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PARQUES E RESERVAS NACIONAIS DE ANGOLA

Neste país encontramos a subespécie girafa-sul-africana; outrora foi a verdadeira casa da girafa-angolana!

A República de Angola está em um planalto coberto por savanas. Apesar de rico em petróleo e diamantes, é um dos países mais pobres do mundo... Veja página sobre a História!

Localização do país – Costa ocidental da África, sudoeste do Continente Africano, ao sul da Linha do Equador. Seu território é limitado ao norte e a leste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, ao sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico.

Angola inclui também o enclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo, ao norte.

Características – Litoral retilíneo limitado por uma ilha de montanhas paralelas à costa; planalto com 1.000 metros de altitude (maior parte). Rios principais – Congo ou Zaire (4.667 km) e rio Kwanza.

Atualmente, os Parques e Reservas Nacionais, coutadas e áreas naturais seja com designação Integral, Parcial ou Regional, recebem grande atenção do Governo que, através de parcerias, tem recuperado essas zonas de proteção selvagem de Angola...

A caça furtiva e a guerra civil reduziram drasticamente a fauna abundante que um dia existiu... Como na maioria dos parques angolanos é incerta a população ou a quantidade de animais que sobreviveu a guerra... No Parque Nacional da Kissama, por exemplo, de 450 leões em 1950, restavam 5 em 1997, enquanto os elefantes tinham passado de 1.200 para 20.

Entretanto, graças ao projeto “Operação Arca de Noé” vários animais provenientes de outros países africanos repovoam o Parque da Kissama, inclusive girafas. Diga-se de passagem, girafas podem ser encontradas em 4 Províncias do país, pelas minhas pesquisas:

  1. Província do Bengo – no Parque da Kissama – principal área de proteção ambiental de Angola
  2. Província do Moxico – no Parque da Kameia
  3. Província do Namibe – na Reserva do Namibe e no Iona – maior parque de Angola
  4. Província do Cunene – no Parque da Mupa que, aliás, foi criado especialmente para proteger a girafa-angolana

Conhecendo um pouco do território para entender onde se localizam os parques e reservas... Como se fossem Estados, são 18 as Províncias de Angola (em ordem alfabética): Bengo, Benguela, Bié, Cabinda, Cunene, Huambo, Huíla, Kuando Kubango, Kwanza-Norte, Kwanza-Sul, Luanda, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Malange, Moxico, Namibe, Uíge e Zaire.

O sul de Angola até o paralelo 14 é, sensivelmente, a zona mais rica em fauna. Nele se encontram grandes mamíferos, entre eles, uma espécie única a palanca-preta ou palanca-gigante que só habita a região compreendida entre os rios Cuango e Luando, e está reduzida a algumas centenas de cabeças...

Abaixo, mapa do país com a divisão administrativa e os Parques Naturais e Zonas Protegidas de Angola em seguida de cada uma das 18 Províncias (organizadas de norte a sul):

1 – Cabinda
2 – Zaire
3 – Uíge
4 – Luanda
Parque Natural do Ilhéu dos Pássaros
5 – Bengo
Parque Nacional da Kissama
6 – Malange
Parque Nacional da Cangandala
Reserva Especial do Luando
7 – Lunda-Norte
8 – Lunda-Sul
9 – Kwanza-Norte
10 – Kwanza-Sul
11 – Benguela
Parque Regional da Chimalavera
Reserva Búfalo
12 – Huambo
13 – Bié
14 – Moxico
Parque Nacional da Kameia
15 – Namibe
Reserva Natural Regional do Namibe
Parque Nacional do Iona
16 – Huíla
Parque Nacional do Bicuar
17 – Cunene
Parque Nacional da Mupa
18 – Kuando Kubango
Reserva Parcial de Luiana
Reserva Parcial de Mavinga
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Parque Natural Integral do Ilhéu dos Pássaros

Foi estabelecido como Parque Natural Integral em 1973. Localizado a 8 km ao sul de Luanda, ocupa uma área de 1,7 km². Descrição: É uma pequena ilha que sofre inundações periódicas – por isso o tipo de vegetação predominante são os mangais ou manguezais, como se diz no Brasil. Os meses mais frios são julho e agosto com uma média de 20°C. Março é o mês mais quente com 27°C. Existem poucos mamíferos, mas há muitos tipos de aves migratórias, palmípedes e pernaltas.

A Província de Luanda tem como capital a cidade de mesmo nome, a qual também é a capital da Nação. Na cidade de Luanda, junto ao mar, há o solitário Cabo Ledo, também muitos mercados, sendo o “Roque Santeiro” o maior de Angola.

Para lá do rio, entra-se na região da Kissama, onde se situa o Parque Nacional da Kissama outrora reputado pelos animais que albergava, desde os de grande porte como elefantes, búfalos e leões, até aos pequenos roedores e aves.

Na Província do Bengo, cuja capital é a cidade de Caxito, encontramos ao lado do Parque da Kissama, quase que em uma extensão sul dele, uma pequena reserva chamada Reserva Especial do Mumbondo, também a Coutada do Ambriz e três Reservas Florestais: Kibaxi-Piri, Kibinda e Ambriz.

Parque Nacional da Kissama

Estabelecido como Reserva de Caça em 16/04/1938, elevado à condição de Parque Nacional em 11/04/1957, sendo um dos maiores do país. Localizado no noroeste de Angola, a 75 quilômetros ao sul de Luanda, na zona sul da Província do Bengo, como já foi dito. Ocupa uma área de 9.600 km² e constitui uma das fontes de riqueza da Província, por sua localização geográfica junto ao rio Kwanza e o Oceano Atlântico.

Limites Naturais: Limitado ao norte pelo rio Kwanza desde a cidade de Muxima até o mar. No sul pelo rio Longa desde a estrada Mumbondo-Capolo até o mar. A oeste pela linha da costa entre a foz do rio Kwanza e a foz do rio Longa (parece que cobre 120 km da costa do Oceano Atlântico). E, a leste, é limitado pela estrada que vai de Muxima, Demba Chio, Mumbondo e Capolo até ao rio Longa.

Descrição: A vegetação varia muito das margens do Kwanza para o interior do parque, com manguezais, floresta densa, mosaico floresta-savana, floresta aberta e mata tropical seca com cactos e imbondeiros (árvore na foto abaixo). O parque conta com um estabelecimento para visitantes junto ao rio Kwanza, uma pousada e vários bangalôs. Está prevista a criação de um establecimento de luxo orientado para a pesca desportiva, a praia, cruzeiros no Kwanza, etc.

Foi o único parque nacional em funcionamento durante muito tempo, pois os outros parques tinham sido desativados devido a Guerra Civil Angolana. O parque albergava, antes dos conflitos armados, abundante vida animal como elefantes e palanca-negra-gigante, por exemplo, mas após 25 anos de guerra civil a população animal foi vastamente eleminada... Além da variedade de aves, ultimamente, podem ser encontrados: manatim? ou manati-africano (Trichechus senegalensis), palanca-vermelha, e talapoim (Miopithecus talapoin). Nas praias da região o aparecimento da tartaruga-marinha continua frequente.

Imbondeiro – Kissama

A Fundação Kissama foi criada em 1996 por um grupo de angolanos e sul-africanos com o objetivo de reabilitar o Parque Nacional da Quiçama, assim como de outros parques nacionais e dos recursos naturais do país em geral. Em 2001, a Fundação inciou a “Operação Arca de Noé” para transportar animais, especialmente elefantes, de países vizinhos como África do Sul e Botsuana.

Além de elefantes, o parque foi repovoado com várias espécies de animais como gongo, zalongo, guelengue, entre outros como mostram duas notícias a seguir... A “Operação Arca de Noé” foi o maior transporte de animais desse tipo da história e tem feito o parque restaurar o seu estado natural de outrora...

10/09/2001 (EBONet): “Operação Arca de Noé” entra na segunda fase – Cinquenta espécies de animais, entre elandes, elefantes, girafas, zebras, gnus e avestruzes, já se encontram no Parque Nacional da Kissama, provenientes do Botsuana, no quadro da segunda fase do programa de repovoamento animal, denominado “Operação Arca de Noé”. Segundo o diretor do parque, Dr. Omar Karim da Silva, a continuidade de reabilitar e repovoar o parque assenta fundamentalmente no intuito de preservar a fauna selvagem, por um lado, e a defesa do ecossistema, por outro. O responsável da Fundação Kissama adiantou ainda que as espécies animais que nesta fase estão a constituir o repovoamento são oriundas da África do Sul e do Botsuana, pelo fato destes países terem excedentes de fauna que oferecem condições de rápida adaptabilidade ao solo angolano. O Parque Nacional da Kissama foi reaberto oficialmente no mês de setembro de 2000, e conta neste momento com aproximadamente cem espécies de animais estando prevista a chegada nos próximos tempos de mais uma vintena de animais, entre eles répteis.

20/09/2001 (EBONet): Mais animais para repovoar o Parque da Kissama – Quatro girafas, quinze avestruzes e algumas impalas oriundas do Botsuana e da África do Sul serão, no dia 23 deste mês, largados no Parque da Quissama, no âmbito da “Operação Arca de Noé”. Segundo uma nota de imprensa, o transporte dos animais está a cargo da Fundação Kissama e tem em vista o repovoamento animal desta reserva natural. O comunicado enaltece a colaboração prestada pelos especialistas da África do Sul, do Botsuana e de Angola nas “complexas fases” de captura e agrupamento dos animais para o seu transporte. O documento realça igualmente o apoio financeiro dos patrocinadores com destaque para a Humane Society e da Wild Fundation dos Estados Unidos da América. No início deste mês foram já desembarcados 16 elefantes, 12 zebras e o mesmo número de gnus em perfeitas condições de saúde e vitalidade.

Informação de 02/2009: A Fundação Kissama (www.kissama.org) é uma organização particular de gestão do parque com mesmo nome e conta com a parceria do Ministério do Ambiente e do Governo Provincial do Bengo.

Abaixo, cartão telefônico com 50 unidades de crédito, editado por Angola Telecom: “Parque Nacional da Quiçama – Um paraíso natural em África”. O cartão mostra girafas em pintura assinada, ainda a frase “Quiçama – Um mundo de sonhos” e o logotipo da Fundação Kissama Foundation – conservando a vida selvagem de Angola. Nota: parece que emitiu a série (4 Chip Sie 30 / 5 Chip Sie 33)...

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Província de Malange – “Terra da Palanca-negra-gigante”

► Parque Nacional da Cangandala

Estabelecido como Reserva Natural Integral em 1963, tornou-se Parque Nacional desde 1970. Localizado próximo da cidade de Culamagia, ocupa uma área de 630 km², sendo o menor parque de Angola. Descrição: Não existem grandes cursos de água e a vida gira em torno dos charcos e lagoas que se formam durante a estação das chuvas. A vegetação é composta por floresta aberta e savana seca. A descoberta em 1963 da palanca-negra, levou à criação desse parque. Atualmente, desconhece-se quantos exemplares ainda poderão existir...

► Reserva Especial do Luando

Normalmente chamada de Reserva Especial do Luando, foi proclamada Reserva Natural em 1938 e recebeu estatus de Reserva Especial em 1955. Tornou-se Reserva Natural e Integral desde 1957. Localizada entre os rios Luando, Kwanza e Luasso, ocupa uma área de 8.280 km². O limite sul da reserva está na divisa da Província de Malange com a Província do Bié, entre os rios Kwanza e Luando.

Descrição: Existem dois tipos de vegetação dominante: floresta aberta e savana com árvores e arbustos. Conhecida formalmente como paraíso das aves, originalmente a reserva foi criada para preservar a palanca-negra; mas parece que primeiramente foi estabelecida como Reserva de Caça... Mamíferos que podem ser encontrados: cobo, lechwe, puku e sitatonga.

Selo de Angola obliterado em “Malange” 20/09/1985 que mostra a palanca-negra em cativeiro.

Abaixo, o mesmo selo de Angola aposto sobre diferente cartão-postal que também obliterado em “Malanje” 20/11/1985 e mostra a palanca-negra-gigante em seu habitat natural.

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Província de Benguela – “Terra da Miscigenação”

Benguela é a província angolana onde há mais miscigenação no país, por isso comparada ao Brasil. Sua capital de mesmo nome está localizada a 692 km de Luanda. São famosas as praias da cidade de Benguela como a Praia Morena e a Baía Azul, por exemplo. Lobito (740 km de Luanda) é uma das cidades mais bonitas de Angola. Com a Praia da Restinga, o porto, largas avenidas, palacetes e jardins. Na época colonial era em Lobito que moravam os portugueses ricos, nas casas elegantes que ainda existem no Bairro de Restelo.

► Parque Nacional Regional da Chimalavera

Foi estabelecido como Reserva Especial da Chimalavera em 1971 e elevado à condição de Parque Nacional Regional em 1974. Localizado a 20 km de Benguela, ocupa uma área de 112 km². Descrição: Com uma altitude que vai dos 50 aos 265 metros, Chimalavera compreende uma planície elevada rodeada por montanhas. Dentro da reserva não existem rios nem lagos. O tipo de vegetação dominante é a estepe sublitorânea com algumas espécies de Acácias. Na sua fauna se destaca a cabra-de-leque; outros mamíferos uqe podem ser encontrados são o macaco-da-savana, o chacal e a zebra.

► Reserva Parcial do Búfalo

Foi estabelecida como Reserva Parcial em 1974. Localizada a cerca de 30 km de Benguela, ocupa uma área de 400 km². Descrição: Com uma altitude que vai dos 380 aos 1.210 metros, apresenta uma topografia bastante irregular, com afloramentos rochosos. São quatro os rios que atravessam a reserva: Catumbela, Cavaco, Bungue e Caimbambo.

Os principais tipos de vegetação são a floresta aberta, a savana com algumas árvores e arbustos, e a estepe com capim escasso e pequenos arbustos. O búfalo-negro é o mamífero mais abundante. Outros mamíferos que podem ser encontrados: babuíno, cudu, golungo, hipopótamo, javali-africano, palanca-vermelha, bambi (Sylvicapra grimmia), ainda cachorro-selvagem, chacal, hiena e leão.

Abaixo, selo de Angola obliterado em Benguela 28/03/1985 que mostra o olongo – como é chamado o grande-cudu naquelas terras.

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Província do Moxico – capital: Luena. Municípios (9): Alto Zambeze, Kamanongue, Léua, Luau, Luchazes, Lumbala Nguimbo, Lumege-Kameia e Lwakano. Essa Província abriga várias Reservas Florestais.

Parque Nacional da Kameia

Estabelecido como Reserva de Caça em 1935 e Game Reserve em 1938, foi elevado à condição de Parque Nacional em 1957. Localizado na Província do Moxico, ocupa uma área de 14.450 km², numa altitude de 1.100 metros acima do nível do mar. Limites Naturais: O parque é limitado ao norte pela estrada Cameia–Luacano, a leste pelo rio Zambeze, ao sul e sudoeste pelos rios Lumege e Luena e a oeste pela Ferrovia de Benguela, que o atravessa ao norte.

Descrição: Os rios Zambeze, Luena e Chifumage, além dos charcos formados pelas chuvas, alimentam o parque. Essa caracterítica natural não ocorre em outro lugar do país. Dois lagos, Cameia e Dilolo (o maior lago de Angola), ficam fora de suas fronteiras e ambos têm grande vegetação de pântano que são ricos para os pássaros aquáticos.

A estrela do parque é a girafa; embora após o início da guerra o número de espécies tenha sido drasticamente reduzida, os mamíferos mais abundantes que formalmente habitam o parque são: chango, gnu-azul, javali, lechwe, topi, ainda leão, guepardo e leopardo.


Província do Namibe – “Terra da Welwitschia mirabilis”

Toda Angola é de área bastante fértil, com exceção do Deserto do Namibe, um dos mais antigos do mundo, que começa ao sul de Benguela (já com influência climática do deserto) fazendo fronteira com a Namíbia e estende-se pela Reserva do Namibe até o Parque Nacional do Iona – os quais fazem divisa entre si e abrigam a planta Welwitschia mirabilis.

A Província do Namibe, no sul de Angola, é um dos pontos mais privilegiados do país em termos de diversidade paisagística, pois tem mar, savana e deserto com dunas que podem chegar a 300 metros de altura. A capital da província, cidade de mesmo nome (antigamente chamada de Moçamedes), oferece no mês de março a famosa Festa do Mar.

► Reserva Natural Regional do Namibe

Estabelecida em 1957 como Reserva Parcial por período limitado, é Reserva Regional desde 1960. Localizada no extremo sul do país, perto da cidade costeira de Namibe. Ocupa uma área de 4.450 km², mas em 1973 perdeu 290 km² para a cidade do Namibe. Limites Naturais: limitada ao norte pelos rios Bero e Cubal até ao Muol, a leste pelos rios Atchinque e Curoca. A oeste pela linha da costa entre a foz do rio Bero (na cidade de Namibe) e a foz do rio Curoca (Baía de Tombua, ao lado da cidade de mesmo nome).

Descrição: Ocupa uma área desértica com grandes dunas de areia, que termina em escarpas montanhosas. A temperatura média anual é de 20°C, mas a escassa pluviosidade (cerca de 50 mm anualmente) só permite a sobrevivência de plantas adaptadas ao deserto. Apesar do meio ser pouco propício à manutenção de fauna, podem ser encontrados: búfalo, cudu, elefante, girafa, gnu, hipopótamo, impala, lechwe, órix, palanca-negra, rinoceronte-negro, sitatonga, topi e zebra-da-montanha. No passado foi conhecido como a área de maior variedade de antílopes em Angola. Recebe visitantes desde 2002.

Parque Nacional do Iona

Estabelecido como Reserva de Caça em 02/10/1937, tornou-se Parque Nacional desde 26/12/1964. Localizado no sul de Angola, cerca de 200 km da cidade do Namibe, entre o Oceano Atlântico e os rios Cunene e Curoca. Ocupa uma área de 15.150 km². Limites Naturais: Limitado ao norte pelo rio Curoca, ao sul pelo rio Cunene (o qual faz fronteira com a Namíbia), a oeste pelos rios Cunene e Curoca e, a leste, pelo rio dos Elefantes.

Descrição: Considerado o maior parque do país, estende-se das dunas de areia junto ao mar, até às Montanhas Tchamalinde, a leste. O centro do parque é de planícies abertas. A pluviosidade média anual varia entre 100 mm a 500 mm, aumentando à medida que nos afastamos do mar. Existem trinta e uma fontes naturais dentro do parque. Há três tipos de vegetação: anharas, dunas com arbustos e planície de savana com pequenos arbustos.

O animal mais emblemático é a zebra-da-montanha, também foi a palanca-negra (hoje, praticamente extinta), mas outros mamíferos podem ser encontrados: cudu, dik-dik, elefante, girafa, órix, ainda chacal, leão, guepardo e hiena-manchada. A população desses animais é desconhecida e algumas espécies como o rinoceronte-negro, provavelmente foi extinta. O parque começou a receber visitantes em 2001, em viagens organizadas a partir da Namíbia.

Antes da Guerra Civil Angolana, Iona foi considerado um “paraíso animal, rico em safáris”. Muito conhecido também por sua flora única e suas formações rochosas. Porém, caçadores ilegais e a destruição da infraestrutura causaram considerável dano a esse parque...

Acima, máximo postal, o qual não tenho... Abaixo, FDC com cachê que mostra elefantes no “Iona National Park”. Ambas as peças filatélicas compreendem uma série emitida em 25/06/1991: “Ano Africano do Turismo”, como mostra o carimbo comemorativo.

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Província do Huíla – capital: Lubango. Municípios (13): Caconda, Caluquembe, Chiange, Chibia, Chicomba, Chipindo, Humpata, Jamba, Kuvango, Matala, Quilengues e Quipungo. Turismo: Grutas de Ondimba, Reserva Florestal do Guelengue e Dondo (parece que são duas espécies de antílopes) e o Parque Nacional do Bicuar.

Parque Nacional do Bicuar

Estabelecido como Reserva de Caça em 1938, possou a Parque Nacional desde 1964. Localizado na Província da Huíla, tem uma área de 7.900 km². Descrição: A temperatura sofre grandes variações entre o dia e a noite. A vegetação predominante é a savana com árvores e arbustos. Entre as Províncias da Huíla e do Cunene existe o Huíla Plateau que devido à grande precipitação, em certas alturas do ano existem cheias, nomeadamente na Zona da Mupa, onde existe um Parque para proteger a sua zona alagadiça...

O mamífero que caracteriza o parque é o búfalo-negro. Outros mamíferos que podem ser encontrados: chango, cobo, cobo-defassa, cudu, elande, gnu-azul, steenbuck, ainda leopardo e guepardo. Uma parte desse parque foi formalmente utilizado para o exercício de artilharia e, por causa disso, é incerto o quanto da vida selvagem desapareceu na região...


Província do Cunene – “Terra da Girafa-angolana”

Capital da Província: Ondjiva (1.424 km de Luanda). Municipios (6): Kahama, Kuroca Kuvelai, Kwanyama, Namakunde e Ombandja.

► Parque Nacional da Mupa

Estabelecido como Reserva de Caça em 1938, tornou-se Parque Nacional em 1964. Localizado ao norte na Província do Cunene, entre os rios Colui e Cunene, ocupa uma área de 6.600 km². Ambos os rios são perimetrais: o rio Colui forma as fronteiras norte e noroeste, já o rio Cunene demarca a borda oeste. Cidade mais próxima: Nampala.

Descrição: A paisagem é de colinas, com uma pluviosidade anual de 620 mm e temperatura média de 22°C. Há três tipos diferentes de vegetação: mosaico floresta-savana, floresta aberta e savana seca com arbustos. As espécies girafa e cahama prevalecem; mas parece que não estão disponíveis atividades, no momento, embora muitos angolanos residem dentro desse parque... A longa utilização por pastores nômades e também por sua extração mineral destruíram a vida dos pássaros. De acordo com um artigo:

“Apesar desse parque ter sido criado em 1964 para proteger a girafa-angolana, da subespécie Giraffa camelopardalis angolensis, acredita-se que por volta de 1974 já não existisse mais, pois nenhuma foi encontrada. Outros mamíferos que existiam: leão, leopardo, cachorro-selvagem e hiena-manchada”.

Máximo-postal de Angola obliterado em Luanda 12/10/1986 que mostra a hiena-manchada.

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Província de Kuando Kubango – “Terra da Conservação Transfronteiriça”

Capital da Província: Menongue (1.050 km de Luanda). Municípios (9): Cuangar, Dirico, Kalai, Kuito, Kuanavale, Mavinga, Nankova e Rivungo. Interesse: Montanha do Malova, Quedas de Maculungongo e Quedas do rio Kutato, todos em Cuchi. Nessa Província existem áreas demarcadas de grande relevância para coutadas – terras onde a caça é proibida (são 4 coutadas, listadas abaixo).

► Reserva Parcial de Luiana

Ocupa uma área de 8.400 km² e está localizada a 550 km ao sul de Menongue, “terras do fim do mundo”. Faz fronteira leste com a Zâmbia e ao sul com a Namíbia (marco das 3 fronteiras). Descrição: Contém planícies extensas e grandes pântanos, com uma altitude que vai dos 970 aos 1.024 metros. Os dois tipos de vegetação principais são a floresta aberta de árvores ricas em frutos secos e savana com algumas árvores, xanatos, dispersas.

► Reserva Parcial de Mavinga

Ocupa uma área de 5.950 km², localizada a 300 km ao sul de Menongue e, suas terras ao leste, também fazem fronteira com a Zâmbia. Descrição: Com uma altitude que vai dos 1.052 aos 1.228 metros a reserva estende-se por planíces de linhas suaves, cortadas pelos rios Kwando, Lombam, Cariei e Cueio. Os dois tipos de vegetação principais são a floresta aberta com algumas árvores dispersas de folha caduca e a savana seca, com capim e arbustos dispersos.

Luiana e Mavinga foram estabelecidas como Reservas Parciais em 1966. Além de uma diversidade de aves e répteis, alguns mamíferos que podem ser encontrados em ambas as Reservas: búfalo, chango, cobo, cudu, elefante, hipopótamo, impala, javali, lechwe, oribi, palanca?, puku, rinoceronte-negro, steenbok, texugo, topi, ainda cachorro-selvagem, guepardo, hiena, leão, leopardo. O avestruz é a ave mais abundante.

• Coutada Pública do Luiana criada em 1959 com uma extensão de 13.950 km²
• Coutada Pública de Longa-Mavinga ou Quirangozi-Mavinga criada em 1960 com uma extensão de 28.750 km²
• Coutada Pública do Luengue criada em 1959 com uma extensão de 16.700 km²
• Coutada Pública do Mukusso (Mucosso) criada em 1959 com uma extensão de 25.000 km²
• Parque Natural Regional do Cuelei com extensão de 4.500 km²

NOTA: Toda essa região de reservas e coutadas compreende a Área de Conservação Transfronteiriça Zambezi-Kavango...


Província de Kwanza-Sul – capital: Sumbe. Municípios (?): Amboim, Cassongue, Cela, Conda, Ebo, Libolo, Mussende, Porto Amboim, Quibala, Quilenda, Seles, Wako-Kungo etc. Interesse: Pinturas Rupestres no Quicombo...

Referências que comprovam girafas neste país:

Carlos Pinhão Fidalgo Pires (cfpires@clix.pt) – www.cpires.com/angola_parques.html
EBONet – www.ebonet.net
www.embaixadadeangola.org/cultura/turismo/set_tur.html
www.radnet.com.br/consuladodeangola/principalrcur.htm
www.ikuska.com/Africa/natura/parques/angola.htm

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Última atualização: 10/10/2011.
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