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– Celta – Ifni – Ilhas Canárias – Melilla |
Celta (EA) e Mellila (EA)
zarafah (árabe) – jirafa (espanhol)
Condição: territórios da Espanha metropolitana – Autonomous City of Ceuta.
Habitante: ceutense e melilhês.
Situação: norte da África, norte do Marrocos.
Áreas: 19,5 km² (Ceuta); 12,5 km² (Melilla).
Limites: mar Mediterrâneo (N); Marrocos (L, S, O).
Características: penínsulas montanhosas encravadas no Marrocos.
Depois da independência do Marrocos (1956), Celta ou Ceuta passa a fazer parte da província espanhola de Cádiz e, Melilla, da província de Málaga.
1978: O Rei Hassan, do Marrocos, reivindica os territórios e compara a questão à de Gibraltar.
1981: A Espanha os reclama na ONU.
1985: Criadas duas assembleias locais com autoridade sobre alguns assuntos internos, mas sem poder legislativo; protestos contra a nova lei de registro dos estrangeiros; a Espanha garante total integração muçulmana.
1987: Crise após novos conflitos raciais; líderes muçulmanos levados presos para a Espanha.
1988: Projeto dos estatutos de autonomia dos territórios.
1991: Protesto muçulmano em Melilla contra a Guerra do Golfo e a presença militar norte-americana em bases espanholas.
1992: Greve geral em Ceuta contra concessão de autonomia limitada ao Legislativo territorial; o chanceler espanhol, Javier Solana Madariaga, discute, em Rabat, meios de impedir a imigração ilegal para seu país, via Marrocos, Ceuta e Melilla.
1993: Madri pede à Otan permissão para usar seu equipamento militar na defesa dos territórios; o Partido Popular de Melilla apresenta anteprojeto de maior autonomia, que a Espanha considera inconstitucional; Ceuta não recebe verbas por ser centro de lavagem de dinheiro de drogas...
Com autonomia reconhecida desde 1995, Ceuta e Melilla são territórios espanhóis do norte da África. Até a década de 50 faziam parte do Marrocos, que ainda reivindica a região.
A relação entre a população de origem espanhola e a minoria muçulmana, em geral constituída de imigrantes marroquinos, é conflituosa. A maior parte do território é ocupada por bases militares espanholas e a economia sustenta-se na atividade portuária.
Situada próxima ao estreito de Gibraltar, que separa a África da Europa, Ceuta enfrenta grandes problemas com a afluência de imigrante africanos interessados em entrar ilegalmente na Europa, além de integrar uma rota do tráfico de drogas.
História
Quando Marrocos se torna independente da França, em 1956, as regiões de Ceuta e Melilla, que integravam seu território, são anexadas pela Espanha. Em 1978, o rei Hassan, do Marrocos, reivindica a reintegração das áreas.
A partir de 1985 são instaladas no território assembleias locais para tratar de assuntos internos, mas sem poder legislativo, o que frustra a aspiração de autonomia da população. No mesmo ano entra em vigor uma rigorosa lei de registro de estrangeiros para conter a entrada de imigrantes ilegais.
Os muçulmanos protestam. A tensão diminui a partir de 1988 com a assinatura do acordo de cooperação econômica entre os governos espanhol e marroquino.
O governo espanhol finaliza, em 1994, o projeto que concede às assembleias locais a mesma autonomia dos conselhos municipais de outras regiões espanholas. Em fevereiro de 1995, a lei é aprovada pelo Senado espanhol.
O Rei Hassan ataca a decisão e reafirma a soberania do Marrocos sobre os territórios. A Espanha decide manter sua força militar em Ceuta e Melilla para enfrentar eventuais ataques externos. Em abril, simpatizantes do Marrocos assumem a autoria de duas explosões em Ceuta...
Ifni – Ífni
Capital: Sídi-Ífini.
Situação: Norte da África, banhado pelo Oceâno Atlântico, está localizado no
extremo sudoeste de Marrocos.
Tornou-se um enclave espanhol em 1912. Em 1958, transforma-se em uma província espanhola, utilizando o sistema monetário da Espanha. Selos foram emitidos sob administração espanhola entre 1941 a 1968.
Diego Garcia de Herrera (1430-1485) foi lorde das Ilhas Canárias (por ter casado com Inés Peraza de Las Casas, Senhora das Canárias) e se esbeleceu em Ifni, na costa da África, em 1476.
Ifni era uma fortificação, um centro de pesca, escravatura e comércio. O território foi perdido em 1524, reclamado em 1860, mas não foi recuperado até 1934. Em 1969, a região foi cedida ao Marrocos.
O selo (abaixo) foi emitido pelo Saara Espanhol em 1950 (Scott: C16) para marcar o Dia do Selo. Mostra o mapa da Saara Espanhol na costa da África e a figura de Diego Garcia segurando uma bandeira.
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Situação: Norte da África, ao lado de Marrocos e do Saara Ocidental.
Ilhas principais: Gran Canaria (capital Las Palmas), Tenerife (capital Santa
Cruz) e Lançarote.
Área: 266.000 Km². Com dunas de areia e crateras vulcânicas.
Habitante: canário, canarino...
Moeda: as Ilhas Canárias usaram o sistema monetário da Espanha, peseta – dividido
em centimos. A palavra peseta é diminutivo de peso. Tal sistema foi utilizado
também na Guiné Equatorial.
Nota: no dia 19/03/1534, nasceu em São Cristóvão da Laguna, em Tenerife, o Padre José de Anchieta.
O selo emitido em 1961 (Scott: 2244), mostra o mapa das Ilhas Canárias extraído da carta de Mateo Prunes ou Matteo Prunes (1553-1590), datada de 1563, ela foi publicada na Carta Náutica do Mediterrâneo. Matteo e seus irmãos, Joan e Battista, foram Catalan chart-makers entre 1532 a 1560.
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O cartão-postal, emitido por Aurora Photos S.L. (2000), mostra o Pico de Teide Volcano – Parque Nacional de Tenerife.
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Última atualização: 11/03/2011. |