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Reino (Kingdom): Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe (Class): Magnoliopsida Brongn. (1843), sinônimos: Dicotyledoneae, Dicotyledones.
Ordem (Order): Mirtales / Myrtales Rchb. (Reichenbach) 1828, ordem de plantas
magnoliopsidas ou dicotiledôneas.
Família (Family): Combretácea / Combretaceae R. Brown (Robert Brown) 1810
Combretáceas é uma família de plantas floríferas, dicotiledôneas, das regiões tropicais que compreende cerca de 600 espécies em 20 gêneros, aproximadamente. São árvores, arbustos ou lianas (planta de caule flexível; cipó; trepadeira), algumas adaptadas às zonas áridas. São largamente difundidas em regiões tropicais e subtropicais. Três gêneros (Conocarpus, Laguncularia e Lumnitzera) crescem em ambientes de mangue. Alguns membros desta família produzem madeira dura frequentemente usada em marcenaria e carpintaria, como a Terminalia ivorensis.
No Brasil ocorrem 5 gêneros desta família (Buchenavia, Combretum, Conocarpus, Laguncularia e Terminalia) e cerca de 80 espécies, sendo 30 endêmicas, aproximadamente, distribuídas nas 5 regiões geográficas da Nação. Fonte: JBRJ (floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB000090).
Nota: Mirindiba, cuiarana ou tanibuca são nomes vulgares de algumas árvores, de diferentes gêneros, geralmente com madeira de lei.
GÊNERO (Genus): Anogeissus Wall. – Árvores nativas do sul da Ásia,
Península Arábica e África.
Compreende cerca de 20 espécies. Abaixo três exemplos:
Anogeissus acuminata Roxb. ex DC.
Anogeissus latifolia (Roxb. ex DC.) Wall. ex Guill. & Perr. – Nativa
da Índia, Nepal,
Myanmar e Sri
Lanka.
Anogeissus leiocarpa (DC.) Guill. & Perr. – Nativa das Savanas
da África Tropical.
GÊNERO (Genus): Buchenavia Eichler 1866 – A espécie-tipo deste gênero
é a B. capitata, atualmente classificada como B. tetraphylla.
Compreende árvores cuja madeira é resistente, usada na construção civil e outras
atividades. No Brasil ocorrem cerca de 24 espécies,
sendo 7 endêmicas, distribuídas nas 5 regiões geográficas. Fonte: JBRJ
(floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006892).
B. acuminata Exell & Stace – Distribuição geográfica no Brasil
(endêmica): região Norte (AM).
B. amazonica Alwan & Stace – Distribuição geográfica no Brasil:
região Norte (AC, AM).
B. hoehneana N. F. Mattos
B. callistachya Ducke – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica):
regiões Norte (AM) e Nordeste (MA).
B. congesta Ducke – Distribuição geográfica no Brasil: região Norte
(AC, AM).
B. costaricensis Stace
B. fanshawei Exell & Maguire – Fukadi (Guiana). Distribuição geográfica
no Brasil: região Norte (AM, PA).
B. fluminensis Glaz.
B. gracilis Glaz.
B. grandis Ducke 1925, sinônimo: B. huberi – Tanimbuca (AM),
mirindiba (MA); cuiarana, cuiarana-de-caroço, taniboca, tanibuca, tanimbuca-preta,
periorá. Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (AC, AM, PA), Nordeste
(BA, MA, PI) e Centro-Oeste (GO, MS). Ocorre na Amazônia brasileira, boliviana,
venezuelana e das Guianas. Árvore cuja madeira tem valor comercial.
B. guianensis (Aubl.) Alwan & Stace – Tanimbuca-de-folha-grande.
Distribuição geográfica no Brasil: região Norte (AM, AP, RO, PA).
B. hoehneana N. F. Mattos 1967 – Piuna (RJ). Distribuição geográfica
no Brasil (endêmica): regiões Nordeste (BA) e Sudeste (RJ, SP). Árvore extremamente
rara, nativa da Mata Atlântica, restrita à áreas de floresta remanescente em
Engenheiro Passos (RJ), Belmonte e Canavieiras (BA) e Parque Nacional do Itatiaia
(RJ).
B. iguaratensis N. F. Mattos, sinônimo: B. igaratensis N.
F. Mattos 1981 – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica): região Sudeste
(SP). Árvore nativa da Mata Atlântica, encontrada apenas no Estado de São Paulo.
Seu nome deriva do local de sua descoberta, Igaratá. Foi descrita a partir de
um espécime coletado em Santa Isabel (SP), em área de vegetação degradada. Antes
disso, reporta-se apenas duas coletas, uma em São Miguel Arcanjo (SP) e outra
em local desconhecido. Provém de habitat em declínio acentuado devido à agricultura
de chá, banana e, mais recentemente eucalipto. Provavelmente foi usada como
madeira.
B. kleinii Exell 1953 – Guarajuba ou guarajuava (SC, RJ), pindahyba
(RJ). Distribuição geográfica no Brasil (endêmica): regiões Sudeste (MG, RJ,
SP) e Sul (PR, RS, SC). Uma das árvores mais imponentes da floresta tropical
atlântica da região. Seu nome é uma homenagem ao naturalista Roberto Miguel
Klein, grande estudioso das florestas catarinenses. Nota: Em São Paulo foi descrita
a B. kleinii var. paulensis, por N. F. Mattos, em 1975, nativa
no Jardim Botânico de São Paulo.
B. longibracteata Fróes
B. macahensis Glaz.
B. macrophylla Spruce ex Eichler, sinônimo: B. stellae Cuatrec.
– Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (AC, AM, AP, PA, RO) e Centro-Oeste
(MS, MT). Nota: B. macrophylla Eichler consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
B. megalophylla Van Heurck & Müll. Arg.
B. nitidissima (Rich.) Alwan & Stace – Distribuição geográfica
no Brasil: região Norte (Rondônia).
B. ochrosperma Eichler, sinônimo: B. ochrospermum Eichler
B. ochroprumna Eichler, sinônimo: B. discolor Diels – Distribuição
geográfica no Brasil: região Norte (AM, PA). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis” (Vol 14 Part 2 pag. 96).
B. oxycarpa (Mart.) Eichler – Distribuição geográfica no Brasil: regiões
Norte (AM, PA, RO), Nordeste (BA, PE, PI), Centro-Oeste (MS, MT) e Sudeste (MG).
Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
B. pabstii Marq. & Val. / Marquete & C. Valente – Distribuição
geográfica no Brasil (endêmica): regiões Nordeste (BA) e Sudeste (ES). Árvore
nativa da Mata Atlântica, extremamente rara, encontrada na Reserva Florestal
de Linhares.
B. pallidovirens Cuatrec. – Distribuição geográfica no Brasil: regiões
Norte (AC, AM) e Nordeste (CE).
B. parvifolia Ducke – Cinzeiro, tanibuca, tanimbuca (AM). Distribuição
geográfica no Brasil: região Norte (AM, AP, PA).
B. pulcherrima Exell & Stace
B. punctata Eichler – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
B. rabelloana N. F. Mattos – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica):
região Sudeste (SP). Sua área de ocupação é muito pequena, foi encontrada apenas
em duas localidades: em Salesópolis, SP (Estação Biológica de Boraceia) e na
Reserva Florestal de Linhares, ES.
B. reticulata Eichler – Distribuição geográfica no Brasil: regiões
Norte (AM) e Centro-Oeste (MS). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
B. sericocarpa Ducke – Imbu (AC). Distribuição geográfica no Brasil:
região Norte (AC, AM, PA).
B. suaveolens Eichler, sinônimo: B. pterocarpa Exell &
Stace – Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (AC, AM) e Nordeste
(PI). Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
B. tetraphylla (Aubl.) R. A. Howard, sinônimos: B. capitata
(Vahl) Eichler, 1866; B. ptariensis Steyerm.; B. vaupesana
Cuatrec. – Tanimbuca, amarelão, carará, cuiarana, embiridiba, mangue, mirindiba,
miringuiba, periquiteira, taniboca, tanibuca. Distribuição geográfica no Brasil:
regiões Norte (AM, PA, RO, TO), Nordeste (AL, BA, CE, MA, PE, PI, RN), Centro-Oeste
(GO, MS, MT) e Sudeste (ES, MG, RJ). Árvore cuja madeira tem valor comercial.
Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
B. tomentosa Eichler 1866, sinônimo: B. corrugata Ducke –
Tanimbuca (AM), tanebuco, cuiaran, cuiarana, pebanheira (GO, TO), tanibuca,
tarumarana. Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (AC, AM, PA, RO,
TO), Nordeste (BA, PI), Centro-Oeste (GO, MS, MT) e Sudeste (MG, SP). Árvore
de pequeno porte, cuja madeira é dura, resistente e usada na construção civil.
Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
B. viridiflora Ducke 1935 – Taniboca, tanibuca, cuia-rana, mirindiba,
periquiteira (AM). Distribuição geográfica no Brasil: região Norte (AC, AM,
AP). Árvore cuja madeira tem valor comercial. Ocorre na Amazônia brasileira,
boliviana, venezuelana e das Guianas.
GÊNERO (Genus): Bucida L.
Bucida buceras L. – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
Bucida macrostachya
GÊNERO (Genus): Calopyxis Tul.
Calopyxis grandidieri
GÊNERO (Genus): Calycopteris Lam.
Calycopteris floribunda
GÊNERO (Genus): Combretum
Loefl. (Loefling, 1758) – Abrange cerca de 370 espécies de árvores, arbustos
e lianas, chamadas em inglês de Bushwillows (arbusto salgueiros) ou Combretums.
Embora um tanto reminiscente dos salgueiros (Salix) em seus hábitos, eles não
são parentes próximos destes. A maioria das espécies, cerca de 300, são nativas
da África tropical e do sul, em Madagascar ocorrem 5 espécies, também em regiões
tropicais da América e da Ásia. Várias espécies são utilizadas na medicina tradicional
africana ou indiana. No Brasil ocorrem cerca
de 25 espécies, sendo 6 endêmicas, distribuídas nas 5 regiões geográficas. Fonte:
JBRJ (floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006898).
C. aculeatum Vent. – Ocorre no Mahangu
National Park, Namíbia, por exemplo.
C. acuminatum Roxb.
C. acutifolium Exell
C. acutum M. A. Lawson
C. adenogonium Steud. ex A. Rich.
C. adrianii Jongkind
C. afzelii G. Don
C. alatum Craib
C. albidum – Ocorre no Kinnerasani Wildlife Sanctuary, Andhra Pradesh,
Índia, por exemplo.
C. albiflorum (Tul.) Jongkind
C. albopunctatum Suesseng.
C. album Pers.
C. alfredii Hance – Cresce em altitudes entre 0 e cerca de 800 metros
nas províncias chinesas de Guangdong, Guangxi, sul de Hunan (Yizhang), sul de
Jiangxi (Longnan).
C. andongense Engl. & Diels
C. andradae Exell & J. G. García – Ocorre na África, Moçambique
e Tanzânia.
C. anfractuosum Mart. – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. angolense Welw. ex M. A. Lawson
C. angustipetalum Chiov.
C. annulatum Craib
C. apetalum Wall. ex Kurz
C. aphanopetalum Engl. & Diels
C. apiculatum Sond.
C. apiculatum ssp. apiculatum
C. apiculatum var. leutweinii (Schinz) Exell
C. argenteum Bertol. – Distribuição geográfica no Brasil: regiões Centro-Oeste
(MS) e Sudeste (RJ).
C. argyrotrichum Welw. ex M. A. Lawson
C. assimile Eichler, sinônimo: C. guanaiense Rusby – Escovinha
(Sudeste). Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (AC, AM, AP, PA)
e Sudeste (ES, RJ, SP). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. atropurpureum Engl. & Diels
C. aurantiacum Benth – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. aureonitens Engl. & Gilg
C. auriculatum Engl. & Diels
C. barbatum G.Don
C. batesii Exell
C. bauchiense Hutch. & Dalziel
C. bipindense Engl. & Diels
C. blanchetii Eichler – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. blepharopetala Wickens
C. boinensis Jongkind
C. bracteatum (C. Lawson) Engl. & Diels
C. bracteosum (Hochst.) Brandis, Engl. & Diels – Hiccough-nut,
Hiccup nut, Hiccough creeper. Árvore nativa da África
do Sul.
C. brassiciforme Exell
C. brevistylum Eichler – Distribuição geográfica no Brasil: região
Norte (AM, PA). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. bricchettii Engl. & Diels
C. bruneelii De Wild.
C. brunneum Engl. & Diels
C. butyrosum (G. Bertol.) Tul.
C. cacoucia Exell ex Sandwith – Distribuição geográfica no Brasil:
região Norte (PA).
C. caffrum (Eckl. & Zeyh.) Kuntze – Árvore-sul-africana / South
African Bushwillow tree. Habitat: Eastern Cape, South Africa; nativa da África
do Sul, no Cabo Oriental. Um extrato do súber (“casca” das plantas lenhosas)
é usado como veneno pelos guerreiros Zulus.
C. camporum Engl.
C. capitatum De Wild. & Exell
C. capituliflorum Fenzl ex Schweinf.
C. capuronii Jongkind
C. carringtonianum Exell & J. G. García – Ocorre na África, Angola...
C. caudatisepalum Exell & J. G. García – Ocorre na África, Moçambique...
C. celastroides Welw. ex M. A. Lawson (Jesse) – Espécie de arbusto
com hábito de crescimento similar ao do C. padoides.
C. chinense G. Don
C. chionanthoides Engl. & Diels
C. cinereopetalum Engl. & Diels
C. cinnabarinum Engl. & Diels
C. clarense Jongkind
C. coccineum (Sonn.) Lam., C. coccineum (Aubl.) Engl. &
Diels – Escova-de-macaco...
C. collinum Fresen. – Ocorre em Fada N’Gourma, Burkina
Faso, por exemplo.
C. collinum ssp. gazense (Swynn. & Bak.f.) Okafor
C. collinum ssp. ondongense (Engl. & Diels) Okafor
C. collinum ssp. suluense (Engl. & Diels) Okafor
C. collinum ssp. taborense (Engl.) Okafor
C. comosum G. Don
C. conchipetalum Engl. & Diels
C. confertum (Benth.) M. A. Lawson
Combretum × confusum Merr. & Rolfe
C. congolanum Liben
C. constrictum (Benth.) M. A. Lawson
C. contractum Engl. & Diels
C. copaliferum Chiov.
C. coriifolium Engl. & Diels
C. coursianum (H.Perrier) Jongkind
C. cufodontii Chiov.
C. cuspidatum Planch. ex Benth.
C. cyclocarpum Chiov.
C. decandrum Ruiz & Pav. ex G.Don; Jacq.
C. decaryi Jongkind
C. deciduum Collett & Hemsl.
C. demeusei De Wild.
C. discolor Taub. – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica): regiões
Nordeste (BA, MA), Centro-Oeste (GO, MS, MT) e Sudeste (MG).
C. dolchipeles – Habitat: Nigéria.
C. dolichopetalum Engl. & Diels
C. dolichopodum Gilg
C. duarteanum Cambess. – Caatinga-branca, vaqueta, gabirobinha, mofumbo,
jacarezinho (SE). Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (PA, TO),
Nordeste (BA, CE, MA, PB, PE, PI), Centro-Oeste (MS, MT) e Sudeste (ES, MG,
SP). Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
C. echirense Jongkind
C. edwardsii Exell – Combretum-de-natal, arbusto-de-escalada-da-mata
/ Forest Climbing Bushwillow, Natal Combretum. Espécie de arbusto com hábito
de crescimento similar ao do C. padoides. É uma rara planta de floresta,
endêmica da região Mistbelt, no leste da África
do Sul. Tem hábito de escalar e seus caules podem muitas vezes ser derrubados
no chão da floresta ou nos topos das falésias. Como acontece com algumas outras
espécies de Combretum, as folhas assumem as cores do outono antes de cair. A
planta floresce na primavera e produz frutos com quatro asas que atingem a maturidade
no final do verão.
C. elaeagnifolium Planch.
C. elaeagnoides Klotzsch
C. elegans Camb. (Cambess.) – Habitat: Caatinga do Brasil.
Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
C. englerii Schinz
C. eriogynum (H. Perrier) Jongkind
C. erlangerianum Engl. ex Diels
C. erianthum Benth. – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. erosum Jongkind
C. erythrophloeum Gilg & Ledermann ex Engl.
C. erythrophyllum (Burch.) Sond. – River Bushwillow, Muvuvhu (Venda).
Especie de arbusto trepador que se encontra no sul da África.
C. esteriense Jongkind
C. evisceratum (H. Perrier) Jongkind
C. exalatum Engl.
C. exannulatum (O. Hoffm.) Engl. & Diels
C. excelsum Keay
C. exellii Jongkind
C. extensum
C. falcatum (Welw. ex Hiern) Jongkind
C. farinosum Kunth
C. fragrans F. Hoffm.
C. flagrocarpum Herb. ex C.B.Clarke
C. flammeum Welw. ex Hiern
C. floccosum Eichler – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. foliatum Craib
C. frangulifolium Kunth – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. fruticosum (Loefl.) Stuntz 1914, sinônimos: C. micropetalum
DC. 1828; C. loeflingii Eichler 1867; Gaura fruticosa Loefl.
– Escova-de-macaco, escova-de-macaco-alaranjada, escovinha ou flor-de-fogo,
bugi, bicho-cabeludo, cipó (SE). Distribuição geográfica no Brasil: regiões
Norte (AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO), Nordeste (AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI), Centro-Oeste
(GO, MS, MT), Sudeste (ES, MG, RJ, SP) e Sul (PR, RS, SC). É uma trepadeira
lenhosa, cujo nome vulgar se deve ao formato da inflorescência, densa, com flores
dispostas em forma de escova. É considerada a espécie-tipo do gênero Combretum.
Habitat: Nativa de toda a América Central
e América do Sul, incluindo o México
na América do Norte. Nota: C.
loeflingii consta na obra “Flora Brasiliensis”.
C. fulvum Keay
C. fuscum Planch. ex Benth.
C. gabonense Exell
C. gallabatense Schweinf.
C. germainii Liben
C. ghasalense
C. ghesquierei Liben
C. gillettianum Liben
C. glabrum DC.
C. glaucocarpum Mart., sinônimo: Thiloa glaucocarpa (Mart.)
Eichler – Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (AC), Nordeste (BA,
CE, MA, RN, PB, PI) e Sudeste (MG, RJ). Nota: T. glaucocarpa consta
na obra “Flora Brasiliensis”.
C. glutinosum Perr. ex DC., sinônimos: C. cordofanum Engl.
& Diels, C. passargei, C. leonense Engl. & Diels –
Habitat: Estende-se de Camarões e Senegal ao Sudão. Está na zona de Sahel, partes
do Senegal, Burkina Faso, Gana, Guiné, Mali, Gâmbia, Níger, Nigéria e Camarões,
em toda à parte do Darfur. É conhecida como “dooki” em Pulaar, “kantakara” em
Hausa, rato (rat) em wolof e “jambakatan kè” em Maninka.
C. goetzei Engl. & Diels
C. goldieanum F. Muell.
C. goossensii De Wild. & Exell
C. gossweileri Exell
C. gracile Schott, sinônimo: Thiloa gracilis (Schott) Eichler
– Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (PA, RO), Nordeste (BA, MA),
Centro-Oeste (MS) e Sudeste (RJ). Nota: T. gracilis Eichler consta
na obra “Flora Brasiliensis”.
C. graciliflorum Stace
C. grandidieri Drake
C. grandiflorum G. Don – Escova-de-macaco-vermelha...
C. gueinzii Sond.
C. harmsianum Diels
C. harrisii Wickens
C. hartmannianum Schweinf.
C. hasslerianum Chodat ex Chodat & Hassl.
C. haullevilleanum De Wild.
C. hensii Engl. & Diels
C. hereroense Schinz
C. hilarianum D. Dietr., sinônimo: C. hilariana – Distribuição
geográfica no Brasil: regiões Norte (AC, PA, RO, TO), Nordeste (BA, CE, PB,
PE, PI), Centro-Oeste (DF, GO, MS, MT) e Sudeste (MG, RJ, SP).
C. hispidum M. A. Lawson
C. holstii Engl.
C. homalioides Hutch. & Dalziel
C. illairii Engl.
C. imberbe Wawra 1860 – Árvore-de-chumbo “madeira de chumbo” / Leadwood
Tree / árbol de plomo. Normalmente cresce até 20 metros de altura. Sua madeira
é muito dura, difícil de trabalhar, e resistente aos cupins. Foi usada para
dormentes em estradas de ferro e agora é valorizada para trabalhos ornamentais
e móveis. Os hereros e os ovambos, povos da Namíbia, consideram a árvore-de-chumbo
como o grande ancestral de todos os animais e pessoas... Habitat: Província
KwaZulu-Natal, no sul da África do Sul,
até a Tanzânia, ao norte.
C. incertum Hand.-Mazz.
C. inflatum Jongkind
C. ivanii Jongkind
C. kasaiense Liben
C. kirkii M. A. Lawson
C. klossii Ridl.
C. klotzschii Welw. ex M. A. Lawson
C. kostermansii Exell
C. kraussii Hochst.
C. kwangsiense H. L. Li
C. lanceolatum Pohl ex Eichler – Escova-de-macaco, mufumbo-do-rio,
lacre-do-campo, rabo-de-macaco, remela-de-macaco, jamarataia, mata-cabra, lágrima-de-virgem
(SE). Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (Pará, Amazonas, Rondônia),
Nordeste (AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN), Centro-Oeste (GO, MS, MT), Sudeste
(MG, RJ) e Sul (PR). Habitat: Caatinga do Brasil.
Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
C. lanuginosum G.Don
C. lasiocarpum Engl. & Diels
C. latialatum Engl.
C. latifolium Blume
C. laurifolium Mart. – Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte
(AC, AM, PA, RO, RR, TO) e Centro-Oeste (MS, MT). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. laurifolium var. nitidum (Spruce ex Eichler) Marquete &
C. Valente, sinônimo: C. nitidum Spruce ex Eichler – Distribuição geográfica
no Brasil (endêmica): regiões Norte (AM, PA, RO, RR, TO) e Centro-Oeste (MS).
Nota: C. nitidum consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. laxum Jacq., sinônimo: C. jacquini Griseb. – Mofumbo, cipó-do-rio,
cipó-de-bugio, bugio. Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (AC,
AM, AP, PA, RO, RR, TO), Nordeste (BA, CE, MA, PB, PE, PI), Centro-Oeste (GO,
MS, MT), Sudeste (ES, MG, RJ, SP) e Sul (PR). Planta hermafrodita; constitui-se
em referência nova para a flora do arquipélago de Fernando
de Noronha. Fonte: A.M.Miranda. Nota: C. jacquini consta na obra
“Flora Brasiliensis”.
C. lecardii Engl. & Diels
C. leprosum Mart. 1841, sinônimos: C. hassleranum Chodat,
C. leptostachyum Mart. – Mofumbo (nome comum no Nordeste), carne-de-vaca
(MS), cipóaba, marmeleiro, graxama-branca, vaqueta. Distribuição geográfica
no Brasil: regiões Norte (AM, PA, TO), Nordeste (BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN),
Centro-Oeste (GO, MS, MT) e Sudeste (MG). Habitat: Árvore nativa da Caatinga
do Brasil, desde o Piauí até a Bahia, e no Pantanal
Matogrossense (nos cerradões e matas semidecíduas). Suas flores, apícolas, são
fonte de alimento para a jandaíra (Melipona subnitida). Esta espécie
é cultivada como ornamental. Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. lindense Exell & Mildbr.
C. lineare Keay
C. linyenense Hand.-Mazz.
C. lisowskii Jongkind
C. llewelynii J. F. Macbr. – Cipó-cravo, escova-de-macaco (AC). Distribuição
geográfica no Brasil: região Norte (AC).
C. lokele Liben Accepted
C. longicollum Jongkind
C. longipilosum Engl. & Diels
C. longispicatum (Engl.) Engl. & Diels
C. louisii Liben
C. lukafuensis De Wild.
C. luxenii Exell
C. macrocalyx (Tul.) Jongkind
C. mannii G. Lawson ex Engl. & Diels
C. marchettii Chiov.
C. mardaf Chiov.
C. marginatum Engl. & Diels
C. marquesii Engl. & Diels
C. mellifluum Eichler – Cipó (Sudeste), cipó-vermelho (AC). Distribuição
geográfica no Brasil: regiões Norte (AC, PA, TO), Nordeste (BA, CE, MA, PI),
Centro-Oeste (GO, MS, MT) e Sudeste (MG). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. meridionalis (H.Perrier) Jongkind
C. micranthum G. Don – Kinkéliba ou Kinkeliba; em seus países de origem
é chamada de kindeliba, sekhau, kassaou. Espécie de arbusto frequentemente encontrado
nas colinas da África Ocidental. Habitat: África,
na região do Sahel (Senegal, Níger, Mali, Burkina Faso, Guiné); onde suas folhas
secas são consumidas como chá medicinal.
C. minimipetalum Chiov.
C. mkuzense J. D. Carr & Retief
C. moggii Exell
C. molle R. Br. ex G.Don
C. monetaria Mart. – Mofumbo (PE), sipaúba, pau-de-cotia (BA, PE).
Distribuição geográfica no Brasil (endêmica): região Nordeste (BA, PE, PI).
Habitat: Caatinga do Brasil. Nota: Consta na obra
“Flora Brasiliensis”.
C. mooreanum Exell
C. mortehanii De Wild. & Exell
C. mossambicense (Klotzsch) Engl. – Knobbly Creeper. Espécie de arbusto
trepador com hábito de crescimento similar ao do C. padoides. Forma
cachos de bonitas flores de cores rosas e brancas que se mostram nas ramas desnudas
no começo da primavera. Habitat: Ocorre no sul da África,
Botsuana, Namibia, leste da Zâmbia, Zimbábue e Moçambique.
C. mucronatum Schumach. & Thonn.
C. multinervium Exell
C. mweroense Baker
C. nanum Buch.-Ham. ex D.Don
C. ndjoleense Jongkind
C. nelsonii Duemmer
C. nigrescens King
C. nigricans Lepr. ex Guill. & Perr.
C. nioroense Aubrév. ex Keay
C. niphophilum Gilg & Ledermann ex Engl.
C. obangense (Baker f.) Hutch. & Dalziel
C. obovatum F.Hoffm.
C. obscurum Tul.
C. obtusifolium Rich. – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. octagonum (H. Perrier) Jongkind
C. olivaceum Engl.
C. oliviforme A. C. Chao
C. oubanguense Exell
C. oudenhovenii Jongkind
C. ovalifolium Roxb.
C. ovalifollum Roxb. ex G.Don
C. oxygonium (Tul.) Jongkind
C. oxystachyum Welw. ex M. A. Lawson
C. oyemense Exell
C. padoides Engl. & Diels – Thicket Bushwillow. As plantas maduras,
embora grandes, não assumem uma forma verdadeira de árvore, seus ramos caídos
são adaptados para fundir ou se entrelaçam com grama e arbustos ao redor para
apoio. Combretums com hábito de crescimento comparável são: C. celastroides,
C. edwardsii, C. mossambicense e C. paniculatum.
Habitat: Ocorre nas planícies tropicais e sudeste da África.
C. paniculatum Vent., sinônimo: C.
microphyllum Klotzsch – Espécie de arbusto com hábito de crescimento
similar ao do C. padoides. Ocorre no Mahangu
National Park, Namíbia, por exemplo,
também no Gabão e Gâmbia.
C. paradoxum Welw. ex M. A. Lawson
C. paraguariense (Eichler) Stace
C. parvulum Engl. & Diels
C. paucinervium Engl. & Diels
C. pavonii G. Don
C. pecoense Exell
C. pentagonum M. A. Lawson
C. perakense M. G. Gangop. & Chakrab.
C. petrophilum Retief
C. pilosum Roxb. ex G. Don
C. pisoniiflorum (Klotzsch) Engl.
C. pisonioides Taub. – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica):
região Nordeste (BA, CE, MA, PB, PE, PI).
C. platypetalum Welw. ex M. A. Lawson
C. platypterum (Welw.) Hutch. & Dalziel
C. polyanthum Jongkind
C. polystictum Hiern
C. procursum Craib
C. psidioides Welw.
C. psidioides ssp. dinteri (Schinz) Engl.
C. psidioides ssp. psidioides
C. punctatum Blume
C. purpurascens Hand.-Mazz.
C. purpureiflorum Engl.
C. pyramidatum Desv., sinônimo: C. phaeocarpum Mart. – Distribuição
geográfica no Brasil: regiões Norte (AM, RR) e Centro-Oeste (MS, MT). Nota:
C. phaeocarpum consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. pyrifolium Kurz
C. quadrangulare Kurz, sinônimo: C. attenuatum Wall. – É uma
árvore pequena que aumenta descontroladamente no Vietnã, Camboja, Laos, Mianmar
e Tailândia. A árvore é plantada ao longo das margens dos rios ou arroios para
o disparo. É encontrada em toda a Tailândia,
especialmente em locais abertos e úmidos.
C. quadratum Craib
C. rabiense Jongkind
C. racemosum P. Beauv.
C. razianum K. G. Bhat
C. relictum Hutch. & Dalziel
C. rhodanthum Engl. & Diels
C. richardianum Van Heurck & Müll.Arg.
C. riggenbachianum Gilg & Ledermann ex Engl.
C. robinsonii Fawc. & Rendle
C. robustum Jongkind
C. robynsii Exell
C. rochetianum A. Rich. ex A. Juss.
C. rohrii Exell
C. rotundifolium Rich., sinônimo: C. aubletii C. DC. – Escova-de-macaco
(AC). Distribuição geográfica no Brasil: região Norte (AC, AP, AM, PA, RO, RR).
Nota: C. aubletii DC. consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. rovirosae Exell
C. roxburghii Spreng.
C. rueppellianum A. Rich.
Espécie (Species): Combretum rupicola
Ridl. 1890 (Nome aceito, Nome correto), sinônimo: Combretum rupicolum
Ridley 1887 (Nome legítimo, mas incorreto) – Arbusto endêmico do Brasil, nativo
da Mata Atlântica, restrita ao Arquipélago de Fernando
de Noronha, no Estado de Pernambuco, Brasil.
Na última busca extensiva no arquipélago foram encontrados apenas dois indivíduos
vivos (09/2011).
C. sanjappae Chakrab. & Lakra
C. scandens Liben
C. schumannii Engl.
C. schweinfurthii Engl. & Diels
C. sericeum G. Don
C. somalense Engl. & Diels
C. sordidum Exell
C. sphaeroides (Tul.) Jongkind
C. spinosum Bonpl.
C. sprucei Eichler, sinônimos: Thiloa inundata Ducke; T.
paraguariensis Eichler – Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte
(AM, AP, PA, RO), Nordeste (BA) e Sul (PR). Nota: C. sprucei consta
na obra “Flora Brasiliensis” e T.
paraguariensis também.
C. stefaninianum Pamp.
C. stenopterum Exell
C. stocksii Sprague
C. struempellianum Gilg & Ledermann ex Engl.
C. subglabratum De Wild.
C. sublancifolium Chiov.
C. subumbellatum (Baker) Jongkind
C. sundaicum Miq.
C. tanaense Clark
C. tarquense Clark
C. tenuipes
C. tenuipetiolatum Wickens
C. tessmannii Gilg ex Engl.
C. tetragonocarpum Kurz
C. tetralophoides Slooten
C. tetralophum C. B. Clarke
C. teuschii O. Hoffm.
C. tibatiense Gilg & Ledermann ex Engl.
C. tomentosum G. Don
C. towaense Engl. & Diels
C. trichophyllum Baker
C. trifoliatum Vent.
C. ulei Exell – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica): região
Norte (Amazonas).
C. umbricolum Engl.
C. velutinum DC. – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. vendae A. E. Van Wyk
C. vernicosum Rusby, sinônimo: C. parviflorum Eichler – Distribuição
geográfica no Brasil: regiões Norte (RO, TO), Nordeste (BA, CE, MA), Centro-Oeste
(GO, MS, MT) e Sudeste (MG). Nota: C. parviflorum consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
C. villosum (Tul.) Jongkind
C. violaceum (Tul.) Jongkind
C. viscosum Exell
C. wallichii Exell; DC.
C. wandurraganum R. E. Schult.
C. wattii Exell
C. wilksii Jongkind
C. winitii Craib
C. woodii Duemmer
C. xanthothyrsum Engl. & Diels
C. youngii Exell
C. yuankiangense C. C. Huang & S.C.Huang
C. zenkeri Engl. & Diels
C. zeyheri Sond.
GÊNERO (Genus): Conocarpus Gaertn. – Cresce em ambientes de mangue.
O nome genérico é derivado da palavra grega konos que significa cone
e karpos que significa fruto. Compreende cerca de 20 espécies, sendo
C. erectus a espécie-tipo. No Brasil
ocorre apenas uma espécie não endêmica. Fonte: JBRJ
(floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006909).
Conocarpus erectus L. 1753, sinônimo: C. erecta L. – Mangue-de-botão,
mangue-negro, amora-do-mar / Mangle Zaragoza, Mangle botón. Distribuição geográfica
no Brasil: regiões Norte (PA), Nordeste (BA, CE, MA, PB, PE, PI), Sudeste (ES,
RJ, SP) e Sul (PR). Arbusto encontrado nas dunas litorâneas, principalmente
perto de manguezais. Ocorre em regiões tropicais, incluindo: EUA (Flórida),
Bermudas, Bahamas, Caribe, na costa Atlântica do México até o Brasil,
na costa do Pacífico do México até o Equador, na África ocidental, na Melanésia
e na Polinésia. Nota: C. erecta consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
GÊNERO (Genus): Guiera Adans. ex Juss. – Espécie: Guiera senegalensis J.F. Gmel – A madeira é usada como lenha, as folhas, frutos e raízes são usados para medicina humana e veterinária. Habitat: Ocorre na zona do Sahel, do Senegal ao Sudão e República Centro Africana.
GÊNERO (Genus): Laguncularia C. F. Gaertn. 1807 – Cresce em ambientes
de mangue. Compreende cerca de 10 espécies, sendo L. racemosa a espécie-tipo
do gênero. No Brasil ocorre apenas uma espécie
não endêmica. Fonte: JBRJ (floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006911).
L. racemosa (L. 1753) C. F. Gaertn. 1807, sinônimos: Conocarpus
racemosa, Conocarpus racemosus L. – Mangue-branco, mangue-manso
/ White Mangrove / Mangle blanco. Distribuição geográfica no Brasil: regiões
Norte (AM, AP), Nordeste (BA, MA, PE), Sudeste (RJ, SP) e Sul (PR). Árvore que
ocorre nos mangues da costa oeste africana (do Senegal até Camarões), no Caribe
e na costa atlântica americana da Flórida até o sul do Brasil, na costa americana
banhada pelo Pacífico entre México e Peru, incluíndo as Ilhas
Galápagos. Em São Paulo ocorre nos mangues de todo o litoral, sul e norte.
É a única espécie típica de mangue encontrada em Fernando
de Noronha, em um exclusivo manguezal localizado na Baía do Sueste – menor
extensão de manguezal no país. Fonte: A.M.Miranda. Nota: Consta na
obra “Flora Brasiliensis”.
GÊNERO (Genus): Lumnitzera Willd. (1803) – Mangue-negro / Black Mangrove. Seu nome deriva do botânico alemão Stephan Lumnitzer (1750-1806). Ocorre nos manguezais da África Oriental até o Pacífico Ocidental (incluindo Fiji e Tonga), e norte da Austrália. Espécies: L. littorea (Jack) Voigt, L. racemosa Willd.
GÊNERO (Genus): Macropteranthes F.Muell.
GÊNERO (Genus): Meiostemon Exell & Stace
Meiostemon humbertii
Meiostemon tetrandrus
GÊNERO (Genus): Pteleopsis Engl. Compreende cerca de 20 espécies...
P. albidiflora De Wild.
P. anisoptera Engl. & Diels
P. apetala Vollesen
P. barbosae Exell – Endêmica de Moçambique.
P. habeensis Aubrev. ex Keay – Pode ser encontrada em Gana, Mali e
Nigéria.
P. myrtifolia
P. suberosa Engl. & Diels
P. tetraptera Wickens – Pode ser encontrada no Quênia e na Tanzânia.
Está ameaçada por perda de habitat.
GÊNERO (Genus): Quisqualis L. – O nome traduzido do latim significa
“O que é isso?” Compreende cerca de 30 espécies, sendo Q. indica
a espécie-tipo do gênero.
Quisqualis indica L. 1762 – Jasmim-da-índia, madressilva-chinesa
/ Chinese honeysuckle, Rangoon Creeper / Quiscual, arbusto milagroso, quiscualis,
piscuala. Esta espécie é cultivada como ornamental. Videira com cachos de flores
vermelhas nativa da Ásia tropical.
Possui a característica interessante de produzir flores que mudam de cor. Elas
nascem brancas e com o tempo se tornam vermelhas. Nota: Às vezes é atribuída
à outro gênero: Combretum indicum (L.) DeFilipps.
GÊNERO (Genus): Terminalia L., Systema naturae 2:674 (1767) – Seu
nome deriva do latim terminus, referindo-se ao fato de que as folhas
aparecem nas pontas dos rebentos. Compreende cerca de 200 espécies distribuídas
em regiões tropicais do mundo. No Brasil ocorrem
cerca de 30 espécies, sendo 15 endêmicas, distribuídas nas 5 regiões geográficas.
Fonte: JBRJ (floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006913).
T. actinophylla Mart. – Tanimbuca-amarela (GO, TO). Distribuição geográfica
no Brasil (endêmica): regiões Norte (TO), Nordeste (BA, MA, PE, PI) e Centro-Oeste
(GO). Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
T. acuminata (Allemão) Eichler – Guarajuba, merindiba (RJ). Distribuição
geográfica no Brasil (endêmica): região Sudeste (RJ). Parece que esta árvore
ocorria na Mata Atlântica do Rio de Janeiro, foi extinta em 1942 e existem apenas
dois indivíduos no Jardim Botânico do Rio de Janeiro... Nota: Consta na obra
“Flora Brasiliensis”.
T. adamantium Cambess – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica):
região Sudeste (MG). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. alata Heyne ex Roth, sinônimos: T. elliptica Willd., T.
tomentosa (Roxb.) Wight & Arn. – Loureiro-indiano, loro-da-índia /
Indian-laurel / Laurel de la India. Outros nomes comuns: Asna, Saj ou Saaj,
Matti, Taukkyan (Burma), Sadar, Matti ou Marda (Índia). Nativa do sul e sudeste
da Ásia, ocorre na Índia, Bangladesh, Myanmar, Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã.
T. amazonia (J. F. Gmel.) Exell, sinônimos: T. hayesii, Chuncoa
amazonia – Tanimbuca, tanibuca, capitão-amarelo, cinzeiro, cuia, cuiarana,
mirindiba, oliveira-branca / White Olive / Olivo blanco. Distribuição geográfica
no Brasil: regiões Norte (AC, PA), Nordeste (MA) e Centro-Oeste (MS).
T. angustifolia, sinônimos: T. bentzoe (L.) L. f., T.
bentzoin, T. mauritiana.
T. arborea, sinônimo: T. citrina (Gaertn.) Roxb. ex Fleming.
T. arbuscula Sw. – Endêmica da Jamaica.
Está ameaçada por perda de habitat.
T. archipelagi Coode – Endêmica de Papua
Nova Guiné. Está ameaçada por perda de habitat.
T. arenicola Byrnes
T. argentea Mart. & Zucc. 1824 – Capitão-do-campo ou capitão-do-cerrado,
capitão-do-mato, caxapora ou cachaporra-do-gentio, pau-garrote. Distribuição
geográfica no Brasil: regiões Norte (TO), Nordeste (BA, MA, PI), Centro-Oeste
(DF, GO, MS, MT), Sudeste (MG, SP) e Sul (PR). Árvore nativa da floresta estacional
semidecidual e do Cerrado. O município de Capitão de Campos, no Piauí, tem essa
denominação em decorrência da existencia dessa árvore. Nota: Consta na obra
“Flora Brasiliensis”.
T. arjuna (Roxb. ex DC.) Wight & Arn., sinônimos: Pentaptera
arjuna Roxb. ex DC., Pentaptera glabra Roxb. – Marudah-branca
/ Arjuna, Koha, White Marudah / Marudah blanca / Neer maruthu em malaiala (Malayalam).
Ocorre na Índia, Birmânia e Sri Lanka. A planta é utilizada por médicos de Ayurvedic,
dadas as propriedades curativas.
T. australis (Cambess.) – Sarandi-amarelo, amarilho, amarelinho (SC)
/ Amarillo, Palo Amarillo, Amarillo del río, Tanimbú. Os nomes comuns desta
árvore, em espanhol, incluem o adjetivo amarelo devido à cor amarelo-ocre de
sua madeira. Distribuição geográfica no Brasil: regiões Sudeste (MG) e Sul (PR,
RS, SC). Habitat: Árvore nativa da América do Sul, ocorre na bacia dos rios
Paraná e Uruguai, parte da Mesopotâmia Argentina, Paraguai, Uruguai e parte
do rio da Prata (río de la Plata). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. bellirica (Gaertn.) Roxb., sinônimo: Myrobalanus bellirica
– Beleric, também conhecida como myrobalan-bastarda (bastard myrobalan). É uma
grande árvore de folha caduca comum em planícies e colinas menores no Sudeste
Asiático, onde é também cultivada como árvore de rua.
T. bialata (Roxb.) Steud. – Indian Silver Greywood, Silver Greywood.
T. biscutella Eichler – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. brassii Exell
T. brownii Fresen 1837.
T. buceras, sinônimo: Bucida buceras – Oliveira-negra / Black Olive
/ Olivo negro.
T. bucidoides Standley & L. O. Williams – Ocorre na Costa
Rica, Honduras, Nicarágua
e Panamá.
T. bursarina – Bendee
T. calamansanai (Blanco) Rolfe
T. camuxa Pickel – Camuxá. Distribuição geográfica no Brasil (endêmica):
região Nordeste (PE). Fonte: JBRJ
(floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006916).
T. catappa L., 1767 – Chapéu-de-sol, amendoeira-da-praia, sombreiro
(PR), guarda-sol, amendoeira-da-índia (SC), castanhola ou castanheira (AC) /
Indian almond, Tropical almond, Bengal almond, Umbrella tree, Singapore almond,
Ebelebo, Malabar almond, Sea almond, Beach Almond, Talisay tree / Badamier /
Almendro de la India, almendro tropical, árbol paragua. Distribuição geográfica
no Brasil: regiões Norte (AC, AM, PA), Nordeste (BA), Centro-Oeste (MS), Sudeste
(MG, SP) e Sul (PR). Nativa da Ásia,
típica de regiões tropicais. Sua origem é controversa, estando a Índia e a Nova
Guiné entre as hipóteses apontadas. Em Angola é conhecida como figueira-da-índia.
Esta espécie é cultivada como árvore ornamental. Os seus frutos (cucas ou amêndoas)
comestíveis, embora um pouco ácidos, são apreciados pelos morcegos. Sua madeira
é vermelha, sólida e resistente à água, tendo sido utilizada para fazer canoas
na antiga Polinésia. Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. chebula Retz., sinônimo: T. reticulata – Black Myrobalan,
Chebulic Myrobalan, Inknut. Nativa do sul da Ásia desde a Índia e leste do Nepal
até o sudoeste da China (Yunnan), e sul do Sri Lanka, Malásia e Vietnã.
T. cherrieri McKee – Endêmica da Nova
Caledônia. Está ameaçada por perda de habitat. Existem 6 espécies, incluindo
a amendoeira, bem conhecida dos neocaledônios.
T. copelandii Elmer, sinônimo: T. procera Roxb.
T. corticosa, sinônimo: T. mucronata
T. crispialata (Ducke) Alwan & Stace, sinônimos: Ramatuella
crispialata Ducke, R. obtusa (Maguire) Exell & Stace – Distribuição
geográfica no Brasil (endêmica): região Norte (AM, RR). Fonte: JBRJ
(floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB103260).
T. dichotoma E. Mey. – Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte
(AM, AP, PA) e Nordeste (BA, MA).
T. eddowesii Coode – Endêmica de Papua
Nova Guiné. Está ameaçada por perda de habitat.
T. eichleriana Alwan & Stace, sinônimo: T. punctata Eichler
– Camaçari, chapado (PI), capitão (MG, PI, MG), pau-de-chapada, casquinha (MG).
Distribuição geográfica no Brasil (endêmica): regiões Nordeste (BA, PI) e Sudeste
(MG). Nota: T. punctata consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. eriostachya A. Rich. – Mástique-negro (resina da aroeira) / Black
Mastic. Endêmica de Cuba e das Ilhas
Cayman. Está ameaçada por perda de habitat.
T. erythrophylla, sinônimo: T. erythrophyllum.
T. fagifolia Mart. & Zucc. – Capitão-do-campo, cambiú, camaçari,
pau-carvão, maçambê (MG), pau-de-chapada (MG, BA), chapada (PI), mussambé (BA,
GO), caatinga-de-porco (MA), pau-de-rato (BA), piúna (MS, MA, BA, GO, PI, MS),
cachaporra-do-gentio. Distribuição geográfica no Brasil: regiões Nordeste (BA,
CE, MA, PI), Centro-Oeste (DF, GO, MS, MT) e Sudeste (MG). Nota: Consta na obra
“Flora Brasiliensis”.
T. ferdinandiana Exell (1935) – Kakadú / Kakadu plum, Billy Goat Plum
/ Prune de Kakadu, Gubinge, Murunga. Habitat: Nativa da Austrália.
Seu fruto tem a maior concentração de vitamina C do mundo.
T. foetidissima Griff., sinônimo: T. ovocarpa.
T. franchetii Gagnep., sinônimo: T. triptera.
T. glabrescens Mart., sinônimo: T. brasiliensis (Cambess.)
Eichler – Cerne-amarelo (CE, GO, ES, BA, SP), maria-preta (GO, MG), garrote
(MG), pau-sangue (GO, MG), merindiba (CE, GO), pequi (ES, BA), merendiba, imbu-d’anta,
amêmdoa-brava. Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (PA, TO), Nordeste
(AL, BA, CE, MA, PI), Centro-Oeste (DF, GO, MS, MT), Sudeste (ES, MG, RJ, SP)
e Sul (PR). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. guyanensis Eichler – Distribuição geográfica no Brasil: região Norte
(PA). Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
T. hararensis Engl. ex Diels – Endêmica da Etiópia.
T. hecistocarpa Engl. ex Diels – Endêmica da Etiópia.
T. hylobates Eichler – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica):
região Sudeste (Minas Gerais). Fonte: JBRJ
(floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB028349).
T. intermedia (A. Rich.) Urban – Endêmica de Cuba.
Está ameaçada por perda de habitat.
T. ivorensis A. Chev. – Afara-negra / Idigbo, Black Afara, Blackbark,
Brimstone Wood, Shingle Wood / Framiré. Habitat: África Ocidental, particularmente
na Costa do Marfim (Camarões, Gana, Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa). Pode
ser confundida em sua idade jovem com a T. superba, embora ele tenha
folhas mais estreitas do que a última.
T. januariensis DC., sinônimo: T. grandialata Eichler – Piúna,
merindiba (Sudeste). Distribuição geográfica no Brasil (endêmica): regiões Nordeste
(BA) e Sudeste (MG, RJ, SP). Em São Paulo ocorre na floresta ombrófila do sudeste
e do litoral sul. Está ameaçada por perda de habitat. Fonte: (www.ibot.sp.gov.br).
Nota: Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
T. kaernbachii Warb., sinônimo: T. okari – Okari nut.
T. kangeanensis Slooten – Endêmica da Indonésia.
T. kuhlmannii Alwan & Stace, 1989 – Araçá-d’água, araçá,
pelada (BA, ES). Distribuição geográfica no Brasil (endêmica): regiões Nordeste
(BA) e Sudeste (ES). Árvore nativa da floresta ombrófila densa da Mata Atlântica,
dos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul da Bahia. É conhecida apenas
em Ilhéus (BA) e na Reserva Florestal de Linhares (ES). Está ameaçada por perda
de habitat.
T. latifolia Sw. – Ocorre na Guatemala
e Jamaica.
T. lucida Hoffmanns. ex Mart. 1824 – Cinzeiro, quinarana (GO, TO),
tanibuca. Distribuição geográfica no Brasil: regiões Norte (AM, PA, TO), Nordeste
(BA, MA, PI) e Centro-Oeste (GO, MT). Sua madeira é usada na carpintaria e para
fabricar móveis. Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. macroptera Guill. & Perr., T. macroptera Mart. – Nota:
Consta na obra “Flora Brasiliensis”.
T. mameluco Pickel – Mameluco (PE). Distribuição geográfica no Brasil
(endêmica): regiões Nordeste (PE) e Sudeste (ES). Fonte: JBRJ
(floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006920).
T. mantaly – Amendoeira-malgaxe / Madagascar almond.
T. microcarpa Decne. (1834), sinônimo: T. edulis F.Muell.
– Austrália?
T. modesta Eichler, 1867 – Ocorre no Estado de São Paulo. Nota: Consta
na obra “Flora Brasiliensis”.
T. nitens C.Presl – Ocorre no Japão
e nas Filipinas. Está ameaçada por
perda de habitat.
T. novocaledonica Däniker – Endêmica da Nova
Caledônia.
T. obidensis Ducke – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica):
região Norte (PA). Fonte: JBRJ (floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB078081).
T. oblonga (Ruiz & Pav.) Steud. – imbiridiba-amarela, imbirijiba-amarela,
imbirindiba, imbirindiba-amarela, mirindiba (AC) / Guayabón, Surá. Distribuição
geográfica no Brasil: região Norte (AC, AM, PA). Habitat: Guanacaste, Pacífico
Central, zona sul, zona norte e Caribe. Nota: T. oblonga Poir. consta
na obra “Flora Brasiliensis”.
T. oblongata F. Muell. (1861)
T. oblongata subsp. volucris (R. Br. ex Benth.) Pedley, sinônimo:
T. volucris – Rosewood.
T. obovata Poir. – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. paniculata Brandis – Árvore nativa do sudoeste da Índia
(incluindo o oeste Ghats e Karnataka). Conhecida no comércio de madeira como
kindal, tem uma variedade de nomes em línguas locais. É economicamente importante
para a madeira, usos medicinais e bicho-da-seda; amplamente plantada por toda
a Índia.
T. parviflora Thwaites – Endêmica do Sri
Lanka.
T. pellucida C.Presl – Endêmica das Filipinas.
Está ameaçada por perda de habitat.
T. phaeocarpa Eichler – Capitão, mirindiba, capitão-da-mata (DF, MG).
Distribuição geográfica no Brasil (endêmica): regiões Norte (PA), Nordeste (BA),
Centro-Oeste (DF, GO, MS, MT) e Sudeste (MG, SP). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. phanerophlebia Engl. & Diels
T. porphyrocarpa – Árvore nativa de florestas tropicais do nordeste
da Austrália e Papua
Nova Guiné.
T. prunioides M. A. Lawson – Terminalia-de-vagens-púrpura / Purple
pod terminalia.
T. quintalata Maguire – Distribuição geográfica no Brasil: região Norte
(AM).
T. ramatuella Alwan & Stace, sinônimo: Ramatuella argentea
Kunth – Distribuição geográfica no Brasil: região Norte (AM). Nota: R. argentea
consta na obra “Flora Brasiliensis”.
T. reitzii Excell – Guarajuvinha. Distribuição geográfica no Brasil
(endêmica): região Sul (SC). Árvore nativa da Mata Atlântica de Santa Catarina,
restrita ao vale do médio-Itajaí e à Serra do Madador. Está ameaçada por perda
de habitat. Fonte: JBRJ (floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006921).
T. rerei Coode – Endêmica das Ilhas
Salomão. Está ameaçada por perda de habitat.
T. riedelii Eichler – Distribuição geográfica no Brasil (endêmica):
região Sudeste (RJ). Fonte: JBRJ
(floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB103372). Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. schimperiana Hochst. – Nativa da África tropical desde a Guiné e
leste de Serra Leoa até Uganda e Etiópia.
T. sericea Burch. ex DC. – Terminalia-prata / Silver terminalia.
T. seriocarpa – Damson
T. subspathulata King – Árvore de grande porte atingindo uma altura
de 60 metros, com o tronco de até 135 centímetros de diâmetro. Ocorre em planícies
e colinas (até 1.300 metros acima do nível do mar) da Península Malaia, Java,
Sumatra e Bornéu.
T. superba Engl. & Diels, 1900 – Afara-branca / White afara / Afara
blanca. – Limba, Superb Terminalia, Afara (UK), Korina (US) / Fraké. Grande
árvore nativa da África Ocidental tropical.
T. tanibouca Sm. – Nota: Consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
T. triflora (Griseb.) Lillo – Dedal, capitãozinho, amarelinho (SP).
Distribuição geográfica no Brasil: regiões Centro-Oeste (MS), Sudeste (MG, RJ,
SP) e Sul (PR, SC). Habitat: Argentina, Bolívia, Paraguai.
T. uleana Engl. ex Alwan & Stace – Distribuição geográfica no Brasil
(endêmica): região Sul (SC). Fonte: JBRJ
(floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006923).
T. virens (Spruce ex Eichler) Alwan & Stace, sinônimos: Ramatuella
virens Spruce ex Eichler; Ramatuella maguirei Exell & Stace;
Terminalia maguirei Exell & Stace – Distribuição geográfica no
Brasil: região Norte (AM). Nota: R. virens Spruce consta na obra “Flora
Brasiliensis”.
Aprendendo o sexo em plantas...
Os frutos sem sementes são denominados de frutos partenocárpicos. Fruto partenocárpico: ovário desenvolve-se – fruto; mas não ocorre fecundação; sem fecundação – sem semente. Um exemplo é a banana.
Significado de partenocarpia: sf (parteno+carpo+ia) Bot. Desenvolvimento de
certos frutos sem ter havido fecundação e, por isso, sem pevides ou caroços.
Significado de partenocárpico: adjetivo (parteno+carpo+ico) relativo à partenocarpia.
Etimologia: Combretum rupicola
Epíteto específico (Specific epithet): rupicolum – Ridl
Nome botânico (Botanical name): Combretum rupicolum – Ridl; publicação
(publication): J. Linn. Soc., Bot. 27: 28. 1890
Nome vulgar: talvez ginoica-partenocárpica-ridley... pode ser também arbusto-de-rocha...
A espécie Combretum rupicola é prá lá de especial... O naturalista inglês Henry Nicholas Ridley a indentificou há mais de 100 anos e, ainda hoje, um único indivíduo vive no mesmo lugar! Trata-se de uma espécie rasteira que ocorre exclusivamente no Arquipélago de Fernando de Noronha, mas nunca havia sido encontrada por pesquisadores. O mais curioso é que a planta é exatamente a mesma vista pelo botânico em junho de 1887. Considerada endêmica, cresce sobre as rochas do Morro do Francês, cuja principal característica é a produção somente de flores femininas e frutos sem sementes...
O lindo Combretum rupicola, da família das Combretáceas, fica no Morro do Francês e só entra lá com a autorização da Aeronáutica (tem de ir de carro, eles sempre madam um soldado com a gente, que abre e fecha o portão), porém nenhum deles sabe onde fica o Combretum... A espécie normalmente começa sua floração em agosto, e a frutificação em outubro, o bom era ressaltar suas flores que é do tamanho de uma cabeça de alfinete e os seus frutos que são raros...
Tanto o adjetivo combretáceo (combreto+áceo), que é relativo ou pertencente à família das Combretáceas, cujo tipo comum é o combreto, assim como o nome da família Combretaceae, vêm do gênero latino combretum ou combretu (inglês: Combretum ou Kinkeliba / francês: Kinkéliba) criado em 1737 que significa junco ou cana, por causa da madeira ou ramos escandentes das plantas dessa família e ou por causa de espécies Laguncularia racemosa (mangue-branco) e Conocarpus erecta que ocorrem em Mangues, onde ocorre os juncos.
O significado de “rupicola” é porque a espécie ocorre sobre rochas. A palavra rupícola vem do latim rupicolum e significa habitante das rochas. Rupícola ou rupestre, no sentido ecológico, aplica-se a organismos que vivem sobre paredes, nas rochas, muros, rochedos ou afloramentos rochosos.
Ridley
Henry Nicholas Ridley (1855-1956) foi um botânico e geólogo britânico. Trabalhou como asistente do Departamento de Botânica de 1880 a 1888, no British Museum. Participou de uma expedição científica a Fernando de Noronha em 1887. Dirigiu o Jardim Botânico de Cingapura de 1888 a 1911. Contribuiu largamente na introdução do cultivo do látex na Malásia.
• Collector: H. N. Ridley, T. S. Lea & G. A. Ramage | Date: 23 Sep 1887 | Country: Brazil | Locality: Fernando de Noronha, east hills (colinas a leste).
Combretaceae Combretum rupicola Ridl. – J. Linn. Soc., Bot. XXVII.
(1890) 28. (IK) Notes: Brazil
Combretaceae Combretum rupicola Ridl. – J. Linn. Soc., Bot. 27: 28.
1890 (GCI) Notes: Brazil
• Livro “Notes on the Botany of Fernando Noronha”, by Ridley 07/06/1888 [Extracted
from the Linnean Society’s Journal – Botany, vol. XXVII].
Página 28: COMBRETUM RUPICOLUM, n. sp.
Análise de Ridley (com tradução aproximada do latim): “Frutex (arbusto) dioicus (dioico) ramosus (ramificado). Folia opposita ovata rotundata (folhas opostas, ovaladas, arredondadas), coriacea (coriácea = dura como couro) glabra (sem pelos) obtusa (arredondada, tosca, rude), 3 uncias longa (3 onças de comprimento), 2 uncias lata (2 onças de largura), petiolo (pecíolo = parte estreita que liga o limbo de uma folha ao caule ou haste) crasso (espessura) ¼- unciali. Stipulae nullae (estípulas ausentes). Racemi 2-3-unciales in axillis foliorum basibus breviter nudis (axilas das bases das folhas brevemente nuas), rhachide pubescenti (cacho púbere = que atingiu a época de puberdade). Flores parvi copiosi virides sessiles pubescentes (flores pouco abundantes verdes sésseis pubescentes). Bracteae minutae lanceolatae pubescentes (bráteas lanceoladas pubescentes), ovariis aequilongae (ovários tempo). Sepala 4 (quatro sépalas), connata (inata), apicibus rotundatis obtusis extus et intus pubescentia (extremidades arredondadas obtusas na superfície exterior e pubescentes dentro). Petala nulla (nenhuma pétala). Stylus cylindricus integer sepala paullo superans (estilo cilíndrico inteiro sépala superiores um pouco para trás), apice curvo (sobre a dissolução do ápice); stigma parvum erectum (pequeno estigma ereto).”
Comentários de Ridley: “This shrub grows on the basaltic boulders of the East Hills, about 600 feet above sea-level. It had dark green opposite leaves and slender racernes of green flowers. It was only found in flower just previous to our departure; and we were unable to find any male flowers. It is probable that it would constitute a new genus of Combretaceae; but in the absence of male flowers and fruit, I think it unadvisable to found a new genus on our material. One or two Combretums show a tendency to become dioecious; but this is the only know truly dioecious species. The habit is somewhat that of a Terminalia; but the opposite leaves show it to be really nearer to Combretum.”
Tradução: Este arbusto cresce sobre as rochas basálticas das colinas do leste, cerca de 600 metros acima do nível do mar. Tinha folhas verdes escuras opostas e delgadas ? de flores verdes. Ela só foi encontrada em flor pouco antes de nossa partida; e fomos incapazes de encontrar qualquer flor masculina. É provável que ele possa constituir em um novo gênero de Combretaceae; mas na ausência de flores masculinas e frutas, eu acho desaconselhável para se fundar um novo gênero em nosso material. Um ou dois Combretums mostram uma tendência de se tornar dioecious = dioicas; mas esta é a única espécie conhecida verdadeiramente dioicas. O hábito é um tanto como de uma Terminalia (gênero de árvores da mesma família, cujo nome latino refere-se ao fato que as folhas aparecem nas pontas dos rebentos); mas as folhas opostas mostram que ela esteja realmente mais próxima a Combretum.
“A FLORA FANEROGÂMICA ATUAL DO ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA – BRASIL”
Autora: Ângela Maria de Miranda Freitas (pepita.miranda@click21.com.br)
Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) – Departamento de Ciências
Biológicas, Feira de Santana – Bahia, 2007
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Botânica como parte dos requisitos
para a obtenção do título de Doutor em Botânica.
Orientador: Prof. Dr. Luciano Paganucci de Queiroz (UEFS)
Tese_25052007.pdf (8606K) – arquivo em formato pdf recebido em 17/06/2010
Resumo: Foram realizadas 15 expedições de coletas entre 1993 a 2004, mediante caminhadas aleatórias na ilha principal, ilhas secundárias (ilha da Rata, do Meio, Rasa e de São José) que resultaram num total aproximado de 700 amostras coletadas. Na ilha principal priorizou-se as áreas atualmente consideradas mais preservadas como o morro da Quixaba e a Ponta da Sapata. Espécies cultivadas que apresentavam distribuições restritas as áreas urbanas, como parques e jardins públicos ou residenciais não foram consideradas. As coleções foram depositadas no Herbário Sérgio Tavares (HST), do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco, em Recife, e duplicatas enviadas ao Herbário da Universidade Estadual de Feira de Santana (HUEFS). Foram encontrados no arquipélago de Fernando de Noronha 211 espécies, distribuídas em 148 gêneros de 48 famílias.
COMBRETACEAE
No arquipélago a família está representada por três espécies distribuídas em
dois gêneros:
Combretum laxum (plantas hermafroditas; constitui-se em
referência nova para a flora do arquipélago)
Combretum rupicolum (arbusto de ramos escandentes, crescendo no Morro
do Francês)
Laguncularia racemosa (árvore, crescendo no mangue).
Combretum rupicolum Ridl., J. Linn. Soc. Bot. 27. 1890.; Fig. 10. A, B, D; 16. A-D
Arbusto de ramos escandentes, posteriormente procumbentes, podendo emitir raízes quando em contato com o solo; caule amarronzado, suberoso quando adulto; ramos jovens cilíndricos, verdes-amarronzados, glabros. Folhas pecioladas, opostas, lâmina 2,5-13 × 1,5-7 cm, reduzindo de tamanho quando próxima da inflorescência, coriácea, oval a elíptica, base arredondada, ápice obtuso a agudo, margem inteira, faces adaxial e abaxial glabras. Inflorescência terminal, ocasionalmente axilar, em panículas laxas, multifloras; brácteas 2, lanceoladas, pubescentes; bractéolas 1, linear, pubescente. Flores 2-3 mm de comp., sésseis, actinomorfas, femininas, monoclamídeas; sépalas 4, conatas, puberulentas, internamente vilosas, creme esverdeadas; disco nectarífero pouco desenvolvido, lobado; estilete cilíndrico; flores masculinas não observadas. Frutos ca. 6 mm comp., elipsóides, angulosos, glabros.
Ilha de Fernando de Noronha; Morro do Francês, 12.VIII.1999, fl., A.M.Miranda et al. 3561 (HST, HUEFS); idem, 17.XII.1999, fl., fr., A.M.Miranda et al. 3634 (HST, HUEFS); idem, 24.II.2000, fr., A.M.Miranda 3653 (HST, HUEFS); idem, 01.X.2002, fl., A.M.Miranda 4027 (HST); idem, 15.X.2003, fl., A.M.Miranda 4215 (HST).
Endêmica de Fernando de Noronha, descrita por Ridley (1890: 28), que comentou não ter observado flores masculinas e frutos, e que a mesma crescia sobre rochas basálticas. Só foi coletada novamente após 110 anos, em 1999, representada pelo espécime A.M.Miranda 3561.
Todos os materiais citados foram provenientes de um único indivíduo coletado no Morro do Francês, vegetando sobre rochas basálticas e que apresentou unicamente flores femininas. Nossas observações coincidem surpreendentemente com aquelas feitas por Ridley para o material typus, sugerindo que se trate de um mesmo indivíduo e que essa espécie encontra-se representada no Arquipélago, apenas por ele. O espécime A.M.Miranda 3653 foi coletado com frutos, porém sem sementes, o que parece corroborar esse ponto de vista.
Fonte: RIDLEY, H.N. 1890. Notes on the botany of Fernando de Noronha. The Journal of the Linnean Society. v. 27. 95p. [sic tese]
Combretum rupicolum Ridl.: A inflorescência, B fruto, C indivíduo florido (Fotos A.M.Miranda).
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CONTATOS:
Instituição: Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE
Departamento de Ciência Florestal – Herbário Sérgio Tavares
Curadora: Ângela Maria de Miranda Freitas (Especialidade: Apocynaceae)
Endereço: Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos, Recife (PE) – CEP: 52171-900
Telefones: (81) 3320-6295 / (81) 441-4577 R.420 | Acervo: 7.000 espécimes
14/06/2010 – A quem possa interessar do Herbário Sérgio Tavares, Por gentileza, Quero falar com Ângela Maria de Miranda Freitas sobre a flora de Fernando de Noronha... E gostaria de saber se é este o e-mail em que devo escrever ou se há outro endereço eletrônico... Agradeço sua atenção. 15/06/2010 – Bom dia Sergio Eduardo. Eu sou a própria Angela Maria e sobre a flora de Ferando de Noronha, entendo um pouco, pois foi a minha tese de doutorado. Então mande as perguntas. um abraço.
15/06/2010 – Muitíssimo obrigado pelo pronto atendimento. Pois é... eu li na internet sobre sua tese de doutorado e, dizer que você entende “um pouco”, deve ser brincadeira... (rs) Não tenho formação acadêmica, nem nada a ver com a ilha, muito menos sobre a flora daquele lugar maravilhoso... Apenas sou filatelista e resolvi colecionar selos postais que ilustrassem ou “falassem” algo relacionado a Fernando de Noronha desde que voltei de lá... Fiz as histórias aéreas, com selos postais ilustrando; a cartografia, o zeppelin que sobrevoou a ilha; Darwin que a visitou; fiz a fauna: golfinhos, tartarugas, lagartos, aves terrestres e marinhas, peixes, polvos, conchas etc. Dai cheguei na flora – e pesquisar sobre a flora do lugar está sendo complicado... Embora exista muita coisa na internet como uma lista de material coletado na expedição Challenger (www.19thcenturyscience.org), por exemplo... A qual traz muitos nomes científicos obsoletos, acredito... Estou vendo até espécies da flora marinha, como no sítio (www.ib.usp.br)... Foi quando cheguei em você... Quero saber sobre a possibilidade de eu adquirir um exemplar de sua tese... Não sei se isso é possível, mas gostaria de saber e entender quais são as espécies da flora que existem na ilha... Li em algum lugar sobre a família Boraginaceae que você escreveu... Mas esta é apenas uma família presente na ilha... Enfim, dando continuidade ao meu trabalho filatélico, quero relacionar as plantas que existem na ilha em dois grupos, as endêmicas e aquelas que foram introduzidas, para depois encontrar selos postais que as ilustrem e agregar à coleção... Se você puder ajudar na minha lista de espécies da flora existente na ilha eu agradeço... Como imagino o trabalho que foi fazer essa lista em sua tese, pensei em adquirir uma cópia... também porque adoraria ter seu trabalho intrínseco ao meu de filatelista... Você mora em Recife mesmo? Por favor, me conte como foi sua “expedição” para realizar sua tese; mesmo que resumidamente... vou adorar saber... Novamente agradeço sua atenção.
17/06/2010 – Vou te mandar em pdf a minha tese, se não chegar avise... Não entendo nada de selos, porém coleciono anjos, procurei algo que parecesse comigo. A modestia é o que me mata segundo minha filha (Lara e Leila Miranda). Vou procurar e mandar para ti, o e-mail de Marieta, a historiadora de Fernando de Noronha, que sabe tudo sobre a ilha e se tem algum selo relacioando com FN, ela saberá. No meu trabalho tem as plantas endêmicas da ilha, que por sinal é um número muito pequeno. Bom, qualquer dúvida, é so passar um e-mail.
17/06/2010 – Quiçá eu possa te agradecer de uma forma “elevada” e também que um anjo te “recompense” pelo presente que você me deu. No momento posso dizer: muitíssimo obrigado pelo arquivo em formato pdf que contém a sua tese! Você é muito gentil. Para eu: um anjo, pois não é sempre que a gente recebe um presente desses... (rs) Ângela, já li muito sobre a Marieta na internet e, claro, vou adorar poder falar com ela... Por favor, me mande um endereço físico para que eu te remeta uma pequena mostra filatélica como lembrança deste colecionador paulista... Hei de fazer você entender um pouco sobre a Filatelia... (rs) Ângela, por favor, quando você vier a São Paulo avise-me. Quero te conhecer, poder agradecer pessoalmente. E ainda, se você quiser ver uma coleção de girafas, sinta-se convidada, ok?! Novamente agradeço por seu gesto.
29/06/2010 – Devo chegar em São Paulo no dia 11 e ficarei até o dia 17 de julho e estou tentando ficar no alojamento do Instituto, pois fica mais prático. Como te prometi estou mandando os contatos com a Marieta... Estou viajando amanhã para Aracaju, fico até domingo, qualquer dúvida é só passar um e-mail.
30/06/2010 – Sabe, é até engraçado toda essa história, pois desde o nosso primeiro contato tudo foi sempre rápido... Você prontamente respondeu... Agora já vamos nos conhecer... Não acredito que você não passará sequer um sábado à noite em Sampa...!? Bem, já senti que você não é muito de escrever... pelo menos aqui... mas me fale mais: vem sozinha, qual aeroporto, horário etc e tal... Como vc chegará num domingo fica fácil te pegar e tudo mais... aliás, nem sei se vc quer que eu te pegue no aeroporto e te leve ao Botânico... Me fale o que vc pensa em fazer... quer ir direto para o Botânico; vai querer conhecer a minha coleção; vai querer passear em algum lugar.. O Jardim Botânico fica meio longe daqui de casa; mas isso durante a semana, ok? Não sei como será essa sua semana... tipo o curso é durante o dia inteiro? Pois eu até gostaria de passear por lá... nem o conheço tão bem... porque sempre prefiro visitar o seu vizinho: o Zoo... Bem, aguardo maiores informações.
06/07/2010 – Cheguei hoje do campo, estou morta de cansada, foi sol, chuva e muito mosquitos, estou quase anêmica...
11/07/2010 – Curso no Instituto de Botânica de São Paulo, relacionado com coleções de plantas secas (herbário) que é sobre o que eu trabalho e adoro fazer... Procure uma nordestina bem discreta para não falar ao contrário, vou com calça preta, blusa preta e um casacão vermelho, não tem como não me ver... voo é pela TAM 3503 e devo chegar as 9:45 horas. Alojamento: 5073-6300 Ramal 284. Ontem comprei um selinhos sobre anjos para te dar de presente, assim iniciar você na Filatelia... Era isso que eu pretendia te enviar quando te pedi o endereço... mas será melhor entregar em mãos...
16/07/2010 – Fui até o aeroporto na parte da manhã. Ângela me presenteou com duas peças infantis: um lápis com cabeça de girafa e uma girafa cofrinho de resina toda colorida. Conversamos (choveu a semana inteira, praticamente), tomamos café, pegamos panfletos e mapas no posto da informações turísticas e elas embarcaram às 12 horas. Lamento que o alojamento e o restaurante do Jardim Botânico tenha desagradado, pois segundo as reclamações que ouvi, não condiz com a cidade de São Paulo, tampouco com o precioso acervo de seu herbário...
01/09/2010 – Horivani Conceição Gomes da Silva (horivani@yahoo.com.br), filha única de Hortência e Ivanildo, cuja união dos nomes origina Horivani. Anexo livro... Nota: Teve seu trabalho, “Flora do Horto d’Del Rey”, publicado em 2009 numa revista de arborização.
14/02/2011 – Olá Ângela! Voltarei à ilha em setembro e quero saber como eu faço para fotografar aquela espécie única que você me falou... Você pode me ajudar com isso?
14/02/2011 – Olá lindíssima! Muitíssimo obrigado pelas informações! Que adorável o Chile... fez o sul (lagos) ou o norte (deserto)? Conheceu algum Jardim Botânico? Ângela, você tem o e-mail de algum dos dois órgãos? Ou melhor do Policarpo ou do Pedrinho? Posso falar de você? A autorização da Aeronáutica eu consigo lá mesmo? Tens algum nome para indicar? Ângela, o que você pensa em dar ênfase na fotografia, a flor, a folha, ou o que é mais importante? Me diz, por favor, algo que você imagina para eu tentar fazer na foto e depois apresentar aos Correios... A propósito, o que significa seu nome científico? Por favor, tens mais dados para me passar sobre tal espécie? Além de seu lindo Combretum tem mais alguma espécie que você acha relevante em relação a flora brasileira? Sei que está um tanto longe ainda, mas prefiro já ir organizando tudo e talvez já deixar agendado um esquema...
12/05/2011 – Olá Horivani! Tudo bom?! Você pode me fazer um favor? Eu estou querendo falar com a Ângela, mas o e-mail dela voltou... Ela mudou de endereço eletrônico? E você o que anda fazendo? Eu voltarei à ilha e quero fotografar aquela espécie única que ela me apresentou... Para isso gostaria de receber maiores informações a respeito... Você sabe de algo? Agradeço sua atenção... Oi, Sérgio, Ela não mudou de e-mail continua o mesmo..., às vezes o click21 tem problema, mas ela tem outro... Eu estou bem, mas o Recife está debaixo d’água. Como você está? E Marcos? E seu afilhado Gilmar? Vc o tem visitado. Beijos.
30/05/2011 – Realmente o clik21 está com problema, porém tudo na vida tem solução. Não tenho o e-mail de nenhum dos dois, mas eles são os únicos que sabem onde está o meu lindo Combretum, pois não é muito facil de localizá-lo e lógico que pode falar em meu nome. Tem uma Rubiaceae que é facil de achar... Você poderia também fotografar as outras endêmicas, são poucas, na minha tese, eu digo que é endêmica... Desculpe a demora em responder e aproveite bastante Fernando de Noronha, qualquer coisa me lige. Um cheiro.
30/09/2011 – Olá Ângela! Tudo bom? Você nem me contou como a planta fica num lugar de difícil acesso... Quase morri para chegar lá em cima, sem contar que quase rolei pedras abaixo... Amei a experiência! Pena que a espécie estava apenas com brotos novos e não com flores... Aliás, nem sinal de botões... Outra coisa que vc não me disse é que existem dois pés, um distante do outro uns 500 metros... O Pedro que é bem legal e divertido relatou sobre a segunda planta... Veja uma foto em anexo! Consegui a autorização do ICMBio para utilizar a imagem em divulgações... Agora é torcer para conseguir que ela saia num selo postal... Isso poderá ocorrer apenas em 2013, pois para 2012 já foram definidos os selos que ilustrarão a flora brasileira... PS: Ângela poderíamos chamar a espécie de arbusto-de-rocha ou ela tem outro nome vulgar?
03/10/2011 – Bom dia Filhote. Adorei saber que você amou a experiência, é realmente muito dificil chegar até ele, porém só tem um indivíduo de Combretum rupiculum, o outro que fica mais ou menos a 300 m de distancia é primo, as folhas são idênticas, porém a flor é totalmente diferente é o Combretum laxum, veja na minha tese que tem até desenho deles. Um cheiro bem grande, gosto muito de vocês e espero encontrá-los de novo.
Endereços das Unidades Descentralizadas Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio):
Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha | Vínculo Técnico: CR6 |
Vínculo Administrativo: Cabedelo (PB) | Categoria: APA | Bioma Atuação: Marinho
Costeiro
Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha – ICMBio | Vínculo Técnico: CR6
| Vínculo Administrativo: Cabedelo (PB) | Categoria: PARNA | Atuação: Marinho
Costeiro
Endereço: Alameda do Boldró, s/n – Vila Boldró, Fernando de Noronha, Pernambuco
(PE), CEP: 53990-000, Telefone: (81) 3619-1220
A visita à Praia da Atalaia é um dos atrativos mais procurados do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Na Baía do Sueste o visitante pode optar pelo mergulho guiado através de uma trilha submarina especial onde poderá apreciar tartarugas marinhas em seu local de descanso e alimentação. Neste mergulho, um dos mais ricos em biodiversidade, pode-se avistar também outras espécies marinhas como polvos, lagostas, raias, pequenos tubarões e uma infinidade de peixes coloridos. Começa a ser praticada em 2011 a cobrança do ingresso do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha, com valor de R$ 65,00 para brasileiros. Este ingresso, válido por 10 dias, dá ao visitante o direito de acessar todas as áreas deste Parque Nacional destinadas ao uso público.
CMA – Base Avançada Multifuncional – Fernando de Noronha – Pernambuco
Endereço: R. Dr. Niobey, 318 – Vila do Boldró, Fernando de Noronha / PE – CEP:
53990-000
TAMAR – Base Avançada Multifuncional – Fernando de Noronha – Pernambuco
Endereço: Baia do Sueste, s/n – Fernando de Noronha / PE – CEP: 53990-000
Outros contatos:
01/06/2011 – Para Dra. Fabiana Bicudo César – Chefe da Unidade: Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (fabiana.cesar@icmbio.gov.br), Quero fazer um pedido... Sou fotógrafo profissional, moro na capital de São Paulo e quero fotografar um planta endêmica da Ilha Fernando de Noronha. Minha viagem está marcada para a primeira quinzena de setembro dete ano e gostaria de saber qual o procedimento que devo tomar para agendar meu intento com alguém responsável... Uma amiga, doutora Ângela Maria de Miranda Freitas (Universidade Federal Rural de Pernambuco), que já fotografou tal espécie para sua tese de doutorado, indicou-me dois funcionários do Ibama lá na ilha: Policarpo e Pedrinho... Entretanto estes contatos são de 2004, não temos seus respectivos e-mails, mas parece que eles são as únicas pessoas que sabem onde está localizada tal espécie... Paralelamente, tenho a informação de que a espécie está localizada dentro da área da Aeronáutica, no Morro do Francês, e que a devida autorização consegue-se por lá... Obrigado por sua atenção e aguardo sua orientação. Atenciosamente.
01/06/2011 – Prezado Sérgio, Onde serão usadas as imagens da planta? A depender da finalidade, deverá ser encaminhado oficio solicitando o uso da imagem. Com relação aos servidores mencionados no e-mail, ambos atuam no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e excepcionalmente poderão auxiliar na indicação do local de existência da planta. No aguardo de sua resposta coloco-me a disposição para esclarecimentos adicionais. Tadeu Oliveira (tadeu.oliveira@icmbio.gov.br).
01/06/2011 – Tadeu, Muito obrigado pela pronta resposta. Vou tentar explicar a intenção no uso da imagem; desculpe-me mas difícil será explicar isso de maneira concisa... Desde 2007 sou artista autônomo na criação de selos postais para os Correios e paralelamente sou filatelista. Já foram emitidos vários selos postais de minha autoria (se quiser posso mandar as imagens). Sendo colecionador de selos postais sei exatamente o que significam as imagens que eles retratam em relação à divulgação do Brasil. Como fotógrafo dou sugestões de “Proposta de Tema Para Selo” para o Departamento de Produtos e Filatelia dos Correios, para uma nova emissão de selo postal, sempre valorizando as riquezas brasileiras, claro. Entretanto não é fácil alcançar a realização de um selo postal, pois são muitas sugestões que os Correios recebem todos os anos... Tadeu para você ter uma ideia, este ano eu e outras pessoas já sugerimos um selo postal em homenagem ao Centenário do Nascimento de Mazzaropi, por exemplo, que será comemorado no ano que vem, em 09/04/2012, mas isso ainda não foi aprovado pela Comissão Filatélica Nacional (CFN). Todos os anos a partir do mês de setembro, após a homologação do Ministro das Comunicações vigente, nós podemos saber se a proposta de selo foi aprovada no site dos Correios mesmo, na opção “Programação Filatélica” do próximo ano, onde estarão listadas todas as emissões escolhidas pela CFN. Em outro exemplo, pernambucano, uma Proposta de Selo alusivo ao Centenário do Nascimento de Mestre Vitalino foi sugerida em 2008... Inflizmente, no ano de 2009, o Correio não emitiu um selo postal em homenagem ao centenário de nascimento do brasileiro Mestre Vitalino (1909-1963), entretanto o fez para o bicentenário de nascimento do francês Louis Braille (1809-1852)... Tadeu, sinceramente eu não sei como funciona a escolha de um selo postal... Por outro lado, uma vez escolhida a temática, a respectiva ilustração é mais fácil de conseguir. É certo informar a você ainda que todos os anos são emitidos selos postais alusivos à Fauna e Flora de nossa Nação. Portanto, para este caso, uma espécie da flora endêmica de nosso País, a qual tive conhecimento através da doutora já citada (quem, aliás, entusiasmada com a possibilidade de tal intento indicou seus servidores), terá uma boa chance de ser confeccionado um selo postal alusivo ao Combretum, uma vez que tal espécie só existe em Fernando de Noronha... Tadeu eu expliquei direito? Com essa finalidade será necessário o ofício solicitando o uso da imagem? Novamente agradeço sua atenção.
02/06/2011 – Prezado Sérgio, Considerando o uso proposto para a imagem, solicito o preenchimento da proposta de uso público de imagem que mando anexo. Embora esse formulário seja mais usado para filmagens, preencha os campos que conseguir e me envie para que possamos analisar o pedido. No aguardo.
SOLICITAÇÃO DE AUTORIZAÇÃO PARA USO DE IMAGEM: A autorização para realização de filmagens, gravações e fotografias assim como para a utilização de imagens de Unidades de Conservação Federais tem como base legal a Lei n° 9.985/2000; o Decreto n° 4.340/2002; a Instrução Normativa n° 05/2002; a Portaria MMA n° 62/2000; a Portaria MMA n° 252/2000.
DESCRIÇÃO DO PROJETO
TÍTULO: “Flora Brasileira – Combretáceas”
PRODUTO A SER PROMOVIDO: Espécie: arbusto-de-rocha (Combretum rupicola)...
DESCRIÇÃO DE OBJETIVO:
Penso que divulgar a espécie Combretum rupicola através de sua respectiva imagem terá caráter educativo e cultural para a sociedade brasileira; não obstante quiçá possa oferecer ou dar ensejo para pesquisa científica, uma vez que só existe um único exemplar desta espécie, portanto é certo afirmar que a espécie está ameaçada de extinção.
A categoria de ameaça, segundo a Fundação Biodiversitas (www.biodiversitas.org.br), organização não governamental sediada em Belo Horizonte/MG, a espécie Combretum rupicolum está criticamente em perigo; que após extensivas buscas no Arquipélago foi encontrado apenas um indivíduo vivo. Ainda, segundo a Doutora Ângela Maria de Miranda Freitas (Universidade Federal Rural de Pernambuco), que já fotografou tal espécie para sua tese de doutorado, relata que só existe um exemplar no mundo do Combretum rupicolum e está localizado no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.
Peço que veja a matéria: “Pesquisadoras identificam planta descrita há 112 anos em Noronha”, publicada no Jornal do Commercio, Recife/PE, em 07.01.2000, disponível no JC OnLine – Editoria Ciencia e Meio Ambiente (www2.uol.com.br/JC/_2000/0701/cm0701a.htm). Ou ainda que procurem a imagem desta espécie na internet; impossível encontrar...
Dentre alguns dos objetivos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), segundo a Lei N° 9.985/2000 (que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação), estão: favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico; proteger as espécies ameaçadas de extinção no âmbito regional e nacional; proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental.
Segundo o Decreto n° 4.340/2002 (que Regulamenta a Lei 9.985/2000), no Capítulo VII da Autorização para a Exploração de Bens e Serviços – Parágrafo único: Quando a finalidade do uso de imagem da unidade de conservação for preponderantemente científica, educativa ou cultural, o uso será gratuito.
O meu propósito de usar a imagem da espécie Combretum rupicola é para uma proposta de Tema Para Selo para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Entretanto se a imagem não puder ilustrar um selo postal, que dependendo do trâmite talvez a proposta nem seja homologada pela Comissão Filatélica Nacional dos Correios, então como segunda intenção, fica a ideia subentendida que eu gostaria de poder publicar e divulgar a espécie em meu portal na internet “GirafaMania” (www.girafamania.com.br) – sítio de caráter educacional dedicado à Família dos Girafídeos, criado em 9 de abril de 2003 e disponível on-line desde então.
Girafamania apresenta a maior coleção brasileira de objetos e selos postais (do Planeta) sobre GIRAFAS e OCAPIS. No entanto mostra também artes e cultura em geral, sobretudo nos “conduz” através do mundo fascinante do colecionismo e da filatelia temática. Como Girafamania é de livre acesso para os interessados, a difusão de tal espécie endêmica de nossa Nação traz conhecimento à população brasileira, sobretudo aos estudantes universitários.
06/06/2011 – Olá Tadeu! Como você previu, consegui preencher alguns campos do formulário... Por favor, Tadeu, quando puder me diga se no campo DESCRIÇÃO DE OBJETIVO eu consegui alcançar a explicação adequada. Agradecido pela atenção; aguardo o resultado da análise do pedido. 06/06/2011 – Prezado Sérgio, Tudo certo. Estarei providenciando a solicitação de autorização para uso da imagem. A autorização deverá ser retirada pessoalmente na sede do ICMBio em Fernando de Noronha. Att.
08/08/2011 – Olá Tadeu! Tudo bom? Como estarei na ilha no final deste mês, por favor, gostaria de receber maiores explicações... Gostaria de saber sobre a solicitação de autorização para uso da imagem; também se há um dia e horário mais adequado para que um dos funcionários possam me auxiliar na indicação do local da planta, e como se dará isso... será agendado um dia? Muito obrigado por sua atenção. Aguardo.
08/08/2011 – Prezado Sérgio, Quando você chegar na ilha, deverá procurar a chefia do parque para retirar a autorização. Podemos tentar agendar um dia para um servidor possa lhe acompanhar. 08/08/2011 – Tadeu, obrigado pela pronta resposta. Assim que chegar na ilha visitarei você no Boldró para te conhecer e retirar a autorização. Estou à disposição para o agendamento, caso precisar. Por favor, veja com o servidor que irá me acompanhar qual dia e horário será melhor para ele. Desde o primeiro dia de setembro estarei disponível, pois farei o check-in no dia anterior, na Pousada Fortaleza. Muito obrigado.
Márcio Dumel (marciodumel@gmail.com)
Expedição ao Morro Francês F. de Noronha (www.flickr.com/photos/marciodumel/5942744355/): Estavamos em busca de uma planta (Cumbretum rupículo ridleyano), espécie única no mundo e no arquipélago ou seja: um único exemplar, foi descrita pelo Botânico inglês Ridley por volta 1870. A nossa expedição era composta por Botânicos, Biólogos, Polícia Federal e o mateiro Roberto Carlos (no lado direito na foto, de boné azul)... Nota: Esta foto foi tirada em 18/02/2011 usando uma Nikon D80.
21/08/2011 – Márcio, por favor, preciso falar com vc a respeito dessa espécie, cujo nome correto é Combretum rupicola... Obrigado. Sérgio. 22/08/2011 – Sérgio, Realizei a correção quanto a planta, obrigado! Segue meu contato, espero poder ajudá-lo! Abraços, Márcio.
22/08/2011 – Olá Márcio! Super obrigado por me atender... Seguinte... A paixão pelo colecionismo fez com que eu começasse a adquirir cartões-postais, selos, livros etc. sobre a ilha... Então conheci vc através do livro, no qual vc pintou um mapa da ilha... Adorei o desenho! Parabéns! Aliás, posso pedir um autógrafo nele? Com o tempo conheci a doutora em botânica, Ângela, de Recife e foi ela quem me apresentou a planta... Procurando sobre isso na net encontrei sua página no Flickr... Então, depois que li isso quis te escrever para saber mais a respeito... Pois fiquei sem saber se nessa expedição vocês encontraram tal planta... Voltarei a ilha agora no próximo dia 31 e já consegui a autorização para fotografar a planta... Gostaria que vc me ajudasse com isso, se possível, claro. Ok! Aguardo e obrigado por sua atenção.
26/08/2011 – Oí Sérgio, Obrigado pelos elogios, mas se tem um cara aqui arretado este é vc! vi seu site girafamania, muito legal, sei pouco sobre elas, porém tenho muita admiração. A planta não é dificil de ser encontrada, infelizmente na expedição da foto no flickr, não consegui localizá-la, passamos ao lado, e é no começo da trilha que está a planta. No dia seguinte Pedro do ICMBIO foi com os pesquisadores e a localizou facilmante. Faziam pelo menos uns oito anos que eu havia ido com a Prof. Doutora Angela e o Policarpio do ICMBIO, nós localizamos a planta, só que depois seguimos bem mais pra adiante dela, na procura de outras espécies e foi quando a Doutora Angela se acidentou com Burra-Leiteira e nós tivemos que descer o morro com muita pressa para levá-la ao hospital, pois ela sofria muito com o latex nos olhos. Eu vinha amparando-a fiquei com o rosto queimando da burra-leiteira. Sérgio, vou ajudar com incentivo, vá mesmo que vale muito à pena e boas fotos! Eu gostaria muito de ir com vcs, mas é uma pena, estou em Recife e só retornarei pra ilha no final de setembro. Vá com Poli ou Pedro são gente boa. Só que não basta apenas autorização do ICMBIO pois a planta está em uma aréa restrita da Aeronáutica, e é lá que vc tem que pedir autorização. Tem um Sargento da Aeronáutica que sempre vai junto, só não consigo lembrar o nome dele agora, ele até gosta dessas aventuras. Abraços Dumel.
22/08/2011 – Olá Márcio! Lamento por eu não poder conhecer você; mas você não me disse como fica o seu autógrafo no meu livro? Poxa! Não imaginei que naquela expedição vocês não conseguiram localizar a planta... Que pena... Pensei que eu não estava conseguindo encontrar o final dessa história no flickr; perdi um tempão procurando... Mas me conte, daquela vez, há oito anos, você fotografou a dita planta? As fotos que a Doutora Ângela me passou não são de boa qualidade... Márcio obrigado pelo incentivo; mas por favor, você poderia me passar o endereço da Aeronáutica onde eu tenho que pedir a autorização e, se possível, o nome desse Sargento... Márcio novamente agradeço por sua atenção. Abraços e inté.
29/08/2011 – Oi Sérgio, Tenho certeza que ainda vamos nos conhecer, até pq tenho a impressão de que vc ainda vai voltar muitas vezes na ilha. Acho que Ângela não quis mais lembrar a situação do acidente, ela achou de coletar burra-leiteira de uma forma muito rápida e displicente, eu e Policárpio avisamos: professora cuidado com a burra e ela respondeu: “faz 20 anos que eu coleto isto”, não deu outra... O nome do sargento parece que é Fernando... Imprima a foto do flickr e quando chegar na ilha, vá até o DPV. Mostre a foto ao primeiro militar que encontrar, pergunte o nome dele e diga o objetivo. A permissão do ICMBIO é mais uma coisa de fazer uma boa política, pois na verdade a área pertence à Aeronáutica e nem o ICMBIO tem permissão pra entrar. (No topo do Morro do Francês tem um Transponder (repetidor de radiofrequência), que é uma espécie de radar altamente radioativo, por isso é uma área restrita e de segurança...)... já fui piloto de avião. Se vc for coletar, aí realmente precisa do ICMBIO para autorizar a coleta. A autorização da Aeronáutica é com o comandante do Destacamento bem ao lado do aeroporto em Noronha, diga que é um trabalho de pesquisa para uma publicação em revista científica, com anuência da Dra. Ângela da UFPE. O comandante só vai liberar se for com a presença de um militar, por isso que é bom contatar com o sargento que mencionei e o cara gosta de trilha. Quando fui com a Dra. Ângela, meu equipamento era uma Nikon analógica e o filme que comprei na ilha não estava bom. Quando fui dessa vez, não achei a planta, passei ao lado. E estava no auge do inverno, eu fiquei um pouco confuso, pq quando fui com a Dra. Ângela nós seguimos pra muito mais além e oito anos depois ficou difícil reconhecer e eu levei Roberto Carlos que é profundo conhecedor do morro, tanto com Ângela quanto agora no início do ano. Na verdade estou ficando velho... Não trabalho com fotografia, é apenas hobby! Geralmente quando vejo a cena para uma boa fotografia, também vejo para uma aquarela (sou aquarelista) e faço às duas coisas, posteriormente vendo às aquarelas. Presto serviço para Polícia Federal, faço trabalho de campo: trilhas, mapeamento, levantamento geológico (nas fiscalizações federais), mas é apenas contrato, não sou efetivo. No momento estou aqui em Recife tentando me efetivar, por isso só retorno a Noronha no final de setembro e é uma pena pois também sou um apaixonado pela ilha e trocaríamos muitas figurinhas. Procure por Miriam Cazzeta, é a arqueóloga da ilha, vc vai gostar dela. Ela está desenvolvendo um trabalho bem bacana com as crianças da ilha. Inclusive Miriam também estava na expedição com a Dra. Ângela, no dia da burra-leiteira... Você coleciona Selos? Tenho alguns selos temáticos de Noronha. Abraços e Boa Viagem! Sérgio, esqueci de apontar o sargento na foto do flickr é o que está de roupa camuflada e com boné também camuflado, bem atrás do policial que está falando ao celular com uma tarja branca nos olhos. Abraços.
30/08/2011 – Márcio fiquei impressionado com sua atenção e ajuda! Super obrigado pelas dicas! Se você precisar de algum favor daqui de Sampa (um dia), não hesite em pedir, assim poderei retribuir... Tenho algum material filatélico sobre a ilha, mas falta envelope circulado para compor a coleção filatélica noronhense... Cartas circuladas cujos remetentes foram ilhéus são difíceis de encontrar... Daria tudo para ter vários desses envelopes, principalmente aqueles mais antigos, dos tempos de presídio político ou território federal. Envelopes circulados na época da II Guerra Mundial são meu sonho de consumo... (rs) Boa sorte em sua efetivação! Márcio, depois de ver tantas fotos suas sobre o “lixo” que vem da África pergunto: não há algo de bom vindo daquele continente para a ilha? Claro que eu entendo a questão ambiental deste caso; não me leve a mal, mas é que fiquei triste e senti falta de um adjetivo qualificativo para o meio ambiente em que vive as girafas... Também amo a África e já tive a oportunidade de fotografar duas vezes as girafas in-situ... Topas bolarmos algo de construtivo que una Noronha à África? (rs) Aliás, falando sério: você aceita encomenda? Se isso for possível, adoraria uma aquarela sua cujo título fosse algo do tipo: “Uma girafa em Noronha”... Novamente digo: super obrigado por sua contribuição. Abraços e inté.
30/08/2011 – Oi Sérgio, Eu vou te confessar uma coisa, o amor que vc tem pelas girafas eu tenho pela África, fui uma vez a Cabo Verde, como tripulante e me apaixonei. A flora e fauna nativa do arquipélago têm suas origens na África, tudo vindo pelas correntes marinhas. As correntes marinhas também trazem detritos que vão alimentar toda a cadeia marinha. O vento que sopra do Saara, no chamado corredor (rio) aéreo, deposita micro partículas que vai alimentar o bioma amazônico, na minha concepção a África é um dos úteros do planeta. Os ventos alíseos sopram do continente africano. Quanto a questão do lixo na África, é problema de todos nós, principalmente os usurpadores das riquezas africanas, que não são os africanos. Pra vc ter uma ideia da situação: o que aconteceu no Golfo do México (vazamento de petróleo) que a mídia noticiou até a exaustão, foi menos do que acontece diariamente na Nigéria, as pessoas estão sapateando sobre o petróleo derramado e ninguém nem aí pra Nigéria. Realmente dei muita ênfase à questão do lixo marinho, pois “minha casa” está sendo suja à distância e aí a gente perde um pouco a razão. Fui convidado por uma ONG, a “Global Garbage”, pra escrever um texto sobre o assunto do lixo, mas nunca tive coragem de enviar, vou te passar o texto. Quanto ao texto do lixo marinho atual, depois de mais uma de suas observações, vou dar uma modificada. É bom opinião de pessoas sensíveis sobre o tema. Podemos fazer muita coisa sobre esta conexão “Noronha-África”, eu faço pesquisa sobre o assunto e escrevo um livro que infelizmente avança com muita dificuldade. Adoro a ilha, principalmente no final do verão, isto é, nos meses de novembro e dezembro. A ilha está bastante seca, nua e muito sedutora pra mim. Eu adoro geologia e faço pesquisa, coleciono rochas. Quando ela está seca, eu posso observar melhor os afloramentos. Os finais de tarde, o barro, poeira vermelha, as árvores em estado de hibernação, todos os galhos secos e retorcidos, me transporta para um cenário africano. Abraços.
30/09/2011 – Olá Marcio! Tudo bom? Suas irmãs foram ótimas; arrumei duas amigas! O sargento também foi bem legal! Não me lembro se eu já te contei... Ele mesmo pediu a autorização para entrar no Francês, praticamente me botou no carro dele e fomos fotografar a planta... Foi ótimo; embora quase tenha morrido de subir aquelas pedras todas, sem contar que morri de medo de rolar a pedreira abaixo... rs Por hora vou lhe contar apenas um dia de sábado, 10/09/11... Foi uma experiência única. Adorei! Aconteceram tantas coisas naquela ilha... Depois te conto outras coisas... E os presentes que a Mary me deu então? Até teu sobrinho Matheus me deu uma girafinha de plástico que ele tirou de seus brinquedos antigos... A Mary me pintou uma girafa sobre madeira... Depois pintou numa camiseta e numa caixa... Por favor, passe para ela as fotos quando vc puder. Grande abraço e inté.
01/09/2011 – Expedição para fotografar a espécie arbusto-de-rocha (Combretum rupicola) que está localizada no Morro do Francês na ilha Fernando de Noronha.
Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha – ICMBio | Autorização de uso
de imagem Nº 01/09/2011
Finalidade (in 05/2002): Cultural e Científica | Objetivo do Projeto: Divulgar
a espécie Combretum rupicola
Assinado por Ricardo Araujo (ricardo.araujo@icmbio.gov.br), Chefe do Parque
Nacional | Fernando de Noronha, 01/09/2011
Participantes: Sargento Antonio Henrique Ribeiro, que foi bastante legal, e eu. Abrimos o portão na base do Morro do Francês (propriedade da Aeronáutica), subimos uma estrada de mão única até o ponto onde está a planta, no começo da trilha: a uns 100 metros de altura desde a estradinha, aproximadamente. A planta não é dificil de ser encontrada, entretanto fica em um lugar de difícil acesso, no topo de uma pedreira com muitas pedras soltas...
Equipamento fotográfico utilizado:
– Câmera fotográfica profissional Reflex Digital Nikon D90
– Câmera fotográfica profissional Reflex Analógica Yashica Dental-Eye II, com lente fixa e flash circular embutido na objetiva (que se obtém fotografias sem sombras). Utiliza bateria 2CR5, filme de 35 mm, acompanha maleta original dura, alça, visor de borracha, também fonte para se evitar as baterias. A famosa Dental-Eye da Yashica é uma Reflex para Macrofotografias – fotografias detalhadas de objetos de pequeno tamanho. Aliás, sempre foi muito usada por dentistas, oftalmólogos, clínicas de documentação de ortodontia, micro cirurgia, fotografias de perícia médica-odontológica etc. A primeira Dental-Eye surgiu com uma lente macro fixa de 55 mm, já com o flash integrado, logo se tornou líder no mercado de câmeras para profissionais da saúde, sobretudo aos dentistas. Em seguida surgiu a Dental-Eye II e depois a III, que passaram a vir com uma lente 100 mm.
Abaixo, na fotografia do lado esquerdo da tela, pode-se ver assinalado em vermelho que o exemplar está em cima das pedras. A fotografia do lado direito mostra eu me equilibrando sobre as pedras no local onde está a planta... Suei até! Foi complicado tanto para subir como para descer...
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Galhos viçosos do arbusto-de-rocha (Combretum rupicola); fotos by Sérgio Eduardo Sakall em 01/09/2011.
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Detalhe de um broto do arbusto-de-rocha (Combretum rupicola); fotos by Sérgio Eduardo Sakall em 01/09/2011. Nota: Você leitor, caso quiser ver mais fotos desta espécie ou precisar fotografias em alta resolução é só pedir que eu te mando; ok?!
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20/09/2011 – Lourdinha como vai? Lembra-se de que em maio deste ano, quando estive em sua sala, eu comentei que iria ao Arquipélago de Fernando de Noronha a fim de fotografar uma planta para uma doutora em Botânica? Pois então, já o fiz. Como sabemos é certo dizer que todos os anos é emitido um selo postal alusivo à flora de nossa Nação. A espécie é endêmica de nosso País, foi classificada pela primeira vez por um botânico britânico chamado Ridley (quando ele participou de uma expedição científica a Fernando de Noronha em 1887) e só existe no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, o qual por sua vez completará, em breve, 25 anos desde sua fundação: 1988-14/09/2013. A planta, cujo nome científico é Combretum rupicola, foi fotografada recentemente, em 01/09/2011, quando eu tive aoportunidade de visitar aquela ilha e consegui a autorização para a utilização da imagem do ICMBio, assinado por Ricardo Araujo – Chefe do ParqueNacional Marinho de Fernando de Noronha. Na autorização com finalidade cultural e científica consta que o objetivo do projeto é divulgar a espécie... O que achas? Beijos e inté.
20/09/2011 – Olá Sérgio, Que bom receber notícias suas e de seu maravilhoso trabalho. Vamos ver se na programação de 2012, alguma comporta a bela flor que você fotografou em Fernando de Noronha. Se sim, vamos conversar... Ilma, Temos alguma emissão de 2012 sobre flora? Vamos conversar? Abraços aos dois. Lourdinha.
21/09/2011 – Lourdinha, obrigado pela resposta... Só uma correção: Eu digitei errado o aniversário do parque... ele completará 25 anos desde sua fundação e não 15 anos como eu citei... Por isso, penso que seria oportuno uma emissão em 2013 e não em 2012... Assim o selo congregaria simultaneamente: 25 anos do parque, turismo na ilha Patrimônio da Humanidade e a rara planta... E a espécie é uma planta não uma flor; aliás que eu saiba ela não serve para nada e nem a sua flor é bonita... Mas ela faz sucesso entre os botânicos porque é rara e só existem dois pés no mundo e ambos estão naquela lha...
21/09/2011 – OK. Sérgio, Só podemos homenagear pessoas e instituições a partir do centenário. Agora a flor do parque e/ou demais elementos que os represente, podemos. Vamos avaliar sua proposta. Um abraço, Lourdinha.
Última atualização: 06/10/2011. |