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KOM OMBO

Palavra de origem grega, Kom Ombo é derivado do termo egípcio Nubt que significa “cidade do ouro”. Bem ao lado do Nilo, uma cidade localizada na província de Assuã.

O Templo de Kom Ombo, ou as ruínas do templo ali erguido por Tutmes III, o mais importante dos quatro faraós de mesmo nome, que compuseram a 18ª Dinastia, documentam a devoção dos antigos egípcios por Hórus.

No tempo de Tutmes (ou Tutmóses) III, entre 1504 - 1450 a.C., o Egito estende seus domínios até a Palestina, a Fenícia e a Síria. O templo de Kom Ombo, encontra-se no lado leste do Nilo, próximo as vilas da nova Núbia, onde os núbios, após a construção da usina de Assuã, tiveram que ir morar.

A região é tipicamente núbia, com suas casas coloridas, com os campos de plantação de cana-de-açúcar e de pés de laranja.

O templo de Kom Ombo pode ser visto à distância, pois foi construído em uma colina. Sua posição elevada oferece uma esplendida visão da moderna vila de Kom Ombo que fica em oposição à ilha de Mansuria.

O grande templo tem ruínas impressionantes, foi abandonado pelos religiosos, foi destruído pelas águas do Nilo, parte do terraço, na parte da frente, houve erosão, foi abandonado pelos fiéis, e as ruínas foram soterradas em parte pela areia do deserto.

Os copts que o habitaram, destruíram parte das relíquias ali existentes, antes do edifício ser usado também como quartel. Apesar da destruição pelo tempo, é difícil ficar indiferente à beleza do lugar.

A construção bem peculiar, apresenta dois vãos de entrada e um duplo santuário, e entre eles uma parede separando as duas seções. Este templo é dedicado a dois deuses, a seção norte é dedicada ao deus falcão Hórus e a seção sul ao deus crocodilo Sobek ou Sobeque.

Os dois deuses estão acompanhados por suas famílias: a esposa de Hórus, Tesentnefert (a deusa irmã) e seu filho Panebtawy (senhor das duas terras); Háthor companheira de Sobek e o filho Khonsu. As duas tríades combinam-se entre si numa complexa teologia.

“Símbolo da alma livre, o divino Falcão Hórus voa nas alturas, sobre tudo o que é material”. (Ptahhotep)

O resto do templo é relacionado a divindades do período ptolomaico. Na seção sul existem inscrições e desenhos com o tema do pai entrando no templo, seguido de espíritos trazendo os produtos da terra do Egito e a tríade de Sobek. Local também dos aposentos do rei.

Próximo existem escadas que levam ao terraço e ao santuário. No santuário existem inscrições mostrando a purificação do faraó, o rei. Também existem três colunas onde mostram figuras e lotus (representando o sul) e de papyrus (representando o norte), símbolos das duas terras, e o coração do faraó.

O teto é decorado com imagens astronômicas, as paredes com os lugares sagrados do Egito, os deuses das principais cidades e locais de festividades nacionais.

Existe também a sala de oferendas, onde está o deus leão e as oferendas eram colocadas uma vez ao ano. Na sala depois do santuário, existem estátuas de deuses e dos faraós construtores do templo.

Assim como duas imagens da deusa da noite, Nut. No corpo da primeira imagem existem círculos solares e do segundo as diferentes fases da lua, enquanto a barca da noite estende-se entre elas.

Ao sul do templo foram encontrados remanescentes de uma capela dedicada a deusa, Háthor e múmias de crocodilos (necrópoles). Tem hieróglifos e em uma das paredes do templo existem ilustrações de aparelhos cirúrgicos.

Estes aparelhos romanos estão relacionados ao poder de cura do deus falcão. Uma única ilustração de vários aparelhos cirúrgicos romanos, mais que explícitos em uma das paredes, onde revelam, que ali funcionou um hospital especializado em ejaculação precoce.

É intrigante porque homenageia dois deuses ao mesmo tempo, e isto resultou em duas portas de entrada. Os egípcios mantinham os crocodilos como bichos de estimação. Quando morriam, esses animais eram mumificados e guardados como sagrados. Os egípcios criaram símbolos artificiais do deus, por exemplo: braceletes, broches, estátuas de pedra...

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Seção: TURISMO URGHADA
Lugar Esquisito!

Estando no Cairo, resolvi conhecer uma cidade chamada Urghada, no Mar Vermelho... Foi difícil, mas consegui comprar uma passagem rodoviária. Depois, assistindo a um filme sobre tesouros perdidos, no qual qualquer egípcio ambicioso mataria seu sócio para obter as relíquias encontradas, percebi que era a única pessoa estrangeira presente naquele ônibus...

Passado 2 horas entre ver o fastidioso deserto pela paisagem da janela e o tal filme, foi que de repente furou um pneu! Foi assim que ficamos naquele deserto sem fim, sendo chicoteados pelo vento, debaixo dum sol de 40 graus durante 30 minutos...

Passageiros a salvo, foi que seguimos viagem até a tal cidade...

Já no hotel, além de saber que jamais algum turista brasileiro se hospedou, tive que encarar alguns preconceitos esquisitos. Primeiro que lugar de turista era num determinado compartimento. Segundo que para turista o preço do quarto era bem maior... Também descobri que os hóspedes estrangeiros eram apenas húngaros e alemães.

Existe uma região na Hungria que os homens usam uma espécie de fio dental como roupa de banho. Mais tarde, estando na piscina do hotel, fiquei observando um desses estrangeiros ao lado de uma senhora muçulmana, que trajava um vestido negro do pescoço aos pés e ainda tinha um tecido envolto na cabeça...

Imaginem só, uma mulher muçulmana inteiramente coberta de negro, divertindo-se dentro duma piscina ao lado de um húngaro semi nu! Que lugar mais contraditório...

Dando uma volta a pé, durante uma noite pela cidade, além de quase ter sido atropelado por um motorista egípcio, que no mínimo odiava turista, parei em frente a um bar, no qual havia umas 40 pessoas assistindo televisão... Estranho...

Voltando ao hotel, peguei uma lotação, na qual todas as pessoas que estavam sentadas no primeiro banco mudaram-se de lugar com a minha presença, foi assim que eu vim sentado sozinho... Na cidade não havia absolutamente nada, portanto fiquei meus 3 dias dentro do hotel, visto que a praia além de não ter nenhuma árvore à vista, só haviam pedras... A torneira do banheiro do meu quarto jorrava um fio de água amarelada... Que nojo!


“Adeus Kom Ombo”

Esta obra é um romance que conta a história de uma aventura amorosa homossexual e a história sobre o Egito, desde os tempos faraônicos até os dias de hoje, contos e lendas sobre os deuses e as mitologias egípcias...

Contém também mensagens humanitárias de força e otimismo vindas de um pássaro: o falcão. A filosofia de vida e as crenças de um povo que já não existe mais e os modos de um povo que se considera tão moderno, o nosso...

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Última atualização: 22/10/2009.
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