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MAPAS DO CONTINENTE AMERICANO

O ciclo das grandes navegações exigiu maior exatidão e ampliação das informações cartográficas. Ainda no século XV, em Sagres, Portugal, o infante D. Henrique – entre outros especialistas – reuniu geógrafos, astrônomos e cartógrafos de diferentes países, e no século seguinte Portugal já contava com grandes cartógrafos como Lopo Homem, André Homem, Diogo Ribeiro, Gaspar Viegas, Bartolomeu Velho e Fernão Vaz Dourado.

Mapas do século XVI foram condecorados, mas mostravam poucos detalhes geográficos por causa de métodos imprecisos de levantamento da superfície da terra à época. Os primeiros navegadores europeus, como Colombo, desenharam mapas como um registro de suas viagens de exploração. Entre 1492 e 1503, cartógrafos mapearam as Índias Ocidentais e partes da América Central. Cartógrafos acrescentavam desenhos em seus mapas como decoração, por exemplo, para ocultar as lacunas de seu conhecimento...

Dizem que orientar é pôr-se no rumo do Oriente, lugar onde nasce o Sol, igualmente nortear é ter o Norte como direção. Nas rosas-dos-ventos que decoram as cartas geográficas, a flor-de-lís aponta o Norte e a cruz o Leste – onde está Jerusalém, a Terra Santa, considerada o centro do mundo à época medieval...

Em função de sua posição estratégica, o Arquipélago de Fernando de Noronha foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo, registrada em cartas náuticas em 1500 (Juan de la Cosa) e em 1502 (Alberto Cantino).

Carta universal de Juan de la Cosa – 1º Mapa do Novo Mundo
Data: 1500 | Título: World Chart | Cartógrafo: Juan de la Cosa (1460-1510)
Local de exposição: Museu Naval (Náutico) de Madri – Espanha / Museo Naval de Madrid – España

Juan de la Cosa, proprietário da nau Santa Maria, com a qual se descobriu a América, participou da primeira viagem de Cristóvão Colombo rumo às Índias (1492-93); também da segunda (1493-96) quando realizou diversas cartas... Mais tarde ele explorou o setor oriental da costa americana junto a Alonso de Ojeda e Américo Vespúcio... Abaixo selo de Laos emitido em 1992... NT

Esse planisfério mundial foi realizado no porto de Santa María (Cádiz), em 1500. Pintado sobre couro de boi (pergaminho; 93 × 183 cm) é considerado o primeiro mapa cartográfico do Novo Mundo. A carta reúne todas as terras descobertas pelos portugueses, espanhois, entre outros, até então. O Novo Mundo aparece na parte superior (em verde) e o Velho Mundo na parte central e inferior. Dele existe uma cópia fac-símile na mapoteca do Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro, uma vez que é o primeiro mapa a representar cartograficamente o litoral do Brasil.

No detalhe do mapa aparece a ilha de Cuba, o Haiti entre outras do Caribe... À esquerda da Rosa dos Ventos, um pouco abaixo do Trópico de Câncer, podemos ver a costa brasileira... Na primeira representação cartográfica do Brasil aparece a costa Norte até as proximidades da Ponta do Mucuripe (Ceará), cujo traçado revela conhecimento que se prendem à viagem de Vicente Yañez Pinzón... Também há uma primeira identificação com características similares da ilha de Fernando de Noronha...

23/10/2000 (já encontrei FDC de 14/07) – Sello dedicado al V Centenario de la Carta de Juan de la Cosa, Museo Naval, Madrid. Esta HB de España nos muestra la reproduccion de la famosa Carta de Juan de la Cosa o del primer Mapamundi como también se le denomino...

Existem outros selos postais que mostram o mapa de Juan de la Cosa. Um deles foi emitido pelas Ilhas Virgens Britânicas, por exemplo; outro por Cuba em 1973 numa série de 4 valores: Mapas Históricos Ilha de Cuba... A Espanha já havia emitido um selo, em 30/10/1987, cuja estampa mostra Juan de la Cosa, marcando o V Centenário do Descobrimento (Edifil: 2922)... O Inteiro Postal da Espanha (abaixo) mostra a Carta de Juan de la Cosa, assim como sua efígie é estampada no selo com valor facial de 13 pesetas...

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Planisfério Português chamado de Cantino – “Quaresma”
Data: 1502 | Título: Cantino Planisphere | Cartógrafo: desconhecido
Local de exposição: Biblioteca Estense, em Modena – Itália

O “Mapa de Cantino” ou “Planisfério de Cantino” recebeu este nome devido ao italiano Alberto Cantino, que o obteve clandestinamente em Portugal (1502), enviando-o a seu empregador, Duque de Ferrara, Hércules I. Para a maioria dos estudiosos do período, essa é considerada a mais antiga carta náutica portuguesa conhecida, mostrando o resultado das viagens de Vasco da Gama à India, Colombo à América Central, Gaspar Corte-Real à Terra Nova e Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500 (na verdade, descoberto por Vicente Pinzón, em 1499)... Além da representação cartográfica do território brasileiro, no Mapa de Cantino observamos uma linha escura à esquerda, que é a linha de demarcação definida pelo Tratado de Tordesilhas (1494).

O mapa manuscrito oferece as imagens do Velho e Novo Mundos tais como os conheciam em outubro de 1502 os geógrafos de Portugal. Da América Central apenas se representam as Antilhas, com os erros de posição do mapa de Juan de la Cosa (1500). A América Meridional é um vasto continente que principia no litoral da Venezuela, perlustrado em 1499 por Alonso de Hojeda, e segue até a parte da Guiana por onde navegou Vicente Pinzón, prolongando-se ao sul por meio de uma linha convencional até às terras portuguesas de Santa Cruz.

Dois anos depois do mapa de la Cosa, já figurava no mapa de Cantino uma ilha com a singular designação religiosa “Quaresma” (ou “Anaresma”, em grafia errada), que alguns acreditam ser a ilha Fernando de Noronha pela posição muito aproximada da atual localização, distante do Equador 3º51’ para o sul e da costa brasileira cerca de 60 léguas náuticas da época; todavia ela está no planisfério em 9º sul e afastada 104 léguas da terra firme.

A presença da ilha prova que já sabiam dela antes de outubro de 1502, quando foi dada a última demão ao documento geográfico de Cantino... Talvez, seja a primeira aparição denominada da ilha na cartografia. Isto faz supor que o conhecimento da existência da ilha só poderia advir de expedições que por ela passaram em 1501 ou 1502, no período religioso da Quaresma que, em 1501, ocorreu desde 17 de fevereiro (Quarta-feira de Cinzas) até 28 de março (Domingo de Ramos) e em 1502 o período compreendeu entre 9 de fevereiro e 20 de março.

É fato que Fernão de Loronha monopolizou o comércio de pau-brasil desde que obteve o arrendamento da Terra de Santa Cruz em 1502 até 1505. Outra verdade é a doação da ilha de São João a Loroha em 16/01/1504, por D. Manuel... Trecho da carta de doação: “da nossa ilha de sam joahan que elle (Loronha) hora novamente achou e descobryo cinquenta leguas alla mar da nossa terra de santa cruz que lhe temos arendado”...

Para a ilha ser chamada de São João, muito provavelmente ela foi descoberta no Dia de São João: 24/06. Isso pode ter ocorrido no ano de 1500 por Gaspar de Lemos, por exemplo, quando regressava a Portugal para dar ao rei a nova do descobrimento do Brasil.

Supostamente descoberta e chamada de Quaresma por Fernão de Loronha em 20/03/1502, na expedição de 1501 a 1502 na qual veio Loronha e Vespúcio; nome substituído por São Lourenço em 10/08/1503 (Dia de São Lourenço), por Américo Vespúcio; e em janeiro de 1504 oficialmente por São João...

09/04/2000 – Selo UIT – Telecom Américas 2000 – 500 Anos do Descobrimento do Brasil. À direita no selo, a logomarca UIT Telecom Américas 2000, representa a tecnologia presente no Brasil após 500 anos de história. Valor facial: R$ 0,51 centavos. Artista: Luciana Hirata. Tiragem: 500.016 selos. Scott: 2737. RHM: C-2249. O selo de Ascenção também mostra o mapa de Cantino / Cantino Map – Ascension Island (Scott: 735).

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Planisfério de Cavério ou de Caveri (aparece a ilha mas não dá pra ler...)
Data: 1505 | Título: The Caverio World Chart / Caverio Map | Cartógrafo: Nicolo di Caverio
Local de exposição: Biblioteca Nacional de Paris / Bibliotheque Nationale (www.bnf.fr) – França

Esse planisfério é um mapa-múndi que representa o mundo conhecido pelos ocidentais no período de 1502-1504. Foi desenhado pelo cartógrafo genovês Nicolo di Caveri (também referido como Nicolaus de Cavério), em folhas de pergaminho, com medidas de 46 × 90 polegadas. A quantidade de designações portuguesas sugere que este mapa foi desenhado em Portugal, ou recorrendo em sua maior parte a fontes portuguesas. A presença de informações relativas à viagem de Américo Vespúcio e Ferdinando de Noronha (1503-4) indica como provável data de sua execução o período de 1504-1505. Este planisfério constitui-se na principal fonte do planisfério de Waldseemüller, publicado em 1507, bem como de outros mapas traçados durante as primeiras décadas do século XVI, como se percebe nas configurações inexatas da península da Flórida, do golfo do México e da península do Yucatán. A costa africana se descreve com grande precisão. Uma girafa (Regnvm Orbvene / reino...), um leão e um elefante caracterizam o interior do continente. As legendas colocadas junto a Calcuta e Cochin, Índia, descrevem o comércio com os portos do Índico. O Mar Vermelho se desenha de forma menos precisa que no de Cantino.

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Mapa de Martin Waldseemüller – 1º mapa do mundo com o nome América
Date: 1507 | Title: Universalis Cosmographia (World map) | Cartographer: Martin Waldseemüller
Local de exposição: Biblioteca do Congresso / Library of Congress, em Washington, D.C. – USA.

O cartógrafo alemão Martin Waldseemüller (c. 1470-1520-21) trouxe à luz, em 1507, o primeiro mapa em que figura o nome “América”. O texto que acompanha o mapa, e o globo terrestre, é o célebre “Cosmographiae introductio” que explica, entre outras coisas, a razão de ter dado o nome de América, tendo como apêndice uma tradução latina das quatro jornadas do navegador florentino Américo Vespúcio. O mapa consiste em doze seções (quatro na horizontal e três na vertical) impressas a partir de gravuras em madeira medindo 46 × 62 centímetros cada.

Selo da Alemanha (em canto inferior esquerdo da folha de selos) emitido em 12/04/2007, com valor facial de 220 centavos de euros, alusivo aos 500 Anos do Mapa do Mundo de Martin Waldseemüller (500 Jahre Weltkarte von Martin Waldseemüller). Artista: Werner Hans Schmidt. Michel: 2598.

Chamando “América” o novo continente, o cartógrafo e cosmógrafo alemão, além da homenagem a Américo Vespúcio, denominava igualmente o Brasil. Isto porque no seu longilíneo mapa das novas terras ele põe a América no espaço geográfico brasileiro, terras do rei de Portugal. Waldseemüller, em seu mapa pioneiro figura um espaço estreito e vertical, de meridianos limitados, derivado dos dados convencionais do Tratado de Tordesilhas (1494), espaço por ele conhecido através da fascinação que nele exercem as lições dos textos vespucianos. Daí a intuição genial que o conduz à criação do nome definitivo para o Novo Mundo, “América” a partir de 07/05/1507...

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O mapa-múndi Orbis typus universalis tabula (1512), do veneziano Jerônimo Marini, é o primeiro em que se registra o nome Brasil...???

Data: 1513 | Título: Mapa-Múndi | Cartógrafo: Piri Reis (Muhiddin Piri) – Istambul. Fac-símile (1966) colorido do original manuscrito em pergaminho (há também um fragmento do mapa). Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro. Fonte/Catálogo: Biblioteca Nacional Digital do Brasil (aparece a ilha mas não dá pra ler...)

Mapa “Terra Brasilis”, Lopo Homem – c. 1519

Planisfério de Jorge Reinel – “fernã de loronha”
Data: 1519 | Título: World (Planisphere). Kunstmann IV | Cartógrafo: Jorge Reinel (1518-1572)

Data: 1548? | Título: “Tierra nova” | Cartógrafo/Autor: Ptolomeu (fl. séc. II) – “Y. Fernã de Loreña”

Data: 1550 | Título: “Suma de Cosmographia” | Cartógrafo: Pedro de Medina

O bloco foi emitido em 24/04/2006, com valor facial de 2,39 €, “Personagens: V Centenário da Morte de Cristóvão Colombo” (PERSONAJES: V CENTENARIO DE LA MUERTE DE CRISTÓBAL COLÓN), cujo selo mostra o retrato do descobridor do Novo Mundo e a margem o mapa-múndi Summa de Cosmographia, de Pedro de Medina.

Parece que ao fundo está escrito Cristóbal Colón 1506-2006, impresso com um barniz de sobreimpresión unicamente visível a luz ultravioleta. Ambas as imagens pertencem a Biblioteca Nacional. La expedición se formó con la nao Santa María y las carabelas La Pinta y La Niña. Contó con los grandes marinos Vicente Yánez Pinzón, Martín Alonso Pinzón y Juan de la Cosa, quienes se hicieron a la mar el 03/08/1492 desde el puerto de Palos (Huelva). Tras una escala en Canarias y una dura travesía, avistaron tierra el 12/10 en Guanahaní (en el archipiélago de las Bahamas), que bautizaron con el nombre de San Salvador. Además de otras islas en el mismo archipiélago, descubrieron Juana (actual Cuba) y La Española. Ninguno de los expedicionarios fue consciente de la llegada a un Nuevo Mundo y creyeron haber arribado a las Indias confirmando la teoría de haber abierto una nueva ruta marítima por occidente. Colón realizó tres nuevos viajes: en el segundo (1493-1496) descubrió las Pequeñas Antillas, Puerto Rico y Jamaica, además de circunnavegar buena parte de Cuba; en el tercer viaje (1498-1500) descubrió la costa continental en la desembocadura del Orinoco y las islas de Trinidad y Cubagua; en el cuarto viaje (1502-1504) descubrió la costa de América Central a la altura de Panamá. Murió en Valladolid en 1506 sin saber que las tierras descubiertas formaban parte de un nuevo continente.

Pedro de Medina was the Royal Cosmographer of Spain in the 16th century. He published the first manual for compass navigation, Arte de Navagar in 1545, and his Suma de Cosmographia in 1550. The map on the souvenir sheet issued in 2006 by Spain is from the Suma. It has been described as quite detailed regarding the Atlantic coast of America, showing the mouths of the Mississippi, called Rio del Espiritu Santo, the St. Lawrence and the Amazon, as well as Labrador, Florida, Cuba, Panama and Brazil. The map has five “circles”, Circulo Artico, Tropico de Cancer, Linea Equinocial, Tropico de Capricorn, and Circulo Antartico. There are two vertical lines, the line of the Treaty of Tordesillas (1494), 1550 miles west of the Cape Verde Islands, near 39°53'W, and a line that appears to be marked with latitudes. South America is designated as Peru, and the first 2 letters of Africa are visible on that continent. Other details and not clear.

The souvenir sheet was issued to commemorate the 5th centenary of the death of Columbus in 1506. No likeness of Columbus was made during his lifetime. The portrait was made by Ambroise Tardieu (1788-1841) and published by Theodore de Bry in Histoire de l’Amerique, 1565. The map is preserved in the Biblioteca National in Madrid, and the portrait in the Galleria de Palazzo Rosso in Genoa. Afurther note: Pedro de Medina was commemorated with the naming of a mountain in Antarctica in his honor.

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Selo da Argentina emitido em comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, cuja imagem mostra o mapa de Sebastião Lopes, datado de 1558 (Scott: 2102).

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Bartholomeu Velho – 1561

07/06/1994 – Bloco 500 Anos da Assinatura do Tratado de Tordesilhas entre Espanha e Portugal (500th Anniv of the Treaty of Tordesillas defining Portuguese and Spainsh spheres of influence), com valor facial de R$ CFI – 1º Porte Internacional. Artista: Márcio Rocha. Picotagem: 12 × 11½. Tiragem: 300.000 blocos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado, fosforescente. Scott: 2483. Michel: 95. RHM: B-97 e C-1902 (selo destacado do bloco).

O bloco apresenta sobre um fundo em forma de pergaminho, a caravela, sobre a qual encontra-se a parte americana do mapa-múndi de Bartolomeu Velho, onde se vê em destaque a linha do Tratado de Tordesilhas e armas de Portugal e Espanha (Map of the Americas Bartholomeu Velho, 1561 and Treaty Boundaries). Reprodução do fac-símile da mapoteca do Ministério das Relações Exteriores, situada no Rio de Janeiro, no então estado da Guanabara.

O mapa não foi identificado no selo... mas esta é a parte sul-americana do mapa-múndi de Bartolomeu Velho, feito em Lisboa, em 1561. Encimado por uma legenda alusiva ao descobridor Colombo, o continente sul-americano, aqui chamado de Quarta Pars Orbis, está muito distendido no sentido Leste-Oeste, e a linha de Tordesilhas vai da foz do Rio Amazonas ao Rio da Prata. No Brasil, além da detalhada nomenclatura geográfica e da designação de todos os donatários de capitanias, Bartolomeu Velho assinala várias nações indígenas, como Tupinambás, Aimorés, Tamoios, Guaranis, e localiza no interior uma misteriosa lagoa, o Alagoado Eupana, de onde partem vários rios. Para o Amazonas corre o Paraa; em direção ao Sul vai o Paraguaja; do Oeste vem um rio não identificado que, antes de desaguar na Eupana, passa por outra curiosa lagoa. O São Francisco aparece ligado ao Parama, que por sua vez corre para o Paraguai, unindo assim as bacias do São Francisco e do Prata. Descoberto em 1897 por Jacopo Cavalucci, o original deste mapa encontra-se hoje no Museu Naval de La Spezia. O Barão do Rio Branco reproduziu a parte americana no livro Fronteiras entre o Brasil e a Guiana Francesa... Fonte: (www.novomilenio.inf.br/santos/mapasnm.htm).

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Os séculos XVI e XVII são considerados o apogeu da cartografia nos Países Baixos, especialmente nas cidades de Antuérpia e Amsterdã. Esse progresso deve-se a cartógrafos como Abraham Ortelius, Jodocus Hondius, Ptolemey e, sobretudo, a Gerardo Mercator (1512-1594), forma latinizada de Gerardus Mercator, em latim, nascido Gerhard ou Gerard de Kramer, foi um matemático, geógrafo, filósofo e cartógrafo, que já era considerado durante sua própria vida como Ptolomeu de seu tempo.

Projeção de Mercator: “Nova et Aucta Orbis Terrae Descriptio ad Usum Navigatium Emendate”, feita por Gerardo Mercator em 1569... Gerardus Mercator criou um novo sistema de projeções, aprimorando os que usavam longitudes e latitudes... A projeção que leva seu nome, própria para mapas náuticos, segundo a qual os meridianos são os ângulos retos aos paralelos de latitude... Nota: A Biblioteca Nacional tem dois mapas de Mercator: Mapa-múndi de 1538 e America meridionalis [1606]...

Selo da Bélgica emitido em 14/04/1962, com valor facial de três francos, cuja imagem mostra o cartógrafo Gerard Mercator (1512-1594)... NT Nota: Bophuthatswana.

Abraham Ortelius, Abraham Ortel (1527-1598) foi um cartógrafo e geógrafo flamengo, considerado o criador do primeiro Atlas moderno em 1570, o “Teatro do Mundo”, Theatrum orbis terrarum (Ortelius world map 1570), cuja primeira edição data de 20/05/1570 na Antuérpia (Bélgica), com 53 folhas cartográficas e 70 mapas gravados em cobre, o primeiro atlas nos moldes dos atuais... Contemporâneo e amigo de Mercator, o mapa de Ortelius foi muito popular e permaneceu na publicação em uma variedade de idiomas até 1612. No momento da sua publicação foi o livro mais caro já produzido. Entre 1570 e 1612 foi emitido em 31 edições em 7 idiomas. Esse mapa é baseado em oito mapas de Gastaldi e no mapa-múndi de Mercator. Segundo o Wiki, a única cópia remanescente desse grande mapa está na biblioteca da Universidade da Basileia (cf. Bernoulli, Ein Karteninkunabelnband, Basle, 1905, p. 5). Nota: Cartographer (www.orteliusmaps.com).

Data: 1595 | Título: Americae Sive Novi Orbis, Nova Descriptio | Cartógrafo: Abraham Ortelius – “Fernando de loronno”
Medidas: 36 × 50,5 cm. Nota: Consta no catálogo da exposição.

Data: 1570 | Título: Typus Orbis Terrarum | Cartógrafo: Abraham Ortelius – “Fernãde de Loronno”

Abaixo, bloco da Bélgica emitido em 2000, “Karel Charles V – 500 Jaar Ans” (Aniversário de 500 Anos de Carlos V / 500th anniversary of Charles V), cujo fundo mostra o mapa “Typvs Orbis Terrarvm”. Ao lado, pequena parte ampliada onde se localiza a ilha Fernando de Noronha. Carlos V ou Carlos de Habsburgo (1500-1558) nasceu em Ghent (Bélgica), foi Rei da Espanha como Carlos I e o último a ser coroado pelo Papa como Imperador do Sacro Império Romano... Ele conseguiu unificar um grande conjunto de territórios herdados pela Europa às terras vindas por herança paterna: os Países Baixos, o Franco Condado... Em seu reinado a região era parte das Dezessete Províncias dos Países Baixos, abrangendo a maior parte do que hoje é a Bélgica. As Dezessete Províncias correspondiam aproximadamente aos atuais Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo, norte da França (Nord-Pas-de-Calais) e a uma pequena parte do oeste da Alemanha. Ortelius nasceu em Antuérpia, que à época pertencia às Dezessete Províncias governadas pela dinastia dos Habsburg, atualmente Reino da Bélgica. Nota: O bloco foi emitido em emissão conjunta com a Espanha; FALTA o bloco espanhol.

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Data: 1574? | Título: Brasil Nuova Tavola | Cartógrafo/Autor: Ptolomeu (fl. séc. II) – “Fernando Lorona”
Publicador: [Appreffo Giordano Ziletti]

“Mapa Atlântico”, Luiz Teixeira (Luis Teixeira, 1564-1613) – 1600

04/03/1994 – Selo Sexto Centenário de Nascimento do Infante Dom Henrique (1394-1460), com valor facial de CR$ 635,00 o selo mostra sua efígie e parte de um mapa quinhentista de fundo... Artista: Luiz Duran / Carlos Leitão. Picotagem: 11½ × 12. Tiragem: 1.000.200 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado. Scott: 2463. Michel: 2570. RHM: C-1884. Nota: Com a mesma imagem, um selo de Portugal também foi emitido em comemoração aos 600 anos de nascimento do Infante Dom Henrique de Avis – a mais importante figura do início da era das descobertas portuguesas (conjunto de viagens e explorações marítimas realizadas entre 1415 e 1543), também conhecido na História como Infante de Sagres ou Navegador.

Edital: Nº 4/1994. Para compor o selo os artistas colocaram ao lado dreito o retrato do Infante Dom Henrique, que faz parte dos painéis atribuídos a Nuno Gonçalves, tendo ao fundo um detalhe do “Mapa Atlântico” de Luiz Teixeira, onde se vê o litoral africano e as Ilhas Atlânticas, zonas onde mais diretamente se fez sentir a ação de Dom Henrique.

Mapa da América Astral (c. 1600): Nessa carta elaborada em 1600 e assinada por Luís Teixeira, o continente americano é representado em toda a sua extenção desde a Groenlândia até o Estreito de Magalhães. O centro de interesse é a costa Atlântica, embora a costa banhada pelo Pacifico também apareça na América Meridional. No entanto a colonização era apenas litorânea, como demonstra a abundande nomenclatura que aparece designando os acidentes da orla marítima, contrastando com a ausência quase completa de informações precisas sobre o interior do continente. A carta inclui ainda a costa oriental da África e Europa. E o original, em pergaminho iluminado, mede 82 × 98 cm e se encontra na Biblioteca Nacional de Florença. Fonte: Download (www.socbrasileiradegeografia.com.br).

Um importante mapa do Brasil é atribuído a Teixeira, entitulado “Roteiro de todos os sinais, conhecimentos, fundos, baixos, alturas, e derrotas que há na costa do Brasil desde o Cabo de Santo Agostinho até ao estreito de Fernão de Magalhães” (1586), que mostra as capitanias...

Capitanias Hereditárias (1574): Em 1532, Dom João III dividiu o Brasil em capitanias, tentando incentivar o povoamento. A partir do litoral a terra foi repartida em faixas paralelas e irregulares, doadas aos mais ilustres fidalgos da côrte portuguesa. Em 1574, Luís Teixeira desenhava este mapa (hoje na Biblioteca da Ajuda em Portugal), em que aparecem as capitanias hereditárias com seus respectivos donatários (do norte ao sul): Rio Grande, Itamaracá, Pernambuco, Bahia, Ilhéus, Porto Seguro, Espírito Santo, paraíba do Sul e São Vicente. A Bahia, cosiderada capitania de Sua Majestade, era a sede do governo geral do Brasil. No mapa, a linha de Tordesilhas aparece deslocada dez graus para o oeste, mas é provável que o erro seja proposital, pois favorecia aos portuguêses, estendendo mais para o ocidente as fronteiras da colônia brasileira... Fonte: Download (www.socbrasileiradegeografia.com.br).

Nota: Em 05/08/1960 foi emitido o selo aéreo 5º Centenário da Morte do infante D. Henrique, O Navegador (1460-1960), com valor facial de Cr$ 6,50 cruzeiros, o selo mostra uma nau. Picotagem: 11½ × 11. Tiragem: 5.000.000 selos. Impressão: Talho Doce. Filigrana: (Q) Correio Estrela Brasil (5 mm). Yvert: 89. Scott: C102. Michel: 987. RHM: A-100.

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Data: 16--? | Título: Novissima et Accuratissima Totius Americae Descriptio | Autor: Johannes Van Heurs (1579-1639) – “I. de Fernando de Noronha...”

Data: 1605 | Título: Brasilia | Autor: Petrus Montanus (ca. 1560-1625) – “Fernando de Noronho”
Publicador: [Sumptibus Cornelii Nicolai & Judoci Hondii]

Autor: Frederik de Wit (F. de Wit)
Data: 1635 | Título: Novissima et accuratissima totius Americae descriptio – “I. Ferdinando Noronha”
Data: entre 1635 a 1657 | Título: Littora Brasiliae – “I. de Fernando de Noronho”
Data: 1660 | Título: Nova totius Americae descriptio – “I. de Fernando de Noronha...”

Autor: Nicolas Sanson
Data: 1656 | Título: Le Bresil, dont la Coste est possedée par les portugais et divisée en Quatorze Capitanieres – “I. de Fernando de Noronha”

Data: 1687 (pdf) | Título: L’America Meridionale | Autor: Guillaume Sanson

Data: entre 1666 e 1683 | Título: Paskaart van Brasil van Rio de los Amazones, tot Rio de la Plata | Autor: Pieter Goos – “Fernando lorona.”

Data: 1689 | Título: L’Amerique meridionale ou la Partie Meridionale des indes occidentales | Autor: Vincenzo Coronelli – “I. de Fernando de Noronha...”


Willem Blaeu – 1635

O holandês (Dutch) Willem Blaeu foi um cartógrafo e editor de atlas. Teve dois filhos, Joan Blaeu (Jan Blaeu) e Cornelius Blaeu (Cornelis Blaeu), que continuaram o negócio de seu pai relativo a edição e publicação de mapas. Nos Países Baixos, a família Blaeu reuniu alguns dos maiores nomes da época... Ao declínio da cartografia holandesa, acelerado pelo incêndio nas instalações da família Blaeu, seguiu-se a ascensão da cartografia francesa, em que sobressaem Guillaume Delisle e Jean-Baptiste Bourguignon d’Anville...

Autor: Willem Janszoon Blaeu (1571-1638)
Título da obra: “Nova totius terrarum orbis geographica ac hydrographica tabula” – Amsterdam, 1635
Outros nomes do autor: Guiljelmo Blaeuw / Guiljelmum Blaeuw / Gul. Janssonio / Excudebat G. Ianssonius / Guilielmus Jansonius Blaeu
Sculpsit: Ja. (Josua) van den Ende (ca. 1584-1634)
Publisher / Created / Published: Amstelodami / Amsterdami [1606]
Todo texto está em latim. / Text in Latin. Date / Anno: 1631
Dimension 41 × 54 cm / Medium: 1 map; col., mounted on linen; 30 × 45 cm
Scale: [ca. 1:95,000,000] (W 1800 – E 1800 / N 800 – S 800)
Described in: The mapping of the world, Rodney W. Shirley. London: Holland Press, 1983. No. 255, state 2.
Location / Fonte: National Library of Australia’s online catalogue (www.nla.gov.au)
Also available in an electronic version via the Internet at: (http:/­/­nla.gov.au/­nla.map-rm92-2)
Repository: Library of Congress Geography and Map Division Washington, D.C. USA

Publicado primeiramente em 1606, o mapa-mundi de Blaeu é dos primeiros exemplos de ornamentação e decoração durante a Idade de Ouro da Cartografia Holandesa. Este mapa tem um longa vida, e foi reimpresso várias vezes, em quatro estados, durante 50 anos. O mapa retangular com as linhas de latitude e longitude indicam que o autor usou uma projeção cilíndrica de Gerard Mercator, a qual foi introduzida em 1569. Incluido neste mapa está a informação geográfica que foi reduzida de um grande mapa publicado em 1605. Como é característica da projeção de Mercator, o tamanho e a forma das massas de terra nas regiões polares foram muito exagerados...... Not only were the blank areas of the map, particularly in the oceans, decorated with ships, sea monsters, and compass roses, the border panels cover a variety of topics...

Assinado por 'Guilj. Blaeuw' à direita, no topo do mapa. Um decorado cartucho à esquerda do mapa: America anno domini 1492.... Do lado esquerdo abaixo: Cum ob terrestrem sphaeram hoc in planium ... Impresso sobre o mapa: Amsterdami sub signo Solarii deaurati : Excudebat Gulielmus Blaeuw. Texto no verso: Descriptio Orbis Terrarum (no signature). Map [1] from: Appendix Theatri A. Ortelli et Atlantis G. Mercatoris : continens Tabulas Geographicas diversarum Orbis regionum. Secundus editas, cum descriptionibus. Amsterdami : Apud Guiljelmum Blaeuw, anno 1631. Prime meridian: Ferro. Library's copy has verso text obscured by linen backing.

Este mapa do mundo inclui muitas imagens decorativas nas margens. Incorpora vários erros de concepções clássicas da cartografia do século XVII, incluindo a costa noroeste da América (America Septentriolanis), terras do sul conhecidas como Terras Austrais Incógnitas (Magallanica – Terra Australis Incognita) cobrindo a maior parte do Hemisfério Sul, com a Nova Guiné como uma península e os continentes sem a devida proporção.

– O lado esquerdo da obra é adornada com representações iconográficas dos quatro elementos básicos da natureza, sendo os dois primeiros masculinos e os outros dois femininos: Fogo, Ar, Água e Terra (Quatuor Elementa: Ignis, Aer, Aqua, Terra). / The four basic elements – Fire, Air, Water, and Land – were illustrated on the left panel.

– O lado direito da obra é adornada com as quatro estações do ano (representando as quatro fases da vida: juventude, maturidade, infância e velhice) e os símbolos correspondentes do zoodíaco: Verão áries/touro/gêmeos, Primavera câncer/leão/virgem, Outono libra/escorpião/sagitário e Inverno capricórnio/aquário/peixes (Quatuor Anni Tempestates: Ver, Aestas, Autumnus, Hyems). / While the four seasons were depicted along the right side panel.

– No topo, a obra é adornada com representações iconográficas dos sete planetas, seus respectivos símbolos zodiacais e símbolos dos signos influenciados por eles: Lua/Câncer, Mercúrio/Gêmeos, Vênus/Libra/Touro, Sol/Leão, Marte/Áries/Escorpião, Júpiter/Sagitário/Peixes e Saturno/Capricórnio/Aquário (Septem Planetae: Luna, Mercurius, Venus, Sol, Mars, Jupiter, Saturnus). / Across the top the engraver placed allegorical representations of the Sun and Moon as well as the five known planets – Mercury, Venus, Mars, Jupiter, and Saturn.

– Abaixo, a obra é odornada com as sete maravilhas da Antiguidade, “Septem Mirabillamundi”: “Murus Baby Lonia” (Jardins Suspensos da Babilônia), “Coloss Us” (Colosso de Rodes), “Pyramides” (Pirâmides do Egito), “Mausoleum” (Mausoléu de Halicarnasso), “Diana Templum” (Templo de Diana ou Templo de Ártemis), “Jupiter Olympicus” (Júpiter ou Estátua de Zeus) e “Pharos” (Farol de Alexandria). / The seven wonders of the ancient world were displayed in the oval insets along the bottom margin: Gardens of Bablyon, Colossus of Rhodes, Pyramids of Egypt, Mausoleum at Halicarnassus, Temple of Diana, Statue of Zeus, Lighthouse of Pharos.

Na coleção há uma gravura da obra “Nova Totius Terrarum Orbis Geographica ac Hydrographica Tabula”, também de outra obra Americae nova tabula – 1638? (I. de Fernando de Loronho). Ambas foram adquiridas em 09/07/10, de Maristela Montesanti Calil Atallah, na Livraria Calil Antiquaria Ltda (www.livrariacalil.com.br), Rua Barão de Itapetininga, 88 – 9º andar, Cj. 917 – São Paulo (SP), Telefones: (11) 3255-0716 / 0075. O nome do autor aparece como Guiljelmo Blaeuu e a ilha sob o nome “I. d. Fernãdo de Lorenho”.

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Autor: C. Inselin
Título da obra: Mape-Monde Planisphere ou Carte Generale du Monde – 17--? (I. Ferdinandi de Noronha...)

Autor: Emanuel Bowen (Eman. Bowen.)
Título da obra: A new and accurate map of Brasil, divided into its Captainships – 17--? (I. de Fernando de Noronho)
Contém a Ilha de Santa Catarina – Part of Brasil: A Draught of the Island of St. Katharine on the Coast of Brasil in 27º 30’ South latitude

Autor: Johannes Baptista Homann (Johann Baptiste Homann)
Título da obra: Totius Americae Septentrionalis et Meridionalis, Novissima Repraesentatio – 17--? (I. de Fernando de Noronha...)
Título da obra: Americae, Mappa Generalis – 1746 (I. Fernandi de Noronha)

Autor: Pieter Van der Aa
Título da obra: Voyages par mer de Jean Staden faits à diverses fois en 1547 et par le Portugal et l’Espagne vers Rio de Janeiro et autres lieux – 17--? (I. de Fernando de Loronho)

Autor: Matthaeus Seutter
Título da obra: Novis orbis sive America Meridionalis et Septentrionalis – ca. 1720 (I. de Fernando de Noronha)
..., per sua Regna, Provincias et Insulas iuxta observationes et descriptiones...

Autor: Guillaume de Lisle (M. de L’Isle), 1º Géographe de S.M. 1720
Título da obra: Mappe-Monde – ca. 1725 (Fernand de Noronha)
Título da obra: Carte D’Amérique – 1763 (I. de Fernand de Noronha)
Título da obra: Mappa Totius Mundi – 1775 (I. de Fernand de Noronha)
Título da obra: Mappemonde à l’usage du Roy, Augmentée em 1755 des Nouvelles Découvertes; Guillaume de Lisle e Philippe Buache – ca. 1775 (Fernand de Noronha)

Autor: Philippe Buache, 1º Géographe du Roi et de L’Académie des Sciences
Título da obra: Carte de la partie de l’Ocean – 1737?
Vers l’equateru entre les Côtes d’Afrique et d’Amerique. Plan de L’Isle de Fernand de Noronha, 1734 par un Officier de la Compagne des Indes

Autor: George Moritz Lowitz
Título da obra: Planiglobii terrestris mapa universalis, Mappe-Monde – 1746 (I. Fernandi de Noronha)

Simão Antônio da Rosa Pinheiro – 1776

02/02/1976 – Bloco Centenário da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha (Centenary of Hydrographical and Navigational Directorate), com valor facial de Cr$ 0,70 centavos. Picotagem: 11½. Tiragem: 500.000. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado, fosforescente. Artista: B. Lancetta. Yvert: 36. Scott: 1426. Michel: 37. RHM: B-39 e C-924 (selo destacado do bloco).

Embora não identificado, o bloco foi ilustrado por uma Carta Náutica de Simão Antônio da Rosa Pinheiro, em 1776 (Pinheiros Nautical Map of 1776), que representa a América do Sul, parte da África, da Europa e da América do Norte, além de direções e rumos interligados por uma rede de rosas-dos-ventos, paralelos, meridianos, com os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Esse tipo de representação cartográfica foi muito utilizado em mapas portulanos, tipo de mapeamento que surgiu após o descobrimento da bússola e que possibilitou as Grandes Navegações e os Descobrimentos. Existe como um manuscrito no Museu da Marinha no Rio de Janeiro sob o título Carta Náutica do Atlântico... O original contém muito mais detalhes do que o bloco apresenta... Também aparece o Castelo Damina, na África, um posto estabelecido na costa da Guiné em 1482 pelos portugueses...

11/04/2000 – Série 500 Anos do Descobrimento do Brasil – Lubrapex 2000, ocorrida em Salvador (BA). Os 4 selos (quadra) com valor facial de R$ 0,31 cada, mostram índios e portugueses... Indígena acenando entre as plantas, Indígenas extraindo madeira e caravelas ao fundo, Portugueses entre as velas da embarcação, Indígenas em contato com o homem portugues. RHM: C-2250/C-2253. (não)

Notas: bloco: B-110 (Cabral)... personalizado...

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Última atualização: 13/06/2013.
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