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Parques e Reservas Nacionais de Moçambique

Neste país encontramos a subespécie de girafa-sul-africana!

Com a emergência do Ministério de Turismo, as áreas de conservação outrora administradas pela Direção Nacional de Florestas e Fauna Bravia do Ministério da Agricultura foram reorientadas à gestão da Direção Nacional das Áreas de Conservação do Ministério de Turismo, para um melhor reaproveitamento das potencialidades faunísticas e fins turísticos, desenvolver o ecoturismo e concretizar projetos de corredores turísticos entre a costa e o interior.

A riqueza da fauna moçambicana é grande e conta, praticamente, com todas as espécies de interesse turístico: elefantes, búfalos, hipopótamos, antílopes, felinos, crocodilos e mesmo rinocerontes, girafas, avestruzes, entre outros.

Nota: Na coleção há um aerograma emitido em 1985, pré-selado com valor facial de 4 meticais que mostra um elande e, em cachê, o mapa do país com a localização de 4 Parques Nacionais de Moçambique (do sul ao norte): Banhine, Bazaruto, Zinave e Gorongosa, comprovando que todos foram inaugurados antes do ano dessa emissão... Atrás do aerograma há um aviso curioso, o mesmo que aparece em inglês nos aerogramas do Malauí, por exemplo, “Atenção: se fôr incluido algum objecto no seu interior este aerograma será devolvido ao remetente”.

Atualmente, estão em exploração: 6 Parques Nacionais, 6 Reservas, 12 Coutadas e 9 Áreas de Regime de Vigilância Especial que protegem a fauna bravia de Moçambique. Com a seguinte extensão e localização geográfica por província:

RESERVA DE NIASSA

RESERVA DE GILI ou GILÉ

PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA

PARQUE NACIONAL DE ZINAVE

PARQUE NACIONAL DE BANHINE

PARQUE NACIONAL DO BAZARUTO

RESERVA DE ELEFANTES MAPUTO

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PARQUES NACIONAIS

Parque Nacional do Limpopo – PNL. Possui uma área de 10.000 km² e está localizado na Província de Gaza. Este parque faz fronteira com o Parque Nacional Kruger, na África do Sul, e com o Parque Nacional de Gonarezhou, no Zimbábue... Formando assim, uma só reserva de 35.000 quilômetros quadrados, batizada de Parque Transfronteiriço Grande Limpopo (Great Limpopo Transfronteir Park).

No parque há uma pousada simples, pequena e confortável, chamada Pousada Covane. Gilberto Vicente é o administrador do parque (01/05). 29/08/08 (Edérito): Obtive informação de que no Parque Nacional de Limpopo há indícios de haver, com pouca frequência, girafas vindas do Kruger Park... Nota filatélica: Folhinha da WWF tributo ao Príncipe Bernhard.


Parque Nacional de Banhine – PNB. O Parque possui uma área de 7.000 km², está localizado na Província de Gaza (300 quilômetros ao norte de Maputo, aproximadamente). Aqui há girafas! Os panfletos publicitários do Parque de Banhine até mostram fotografias de girafas, mas talvez essas fotos foram tiradas no país vizinho, na África do Sul...

22/01/06 (Giorgio): Ainda não encontrei um panfleto do Parque de Banhine... O facto que nos panfletos utilizaram fotografias da Africa do Sul não é uma certeza, mas uma minha suposição baseada no facto que nunca soube directamente de presença de girafas na província de Gaza e andei mais de 4 anos naquela província... Elefantes, antilopes, hipopotámos, crocodrilos e mesmo leões sim, mas de girafas ninguém me falou...

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Parque Nacional de Zinave – PNZ. O Parque possui uma área de 5.000 km², está localizado na Província de Inhambane.

Parque Nacional Marinho do Bazaruto – PNB. O Parque possui uma área de 1.400 km², está localizado na Província de Inhambane. Acesso pela cidade de Vilanculos ou Aldeia de Vilankulo. O Arquipélago de Bazaruto é uma reserva natural, de rara beleza, situado à beira mar. Constituída por 5 ilhas: Ilha de Bazaruto, Santa Carolina, Ilha de Magaruque, Ilha de Benguera e Ilha Bangué.

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Parque Nacional da Gorongosa – PNG / Gorongosa National Park (www.gorongosa.net)
O Parque está localizado na Província de Sófala, perto da cidade da Beira e não muito distante da fronteira com o Zimbábue.

Breve História do Parque Nacional da Gorongosa

1920-1940 (origens) – Desde muito cedo a paisagem dramática e a rica fauna bravia da região da Gorongosa atraíram caçadores, exploradores e naturalistas. O ato oficial com vista a proteger este esplendor apareceu pela primeira vez em 1920, quando a Companhia de Moçambique ordenou que 1.000 km² fossem conservados como uma Reserva de Caça para os administradores da companhia e seus visitantes. A Companhia controlava toda a região central de Moçambique entre 1891 e 1940, tendo sido esta área concedida pelo Governo de Portugal. Pouco se conhece sobre os primeiros anos da Reserva, com exceção de que a partir de uma dada altura, um certo homem de nome José Ferreira começou a residir numa casa coberta de colmo no Chitengo incumbido de proteger a fauna bravia. Em 1935, José Henriques Coimbra foi designado administrador e Ferreira tornou-se o primeiro guia turístico. Naquele mesmo ano, a Companhia de Moçambique alargou o espaço da Reserva para uma área de 3.200 km² para proteger o habitat de inhalas (espécie de antílope) e rinocerontes-pretos, ambos troféus de caça muito apreciados.

Uma carta escrita por um oficial da Companhia de Moçambique em 1935 mostra claramente que nos primeiros anos, a Reserva era para um pequeno grupo de caçadores, e não propriamente um santuário de vida selvagem. “Uma visita à Beira será em breve feita pelo Cruzador Britânico CARLISLE, que consistirá em uma jornada de caça para os respectivos oficiais nas planícies abertas de Gorongosa,” assim escreveu o oficial para o administrador local. Recomenda-se que o Administrador tome as medidas necessárias de modo a garantir que os ilustres visitantes não encontrem os animais muito excitados ou dispersos, o que tornaria difícil o êxito da caçada. Em 1940, a Reserva já se tornara bastante famosa, uma nova administração e um campo turístico foram construídos nas planícies perto do rio Mussicadzi. Infelizmente este sítio teve que ser abandonado dois anos mais tarde, devido a grandes cheias na época das chuvas. Os leões tomaram conta das construções abandonadas e o lugar tornou-se num grande atrativo turístico por muitos anos, conhecido com o nome de Casa de Leões.

1941-1959 – Depois do término do contrato da Companhia de Moçambique, a gestão da Reserva passou para as mãos do governo colonial. Sr. Alfredo Rodrigues tomou os primeiros passos oficiais com o objetivo de banir as caçadas e de estabelecer um negócio turístico viável. Em 1951, começaram outras construções de uma nova administração e acomodações no Chitengo, incluindo um restaurante e um bar. No mesmo ano, o governo aumentou mais 12.000 km² da zona de proteção à volta da Reserva para mitigar os impactos da estrada da Beira para Rodésia, que passava por Chitengo. Até aos finais de 1950 mais de 6.000 turistas visitavam anualmente a Reserva e o governo colonial tinha atribuído a primeira concessão de turismo no Parque. Em 1955, a Divisão dos Serviços de Veterinária do governo colonial assumiu o controle sobre a gestão de toda a fauna e flora bravia em Moçambique, incluindo a Gorongosa. A Gorongosa foi nomeada Parque Nacional pelo governo português, em 1960.

1960-1980 (o apogeu) – Em 1960, após reconhecer que a reserva necessitava de mais proteção ecológica formal e mais instalações para a atividade turística crescente, o governo português declarou a reserva e mais 2.100 metros quadrados de terra (um total de 5.300 metros quadrados), um Parque Nacional. O novo Parque deu passos significativos de melhorias, arrancaram construções de estradas e outras de infra-estruturas. Entre os anos de 1963 e 1965, as instalações de Chitengo foram alargadas para acomodar pelo menos 100 turistas. Nos finais dos anos 60, Chitengo já tinha duas piscinas, um bar e um salão de festas, um restaurante com capacidade de servir entre 300-400 refeições por dia, uma estação de correios e uma estação de abastecimento de combustível, uma clínica para urgências, e uma loja para vender objetos artísticos locais. As receitas das licenças de caça e as taxas de caça em qualquer parte de Moçambique contribuíram para este progresso do Parque. No mesmo período, a pavimentação da estrada Beira-Rodésia e a construção da ponte sobre o rio Punguè, em Bué Maria, ajudou a duplicar o número de visitantes.

Igualmente nos finais dos anos 60, realizaram-se os primeiros estudos científicos básicos do Parque, conduzidos por Kenneth Tinley, um ecologista sul-africano. Na primeira contagem efetuada com meios aéreos, Tinley e sua equipe registaram cerca de 200 leões, 2.200 elefantes, 14.000 búfalos, 5.500 bois-cavalos, 3.000 zebras, 3.500 pivas, 2.000 impalas, 3.500 hipopótamos e manadas de centenas de elandes, pala-palas e gondongas. Tinley também descobriu que muitas pessoas e muita vida selvagem residente dentro e nos arredores do Parque Nacional dependem do rio Vunduzi, que nasce nas vertentes da montanha de Gorongosa. Porque a montanha estava fora das linhas fronteiriças do Parque, Tinley propôs a expansão das fronteiras, de maneira a incluir a montanha por ser o elemento chave do Grande Ecossistema da Gorongosa, com cerca de 8.200 km². Ele e outros cientistas e conservacionistas ficaram desapontados em 1966 quando o governo reduziu a área do Parque para 3.770 km². A razão oficial para a redução era porque os camponeses locais precisavam de mais terras para suas práticas agrícolas. Tinley viu a situação de outra maneira. Ao apontar para o desaparecimento de muita vida selvagem em várias zonas circunvizinhas, ele acreditou que a razão verdadeira da redução da área do Parque era para facilitar o trabalho dos caçadores locais. “A fome deles era de proteínas, e não de terras,” disse Tinley.

Simultaneamente, Moçambique estava no meio da guerra de libertação iniciada em 1964 pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo). Felizmente a guerra teve pouco impacto no Parque Nacional da Gorongosa até 1972, quando uma Companhia Portuguesa e membros da Organização Provincial de Voluntários se instalou no Parque para protegê-lo. Nessa altura não foram causados muitos danos, embora alguns soldados caçassem ilegalmente. Em 1972, enquanto a guerra estava ainda em curso, o Parque tinha cerca de 200 leões, 14.000 búfalos, 5.500 bois-cavalos, 3.500 hipopótamos, e mais de 2.000 elefantes. Em 1976, um ano depois de Moçambique estar independente de Portugal, contagens aéras do Parque e do delta do rio Zambeze indicavam aproximadamente 6.000 elefantes e cerca de 500 leões, provavelmente a maior concentração de leões em toda África. Em justo reconhecimento do progressivo desenvolvimento e reputação da fauna do Parque e da importância de conservar este bem em Moçambique, em 1981, o governo da Frelimo escolheu o Parque para acolher a Primeira Conferência Nacional sobre a Fauna Bravia.

14/06/1981 – Série de 6 valores emitida pela então República Popular de Moçambique: EXPO’81 – Exposição Internacional de Caça (World Hunting Exhibition), ocorrida na cidade de Plovdiv – Bulgária, com carimbo comemorativo de primeiro dia de circulação. Yvert: 802/807, BF: 9. O bloco, os 6 selos e o FDC mostram o logotipo da exposição.

2, MT – Abates controlados em Marromeu (helicóptero e búfalos)
5, MT – Caça tradicional em Cheringoma (mostrado no cartão-postal abaixo)
6, MT – Caça turística em Save (girafas na zona semi-árida do sul do Save)
7,5 MT – Treino de tiro em Gorongosa (caçadores com rifle, antílopes)
12,5 MT – Elefantes no Parque Nacional da Gorongosa
20, MT – Armadilha em Cabo Delgado

O cartão-postal e o selo mostram a caça tradicional, com caçadores de arco e flecha (de uma tribo comum que não existe mais) em Cheringoma, na Província de Sófala...

1981-1994 (a Guerra Civil) – A paz em Moçambique não foi duradora. A África do Sul começou a financiar e armar uma tropa de rebeldes para desestabilizar Moçambique. Em dezembro de 1981, pela primeira vez, o PNG sentiu a pesada fúria da guerra, quando os soldados da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo) atacaram o acampamento de Chitengo e raptaram muitos dos seus trabalhadores, incluindo dois cientistas estrangeiros. A partir de então, a violência dentro e nos arredores do Parque aumentou. Em 1983, o Parque foi encerrado e abandonado. Durante nove anos, o Parque Nacional foi palco de frequentes batalhas entre as forças opostas. A violenta batalha terrestre e os bombardeamentos aéreos destruíram todas as construções. Os grandes mamíferos do Parque sofreram terrível destruição. Os dois beligerantes dizimaram centenas de elefantes para retirar o marfim, que vendiam para obtenção de mais armas e outros equipamentos bélicos. Soldados famintos mataram milhares de zebras, bois-cavalos, búfalos e outros animais ungulados. Os leões e outros grandes predadores foram mortos em caçadas desportivas ou morreram por fome por causa do desaparecimento de suas presas.

Ao mesmo tempo, muitas pessoas residentes dentro e nos arredores do Parque foram mortas ou espancadas, especialmente pela Renamo, já nos últimos anos da guerra, quando grande parte do distrito de Gorongosa estava sob controle dos rebeldes. Muitos refugiaram-se dentro do Parque. Famintos de carne, caçavam ao bel prazer, contribuindo assim para aniquilamento da fauna bravia. A guerra civil terminou em 1992, mas a caça furtiva no Parque, principalmente por caçadores vindos da Beira, continuou por mais dois anos. Por essa altura, as enormes populações de mamíferos de grande porte, incluindo elefantes, hipopótamos, búfalos, zebras e leões, já tinham sido reduzidos em 90% ou mais. Felizmente, os espectaculares pássaros do Parque saíram relativamente ilesos.

1995-2003 (a recuperação) – O esforço preliminar para reconstruir a infra-estrutura do Parque Nacional da Gorongosa e restaurar a sua vida selvagem começou em 1994, quando o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) iniciou um plano de reabilitação – com a assistência da União Europeia e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Foram contratados 50 funcionários novos, a maior parte deles, ex-combatentes. Baldeu Chande e Roberto Zolho, ambos empregados do Parque antes da guerra, voltaram para assumir cargos de liderança. Chande era diretor do programa de emergência e Zolho era coordenador da fauna e flora bravias, assim como guarda. “Concluimos que todas as espécies que havia no Parque antes da guerra ainda existem”, afirmou Chande a um repórter em 1996. “Nenhuma se encontra extinta mas muitas estão representadas em muito menor número do que antes.” Num período de cinco anos, esta iniciativa do BAD reabriu cerca de 100 km de estradas e caminhos e formou guardas na luta contra a caça ilegal.

2004 ao presente (começar de novo) – Em 2004, o Governo de Moçambique e a Carr Foundation, com sede nos EUA, acordaram unir esforços no sentido de reconstruir a infra-estrutura do Parque, restaurar a sua fauna e flora bravias e estimular o desenvolvimento econômico, dando assim início a um novo e importante capítulo da história do Parque. Entre 2004 e 2007, a Carr Foundation investiu mais de dez milhões de dólares neste esforço. Durante este período, a equipe do projeto de restauração do Parque criou um Santuário de Fauna Bravia de 6.200 hectares e reintroduziu búfalos e bois-cavalos no ecossistema. Também foi nesta altura que se começou a restaurar o Acampamento de Chitengo.

Dado o sucesso deste projeto inicial de três anos, o Governo de Moçambique e a Carr Foundation anunciaram em 2008 a assinatura de um acordo para restaurar e co-gerir o Parque nos próximos 20 anos. A equipe dedicada de cientistas, engenheiros, gestores de negócio, peritos em economia e programadores de turismo que agora trabalha na restauração do PNG está confiante de que com trabalho árduo, com o desenvolvimento da população local e com os rendimentos provenientes do ecoturismo, esta zona espetacular irá reencontrar a glória que teve em tempos. Em julho de 2010, o Governo de Moçambique decidiu alterar os limites do Parque Nacional da Gorongosa e incorporar a Serra da Gorongosa (acima dos 700 metros) dando assim satisfação a uma velha aspiração que tinha sido apresentada nos anos 60 pelo então ecologista do PNG, Kenneth Tinley. Nesta data foi também estabelecida oficialmente uma zona tampão com cerca de 3.300 quilômetros quadrados.

CONTATOS:

27/03/12: Correcção de Informação sobre Parque Nacional da Gorongosa (Moçambique). Estimado Sérgio, Parabéns pela preocupação em divulgar tanta informação interessante. Agradeço a correcção nesta página... da seguinte informação respeitante ao Parque Nacional da Gorongosa: “Como é uma reserva de caça, hoje, ainda pode se disparar tiro contra o leão...” Na Gorongosa existe proibição de caçar desde 1935 e em 1960 este estatuto foi reforçado através da transformação da Reserva de protecção da natureza e das espécies animais em Parque Nacional. Junto Decreto-Lei de criação do Parque. Com os melhores cumprimentos, Vasco Galante (vasco@gorongosa.net). Parque Nacional da Gorongosa, Director de Comunicação / Communications.

Gorongosa Flowers / Flores da Gorongosa (www.facebook.com/album.php?id=39150173728&aid=299013)
Gorongosa Landscape / Paisagens da Gorongosa (www.facebook.com/album.php?aid=36187&id=39150173728)
Gorongosa Wildlife / Fauna Bravia da Gorongosa (www.facebook.com/album.php?id=39150173728&aid=36184)
Gorongosa Birds / Aves da Gorongosa (www.facebook.com/album.php?id=39150173728&aid=301083)

28/03/12: Olá Vasco! É com muita satisfação que escrevo para alguém que está em Moçambique... Sou eu quem agradeço por suas palavras e cuidado. Muitíssimo obrigado por seu ato de preocupar-se, cujo efeito foi a correção da página em questão, claro. Agradeço também pelos links, nos quais pude contemplar toda beleza do PNG e te conhecer. Certa vez, há anos, um funcionário deste parque chamado Edérito escreveu para Girafamania, mas ele não comentou nada a respeito e acabei perdendo seu contato, infelizmente... Aliás, Vasco, por favor, peço receber mais notícias sobre o PNG, qualquer informe sobre girafas existentes, pois não encontrei no sítio, para Girafamania divulgar maiores informações... Vasco você disse sobre as datas de proibição de caça (1935 e 1960)... Entretanto eu tenho na coleção um selo postal e um cartão-postal emitido em 1981, pelos Correios de Moçambique, sobre o treino de tiro em Gorongosa (imagens em anexo)... O que devo pensar em relação a isto? Será que foi um equívoco do correio moçambicano publicar tal imagem de caça em Gorongosa? Ou será que em 1981 ocorreu algum treino de tiro em Gorongosa? De qualquer forma Vasco agradeço novamente por seu contato. Sempre digo que é por causa de atitudes assim como a sua, ou de pessoas como você, que Girafamania continua crescendo sempre, sempre... e agora com informações corretas sobre o Parque Nacional da Gorongosa. Abraços e aguardo outro contato.

28/03/12: Estimado Sérgio, Será um prazer manter o nosso diálogo e enviar mais informações sobre Moçambique e a Gorongosa. Em 1981, uns dias antes da guerra civil ter quase destruído o Parque houve uma reunião sobre Fauna Bravia e no Parque existia o centro de formação dos Fiscais e Guardas de Parque, com as consequentes carreira de tiro dos Fiscais e Guardas, mas de maneira nenhuma havia caça, só caça furtiva, que os Fiscais e Guardas tinham por missão combater. Complemento a informação anterior com a história das girafas da Gorongosa: não há memória histórica de haver girafas na Gorongosa mas nos anos 50, responsáveis do Kruger Park, da África do Sul, decidiram oferecer 4 girafas ao Parque da Gorongosa; segundo informação dos responsáveis do Parque daquela época, as girafas morreram ao fim de poucos dias, provavelmente por não se terem adaptado ao habitat ou porque existiam demasiados leões por aqui... Abraço.

29/03/12: Vasco obrigado por tantas informações a respeito do Parque, sobretudo por sua respectiva história e por ter me subscrito no newsletter do PNG (newsletter@gorongosa.net). Agradeço também sua gentileza na informação sobre girafas em Gorongosa e lamento não haver o animal que mais amo nessas terras...

11/04/12: assunto: Filme histórico da famosa Casa dos Leões do Parque Nacional da Gorongosa. Para: comunicadodeimprensa@gorongosa.net. Extracto de um documentário privado filmado nos anos 60 no Parque Nacional da Gorongosa e cedido pelo cinematógrafo Sul-Africano Don Guy a quem desde já agradecemos a amabilidade. Se não conseguir ver o filme em anexo também pode visualizá-lo no YouTube Gorongosa Channel.

Página Notícias e Acontecimentos: www.gorongosa.net/pt/news-event/051107_50_50_SABC/programa-de-tv-5050-dedicado--gorongosa
www.youtube.com/watch?v=taqWMlRvfXY&feature=plcp&context=C4e9bdddVDvjVQa1PpcFORuH6ld0kQHprNojknp8qFChWl3yhYUis=

23/09/12: O jornal Britânico “Sunday Times” publicou um interessante artigo sobre a Gorongosa escrito por Chris Haslam, que esteve durante algum tempo a visitar o Parque Nacional da Gorongosa. O título do artigo é “Big Ears Strikes Back” e de acordo com Chris Haslam: “O Parque Nacional da Gorongosa é a maior maravilha de Moçambique – África em miniatura, com um ecossistema que parece ser o protótipo divino.”

30/05/13 (comunicadodeimprensa@gorongosa.net) – Assunto: E.O. Wilson e a Protecção de um Local Importante da Biodiversidade em Moçambique. Se voar sobre o Grande Vale do Rift Africano desde o seu ponto mais a norte, na Etiópia, ao longo dos grandes parques nacionais do Quénia e da Tanzânia, e seguir para o sul até ao fim do vale, irá chegar ao Parque Nacional da Gorongosa, em pleno centro de Moçambique. Planaltos nos lados ocidental e oriental do Parque ladeiam um verdejante vale no centro. Impressionantes falésias calcárias, cavernas inexploradas, zonas húmidas, vastas pradarias, rios, lagos, e uma autêntica “manta de retalhos” de savana e da floresta contribuem para a incrível diversidade do Parque. O que torna este lugar verdadeiramente único, no entanto, é a Serra da Gorongosa – um imponente maciço com vista para o vale mais abaixo. A serra é coberta com uma exuberante floresta tropical que é o lar de algumas espécies que não podem ser encontradas noutros lugares da Terra. Há muito poucos lugares em África onde se podem ver leões, elefantes e antílopes numa savana quente e seca e em seguida, a poucos quilómetros de distância, ver-se envolvido numa fresca e húmida floresta tropical. O Lago Urema em pleno centro do Parque Nacional da Gorongosa.

Este é o contexto da primeira viagem do Professor E. O. Wilson a África. Enquanto biólogo, ele queria saber que espécies desconhecidas vivem neste Parque em grande parte ainda inexplorado. Com a ajuda do seu assistente de campo local, Tonga Torcida, ele organizou um BioBlitz com as crianças locais na Serra da Gorongosa para o ajudar a recolher todos os espécimes que podiam encontrar. A diversidade das pequenas criaturas da Serra da Gorongosa foi surpreendente e ele considerou a Gorongosa como sendo “... do ponto de vista ecológico, o parque mais diversificado do mundo.” O Professor Wilson decidiu dar o seu contributo quando tomou conhecimento do Projecto de Restauração da Gorongosa, em que uma organização sem fins lucrativos dos EUA, fez uma parceria com o governo Moçambicano para, através de uma colaboração de 20 anos, proteger e restaurar o Parque Nacional da Gorongosa. Esta parceria tem o duplo objectivo de salvar a biodiversidade da Gorongosa e também de ajudar as comunidades humanas que lá vivem a aumentar a sua qualidade de vida. Esta é uma história de esperança, determinação e perseverança contra enormes dificuldades, e onde ocasionalmente existem alguns revezes e adversidades. O Professor Wilson reconheceu que a Serra da Gorongosa é importante não só pelas suas espécies endémicas, mas também porque representa uma grande parte da origem da bacia hidrográfica do parque. A floresta húmida de montanha absorve a humidade durante a estação chuvosa e fornece a água para as vastas planícies aluviais da Gorongosa durante a estação seca. Sem uma intervenção de conservação, esta floresta sagrada poderia desaparecer para sempre e os rios que fornecem a água à fauna bravia no vale mais baixo iriam secar... Mas esta é uma história de esperança. Os heróis desta história são os homens e as mulheres de Moçambique que trabalham arduamente, levantando-se todas as manhãs para plantarem árvores na Serra da Gorongosa. Esta equipa, liderada por Pedro Muagura, planta muitos milhares de mudas nativas todos os anos para reconstruir lentamente a floresta que tem vindo a ser destruída. Outros heróis desta história são as muitas pessoas generosas que oferecem donativos anuais para plantar árvores na Serra da Gorongosa. Sem a sua ajuda, estes trabalhadores florestais locais não teriam emprego e um lugar muito especial da nossa Terra estaria perdido para sempre. Num artigo publicado na edição de Junho da revista da National Geographic, intitulado O Renascimento da Gorongosa, o Professor Wilson narra a sua primeira viagem à Gorongosa, e explica por que é que este lugar tão especial deve ser salvo. Desde aquela sua primeira visita, ele escreveu um livro sobre a Gorongosa (a ser lançado no próximo ano), organizou outras investigações biológicas com alguns dos melhores cientistas de todo o mundo, e desenvolveu alguns capítulos sobre a Gorongosa no seu novo livro de biologia digital, “A Vida na Terra”. Um novo Laboratório de Investigação Científica está a ser construído no Parque e terá o nome do Professor Wilson, numa justa homenagem à sua visão, liderança e apoio a esta causa.

20/10/2014: Olá Vasco! Olha só o que encontrei aqui, do outro lado do Atlântico! Cinco cartões-postais que retratam a fauna do Parque Nacional da Gorongosa: 1. Bois-cavalos e uma zebra; 2. Elefante, búfalo, zebras e macacos-cães; 3. Hipopótamos; 4. Leões comendo um búfalo; 5. Zebras. Todos foram impressos pela empresa Reprodução de Artes Gráficas Ltd., em Lourenço Marques. Além de querer de mostrar tais imagens, escrevo pata perguntar se você sabe de que ano eles datam... Penso que os cartões-postais são dos anos de 1980, talvez de 1981... O que você acha? Pena que não tem girafas em nenhum deles... (rs) Abraços, saudações e inté.

21/10/2014: Estimado Sérgio, Muito obrigado! Nós temos tido algumas ofertas de postais antigos da Gorongosa para o nosso centro interpretativo (também já comprámos alguns). Um dos nossos colegas cientistas, Joshua Daskin, encontrou alguns no Arquivo Histórico de Maputo... Os postais a preto e branco eram de 1956 e os coloridos de 1970. Como Lourenço Marques se tornou Maputo em Fevereiro de 1976, creio que estes postais deverão ser anteriores a esta data. Forte abraço, Vasco.

Arquivo Histórico de Maputo: http://eowilsonfoundation.org/gorongosa-field-notes-joshua-daskin-hunting-for-history/

22/10/2014: Olá Vasco! Muito obrigado por sua resposta e atenção. Não reparei neste fato: a data em que a cidade mudou de nome... Realmente os postais devem ser anteriores a 1976... Vasco permita-me uma sugestão: já que vocês possuem várias páginas específicas no Facebook sobre Flores, Paisagens, Fauna Bravia e Aves da Gorongosa, crie uma página temática sobre Colecionismo da Gorongosa... Assim poderá agregar as imagens que eu te enviei, mais aquelas que o cientista encontrou e as pessoas poderão enviar imagens de seus cartões postais ou qualquer outro objeto de coleção; objetos filatélicos, por exemplo... Aliás, tenho outro item na coleção: um aerograma emitido em 1985... O que achas? Abraços e inté.

22/10/2014: Muito obrigado pela sugestão. Um outro pormenor: sendo postais a preto e branco, provavelmente são da década de 60 ou mesmo 50. Nós temos uma página em que pedimos aos visitantes para partilharem as suas memórias e fotos convosco: (www.gorongosa.org/pt/take-action). Talvez possamos aproveitar esta página de submissão de texto e fotos e introduzir tema dos postais antigos: (www.gorongosa.org/pt/associe-se-e-apoie-nos/partilhe-sua-história). Abraço, Vasco.

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RESERVAS NACIONAIS

Reserva do Niassa

A Reserva possui uma área de 15.000 km², está localizada na Província de Niassa.

Reserva dos Elefantes ou Reserva de Maputo

A Reserva possui uma área de 700 km², está localizada na Província de Maputo (rumo à região sul da capital), na foz do rio com o mesmo nome. Famosa pelas manadas de elefantes e também pelos bandos migratórios de flamingos e pelicanos. A região protegida é rica em flora, por causa de seu solo fértil, com floresta fechada e vegetação costeira (Oceano Índico), incluindo gigantescas dunas. Podemos encontrar o gato serval, o cabrito cinzento, lebres, entre outros animais.

O Corredor Futi é uma região localizada entre a Reserva dos Elefantes, em Moçambique, e o Parque do Tembe, na Província de KwaZulu Natal (República da África do Sul). Os elefantes circulam livremente entre os dois parques, sobretudo na época de seca, vindos da África do Sul. Aliás, os elefantes diferenciam entre si porque os de Moçambique são mais escuros devido a terra preta da região. Dentro da Reserva há um lugar chamado Bela Vista, onde está a Pousada de Dona Mila – operadora de turismo. Muitos moradores da região não falam o português, apenas conga e zulu. Guia de Safari: Sérgio Veiga.

Reserva Nacional de Chimanimani, está localizada na Província de Manica.

Reserva do Gilé

A Reserva possui uma área de 2.100 km², está localizada na Província de Zambézia, a nordeste da cidade de Quelimane. É uma reserva de caça, com grande variedade de animais selvagens.

Reserva de Marromeu

A Reserva possui uma área de 1.500 km², está localizada na Província de Sofala, na foz do rio Zambeze, tem, sobretudo, importantes manadas de búfalos. Aqui ocorrem abates controlados...

Reserva de Pomene

A Reserva possui uma área de 200 km², está localizada na Província de Inhambane.
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COUTADAS NACIONAIS – terras onde a caça é proibida

Coutada – Localização – Área (km²)
Coutada nº 4 – Manica – 12.300
Coutada nº 5 – Sofala – 6.868
Coutada nº 6 – Sofala – 4.568
Coutada nº 7 – Manica – 5.408
Coutada nº 8 – Sofala – 310
Coutada nº 9 – Manica – 4.333
Coutada nº 10 – Sofala – 2.008
Coutada nº 11 – Sofala – 1.928
Coutada nº 12 – Sofala – 2.963
Coutada nº 13 – Manica – 5.683
Coutada nº 14 – Sofala – 1.353
Coutada nº 15 – Sofala – 2.000


Área de Conservação Chipandje Chetu

Localizada no distrito de Sanga, a 150 quilômetros ao norte de Lichinga, na Província de Niassa, está localizada a “reserva de caça” mais próximo de Lichinga – a área de conservação da vida selvagem Chipandje Chetu. Como está situada fora de uma das zonas da reserva dos búfalos do Niassa, reparte a vida selvagem com o parque.

A área constitui o habitat para elefantes, leões, leopardos, búfalos e uma variedade de antílopes inclusive o antílope de cor negra e o antílope africano (cefo). Tendo em conta os rios que atravessam os 6.000 km² de Chipandje Chetu, constitui um lugar ideal para observar as aves – especialmente as aquáticas.

Sendo Chipandje Chetu ainda um projeto recente, o campo Uzuzu, é bastante rudimentar, contudo suficiente se pretender conhecer a selva. É um acampamento que aloja essencialmente caçadores, mas um operador turístico iniciou safaris sazonais.

Deve-se combinar com antecedência a entrada em Chipandje Chetu e permanência em Uzuzu com a administração Provincial de florestas e fauna bravia de Lichinga.


Referências que comprovam girafas neste país:

Reserva de Niassa (S.R.N.) – www.niassa.com

Turismo em Moçambique (sítio oficial) – www.moztourism.gov.mz

África Autêntica nas Pegadas de Livingstone
(sítio de Turimo em Niassa) – www.niassatourism.com

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Última atualização: 23/10/2014.
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