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Fotos de fauna tiradas pelo autor!
Você sabia que as aves são os animais mais frequentemente encaminhados aos zoológicos, em razão desse grupo ser o mais envolvido em acidentes causados com a população humana? Um grande número desses acidentes envolve linhas de pipa, em particular com a família dos Estrigídeos (corujas)...
Existem cerca de 9.800 espécies viventes de aves, aproximadamente, distribuídas por todos os Continentes. No Brasil já foram registradas cerca de 1.800 espécies de aves. É o terceiro país em biodiversidade de avifauna. É o segundo em endemismo, ou seja, espécies que são encontradas somente no País.
A classificação taxinômica das aves é assim: Reino (Animal), Filo (Cordados), Classe (Aves) e, nesta página, algumas Ordens, Famílias, Gêneros (primeiro nome científico) e Espécies (segundo nome científico) de aves brasileiras... Nomes populares ou vernáculos podem variar de região para região (por isso é chamado de popular).
As aves, tanto as brasileiras como as africanas, compreendem muitas Ordens, as quais estão subdivididas em várias famílias cada. Abaixo algumas delas:
Anseriforme (anhuma,
cisnes, marrecos, patos, tachãs)
Caradriiforme (quero-quero)
Ciconiiforme (abutres, águias,
cegonhas, colhereiros,
curicacas, falcões,
garças, gaviões,
guarás, íbis, maguaris, socós,
tuiuiús, urubus)
Columbiforme (pomba-goura,
pombos, rolas)
Esfenisciforme (pinguins)
Estrigiforme (corujas)
Estrutioniforme (avestruzes,
casuares?, emas, emus,
quivi ou kiwis?)
Fenicopteriforme (flamingos)
Galiforme (codornas, codorniz, galos, faisões, jacus, jacutingas,
mutuns, pavões, perdizes, perus, urogalos, urus)
Gruiforme (frangos-d’água, grous-africanos,
jacamins, saracuras, seriemas)
Passeriforme
Piciforme (araçaris, pica-paus, tucanos)
Psitaciforme (araras,
periquitos [ararajuba, aratingas,
jandaias], papagaios)
Pelicaniforme (atobás, biguás, pelicanos)
05/06/1978 – Série de 3 valores “Proteção à Fauna – Pássaros Brasileiros”, cujos selos mostram: Cr$ 7,50 (canário-da-terra / Saffron Finch – Sicalis flaveola, Linnaeus), Cr$ 8,50 (crejuá ou cotinga / Banded Cotinga – Cotinga maculata, Müller) e Cr$ 9,50 (tangará ou pintor-verdadeiro / Seven-coloured Tanager – Tangara fastuosa, Lesson). Artista: R. Pereira. SG: 1710/1712.
Aves-símbolos no Brasil
Poucos são os estados brasileiros que designaram oficialmente a sua ave-símbolo. Em alguns estados existe decreto governamental. Em outros, são apenas a força da cultura e da observação popular, como por exemplo, o tuiuiú (Jabiru mycteria), ave símbolo do Pantanal Mato-Grossense (MT e MS).
Na realidade, apesar de contar com data comemorativa para um “Dia da Ave”, em 5 de outubro, nem mesmo o Brasil possui uma ave-símbolo oficial. O primeiro a sugeri-la foi o engenheiro Johann Dalgas Frisch que, na década de 1970, propôs o sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), espécie amplamente distribuída no território nacional, cujo canto inspirou vários escritores, como Gonçalves Dias no célebre Canção do exílio. É a ave mais lembrada no folclore, na poesia e pelos compositores da Música Popular Brasileira. Entretanto, uma posição contrária, atualmente unânime, defendida pelo saudoso naturalista Helmut Sick, apontou a ararajuba (Guaruba guarouba) que, segundo aquele ornitólogo, é mais adequada por ser uma ave endêmica do Brasil e pelo seu colorido amarelo-gema e verde-bandeira.
Acre • Uirapuru-verdadeiro
(Cyphorhinus aradus modulator). Apesar de alguns ornitólogos terem
sugerido que a arara-vermelha-grande (Ara
chloropterus) seja a ave símbolo do Acre, os acreanos acham muito mais
importante o uirapuru-verdadeiro que só ocorre naquela região. Dizem que seu
canto é muito, muito superior ao do uirapuru-comum...
Alagoas • Mutum-do-nordeste
(Pauxi mitu)
Amapá • Flamingo
(?)
Amazonas • Uirapuru-comum
(Cyphorhinus aradus) ocorre em toda Amazônia.
Bahia • Curió (Oryzoborus angolensis)
Ceará • Jandaia
(Aratinga jandaya)
Distrito Federal • Harpia,
Gavião-real, Uiraçu-verdadeiro (Harpia harpyja); também é ave-símbolo
do Panamá
Espírito Santo • Beija-flor (?)
Goiás • Inhuma,
Anhuma-pantaneira (Anhima cornuta)
Maranhão • Sabiá-da-praia
(Mimus gilvus)
Mato Grosso • Tachã,
Anhuma-poca (Chauna torquata)
Mato Grosso do Sul • Tuiuiú
(Jabiru mycteria)
Minas Gerais • Seriema
(Cariama cristata)
Pará • Pavãozinho-do-pará
(Eurypyga helias)
Paraíba • Avoante,
Pomba-de-bando (Zenaida auriculata)
Paraná • Gralha-azul
(Cyanocorax caeruleus) símbolo oficial desde 1984, por lei assinada
pelo governador José Richa.
Pernambuco • Tesourão,
Fragata (Fragata magnificens); também é ave-símbolo
de Antígua e Barbuda
Piauí • Surucuá-de-barriga-vermelha
(Trogon curucui)
Rio de Janeiro • Tucano-de-papo-amarelo
(Ramphastos vitellinus)?
Rio Grande do Norte • Ema
(Rhea americana)
Rio Grande do Sul • Quero-quero
(Vanellus chilensis) parece que é oficial...; também é ave-símbolo
do Uruguai
Rondônia • Jacamim-de-costas-verde
(Psophia viridis)
Roraima • Galo-da-serra
(Rupicola rupicola)
Santa Catarina • Araponga (Procnias
nudicollis); também é ave-símbolo
do Paraguai
São Paulo • Sabiá-laranjeira
(Turdus rufiventris)
Sergipe • Corrupião,
também chamado de Sofrê (Icterus icterus jamacaii)
Tocantins • Cigana
(Opisthocomus hoazin); também é ave-símbolo
da Guiana
Fontes:
Placa ilustrativa (foto abaixo) localizada no interior do Gramado
Zoo.
Livro: “As aves-símbolos dos estados brasileiros”, 2003. Autor: Roberto Gonçalves
de Oliveira. Editora: Age. ISBN: 8574971898. Páginas: 180. Descrição: O livro
versa sobre as aves que, por sua plumagem, sua popularidade ou sua influência
nas lendas ou costumes, passam a ser indicadas como representativas dos estados
brasileiros.
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BEM-TE-VI
Nome em inglês: Great Kiskadee | Nome científico: Pitangus sulphuratus
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CARDEAL e CARDINAL | Ordem: Passeriforme
| Família Emberizídeo (Emberizidae) – aves de distribuição cosmopolita, como
bicudos, canários, cardeais, curiós, tico-tico, tiziu etc.
(Ammodramus humeralis) tico-tico-do-campo / Grassland Sparrow
(Ammodramus aurifrons) cigarrinha-do-campo / Yellow-browed Sparrow
(Arremon flavirostris) tico-tico-de-bico-amarelo / Saffron-billed Sparrow
(Arremon franciscanus) tico-tico-do-são-francisco / São Francisco Sparrow
(Arremon semitorquatus) tico-tico-do-mato / Half-collared Sparrow
(Arremon taciturnus) tico-tico-de-bico-preto / Pectoral Sparrow
(Arremonops conirostris) tico-tico-cantor / Black-striped Sparrow
(Atlapetes personatus) tico-tico-do-tepui / Tepui Brush-Finch
(Catamenia homochroa) patativa-da-amazônia / Paramo Seedeater
(Charitospiza eucosma) mineirinho / Coal-crested Finch
(Coryphaspiza melanotis) tico-tico-de-máscara-negra / Black-masked
Finch
(Coryphospingus cucullatus) tico-tico-rei / Red-crested Finch
(Coryphospingus pileatus) tico-tico-rei-cinza / Pileated-Finch
(Diuca diuca) diuca / Common Diuca-Finch
(Dolospingus fringilloides) papa-capim-de-coleira / White-naped Seedeater
(Donacospiza albifrons) tico-tico-do-banhado / Long-tailed Reed-Finch
(Emberizoides herbicola) canário-do-campo / Wedge-tailed Grass-Finch
(Embernagra longicauda) rabo-mole-da-serra / Pale-throated Serra-Finch
(Embernagra platensis) sabiá-do-banhado / Great Pampa-Finch
(Emberizoides ypiranganus) canário-do-brejo / Lesser Grass-Finch
(Gubernatrix cristata) cardeal-amarelo / Yellow Cardinal
(Haplospiza unicolor) cigarra-bambu / Uniform Finch
(Oryzoborus angolensis) curió
(Oryzoborus maximiliani) bicudo-verdadeiro
(Poospiza cabanisi) tico-tico-da-taquara / Gray-throated Warbling-Finch
(Poospiza cinerea) capacetinho-do-oco-do-pau / Cinereous Warbling-Finch
(Poospiza lateralis) quete / Red-rumped Warbling-Finch
(Poospiza melanoleuca) capacetinho / Black-capped Warbling-Finch
(Poospiza nigrorufa) quem-te-vestiu / Black-and-rufous Warbling-Finch
(Poospiza thoracica) peito-pinhão / Bay-chested Warblingfinch
(Porphyrospiza caerulescens) campainha-azul / Yellow-billed Blue Finch
(Phrygilus fruticeti) canário-andino-negro / Mourning Sierra-Finch
(Sicalis citrina) canário-rasteiro / Stripe-tailed Yellow-Finch
(Sicalis columbiana) canário-do-amazonas / Orange-fronted Yellow-finch
(Sicalis flaveola) canário-da-terra-verdadeiro / Saffron Finch
(Sicalis luteola) tipio / Grassland Yellow-Finch
(Sporophila albogularis) golinho / White-throated Seedeater
(Sporophila americana) coleiro-do-norte / Wing-barred Seedeater
(Sporophila angolensis) curió / Chestnut-bellied Seed-Finch
(Sporophila ardesiaca) papa-capim-de-costas-cinzas / Dubois's Seedeater
(Sporophila bouvreuil) caboclinho / Capped Seedeater
(Sporophila bouvronides) estrela-do-norte / Lesson's Seedeater
(Sporophila caerulescens) coleirinho / Double-collared Seedeater
(Sporophila castaneiventris) caboclinho-de-peito-castanho / Chestnut-bellied
Seedeater
(Sporophila cinnamomea) caboclinho-de-chapéu-cinzento / Chestnut Seedeater
(Sporophila collaris) coleiro-do-brejo / Rusty-collared Seedeater
(Sporophila crassirostris) bicudinho / Large-billed Seed-finch
(Sporophila falcirostris) cigarra-verdadeira / Temminck's Seedeater
(Sporophila frontalis) pixoxó / Buffy-fronted Seedeater
(Sporophila hypochroma) caboclinho-de-sobre-ferrugem / Rufous-rumped
Seedeater
(Sporophila hypoxantha) caboclinho-de-barriga-vermelha / Tawny-bellied
Seedeater
(Sporophila intermedia) papa-capim-cinza / Gray Seedeater
(Sporophila plumbea) patativa / Plumbeous Seedeater
(Sporophila leucoptera) chorão / White-bellied Seedeater
(Sporophila lineola) bigodinho / Lined Seedeater
(Sporophila luctuosa) papa-capim-preto-e-branco / Black-and-white Seedeater
(Sporophila maximiliani) bicudo / Great-billed Seed-Finch
(Sporophila melanogaster) caboclinho-de-barriga-preta / Black-bellied
Seedeater
(Sporophila melanops) papa-capim-do-bananal / Hooded Seedeater
(Sporophila minuta) caboclinho-lindo / Ruddy-breasted Seedeater
(Sporophila murallae) papa-capim-de-caquetá / Caqueta Seedeater
(Sporophila nigricollis) baiano / Yellow-bellied Seedeater
(Sporophila nigrorufa) caboclinho-do-sertão / Black-and-tawny Seedeater
(Sporophila palustris) caboclinho-de-papo-branco / Marsh Seedeater
(Sporophila ruficollis) caboclinho-de-papo-escuro / Dark-throated Seedeater
(Sporophila schistacea) cigarrinha-do-norte / Slate-coloured Seedeater
(Tiaris fuliginosus) cigarra-do-coqueiro / Sooty Grassquit
(Tiaris obscurus) cigarra-parda / Dull-colored Grassquit
(Zonotrichia capensis) tico-tico / Rufous-collared Sparrow
Em especial o gênero Paroaria (5 espécies):
(Paroaria baeri) cardeal-de-goiás, Crimson-fronted Cardinal
(Paroaria capitata) cavalaria, Yellow-billed Cardinal
(Paroaria coronata) CARDEAL ou cardeal-de-topete, Red-crested
Cardinal (selo abaixo)
(Paroaria dominicana) CARDINAL ou cardeal-do-nordeste, Red-cowled
Cardinal
(Paroaria gularis) cardeal-da-amazônia, Red-capped Cardinal
Todos os cinco representantes do gênero têm sua inconfundível plumagem tricolor, composta de cabeça vermelha, dorso do cinza ao preto e peito branco, com pequenas variações no formato e tamanho das manchas. Popurlarmente, por conta da cabeça vermelha, todos são chamados de cardeal, o que muda de região para região.
Outro nome comum a mais de uma das espécies é galo-de-campina, muito usado no Nordeste para o P. dominicana. Porém, o que torna o cardeal P. coronata único, é que ele tem uma característica que o distingue facilmente dos demais: seu topete vermelho quase sempre arrepiado, motivo do complemento do seu nome científico (corona, em latim), que alude à aparência de seu penacho com uma coroa.
Por uma pequena diferença, é o maior representante do gênero, com até 19 centímetros de comprimento. Possui um canto bonito, de notas curtas, repetidas em sequência breve. Tem a capacidade de imitar o canto de outras aves, o que já foi registrado em cativeiro. É a espécie mais meridional de cardeal brasileiro, mais comum no Rio Grande do Sul, estando também presente no Pantanal. Nos países vizinhos, ocorre na Bolívia, Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina.
A maior diferença entre o CARDEAL e o CARDINAL é que o CARDEAL tem uma grande crista vermelha no topo de sua cabeça e o CARDINAL não tem. Curiosidade: O Dicionário da Língua Portuguesa Aurélio diz que, em cativeiro, o “topetudo” cardeal imita outros pássaros, como os sabiás, por exemplo. Nota: A palavra “paroara” refere-se ao nordestino que vive na Amazônia.
20/08/1969 – Selo Pássaros Brasileiros – Cardeal. RHM: C-642 + C-642a (com filigrana). Yvert: 859. Ao lado direito, a fotografia mostra um cardinal que foi flagrado na ilha Fernando de Noronha.
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SABIÁS | Ordem: Passeriforme
Família: Turdídeo (Turdidae) / Subfamília: Turdinae – família dos sabiás,
aves onívoras e canoras, como o rouxinol, por exemplo.
Gêneros e Espécies:
Catharus
Catharus fuscescens – sabiá-norte-americano, tordo-ruivo-americano,
Veery
Catharus minimus – sabiá-de-cara-cinza, Gray-cheeked Thrush
Catharus ustulatus – sabiá-de-óculos, Swainson's Thrush
Mimidae [Família: Sturnidae]
Mimus gilvus – sabiá-da-praia / Tropical Mockingbird
Mimus saturninus – sabiá-do-campo também chamado de sabiapoca / Chalk-browed
Mockingbird
Mimus triurus – calhandra-de-três-rabos / White-banded Mockingbird
Turdus
Turdus albicollis – sabiá-coleira, White-necked Thrush
Turdus amaurochalinus – sabiá-poca, Creamy-bellied Thrush
Turdus flavipes – sabiá-una, Yellow-legged Thrush
Turdus fumigatus – sabiá-da-mata, sabiá-vermelho, Cocoa Thrush
Turdus grayi – sabiá-pardo, turdo, “Yigüirro” ou “Mirlo Pardo”, Clay-colored
Robin (ocorre na América Central) – Ave Nacional da Costa
Rica!
Turdus hauxwelli – sabiá-bicolor, Hauxwell’s Thrush
Turdus ignobilis – sabiá-de-bico-preto, caraxué-de-bico-preto, Black-billed
Thrush
Turdus lawrencii – sabiá-poliglota, caraxué-de-bico-amarelo, Lawrence’s
Thrush
Turdus leucomelas – sabiá-barranco, sabiá-de-cabeça-cinzenta, Pale-breasted
Thrush
Turdus leucops – sabiá-preto, Pale-eyed Thrush
Turdus merula – Melro
Turdus nudigenis – sabiá-de-cara-pelada, caraxué, Bare-eyed Thrush
Turdus olivater – sabiá-de-cabeça-preta, Black-hooded Thrush
Turdus rufitorques – sabiá-coleira
Turdus rufiventris – sabiá-laranjeira, Rufous-bellied Thrush; na Argentina
é chamado de Zorzal colorado (no Álbum
Zoo Sampa está como rufiventus)
Turdus subalaris – sabiá-ferreiro, Eastern Slaty-Thrush
Outros:
(Cichlopsis leucogenys) sabiá-castanho, Rufous-brown Solitaire
Em 01/03/1994, foi emitida a série de selos regulares: Pássaros Urbanos – Padrão Cruzeiro Real (CR$). RHM: 700/705. Os 6 selos mostram: Andorinha (CR$ 10,00), Gavião-carijó (CR$ 20,00), Sabiá-laranjeira (CR$ 50,00), Rolinha (CR$ 100,00), Quero-quero (CR$ 200,00) e Tico-tico (CR$ 500,00).
Pouco tempo depois, em 27/05/1994, houve a Reforma Monetária instituindo o REAL. Em seguida, no dia 01/07/1994, foi emitida uma nova série de selos regulares: Pássaros Urbanos – Padrão Real (R$). RHM: 710/716. Os 7 selos mostram:
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GALO-DA-SERRA | Ordem: Passeriforme
Família: Cotingídeos (Cotingidae) – Aves frugívoras e insetívoras das Américas
Central e do Sul. Exemplos: araponga e galo-da-serra.
Gênero (Rupicolinae) e Espécies:
Rupicola é o nome comum à duas espécies de aves bastante similares, conhecidas popularmente como galos-da-serra ou galos-da-rocha... Ambas sul-americanas, atingem cerca de 30 centímetros de comprimento e são encontradas apenas na porção norte da América do Sul.
Gênero: Rupicola (Brisson, 1760) – Galo-da-serra ou galo-da-rocha
/ Cock-of-the-rock / Coq-de-roche.
Espécie: Rupicola rupicola (Lineu, 1766) – Galo-da-serra-laranja, galo-da-rocha-guianense
ou galo-da-serra-do-pará / Guianan Cock-of-the-rock / Coq-de-roche orange /
Gallito guayano de la sierra. O macho, de brilhante plumagem alaranjada, executa
notáveis danças nupciais. Habitat: Ocorre em regiões montanhosas e florestais
do extremo Norte do Brasil, vive na região amazônica, noroeste do Brasil (nos
estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima), regiões sul e sudoeste da Guiana,
sul da Venezuela, Suriname e Guiana Francesa e leste da Colômbia.
Espécie: Rupicola peruvianus (John Latham, 1790) – Galo-da-rocha-peruano,
galo-da-rocha-andino / Andean Cock-of-the-rock / Coq-de-roche péruvien / Gallito
de las rocas, Tunqui. Habitat: Parece que vive na Cordilheira dos Andes, desde
a Colômbia pasando pelo Equador e o Peru até a Bolívia. É considerado ave-símbolo
do Peru, onde e é chamado de “Gallito de las
Rocas – Manu”.
Uma das aves mais bonitas da fauna silvestre brasileira. Tamanho médio de 28 centímetros. O macho possui um topete constituído de uma crista larga, ereta e semicircular, vertical na cabeça, da nuca e cobrindo o bico. Plumagem laranja, asas e extremidade da cauda negras. Coberteiras muito desenvolvidas.
Fêmea marrom-pardacenta com topete acanhado. Fazem a exibição da plumagem em local na mata, o qual é limpo das folhas através de um incessante bater de asas. Embora possa ocorrer vários machos em determinada área, cada um possui seu local de exibição.
Possui voo pesado semelhante ao pombo. Constróem os ninhos em cavernas nos rochedos ou nas ravinas, frequentemente sobre um regato. O ninho é constituído de uma sólida panela de barro misturado com fibras vegetais e coberto de liquens. Habitam as escarpas cobertas de florestas cortadas por riachos sombreados. Ocorre nas serras fronteiriças entre o Brasil, Venezuela, Colômbia e Guiana...
Bloco de seis valores emitido em 03/10/09: Aves Exuberantes (cardeal-de-topete, galo-da-serra, bandeirinha, campainha-azul, saíra-militar e cardeal-do-banhado)...
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JOÃO-DE-BARRO | Ordem: Passeriforme
| Família: Furnariídeo (Furnariidae) | Gênero: Furnarius (5 espécies):
Furnarius figulus – casaca-de-couro-da-lama / Wing-banded Hornero
Furnarius leucopus – casaca-de-couro-amarelo / Pale-legged Hornero
Furnarius minor – joãozinho / Lesser Hornero
Furnarius rufus – joão-de-barro / Rufous Hornero – ave símbolo da Argentina!
Furnarius torridus – joão-de-bico-pálido / Pale-billed Bay Hornero
O nome científico do latim significa: furnarius = furnaria, forneiro, e rufus = vermelho, referente a sua coloração. A família dos furnariídeos é bastante grande e compreende as aves que preparam seus ninhos trabalhando a lama ou com gravetos etc. Exemplos: joão-de-barro e cochicho (Anumbius annumbi, Firewood-Gatherer).
O joão-de-barro é um dos pássaros mais populares do Brasil. Cor de terra-ferrugínea com parte superior pouco mais escura. Porte semelhante ao do sabiá, aproximadamente 20 centímetros. Dimorfismo sexual muito pouco pronunciado.
As fêmeas dormem sozinhas nos ninhos, quando estão com ovos ou filhotes. Constróem o ninho em formato de forno, um para cada ano, embora possam reformar algum velho. Os ninhos são construídos com barro, esterco e palha, com predominância do primeiro e em local aberto.
O casal trabalha em conjunto e as irregularidades da superfície são corrigidas com reboco. O ninho é contituido de um vestíbulo e pela câmara incubadora. A entrada está sempre voltada em direção contrária à dos ventos predominantes. O casal pode trabalhar em diversos ninhos ao mesmo tempo. Em condições favoráveis demoram 18 dias para terminar o ninho e depois de 3 dias o casal começa a preparar e forrar a câmara incubadora.
Alimentam-se insetos e suas larvas, aranhas, opiliões e outros artrópodes. Podem ocasionalmente ingerir sementes. Vive no campo, é abundante nas fazendas da região sul, parques e cidades onde não se importa com a presença humana. Ocorre nas regiões Sul, Sudeste, leste e nordeste da Bahia e até o sul do Piauí.
Nota: O Parque Ecológico Municipal de Americana tem essa ave como seu símbolo. Abaixo, foto by Sérgio Sakall – Estrada Parque, Mato Grosso do Sul (MS), em 08/2005.
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Ordem: Coraciiformes – aves com os três dedos anteriores unidos e que nidificam
em buracos.
Família: Alcedinídeo (Alcedinidae) – família dos martins-pescadores, de coloração
variada, bico comprido e forte que usam para pescar.
Gêneros e Espécies:
Chloroceryle aenea – martinho, American Pygmy Kingfisher
Chloroceryle americana – martim-pescador-pequeno, Green Kingfisher
Chloroceryle amazona – martim-pescador-verde, Amazon Kingfisher
Chloroceryle inda – martim-pescador-da-mata, Green-and-rufous Kingfisher
Megaceryle torquata – martim-pescador-grande, Ringed Kingfisher (Kingfisher
Belted; foto abaixo, talvez...)
Abaixo, foto by Sérgio Sakall – Estrada Parque, Mato Grosso do Sul (MS), em 08/2005. Veja o 1º selo da República da África do Sul! Nota: Crônica Pescaria!
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MUTUM – Espécie ameaçada de extinção!
A Ordem Galiforme compreende muitas famílias, uma delas é a Família Cracidae, na qual são clasificados os mutuns, jacus, jacutingas e urus – aves brasileiras. Outras famílias da mesma Ordem são a dos faisões e pavões (Phasianidae) que são aves asiáticas, por exemplo, também as famílias dos perus e das galinhas (Gallus domesticus, Gallus gallus) compreendem a mesma Ordem...
– Mutum-poranga (Crax alector), Black Curassow
– Mutum-do-sudeste ou mutum-de-bico-vermelho (Crax blumenbachii), Red-billed Curassow: Pode ser encontrado no Sudeste do Brasil e pouquíssimas áreas do sul da Bahia. O macho possui a base do bico vermelha, sem carúncula maxilar. A íris do macho adulto é castanha e a da fêmea é vermelho alaranjada. Habita as matas primarias altas, em regiões quentes e úmidas.
– Mutum-de-penacho (Crax fasciolata), Bare-faced Curassow: Ave arborícola, um pouco maior do que uma galinha. Possuem penacho com a ponta das penas recurvadas para cima. A região das narinas é amarela. Dimorfismo sexual acentuado; os machos são negros, barriga branca, o amarelo das narinas é maior e a ponta das penas da cauda é branca; as fêmeas são marrom-café, rajadas de branco. Topete com a base das penas branca; amarelo pequeno; peito mais claro e barriga branca. Pernas compridas. Habita a mata ciliar, orla de mata à tarde e pela manhã circulam pelas praias locais. Tem ampla distribuição e é o mais conhecido dos mutuns sendo encontrado com frequência nos Jardins Zoológicos. Sul do Amazonas, do Pará, Maranhão; Brasil central até oeste de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
– Mutum-de-bico-amarelo (Crax fasciolata pinima): Norte do Brasil... Na época reprodutiva são monógamos (o macho oferece alimento à fêmea) e depois de formado o casal, não se separa mais. Após o nascimento os filhotes dormem sob as asas maternas.Os pintinhos ficam sob a guarda da mãe até os 4 meses de vida e atingem a maturidade aos 2 anos. Habitam florestas existentes próximas aos rios, ciscando em suas margens bem cedo e ao entardecer e dormem empoleirados no tronco das árvores.
– Mutum-de-fava (Crax globulosa), Wattled Curassow
– Mutum-do-nordeste ou mutum-de-alagoas (Pauxi mitu, anteriormente Mitu mitu), Alagoas Curassow: Nordeste do Brasil, não possui crista, nem protuberância no bico vermelho; mostrado em um selo de 1995...
– Mutum-cavalo (Pauxi tuberosa, anteriormente Mitu tuberosa), Razor-billed Curassow
– Mutum-do-norte ou mutum-tomentosa (Pauxi tomentosa, anteriormente Mitu tomentosa), Crestless Curassow: Norte do Brasil... Essa espécie não possui crista, nem protuberância no bico vermelho. Seu corpo é inteiramente negro. Habita florestas, principalmente ao longo dos rios. Tendo preferência por áreas de mata fechada. Passam mais tempo em cima das árvores que outros mutuns. Iniciam a postura com a chegada das chuvas, aninhando-se em cima das árvores.
Nota: Em 05/06/1995 foi emitida a série Preservação da Fauna Macuco e Mutum-de-Alagoas. RHM: C-1943/C-1944. Os 2 selos têm valor facial de R$ 0,12 cada e mostram Macuco e Mutum.
Várias subespécies de Mutuns vivem no Parque das Aves! Abaixo, fotos by Sérgio Sakall – Zoológico de Cuiabá em 08/2005. A foto do lado esquerdo da tela foi utilizada no site Wikipédia e mostra o mutum-de-bico-amarelo...
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Curiosidade – O comportamento natural dos animais se desenvolve com interações genéticas e ambientais sendo que existe aquele que é inato e o que é aprendido. O “imprinting” (carimbo, imprimir, gravar na mente) é um tipo de aprendizado que ocorre durante um período restrito na ontogenia quando a ave aprende as características que identificam seus pais, imediatamente após a eclosão. As imagens e vocalizações que as aves aprendem no início da vida, formam a base para os seus comportamentos social e reprodutivo. Quando criadas por uma espécie diferente, particularmente os machos, tentam acasalar-se com indivíduos da espécie que os criou. O comportamento de “imprinting” pode se tornar um problema para a criação artificial de aves em cativeiro, já que estas são criadas manualmente por seres humanos. Conclui-se que o uso de fantoche pode ser considerado positivo para o manejo em cativeiro e em futuros programas de reintrodução...
SBO – Sociedade Brasileira de Ornitologia (www.ararajuba.org.br) – Fundada em 1987, tem a missão de promover o estudo científico e a conservação das aves brasileiras, promove o Congresso Brasileiro de Ornitologia, publica trimestralmente a Revista Brasileira de Ornitologia e disponibiliza livros no formato PDF na internet. Notas: flamingo, soldadinho.
CBRO – Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos – www.cbro.org.br (luizfigueiredo@uol.com.br)
Todas as espécies ocorrentes confirmadas atualmente (www.cbro.org.br/CBRO/pdf/avesbrasil_out2008.xls)
Os nomes científicos estão em constante modificações (www.cbro.org.br/CBRO/explica/ath_cun.htm)
Nota: João quem indicou estar atualizado segundo esse “conselho oficial” que
infere sobre os “ajustes” nas nomenclaturas... a lista pode ter modificações,
inclusão/exclusão a qualquer momento, pois novas espécies podem surgir, seja
por ainda não terem sido descobertas, seja pela genética, muito utilizada hoje
em dia p/ descrever as espécies, ou pela extinção...
CEO – Centro de Estudos Ornitológicos (www.ib.usp.br/ceo) – Informações sobre aves, principalmente as brasileiras. Nenhuma ligação com a filatelia, mas de grande importância para quem quer desenvolver uma coleção temática sobre elas...
Fontes:
Atualidades Ornitológicas – www.ao.com.br
Aves do Brasil – www.avesdobrasil.com.br
Avis Brasilis – Guia de aves do Brasil – www.avisbrasilis.com.br
Avesfoto – avesfoto@avesfoto.com.br – www.avesfoto.com.br
Livros do fotógrafo e ornitólogo Edson Endrigo: Aves da Mata Atlântica, Aves
da Amazônia, Aves do Cerrado, Aves da Grande São Paulo: Guia de Campo, entre
outros. Artista do selo pica-pau-do-parnaíba (Celeus obrieni), da Emissão
Mercosul – Aves Autóctones, emitida em 10/10/08. Também do bloco emitido
em 03/10/09 Aves Exuberantes
(acima).
Nota de 31/01/07: Uso de foto sem autorização. Caro Sergio, Por favor, retire do site a minha foto de Cardeal (tirada no Pantanal)... Apesar de compreender que seu site é educacional eu não posso admitir que uma pessoa use minhas imagens sem pedir autorização. Grato pela atenção. 01/02/07: Caro Sergio, Grato pela rápida resposta e também por ser compreensivo. É bom encontrar pessoas inteligentes e educadas. Pode deixar meu endereço, eu lhe agradeço por divulgar meu site. Um abraço.
Raphael Dutra – Pintor de aves – raphaeldutra@oi.com.br – www.raphaeldutra.blogspot.com
23/06/09: Ilustrações de Fauna e Flora. Olá, sou artista plástico especializado
em retratar a natureza. Há 13 anos me dedico a ilustrar através de minhas aquarelas
toda a riqueza de nossa fauna e flora colaborando assim para uma maior divulgação
de todas as nossas riquezas naturais e sua proteção. Estou lhe enviando essa
mensagem para apresentar um pouco do meu trabalho e lhe parabenizar pelo site.
Visitem o meu blog. Abraço.
Última atualização: 07/04/2013. |