A região em que fica a Zâmbia recebe influência ocidental em meados do século XIX. É quando chegam missionários e exploradores britânicos como David Livingstone (quem descobriu as Cataratas Vitória, em 1855) e Cecil Rhodes.
Rhodes, obtém concessão para a exploração mineral em grandes extensões de terras, no território onde, em 1888, são fundadas as colônias britânicas da Rodésia do Norte (atual Zâmbia) e da Rodésia do Sul (Zimbábue).
A Rodésia do Norte é administrada pela Companhia Britânica da África do Sul até 1924, época em que passa ao domínio direto do Reino Unido. Colonos britânicos instalam-se no período anterior à II Guerra Mundial.
Em 1960, a minoria branca chega a aproximadamente 5% da população. Em 1953, as duas Rodésias fundem-se com a colônia britânica de Niassalândia (atual Malauí) e formam a Federação da Rodésia e de Niassa, sob tutela britânica.
Em 1963 a federação se dissolve. No ano seguinte, a antiga Rodésia do Norte torna-se independente com o nome de Zâmbia, sob a presidência de Kenneth Kaunda, da União Nacional da Independência (partido único).
Ele convence os colonos brancos a não emigrar, como ocorrera na maior parte das ex-colônias européias na África.
Em 1973, o país fecha as fronteiras com a Rodésia do Sul, em protesto contra o regime racista branco de Ian Smith. Em 1979, comandos rodesianos destroém em Lusaka o quartel-general do movimento guerrilheiro União Africana do Povo do Zimbábue (Zapu), que combate o governo branco rodesiano com o apoio do governo de Zâmbia.
Em 1982, medidas de austeridade econômica levam a uma greve geral contra Kaunda. A crise agrava-se com a queda internacional do preço do cobre.
Kaunda é reeleito várias vezes e fica na Presidência até 1991. Durante seu governo, em 1987, o país rompe com o FMI. O agravamento da crise econômica obriga Kaunda a fazer concessões políticas. As eleições de 1991 resultam na vitória do Movimento pela Democracia Multipartidária (MMD), cujo líder, Frederick Chiluba, se torna presidente.
O novo governo, porém, não consegue resolver a crise. Em 1993, Chiluba decreta estado de emergência (só revogado no final do ano) para conter uma campanha de desobediência civil dos partidários de Kaunda.
Um acordo com o FMI, em 1993, conduz a privatização de estatais e à redução da máquina pública, com aumento do desemprego e insatisfação popular. Em 1994, Chiluba troca dez de seus ministros, acusados de tráfico de drogas.
Em maio de 1996 apóia emenda constitucional determinando que só zambianos há mais de duas gerações podem concorrer à Presidência. A emenda, inserida para impedir a candidatura do ex-presidente Kaunda, filho de malauianos, leva dois ministros a renunciar. Apesar das manifestações contrárias, Chiluba não volta atrás. Em novembro de 1996 é eleito para mais um mandato de cinco anos.
Em agosto de 1997, policiais ferem a tiros o ex-presidente Kaunda, que discursava em um comício desafiando a proibição do governo. Em novembro, Chiluba sufoca uma tentativa de golpe de oficiais do Exército que haviam invadido a rádio estatal. Saldo: 30 golpistas presos e um morto...
Outras emissões:
NORTHERN RHODESIA
1925/29 – Rei George V
1938/52 – Rei George VI
1953 – Scott: 54/58. Cecil Rhodes and Elizabeth II. NT
1953 – Rainha Elizabeth II
ZAMBIA
1969 – Scott: 57/60. Mapas. JT
1973 – Scott: 99/104. David Livingstone (país
no qual ele morreu). JT
1975 – Scott: 149/152. Mapa da Namíbia. JT
1980 – São Francisco de Assis
1985 – Scott: 324/326. Mapas. JT
1996 – Scott: 650/653. Tumba de Livingstone
– nacional monumentos. JT
Última atualização: 17/06/2008. |