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SALVE OS MONUMENTOS HISTÓRICOS DA NÚBIA

Núbia é a região situada no vale do rio Nilo que atualmente é partilhada pelo Egito e Sudão. Na Antiguidade foi onde se desenvolveu o que se pensa ser a mais antiga civilização negra de África, que deu origem ao reino de Kush, o qual existiu entre o 3º milênio antes de Cristo e o século IV de nossa era...

Este reino foi então dominado pelo reino de Axum e aparentemente, os núbios formaram novos pequenos estados fora da região ocupada. Um deles, Makuria, tornou-se preponderante na região, assinando um pacto com o Egito islâmico para conservar a sua religião cristã (copta), que conservou até ao século XIV, quando foi finalmente submetida aos árabes dominantes.

No entanto, a parte sul conservou-se independente, como o reino de Sennar (atual Sudão), até ao século XIX, quando o Reino Unido ocupou a região. Com a independência dos atuais estados africanos, os núbios ficaram divididos entre o Egito e o Sudão.

Nesta região, na grande curva do Nilo, na parte sudanesa, encontram-se as ruínas das cidades de Napata, perto do monte Gebel Barkal, e Meroe que foram inscritos pela UNESCO, em 2003, na lista do Patrimônio Mundial.


As abundantes chuvas que inundam o planalto abissínio a cada ano, de maio a setembro, enchem as águas do Nilo. E uma enorme torrente dessa cheia, varre toda a sua passagem. As águas barrentas transportam por milhares de quilômetros o limo em suspensão...

Na época do antigo Egito, a enchente atingia Assuã, em meados de junho, e se espraiava pelo país até o começo de setembro. Daí, a cheia começava a decrescer, para terminar na primavera... Desde os tempos pré-históricos, os egípcios tiveram que controlar esse fluxo, que somente dominaram com a construção da alta barragem de Assuã.

Já em 1902, os ingleses puseram em prática uma grande barragem – reservatório, nas proximidades de Assuã; acrescida em 1912, e depois em 1934. Essa barragem acabou atingindo a capacidade de 5 milhões e trezentos mil metros cúbicos. A agricultura egípcia pode, então, utilizar a irrigação permanente. Mas a barragem de Assuã não fora concebida para reter as enchentes de verão que transbordavam nas comportas.

Era enchido em novembro, e as águas liberadas para o baixo Nilo, de fevereiro a agosto. Foi para armazenar a água das enchentes de verão que foi construída a segunda barragem de Assuã: a Alta Barragem, ou de Saad el Ali.

O projeto, apresentado em 1947, só foi aceito em 1954, após a Revolução de Nasser. Os Estados Unidos da América, depois de terem aquiescido, recusaram-se a contribuir para o financiamento da obra. Como reação, o Egito nacionalizou o Canal de Suez e recorreu à, então, União Soviética. Essa, concedeu empréstimos reembolsáveis em 12 anos, a 2,5%, e ofereceram seus técnicos, dando início aos trabalhos.

A segunda barragem de Assuã, está localizada a pouco mais de 6 quilômetros da primeira, com uma altura de 111 metros acima do leito do rio e 3.600 metros de extensão. Constitui um lago artificial, o Lago Nasser (Buheiret en Nasser) que, com seus aproximadamente 500 quilômetros de comprimento e seus 157 bilhões de metros cúbicos de capacidade, é, pelo volume, o segundo lago artificial do mundo!

Um canal de derivação, escavado na margem oriental do Nilo, promoverá a saída das águas para as terras a serem irrigadas, com uma usina hidroelétrica que proporcionará 2.500 milhões de K.W.H anuais.

Em 1960, a ameaça que pesava sobre os sítios arqueológicos núbios e sudaneses, que as águas da barragem iriam engolir em 1971, levou as autoridades egípcias a invitar às missões estrangeiras para participar de um amplo programa de salvamento dos monumentos da Núbia.

Uma ampla campanha organizada pela UNESCO foi necessária para unir um esforço comum de cooperação internacional para o salvamento desse patrimônio da humanidade. A frutuosa cooperação dos serviços egípcios e de numerosas missões estrangeiras teve início...

Experts internacionais fizeram cópias e fotografias de todos os monumentos, enquanto que expedições arqueológicas encarregavam-se no deslocamento de alguns deles, para os deixar a salvo das águas em outros lugares.

Outras escavações efetuadas nos sítios chamados a desaparecer, permitiram publicar novas e interessantes observações. O lago afogou todos os sítios antigos e apagou grande parte da Núbia dos mapas da África.

Alguns monumentos foram mudados de lugar: os dois grandes templos rupestres de Abu Simbel, remontados fora da água; o Templo de Buhen, foi reconstruído em Cartum (capital do Sudão), assim como os das fortalezas de Kumma e Semna.

Hoje, só alguns egiptólogos ainda se lembram dos 7 grandes fortes construídos de tijolos ao longo da estrada de Semna à Buhen, nas proximidades de Wadi Halfa, agora desintegrados sob 10 metros de água feitos limo...

Depois da campanha, em agradecimento, o Governo egípcio ofereceu uma parte dos achados e mesmo templos desmontados aos países que contribuíram com o sucesso da campanha:

Cartão-postal do Egito que mostra a Barragem de Assuã.

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Assuã – Assuan – Aswan

Assuã é uma cidade egípcia habitada pelos núbios – os negros descendentes do povo tantas vezes escravizado pelos faraós para exaltar sua glória. Há o mausoléu de Aga Khan, um líder islâmico paquistanês que se destacou nos anos 60.

Em 1960, a sete quilômetros ao sul da cidade, iniciou-se a ampliação da barragem de Assuã no Rio Nilo. O “se-tenant” (abaixo) com dois valores foi emitido em 1960 (Yvert: 472/473, SG: 630/631), com valor facial de 10m e 35m. Esta série marca a Colocação da Pedra de Fundação na Alta Barragem de Assuã... No selo podemos ler na inscrição bilíngue (árabe e inglês):

Aswan High Dam means: 2 million acres more of cultivable lands. A stable irrigation system. Better drainage & navigation. Protection against high floods. 10 billion K.W.H. per year. / As suas metas são as seguintes: 2 milhões de acres em terras cultivadas a mais; um sistema de irrigação estável; melhor escoamento da navegação; proteção contra as grandes enchentes; 10 bilhões de K.W.H. anuais.

Foi construída com tecnologia soviética, por um governante populista e militarizado chamado Gamal Abdul Nasser, e foi inaugurada em 1971. A grande represa forma um lago de 500 quilômetros de extensão no meio do deserto, inclusive, invadindo uma parte do Sudão. O Nilo forma um lago imenso, o Lago Nasser, que inunda 350 quilômetros do território egípcio e 150 quilômetros do vizinho Sudão.

JT

Um muro de 115 metros de altura por 3.600 de largura, erguido entre 1960 e 1971, é a mais recente das obras gigantescas, numa região acostumada a grandes feitos de engenharia, desde as pirâmides até o Canal de Suez. A contenção do grande rio trouxe energia elétrica para o país e fertilizou mais de 2 milhões de quilômetros quadrados a área cultivável do deserto.

Porém, se de um lado diminuiu a pobreza do Egito, de outro, soterrou uma incalculável quantidade de tesouros arqueológicos... Existe um monumento que foi construído para comemorar a inauguração da barragem, e os dois países homenageados no monumento – URSS (União Soviética) e RAU (República Árabe Unida) – ambos não existem mais.

O selo do lado esquerdo foi emitido em 1960 (Scott: 495, SG: 632), com valor facial de 10m, ele mostra o mapa da Estação Hidroelétrica da Barragem de Assuã. O selo do lado direito, emitido em 23/07/1992, mostra a Barragem de Assuã: “90th Anniv. of Construcation Aswan Dam”.

JT NT
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Abu Simbel – Abû Sunbul

Abu Simbel é um complexo arqueológico constituído por dois grandes templos escavados na rocha, situados no sul do Egito, no banco ocidental do rio Nilo, perto da fronteira com o Sudão, numa região denominada Núbia, a cerca de 300 quilômetros ao sul da cidade de Assuã.

Esse lugar da baixa Núbia é famoso por ter sido escolhido por Ramsés II para a construção desses dois impressionantes templos, na encosta da montanha que ladeia o Nilo:

  1. Um templo maior dedicado ao próprio Faraó Ramsés II e aos deuses Ra-Harakhty, Ptah e Amun (Amon-Rá).
  2. Um templo menor dedicado à deusa Háthor, personificada por Nefertari, a mais amada esposa de Ramsés II dentre as mais de 100 que Ramsés possuía.

Ambos os selos abaixo, com valor facial de 10 milésimos, foram emitidos pela então UAR e marcam a Campanha Internacional da UNESCO para a Preservação aos Monumentos da Núbia. O primeiro foi emitido em 1959 e mostra a fachada do Templo do Faraó Ramsés II, em Abu Simbel. Nota: Na coleção há seu respectivo máximo postal.

JT

O segundo selo (Yvert: 491) foi emitido na cidade de Alexandria em 14/11/1960 e mostra a fachada do Templo de Nefertari, em Abu Simbel. Nota: Na coleção há seu FDC e máximo postal.

JT

No entanto, este não é o seu local de construção original; devido à construção da barragem de Assuã e do consequente aumento caudal do rio Nilo, o complexo foi transladado do seu local original durante a década de 1960, com a ajuda da UNESCO, a fim de ser salvo de ficar submerso.

Os templos foram mandados construir pelo faraó Ramsés II em homenagem a si próprio e à sua esposa preferida Nefertari. O Grande templo de Abu Simbel é um dos mais bem conservados de todo o Egito.

Os templos foram mandados construir no século XIII antes de Cristo, durante a XIX Dinastia. A construção começou a cerca de 1284 antes de Cristo e terminou aproximadamente vinte anos mais tarde.

Ramsés II iniciou o seu reinado em 1290 antes de Cristo e reinou durante 66 anos, durante os quais mandou construir numerosos templos não só com o intuito de impressionar as nações vizinhas mostrando a grandiosidade do Egito e o poder do seu faraó, mas também recuperar o seu prestígio, perdido depois dos distúrbios religiosos e políticos durante o reinado de Akhenaton, da XVIII dinastia, quando Akhenaton tentou forçar a mudança do culto aos deuses egípcios (politeísmo) para o culto a um deus único Atón (monoteísmo).

Seis desses templos foram construídos na região da Núbia, que tinha sido adicionada recentemente ao território egípcio, e tinham como principal propósito estabelecer os direitos do Império sobre aquela região, e reforçar o estatuto da religião egípcia sobre ela.

Ramsés, em seu desejo de construir e perpetuar-se na pedra, saqueou pirâmides, retirou pavimentos e destruiu belos monumentos para obter material para suas obras. Quando o templo ficou concluído, Ramsés II levou sua esposa Nefertari para admirá-los mas, ela morreu pouco tempo depois...

Com o passar do tempo, os templos ficaram cobertos de areia o que provocou o seu esquecimento até que, em 1813, um orientalista suíço, Jean-Louis Burckhardt, descobriu o friso do topo do templo de Ramsés.

Burckhardt falou da sua descoberta ao explorador italiano Giovanni Belzoni que, embora deslocando-se para o Egito, foi incapaz de descobrir a entrada do templo. Belzoni regressou em 1817, conseguindo desta vez encontrar a entrada e levando com ele todos os tesouros que encontrou no templo que pudessem ser transportados...

Enfim, houve uma grande preocupação internacional quando foi decidido construir uma grande barragem o que inundaria o vale no qual se encontravam alguns tesouros da Antiguidade, entre eles os templos de Abu Simbel.

Em 1960 a UNESCO promoveu uma campanha internacional de doações por solicitação das autoridades do Egito e do Sudão com vista a promover a salvação dos monumentos da Núbia.

Foram feitas cópias e fotografias de todos os monumentos, foi acelerada a pesquisa arqueológica nos locais que iriam desaparecer e alguns monumentos foram transladados da sua localização original, como foi o caso de ambos os templos de Abu Simbel, que foram desmontados e reconstruídos entre 1963 e 1968.

Quando a barragem do Assuã foi concluída, em 1970, muitas aldeias Núbias ficaram submersas sob as águas do lago de retenção, ao qual foi dado o nome de Lago Nasser.

Por ser tão rico e cheio de detalhes, este templo foi salvo da inundação resultante da construção da barragem de Assuã, quando o Nilo foi represado, nos anos 60, por uma operação meticulosa e milionária internacional que levou-o pedaço por pedaço, pedra por pedra, para um lugar mais alto, num platô acima da área inundada – concluído depois de 4 anos, em 1964.

Esta operação teve um custo total de 40 milhões de dólares e consistiu na remoção de cada monumento, transferindo os monumentos para uma montanha artificial 61 metros acima da posição original, e cerca de 200 metros mais longe da margem do Nasser.

A foto (abaixo, lado esquerdo) mostra a entrada do Templo de Ramsés II, em Abu Simbel. Ao lado (clique para ampliar), detalhe de um selo francês...

O grande templo de Abu Simbel é considerado uma das mais grandiosas obras do faraó Ramsés II e, para muitos arqueólogos, é o maior e mais belo dos templos. O templo, escavado numa rocha lisa de arenito, foi construído com um detalhe admirável, porque qualquer erro grave causaria o afundamento da obra.

A sua fachada tem 33 metros de altura e 38 metros de largura, a sua entrada foi concebida como um pilone. A fachada é constituída por 4 estátuas com 20 metros de altura que representam o faraó Ramsés II sentado ostentando a coroa dupla da unificação entre o Alto e o Baixo Egito, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação.

A segunda dessas estátuas foi parcialmente destruída por um terremoto em 27 antes de Cristo, a cabeça e o tronco de Ramsés encontram-se próximo da entrada. Na porta do templo existe uma inscrição criptográfica do nome do faraó: Ser-Ma'at-Ra e no meio das pernas das grandes estátuas podem-se ver pequenas estátuas de familiares de Ramsés II:

Na base das estátuas centrais existe uma representação das divindades do Nilo, que simbolizam a unificação do Alto e do Baixo Egito. Na parte superior da fachada existe uma fileira de 22 estátuas de babuínos. Existem também outros relevos comemorativos, como um texto de 41 linhas que descreve as circunstâncias do casamento de Ramsés com a filha de Hattusili III, rei dos Hititas, casamento que selou a paz entre estes dois povos.

No lado direito da fachada encontra-se a capela setentrional, dedicada ao culto do Sol, que consiste num pequeno recinto a céu aberto com pedestrais com imagens de deuses e uma representação da barca solar com um sacrifício do faraó a Rá-Horajti. No lado esquerdo encontra-se a capela meriodinal que é uma capela escavada na rocha de 7,17 metros de comprimento por 4,40 de largura e 3,92 de altura em honra de Thot.

No interior existe uma câmara principal chamada “A grande sala dos pilares” ou “Grande sala hipóstila” que tem 18 metros de comprimento, 16 metros de largura e nove metros de altura cujo teto é sustentado por oito pilares representando o deus Osíris com algumas características de Ramsés II; as estátuas da esquerda ostentam a coroa do Alto Egito, enquanto as da direita ostentam a coroa Pschent (a coroa dupla que simboliza a unificação das duas terras).

O teto está decorado com pinturas que representam a deusa Nejbet e as paredes com cenas do cortejo dos príncipes, cenas de batalhas na Síria, Líbia e Núbia, junto a oferendas, da apresentação de prisioneiros a Ra-Harmajis e Ramsés II divinizado, da Batalha de Kadesh entre outras. A grande sala dos pilares está ligada a algumas outras salas mais pequenas e a um vestíbulo que leva à sala mais pequena do templo que vai até ao santuário.

As salas menores, denominadas câmaras laterais, são no total oito e estão dispostas cinco para a esquerda e três para a direita tendo como ponto de referência a entrada do templo. A sua decoração, variável, é tipicamente simples, tal como na câmara principal, embora algumas dessas câmaras contivessem tesouros. O vestíbulo ou segunda sala hipóstila tem 11 metros de comprimento e 7,58 metros de largura. Nesta sala existem quatro pilares quadrados e nas suas paredes estão representadas cenas do faraó na companhia dos deuses.

Do vestíbulo partem três portas que se dirigem à sala de oferendas que tem 3,30 metros de largura e está decorada com imagens de oferendas e adoração que por sua vez está ligada ao santuário. O santuário interno prolonga-se por 55 metros de profundidade e era o local mais sagrado do Grande Templo; por essa razão apenas o faraó lá podia entrar. Nessa sala existem quatro estátuas: uma do faraó Ramsés II e as de três deuses: Ra-Harakhte, Ptah e Amon-Rá.

Cada um destes deuses tinha as suas capitais, ao longo da história do Egito. Estes três deuses foram venerados como a representação de um único deus grandioso; desta forma, por um lado eram rivais e por outro eram todos o mesmo. O templo foi construído de modo a que, duas vezes por ano, a 21 de fevereiro (data do nascimento do faraó), e a 22 de outubro (data da sua coroação), à medida que o sol se levantasse, os seus raios iluminassem as grandes estátuas do santuário e a parede que descreve a alegada vitória dos egípcios sobre o Império Hitita na Batalha de Kadesh.

Embora este fato não seja verdadeiro, já que esta batalha terminou com um empate, Ramsés II autoproclamou-se vencedor relatando a sua vitória e exaltando a sua coragem e a intervenção de Amon-Rá em vários templos, incluindo no templo de Luxor...

Enquanto o Grande templo de Abu Simbel é um templo com estatuária excessiva e de tamanho exorbitante, o Templo de Nefertari parece ser baseado no templo funerário da rainha Hatchepsut (1520 a.C.). O templo é muito simples e construído em dimensões bastante inferiores às do templo de Ramsés. O pequeno templo de Abu Simbel, localizado 150 metros a norte do templo maior, foi construído em honra à sua esposa preferida, Nefertari, e é dedicado à deusa do amor e da beleza, Hathor.

A fachada do templo representa no total 6 estátuas, de 10 metros cada uma, todas com a perna esquerda mais à frente da direita em posição de marcha. Duas delas são de Nefertari (uma de cada lado da entrada) e cada uma dessas estátuas está ladeada por duas estátuas de Ramsés. A ordem dos colossos da esquerda para a direita é a seguinte:

  1. Ramsés II com a coroa do Alto Egipto e a barba postiça
  2. Nefertari com características da deusa Hathor, disco solar entre 2 altas plumas e cornos de vaca
  3. Ramsés II com a coroa branca do Alto Egipto e a barba postiça
  4. Ramsés II com a coroa dupla da união do alto e baixo Egipto e barba postiça
  5. Nefertari com características da deusa Hathor, disco solar entre 2 altas plumas e cornos de vaca
  6. Ramsés II com o nemes, a coroa atef e a barba postiça

Na fachada existem também pequenas imagens das crianças reais, representações dos príncipes entre as pernas do faraó, e das princesas entre as pernas da rainha. A porta de acesso ao templo está decorada com inscrições do nome do faraó, e representações do faraó a fazer oferendas às deusas Hathor e Isis.

Quando se entra no templo encontra-se uma sala quadrada com 11 metros de comprimento e 10,8 metros de largura com seis pilares colocados em duas filas, na frente dos quais está representada a cabeça da deusa Hathor e nos outros lados dos pilares tem figuras da casal real e de outros deuses.

Sobre a cabeça da deusa Hathor estão escritas histórias do faraó ou da rainha, separadas por fórmulas de adoração às deusas: Mut, Isis, Satis, Hathor, Anukis e Urethekau. Esta sala possui três portas que levam a uma câmara transversal estreita e esta, por sua vez, tem ligação com duas câmaras laterais inacabadas e com o santuário.

As câmaras laterais não têm decoração, pensando-se que deveriam servir como armazém de objetos utilizados em cerimônias religiosas. Já o santuário tem uma estátua da deusa Hathor saliente da rocha entre dois pilares de Osíris e nas paredes estão representadas cenas de oferendas...

O selo abaixo foi emitido em 1992, pelas Nações Unidas, também mostra a entrada do Grande Templo de Abu Simbel ou Templo de Ramsés (dedicado a Ramsés, associado a Amon-Rá, Ptah e Ré-Horakhti)... Localizado a 272 km ao sul de Aswan, construído há 3.500 anos atrás por Ramses II. Para salvá-lo de inundações, o templo foi cortado em 2.000 pedaços pesando aproximadamente 40.000 toneladas cada, removido a uma localidade 30 metros acima e reconstruído. Os templos de Ramses e Hathor são a prova da perfeita arquitetura do antigo Egito. Ra-Horakhty is a combined deity of Horus and Ra, and is usually depicted as a falcon-headed man wearing a sun disk on his head. By themselves, Re and Horus sometimes share similar iconography...

Nota: Há uma série de 3 valores emitida em 04/08/2005 pela ONU, cuja imagem mostra o mesmo monumento núbio, o Templo de Philae. United Nations Geneva (F.S. 0,20 Swiss Franc – Patrimoine Mondial), New York (23c – World Heritage) e Vienna (€ 0,25 euros – Welterbe). Templo de Philae: Fica na ilha de Agilka, para onde foi removido a fim de salvá-lo de uma enchente do Nilo. O Grande Templo de Isis é o maior e mais distinto dos templos, com uma composição balanceada de arcos e colunas. NT

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FILATELIA NÚBIA

Emissões de UAR

The publicity succeeded in arousing interest, and funds were raised to finance the project. This re-settlement took as much ingenuity as it did to build them thousands of years ago. The U.A.R. issued three stamps, two to publicise and the third to announce the successful re-settlement. 10M in 1959, 10M in 1960, and finally a 10M stamp inscribed '1971-1964'............

UAR 15/11/1961 – Selo com valor facial de 10 milésimos (azul), emitido na cidade do Cairo, “Help to Preserve Nubia's Temples”. Nota: Na coleção há também o respectivo FDC. SG: 676.

JT

UAR 1963 – Série de 3 valores, “Save Abu Simbel”, cujos selos mostram a inscrição PALESTINE: 5m (rainha), 10m (estátuas) e 35m (parte da entrada). UNESCO Campaign Palestine. SG: 130/132.

UAR 01/10/1963 – FDC com série de 3 valores (5m, 10m e 35m) emitida na cidade do Cairo com carimbo “Save Abu Simbel Temples”. The 5th issue from Egypt for the UNESCO Campaign in 1963 was was this set of three stamps... SG: 754/756.

UAR 24/10/1963 – FDC com série de 3 valores aéreos (80m, 115m e 140m), emitida na cidade do Cairo com carimbo “Save the Monuments of Nubia”. Airmail stamp depicting the Small Temple of Queen Nefertari at Abu Simbel e Airmail stamp depicting the Great Temple of Ramses II at Abu Simbel. SG: 761/762.

UAR 1964 – Bloco com valor facial de 50 milésimos, “Monuments of Nubia”. Michel: 8.
UAR 1965 – Bloco com valor facial de 50 milésimos, “20th Anniv. of U.N.” e a inscrição “Inter. Coop. in Saving Monuments of Nubia”.

UAR 1965 – Série de 3 valores, “Ano da Cooperação Internacional”, “Inter. Coop. in Saving Monuments of Nubia”, cujos selos mostram três monumentos do Templo de Abu-Simbel, também 3 logotipos diferentes: 5m (mãos, Ramses II), 10m (globo, the Great Hall of Pillars) e 35m (escrito Unesco; colossi of Ramses II). Yvert: 663/665. SG: 864/866.

UAR 1966 – Selo aéreo, “Saving Monuments of Nubia”, com valor facial de 80 milésimos.
UAR 1968 – Série de 2 valores (20m e 55m), “Monuments of Nubia – Philae”. Yvert: 726/727.
UAR 1970 – Série de 3 valores (55m, 55m e 10m) em se-tenant, “International Co-operation in Saving Philae Temples”.

UAR 1969 – Selo com valor facial de 55m que mostra pilares de Philae submersos. SG: 1033. (lado esquerdo da tela)

UAR 1970 – These stamps, issued se-tenant, are part of a set of 6 issued to commemorate the 25th Anniversary of the United Nations. They depict the pylons of the Temple of Philae and the UN emblem.. SG: 1073. (SG1076-7)

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Outros selos: Kyrgyzstan, Nefertiti...

Emissões da República Árabe do Egito

Selo emitido em 1971 com valor facial de 55m e emblema da UNESCO, mostra parte do Templo de Philae. SG: 1118. Selo emitido em 1973 com valor facial de 55m e emblema da UNESCO, com interessante desenho, mostra parte do Templo de Philae. SG: 1212. Selo emitido em 24/10/1975 com valor facial de 55m “UNESCO, Philae wall motif” (imagem não disponível).

Selo emitido em 1976 com valor facial de 55m que mostra a Rainha Ísis no Templo de Kalabsha... SG: 1300. Série de 3 valores emitida em 24/10/1977 “UNESCO Philae wall motif”, cujos selos em tamanhos diferentes mostram aspectos de Philae: 45m (não tenho a imagem), 55m ou 0,55 LE (Relief from Philae, Horus and the Goddess Taueret) e 140m (Pillar, Philae). Yvert: 1033/1035. Selo emitido em 24/10/1978 que mostra “Philae Temples, UNESCO”. SG: 1367.

1980 – Série de 4 valores iguais de 70m, em tira com vinheta central da Unesco sobre os 20 anos da campanha “20th Anniversary of the Campaign to Save of Nubian Monuments” (1960-1980). Parece que os selos mostram: the Qortasi monument, the Temple of Kalabsha, the Temple of Philae and Trajan's Kiosk, with a central label bearing the UN emblem issued se-tenant. SG: 1413/1416. Yvert: 1112/1115.

Selo emitido em 1995 (SG: 1967), depicting the statues of the innermost shrine in Ramses II's temple at Abu Simbel. The temple was precisely oriented so that on two days a year, in February and October, the first rays of the morning sun would shine down the entire length of the temple to illuminate the back of the shrine. Following the move to higher ground, it is believed that these events now take place a few days later than originally intended. On these occasions, the sun shines for 20 minutes on the holy seated statues of Ramses II, Amun-Ra (the sun god) and Ra-Horakhty (the god of the rising sun). Ptah – the statue on the far left – god of the underworld and darkness, remains in the dark...

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Sudão 1964? – Série de 3 valores, “Save the Monuments of Nubia”, cujos selos mostram afrescos nubios (Nubian Monuments): 15 mms (Frescoes Faras Church – Sudan), 30 mms (Frescoes Faras Church – Sudan) e 55 milésimos (Frescoes Faras Church – Sudan). Scott: 164/166. Duplicado.

Sudão 1961 – Bloco com 3 selos sem picotagem que mostram a mesma imagem em cores diferentes, “Saving Sudanese Nubia Antiquities”: 15 milésimos (light green), 55 milésimos (light blue) e 3 pt, piastras (deep pink). Com a inscrição: “The famous Sudanese King (689-663 B.C.) one of the Napatan Kings who ruled Egypt and the Sudan. He is buried at Nuri in the biggest pyramid in the Sudan.” Note: In the catalogue, the inscription is shown as King Ta'rhaqa... Yvert: B1. Scott: 138?

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Uma das fontes de pesquisa:

Monuments of Nubia-International Campaign to Save the Monuments of Nubia
http://whc.unesco.org/en/activities/172/

In 1954 the decision to build the Aswan High Dam was made. This dam would lead to the creation of a huge artificial lake covering the Upper Nile Valley from Aswan in Egypt to the Dal Cataract in Sudan – a culturally extremely rich area, which has been known as Nubia since antiquity.

In 1959 the Egyptian and the Sudanese Governments requested UNESCO to assist their countries in the protection and rescue of the endangered monuments and sites. In 1960, the Director-General of UNESCO launched an appeal to the Member States for an International Campaign to Save the Monuments of Nubia.

This appeal resulted in the excavation and recording of hundreds of sites, the recovery of thousands of objects, and the salvage and relocation of a number of important temples to higher ground, the most famous of them the temple complexes of Abu Simbel and Philae. The campaign ended on 10 March 1980 as a complete and spectacular success.

Within the International Campaign, UNESCO played the role of a coordinator and intermediary between the donor States and the Egyptian and Sudanese Governments and facilitated their efforts to save the cultural heritage of Nubia. As a control panel for these activities, the Executive Committee of the International Campaign was created in 1960 and a Trust Fund was established.

As a follow-up to the successful completion of the campaign, the International Campaign for the Establishment of the Nubia Museum in Aswan and the National Museum of Egyptian Civilization in Cairo was launched in 1982.

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Última atualização: 27/05/2014.
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EGITO PAÍSES DA ÁFRICA
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