-6363 – Fundação: 30/11/1982? Área Total: 4.500 m².

— Aquário do Guarujá (parece que é o maior da América do Sul)
Endereço: Avenida Miguel Estéfno, n.º 2001 – Enseada – Guarujá (SP)
Telefone: (18) 3398-3000 – www.acquamundo.com.br

— Centro de Conservação da Fauna Silvestre – CESP ou
Parque Zoológico de Ilha Solteira * (1/35/2000/000108-0)
Avenida Brasil Norte, s/n.º, Zona Norte (saída para Pereira Barreto e Selvíria)
Caixa Postal: n.º 66 – CEP: 15385-000, Ilha Solteira (SP)
Telefone: (18) 3742-2916 – zool@projetonet.com.br
www.cesp.com.br – www.ilhasolteira.com.br

O Centro de Conservação da Fauna Silvestre foi construído em 1979, pela administração da CESP, com a finalidade de abrigar melhor alguns animais provenientes do enchimento dos Reservatórios de Jupiá e Ilha Solteira. Aberto ao público: aos sábados e domingos, das 9 às 16 horas.


SANTOS

Prefeitura Municipal de Santos – Praça Visconde de Mauá, s/nº – Santos (SP) – CEP: 11010-900 – www.santos.sp.gov.br
Outras fontes: Santos Cidade – www.santoscidade.com.br (Pontos Turísticos) | Viva Santos – www.vivasantos.com.br

— Aquário Municipal de Santos
Avenida Bartolomeu de Gusmão, s/nº (ou Praça Luiz La Scala) – Ponta da Praia – Santos (SP)

O aquário mais antigo do país foi inaugurado em 02/07/1945 com a presença do Presidente Getúlio Vargas. Considerado uma das maiores atrações turísticas da cidade, ocupa uma área de 1.000 m² na Orla da Praia. Em seus 31 tanques de água doce e salgada estão expostas 150 espécies e cerca de 4 mil animais da fauna aquática, desde pequenos invertebrados até mamíferos marinhos. As tartarugas de água doce, por exemplo, têm uma pequena praia com cachoeira, enquanto um tanque externo circular conta com lobos-marinhos. Em 2004, passou por uma grande reforma e ampliação. O lobo-marinho foi transferido para o Orquidário Municipal, onde foi acomodado no lontrário até o final das reformas. O Aquário reabriu em janeiro de 2006.

O lobo-marinho Macaézinho, da espécie (Arctophcefalus australis), é originário da região meridional da Patagônia. O animal encalhou em nosso litoral quando ainda era bem novo, em 1995. Recebeu o nome de Macaezinho em homenagem a Macaé, o velho lobo que habitou o Aquário por muitos anos. Em janeiro de 2009, Alegra, uma fêmea da espécie (Arctocephalus tropicalis), nadou pela primeira vez no tanque. Alegra foi recolhida pela Polícia Ambiental em Itanhaém, em agosto de 2008. Com idade estimada de 2 anos, ela estava ferida, muito cansada e pesando apenas 42 kg. Ficou em recuperação no Aquário por 5 meses e acabou conquistando seu lugar. Como os lobos pertencem a espécies diferentes, eles ocupam o grande tanque em esquema de revezamento, mas a ideia é tentar uma aproximação dos dois, a fim de que eles possam nadar juntos...

Notas: Na coleção há um cartão-postal com foto P&B: Aquário Municipal de Santos, leão-marinho. Ainda mais 3 cartões-postais – Aspectos do Aquário Municipal de Santos (mostrando várias espécies de peixes e aspectos do aquário), Brasil Turístico números 02, 03 e 04, fotos cedidas por: Truss Empreendimentos e Participações Ltda. Impressão: Cartão Postal Mariano Ltda. ME., Santo Amaro SP, desde 1945, reprodução proibida. Troca com JCD.

— Parque Zoobotânico e Orquidário Municipal de Santos * (1/35/96/2738-0)
Praça Washington, s/n.º – José Menino – Santos (SP) – CEP: 11065-600
Telefone: (13) 3237-6970 – orquidario-setur@santos.sp.gov.br

Inaugurado em 11/11/1945, é um parque zoobotânico com 22.240 m² que mistura características de belos jardins e aspectos de matas naturais. Dispõe de uma floresta urbana e exuberante, em particular com espécies da Mata Atlântica, além de estufa com uma coleção de centenas de orquídeas. Toda essa vegetação atrai inúmeros pássaros que vivem em liberdade em meio às aves ali existentes: tucanos, gaviões, araras e pavões, e animais silvestres como cotias, jabutis, saracuras, macucos, guarás, jacuguaçus e sauins. Na área central há um lago de 1.180 m² que abriga carpas, tartarugas e recebe aves aquáticas migratórias. O Orquidário também possui animais silvestres, grande parte dos quais vive solta pelo parque. Tem árvores frutíferas e medicinais, espécies raras como pau-brasil e cedro; e estufa com 5.000 mudas de orquídeas, que podem ser apreciadas em seu esplendor em novembro, quando acontece uma exposição nacional. Originou-se de mais de 600 espécies diferentes e cerca de mil mudas de epífitas que o colecionador Júlio Conceição cultivava, no quintal de sua casa. Conhecida como Parque Indígena, a área era aberta à visitação pública e localizava-se no Boqueirão, próximo à Av. Conselheiro Nébias. Quando Júlio Conceição faleceu, a família doou o acervo para a Prefeitura, que mantém seu busto na entrada do Parque. Num viveiro interativo, as pessoas têm contato direto com dezenas de espécies de aves. Atualmente: flamingo, marrecos, frangos-d’água, pássaros-pretos, socós, etc. Existem ainda araras, papagaios e algumas espécies ameaçadas de extinção, como macaco-aranha, mico-leão-de­cara-dourada e jacaré-de-papo-amarelo. Em 2005 recebeu um recinto com um casal de lontras. O Parque mantém o Setor de Zoologia, que cuida dos animais; o Setor de Botânica, responsável pela coleção de orquídeas e da flora em geral; e o Setor de Educação Ambiental, que promove atividades sobre temas relacionados ao acervo, destinadas a estudantes e ao público em geral. Atenção: o parque está FECHADO PARA OBRAS DE REVITALIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO desde 11/05/2009.

— Jardim Botânico Municipal de Santos “Chico Mendes”
Rua João Fracarolli, s/nº – Jardim Bom Retiro, Zona Noroeste – Santos (SP)

É um parque ecológico destinado a preservar diferentes espécies de plantas e cultivar as mudas que abastecem os jardins da praia e ruas da cidade. Começou em 1925, no antigo Horto Municipal, que ficava ao lado da Santa Casa, onde jardineiros da Prefeitura começaram a plantar as primeiras mudas. Em 1973, esse cultivo passou a ser feito no terreno atual, no Bom Retiro, que se transformou em Jardim Botânico em 1994 e passou a acolher programas de conservação das espécies, principalmente nativas da da Mata Atlântica. Reformado em 2001, ganhou um chafariz e deck de madeira, sobre o lago maior, para eventos culturais. Seus 90 mil m² tem um acervo vivo de mais de 300 espécies vegetais catalogadas, divididas em 20 coleções botânicas temáticas, bosques, canteiros de espécies ornamentais e áreas de produção de mudas, com destaque para as espécies da Mata Atlântica e da Amazônia, o bosque de pau-brasil, árvores de madeira de lei e 65 espécies de palmeiras, inclusive a imperial, usada na arborização da Av. Ana Costa. Essa diversidade pode ser apreciada em passeio monitorado por alamedas asfaltadas e iluminadas, com marcos de distância a cada 100 metros, que facilita práticas esportivas. O parque é equipado com bancos e mesas de madeira, possui três lagos (que abrigam tilápias e carpas) com patos, marrecos, gansos e uma ilha com macacos. Ainda tem um viveiro de animais silvestres, playground e campo de futebol. O viveiro/estufa do Projeto Terra vende plantas ornamentais, cultivadas por pacientes dos Núcleos de Atendimento Psicossocial, cuja renda é revertida para os participantes do Programa de Saúde Mental da Prefeitura Municipal de Santos. Mantém Setor de Botânica, responsável pelo herbário e pelas coleções de plantas; Setor de Educação Ambiental, o qual gerencia as visitas monitoradas, cursos, oficinas e biblioteca, e o Setor de Manutenção Predial, responsável pela manutenção e funcionamento do parque.

— Museu do Instituto de Pesca “M. Nascimento Jr.”
Avenida Bartolomeu de Gusmão, 192 – Ponta da Praia, CEP: 11030-906 – Santos (SP)
Telefone: (13) 3261-5260 ou 3261-5995 – museu.pesca@apta.sp.gov.br
Funciona de quarta a domingo, inclusive em feriados, das 10 às 18 horas.

Um casarão foi erguido em 1908 (no terreno que compreendeu a área do Forte Augusto) para a instalação da Escola de Aprendizes de Marinheiro, inaugurada em 1909. Nos jardins do Museu destacam-se os belos portões de ferro e um canhão originário da Fortaleza da Barra Grande. Em 1931, a antiga escola cedeu lugar à Escola de Pesca, que só começou a tomar forma e denominação de museu em 1942, quando foi incorporado à coleção um esqueleto de baleia-fin (Balaenoptera physalus), medindo 23 metros de comprimento, encalhada em Peruíbe naquele ano. O Instituto de Pesca “M. Nascimento Jr.”, mais conhecido como Museu de Pesca, foi reaberto em 1998, após longo período de reformas. Seu acervo apresenta diversas espécies de peixes, crustáceos, moluscos, aves e mamíferos marinhos taxidermizados, conchas de moluscos, corais etc, além de maquetes de embarcações, equipamentos utilizados na pesca, obras artísticas etc. As principais atrações são o esqueleto da baleia, tubarões de diversos tamanhos e espécies, a Ala Lúdica Petrobras (com destaque para a “sala da praia”, que reproduz fielmente quatro ecossistemas marinhos do litoral paulista), uma embarcação baleeira, Marcílio Dias, de 7 m de extensão da década de 30; uma grande coleção de areias de praias do Brasil e do mundo, lulas-gigantes (5 m) etc. O Museu promove cursos, palestras, visitas monitoradas e orientação de trabalhos escolares sobre ecossistemas aquáticos e pesca. A função básica do Museu é desenvolver ações científico-culturais, levando a comunidade a conhecer o ambiente aquático e se conscientizar da importância da sua preservação e utilização racional. Nota: Fotografei um esqueleto de baleia (Balenoptera sp.)...

— Museu do Mar
Rua República do Equador, 81 – Ponta da Praia – Santos (SP)
Telefone: (13) 3261-4808 – www.museudomar.com.br

Exibe curiosidades do mundo subaquático, desde animais preservados em formol, até equipamentos de mergulho. A grande atração é um esqueleto de baleia-minke medindo 8,5 metros de comprimento. Permite uma visão geral dos principais grupos marinhos do Brasil e de várias partes do mundo, já que 90% do material exposto vem do exterior. Tendo como origem uma coleção de conchas, seus 21 mil exemplares correspondem ao maior acervo de conchas do País, entre as quais se destacam duas gigantes, da espécie Tridacna gigas. A maior mede 1 metro, pesa 148 quilos e é natural das Filipinas. Foi enviada por uma associação de conquiliologia (estudo científico de conchas) americana, que a permutou por conchas típicas da costa brasileira. A visita monitorada apresenta o acervo de animais taxidermizados: tartarugas, aves marinhas e um exemplar da maior espécie de tubarão do mundo, o tubarão-baleia, com 6 m e uma tonelada. Exibe um raro tubarão-anão adulto de 24 cm, além de tubarões xifópagos (um corpo e duas cabeças). Esponjas marinhas das Bahamas, algas, corais, aquários com invertebrados e espécimes como o peixe-escorpião (que se mimetiza e confunde com as rochas) disputam espaço com escafandros, âncoras e canhões antigos. Ao som de shaties (canções antigas cantadas por piratas e marinheiros americanos) a loja de souvenirs vende produtos alusivos aos oceanos. O estudo das ciências do mar é complementado por biblioteca com cerca de 2 mil volumes, sala de audiovisual com mais de 100 títulos de filmes e curso mensal de mergulho, que oferece certificado internacional. Destinado às escolas, o Projeto Mangue divulga a importância sócio-econômica desse ecossistema, berçário da vida do mar. Criada em 1969, a entidade funcionava na residência de seus fundadores. O Museu foi inaugurado e aberto oficialmente à visitação pública no dia 30/06/1984, fruto da iniciativa pessoal de seus idealizadores, o casal Quíncio Francisco Ferreira e Carmen Alonso Ferreira que, juntamente com seu filho, o biólogo marinho Prof. Luiz Alonso Ferreira – diretor-presidente da entidade desde sua fundação – iniciaram na década de 1960 o trabalho de coleta das espécies, pesquisa e organização do acervo.

As duas imagens abaixo mostram uma publicação na Revista Além da Pesca Lazer e Turismo, Ano 03, junho/julho de 2001, Edição 29, matéria Cultura Museus da Pesca e do Mar, páginas 4 e 5.

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— Fundação Animália
Rua Cristóvão Soares, n.º 369 – São Sebastião (SP) – CEP: 11600-000

— Zoológico Municipal de São Vicente
R. Av. Juiz de Fora,s/n.º – Vila Noturna – São Vicente (SP) – CEP: 11380-370
Telefone: (13) 3561-5101 / 3561-4373

— Museu de Ciências da Natureza Jobas – José Bonifácio de Andrada e Silva
Rua Martim Afonso, 24 – Parque Ipupiara
Praça 22 de Janeiro – São Vicente (SP) – CEP: 11310-010
Horário: Terça a sexta das 10 às 19hs – Tels.: (13) 9142-2478. Secult: (13) 367-7015
E-mail: museujobas@bol.com.br – www.museujobas.hpg.ig.com.br

O acervo do museu conta com artefatos arqueológicos, conchas, corais, fósseis, meteoritos, minerais, rochas vulcânicas, entre outros.

— Aquário de Ubatuba (Argonauta Com. e Serv. Oceanográficos)
Rua Guarani, n.º 859 – Itaguá – Ubatuba (SP)
staff@aquariodeubatuba.com.br – www.aquariodeubatuba.com.br
Telefax: (12) 3832-1382 – O Aquário de Ubatuba é um empreendimento privado, fundado em janeiro de 1996 por um grupo de oceanólogos.

Nota: Selo emitido em 23/03/1984 – Centenário do Museu Naval e Oceanográfico do Rio de Janeiro (RJ). Yvert: 1645. RHM: C-1374. Carimbo comemorativo Centenário do Museu Naval e Oceanográfico. Catálogo Zioni: 3832.

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Última atualização: 07/12/2013.
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