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REPÚBLICA DE BOLÍVIA (1825)

ex-Alto Peru

Animal-símbolo: “Llama”, ou em português Lhama (Lama glama)
Ave Nacional: “Águila Arpía” (condor-andino) / Andean Condor (Vultur gryphus); que aparece no primeiro selo postal do país e no topo do Brasão de Armas. Esta espécie é considerada Ave Nacional de quatro países sul-americanos: Bolívia, Chile, Colômbia e Equador.

Abaixo, os três selos postais mostram o condor-andino. Selo com valor facial de 25c emitido em 1925 numa série de 8 valores alusivo ao Centenário da Independência, “Hacia el Mar”. Selo com valor facial de 5c emitido em 1928 numa série de selos regulares. Selo com valor facial de 5b que compreende uma série de 2 valores “América UPAEP 1995 – Preservación del Sistema Ecológico”, emitida em 21/11/1995.

Série “América UPAEP 2003 – Flora y Fauna Autoctona”, cujos selos mostram: 6,00Bs Quinua ou quinoa (Chenopodium quinoa, Wiild; planta que produz um grão indispensável à alimentação e à vida do homem no altiplano andino) e 7,00Bs Llama...

Flor Nacional: “Kantuta”? (Catua buxifolia) e “Patujú”, como a helicônia é conhecida localmente (Heliconia rostrata). Nota: Veja Suriname.
Lema: “LA UNIÓN ES LA FUERZA” (“A União é a Força”, em espanhol)

O selo postal “Bolivie” (WNS nº. UN207.07) foi emitido pela Organização das Nações Unidas (Post United Nations Geneva) em 3/05/2007 e compreende uma série de oito valores sobre “Coins and Flags”, ele mostra a Bandeira Nacional da República de Bolívia. O selo do lado esquerdo da tela é brasileiro e foi emitido em comemoração a visita do presidente boliviano ao Brasil, em 1943. Do lado direito, série em formato se-tenant de 2 valores “América UPAEP 2010 – Símbolos Patrios”, cujos selos mostram: Flor Nacional (Bs 5,00) e Ave Nacional (Bs 2,50). Pliegos: 100 piezas. Tamaño: 32 × 43 mm. Papel: Couche Engomado. Procedimiento: Offset. Casa impresora: Industrias Lara Bisch S.A.

Bolivia – Bolivien
Capital – La Paz (sede do governo e administrativa), Sucre (legal).
Religião – Cristianismo 96% (católicos 85%, protestantes 11%), outros 4% (1992).
Moeda (numismática) – boliviano / peso boliviano. Código internacional ISO 4217: BOB.

A geografia faz da Bolívia um país singular na América do Sul. Situada no centro do continente, não tem saída para o mar. Seu território é formado pelos frios altiplanos andinos, por vasta área de floresta Amazônica e pela pantanosa região do Chaco.

La Paz, com 3.636 metros de altitude, é a capital mais alta do mundo. O solo boliviano é rico em minérios, principalmente gás natural, e o cultivo da coca, que o governo tenta erradicar, é uma das principais atividades agrícolas.

Acusações de corrupção e de envolvimento de políticos com o tráfico de drogas têm sido correntes em um país cuja história é marcada pela prática de golpes militares...

Em 1945, a Bolívia emitiu uma série de 5 selos (Scott: C100/C104) em comemoração ao décimo aniversário do primeiro voo postal internacional entre La Paz e Tacna, no Peru, através da Panagra Airways, “Servicio Aereo – Primer Vuelo Postal Internacional 1935-1945”.

Do lado esquerdo da tela, série de cinco valores que mostram: “Llamas” (2cts), “Llamas” (4cts), “Llamas” (5cts), “Vicuna” (10 centavos) e “Vicuna” (20 centavos)... Algumas pessoas insistem em dizer que essas espécies são parentes da girafa, mas lhamas, vicuna, alpaca, são parentes dos camelos e dromedários, pois são gêneros de Camelídeos sul-americanos e não das girafas...

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História

Os quíchuas e os aimarás habitam o altiplano no século XIII, quando são dominados pelo Império Inca. Com a conquista espanhola, iniciada em 1530, os índios são escravizados para trabalhar nas minas de prata.

Em 1808, o Alto Peru, como a Bolívia era conhecida, é uma das primeiras colônias espanholas a se rebelar, conquistando a independência em 1825, sob liderança de Simón Bolívar e Antonio José de Sucre. Bolívar torna-se o primeiro presidente do novo país, chamado Bolívia em sua homenagem.

Na Guerra do Pacífico (1879-1884), o país perde para o Chile seu acesso ao oceano Pacífico. Em 1903, encerra o conflito com seringueiros brasileiros vendendo para o Brasil o atual estado do Acre.

A descoberta de petróleo no sopé dos Andes provoca a Guerra do Chaco (1932-1935), na qual a Bolívia perde o território para o Paraguai. Segue-se um período de governos militares. Em 1951, o civil Víctor Paz Estenssoro, eleito presidente, é impedido pelos militares de assumir.

Uma revolução popular liderada por ele em 1952 restabelece o poder civil, promove a reforma agrária e nacionaliza as minas, o que provoca boicote internacional ao estanho boliviano. Um golpe militar em 1964 leva o general René Barrientos ao poder e reverte parte das reformas.

A morte de Barrientos, em 1969, mergulha o país na instabilidade política. O general Alfredo Ovando Candía, que assume o poder pela força, é derrubado em 1970 pelo general Juan José Torres, que cai em 1971. O general Hugo Banzer Suárez assume o governo.

Uma tentativa frustrada de golpe contra Banzer, em novembro de 1974, leva-o a suspender as eleições por tempo indeterminado e a banir sindicatos e partidos políticos. Banzer renuncia em 1978, e abre-se novo período de golpes e contragolpes.

Em 1980, Hernán Siles Zuazo, de centro esquerda, é eleito presidente, mas impedido de assumir por um novo golpe liderado pelo general Luis García Meza. Acusado pelos EUA de envolvimento com o narcotráfico, García Meza é deposto em 1981.

Generais sucedem-se na Presidência até 1982, quando entregam o poder ao presidente eleito dois anos antes, Siles Zuazo. Ao decretar medidas de austeridade, Zuazo enfrenta oposição e greves.

As eleições de 1985 trazem de volta Paz Estenssoro, que enfrenta os sindicatos e manda prender seus dirigentes após uma greve geral contra um pacote econômico recessivo. O plano, imposto pelo FMI, derruba a inflação, que chegara a 24.000% anuais.

Nas eleições de 1989, nenhum candidato obtém maioria, e o Congresso elege presidente Jaime Paz Zamora, terceiro colocado no pleito direto. O novo governo mantém a política de austeridade e acelera as privatizações.

Em 1993, o ex-ditador García Meza e 14 de seus colaboradores são condenados por violação dos direitos humanos. Em junho de 1993, Gonzalo Sánchez de Lozada, autor do plano que derrubou a hiperinflação, é eleito presidente.

Desde o início do mandato de Lozada crescem os conflitos com camponeses em virtude da política de erradicação do cultivo da coca, cuja folha é usada para chá e medicamento. O hábito de mascá-la é enraizado nas populações andinas.

O primeiro semestre de 1996 é marcado por protestos da Central Operária Boliviana (COB) contra a política neoliberal de Lozada. Em março, a venda de uma ferrovia a uma companhia do Chile reacende o sentimento antichileno e provoca protestos e reação violenta da polícia.

Em setembro, Brasil e Bolívia acertam a construção de um gasoduto que transportará gás boliviano de Santa Cruz para Porto Alegre (RS). Em outubro, a Bolívia assina acordo com o Mercosul e torna-se membro associado a partir de janeiro de 1997, não se sujeitando à padronização das taxas de importação...
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Primeiras Emissões Filatélicas Bolivianas

O 1º selo postal foi criado em 1863, com a denominação “Chella” (abaixo, lado direito da tela), que no idioma quíchua significa “inaugurar ou estrear”. Circulou durante apenas 26 dias e foi retirado de circulação... não sei o motivo...

Chella

Para melhor visualização (acima, lado esquerdo), um selo emitido em 1967 (SG: 856/858) que comemora o Centenário do Selo Boliviano (1867-1967)... É interessante notar que a data mostrada é de 1867, entretanto o selo ilustrado é o “Chella” de 1863...

Aconteceu, porém, que por ter sido tirado de circulação, a emissão “Cóndores” (abaixo) é conhecida como os primeiros selos postais oficiais da Bolívia, emitidos em 1867 durante a presidência de D. Mariano Melgarejo.

Abaixo, dois exemplares do considerado como primeiro selo postal da Bolívia (Scott: 1, SG: 3a, Mi: 1), datado de 1867, com valor facial de 5 centavos (verde), o selo mostra o condor (ave nacional); o exemplar ampliado é o número 2a (Tipo C).

Portanto a emissão também em bloco de 1967 (SG: 856/858), comemora ambos o “Chella” (por causa das imagens) e o “Condor” (por causa das datas 1867-1967)...


FILATELIA

Quíchuas 30%, aimarás 25%, eurameríndios 15%, europeus ibéricos 15%, outros 15% (1996) compõem a população de nacionalidade boliviana. Os idiomas oficiais são: espanhol, aimará e quíchua – assim como no Peru.

► “Girafa” em diferentes línguas na Bolívia – jirafa (espanhol) – ? (aimará) – jirapha (quíchua)
► Girafas? em Zoológicos da Bolívia (1981)


Outras emissões:
1987 – Monte Potosi, fotografia de Jimenez Cordero.
1993 – AIDS
2000 – AIDS

Standard ISO: BO – Membro UPAEP – Adesão UPU: 01/04/1886

ECOBOL – Empresa de Correos de Bolivia
Departamento de Filatelia
Nivel Plaza – Palacio de Comunicaciones – La Paz – Bolivia
filatelia_cen@correosbolivia.com – www.correosbolivia.com

Localização do país – centro-oeste da América do Sul.
Características – planalto árido e salino com altitude média de 3.500 m (altiplano), situado entre dois braços na cordilheira dos Andes; lago Titicaca, vales e vertentes de montanhas (L); terras baixas na região amazônica (N) e na planície do Chaco (SE).

Divisão administrativa – 10 (número de estrelas que aparece no Brasão de Armas) departamentos. Cidades principais – La Paz, Santa Cruz, Alto, Cochabamba, Oruro.
Patrimônios da Humanidade – Cidade Mineradora de Potosí, Missões Jesuíticas de Chiquitos, Cidade Histórica de Sucre.

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Última atualização: 28/02/2011.
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