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Maior mamífero terrestre brasileiro!
Nome vulgar: Anta
Nome em inglês: Tapir
Ordem: Perissodactyla
Família: Tapirídeo (Tapiridae)
Espécies (existem 3 espécies de anta na América Latina e uma na Ásia):
Tapirus bairdii – anta-de-baird, anteburro, dante e anta-centro-americana; em inglês de “Baird’s Tapir”; animal-símbolo de Belize (extinta no México e El Salvador, é encontrada em Belize, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá)
Tapirus indicus – anta-malaia ou tapir malaio ou tapir-asiático; em inglês de “Malayan Tapir” (Sumatra na Indonésia, Laos, Malásia Mianmar, Tailândia e Vietnã)
Tapirus pinchaque – anta-andina, também chamada anta-negra, pinchaque ou anta-da-montanha; em inglês de “Mountain Tapir” (Colômbia, Equador, Peru e Venezuela)
Tapirus terrestris – anta-brasileira ou anta-sul-americana; em inglês de “South American Tapir or Brazilian Tapir” (Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela, ou seja, toda a América do Sul exceto Uruguai e Chile)
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A anta-brasileira (a palavra “tapi’ira” em tupi-guarani significa anta) mede 1,10 m de altura e 2,20 (a fêmea) ou 2 m (o macho) de comprimento. Pode atingir até 200 kg de peso. Ocorre na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal.
Mamífero da espécime dos perissodá(c)tilos, ordem de ungulados em que o número de dedos funcionais se reduz a três, ou a um. As antas são classificadas com outros perissodáctilos como os burros, cavalos, rinocerontes e zebras...
A anta é o único representante da família dos tapirídeos na fauna silvestre brasileira, cuja família é de grandes perissodátilos que têm pernas relativamente curtas e pequena tromba.
Esses animais possuem uma pequena tromba que tem a mesma função da tromba do elefante (embora bem menor, atingindo no máximo 17 cm), ela auxilia na alimentação proporcionando ao animal agarrar e arrancar ramos e folhagens, farejar e apalpar.
Corpo, cabeça e pernas cinza uniforme, pelos curtos e macios, pele cinza, muitas vezes não recoberta inteiramente de pelos. Possui crina com pelos grossos e negros que vai da testa até a região entre as espáduas. Os lábios superiores formam pequena tromba. Orelhas redondas com as extremidades brancas bem como a inserção na cabeça. Olhos pequenos. Cauda curta e fina.
O pelo é uniforme, pardacento; os filhotes são malhados. O focinho é muito característico, terminando como uma pequena tromba, curvado para baixo. Cauda curta e orelhas como as do cavalo.
Distribuição: Vive desde a Colômbia e do sul da Venezuela até o Paraguai e o Brasil, onde costuma frequentar zonas ricas em água. No Brasil, ocupam a bacia do rio Amazonas e seus afluentes e a bacia do rio Prata, nas áreas dos rios Paraná e Paraguai.
Abaixo, um bloco emitido pela Guiana.
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Alimentação: Folhas e gemas de várias árvores e arbustos, assim como de frutas variadas, ervas e raízes.
Comportamento: É um bicho pacífico, tímido, solitário e mais ativo durante à noite do que de dia. Ele se esconde durante o dia e sai a noite para comer. Demarca seu território com urina.
Situação atual: É caçado excessivamente, já que sua carne é saborosa, e por sua pele, muito apreciada. É localmente comum, estando ameaçado de extinção em algumas regiões. Além do homem, são seus predadores a sucuri e a onça.
A anta-brasileira encontra-se como “vulnerável” na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e “criticamente ameaçada” em alguns estados brasileiros, como Paraná e Minas Gerais. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu habitat, a caça, o fato das populações estarem isoladas e em declínio. Entretanto, no Brasil a lista oficial do IBAMA não inclui a anta entre os animais ameaçados em extinção (IN 03/2003 MMA). Segundo o Censo 2006 da Sociedade de Zoológico do Brasil (SZB), a população de T. terrestris em cativeiro totalizava 59 indivíduos, distribuídos por 27 Instituições.
Reprodução: Atinge a maturidade sexual entre os 2 e 3 anos de idade. A fêmea busca um refúgio apropriado para parir sua única cria – que costuma ter a cada 18 meses. O perído de gestação varia entre 390 a 400 dias. Geralmente, demora um ano inteiro, nascendo apenas um único filhote e todinho listado... O filhote permanece com a mãe até que tenha 1 ano e, este, apresenta estrias claras entre a pelagem castanha (4 ou 5 linhas claras e onduladas, mostradas até o sexto mês), que servem de camuflagem na mata.
Geralmente, esses animais vivem em ambientes úmidos, a água é essencial para eles, pois nela buscam alimento, defendem-se dos inimigos (grandes felinos como a onça) e livram-se dos parasitas. Sua defesa está no pescoço robusto, na densa crina e em sua capacidade de penetrar matas densas com grande velocidade.
As antas possuem uma visão muito fraca e normalmente percebem apenas objetos em movimento, mas sua audição e olfato são muito desenvolvidos, fazendo com que seus meios de comunicação baseiem-se principalmente, nos sinais acústicos e odores. A sinalização territorial é baseada nos caminhos percorridos habitualmente.
Não se sabe ao certo a longevidade das antas em liberdade, mas em zoológicos podem alcançar 29 anos. Abaixo, fotografia antiga de um zoo não identificado, cuja imagem mostra duas antas... Adquirido em 06/10...
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Última atualização: 27/08/2011. |