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HISTÓRIA DO EGITO

Bastante citado no Antigo Testamento, no Novo Testamento abrigou como exilado o Menino Jesus, fugido com seus pais da perseguição movida pelo Rei Herodes aos menores de até dois anos (Mt 2, 16-17)...

Desde os primórdios dividido em duas Terras: as do Norte que eram representadas por uma flor de lótus e as do Sul, representadas pela planta papiro.

A região mais importante do Egito, situada na costa mediterrânea, é o fértil e irrigado vale do Nilo. O país compõe-se de um oásis estreito e comprido de largura variável de 5 a 25 quilômetros, situado entre dois desertos, o líbrico e o arábico.

O Egito depende do rio Nilo para seu suprimento de água. Nasce na África central como Nilo Branco (Etiópia), transforma-se em Nilo Azul no atual Sudão, e depois se ramifica em um gigantesco delta que desemboca no Mar Mediterrâneo.

É o curso de água mais longo do mundo, maior rio em extensão, medindo 6.695 quilômetros, é usado há muitos milênios como estrada natural no deserto. De águas fartas e assíduas, abençoa o território árido do deserto, proporcionando vida ao país...

No centro, bloco (Yvert: 32) com valor facial de 110 milésimos que mostra o mapa do país e o rio Nilo em destaque... À direita, selo emitido em 1914 (Scott: 50, SG: 73), com valor facial de 1 milésimo que mostra felucas.

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As origens da antiga civilização egípcia não podem ser definidas com precisão. A descrição do desenvolvimento da civilização egípcia se baseia nas descobertas arqueológicas de ruínas, tumbas e monumentos. Os hieróglifos proporcionaram importantes dados.

A história egípcia, até a conquista de Alexandre III, o Magno, se divide nos impérios antigo, médio e novo, com períodos intermediários, seguidos pelos períodos tardio e dos Ptolomeus.

As fontes arqueológicas mostram o nascimento, por volta do final do período pré-dinástico (3200 a.C.), de uma força política dominante que, reunindo os antigos reinos do sul (vale) e do norte (delta), se tornou o primeiro reino unificado do antigo Egito.

Durante a I e II Dinastias (3100-2755 a.C.), algumas das grandes mastabas (estruturas funerárias que antecederam às pirâmides) foram construídas em Sakkarah e Abidos. O Império Antigo (2755-2255 a.C.) compreende da III à VI Dinastias. A capital era no norte, em Menfis, e os monarcas mantiveram um poder absoluto sobre um governo solidamente centralizado. A religião desempenhou um papel importante, como fica evidenciado pela riqueza e número dos templos; de fato, o governo tinha evoluido para um sistema teocrático, no qual o faraó era considerado um deus na terra, razão pela qual gozava de poder absoluto.

A IV Dinastia começou com o faraó Snefru que, entre outras obras significativas, construiu as primeiras pirâmides em Dahshur. Snefru realizou campanhas na Núbia, Líbia e o Sinai. Foi sucedido por Queóps, que erigiu a Grande Pirâmide em Gizé. Redjedef, filho de Queóps (reinou em 2613-2603 a.C.), introduziu uma divindade associada ao elemento solar (Rá) no título real e no panteão religioso. Quéfren e Miquerinos, outros membros da dinastia, construíram seus complexos funerários em Gizé.

Com a IV Dinastia, a civilização egípcia conheceu o auge do seu desenvolvimento, que se manteve durante as V e VI Dinastias. O esplendor manifestado nas pirâmides se estendeu para numerosos âmbitos do conhecimento, como arquitetura, escultura, pintura, navegação, artes menores, astronomia (os astrônomos de Mênfis estabeleceram um calendário de 365 dias) e medicina.

A VII Dinastia marcou o começo do Primeiro Período Intermediário. Como consequência das dissensões internas, as notícias sobre a VII e VIII Dinastias são bastante obscuras. Parece claro, no entanto, que ambas governaram a partir de Mênfis e duraram apenas 25 anos. Nesta época, os poderosos governadores provinciais tinham o controle completo de seus distritos e as facções no sul e no norte disputaram o poder.

Os governadores de Tebas conseguiram estabelecer a XI Dinastia, que controlava a área de Abidos até Elefantina, perto de Siene (hoje Assuã). O Império Médio (2134-1784 a.C.) começa com a reunificação do território realizada por Mentuhotep II (reinou em 2061-2010 a.C.). Os primeiros soberanos da Dinastia tentaram estender seu controle de Tebas para o norte e o sul, iniciando um processo de reunificação que Mentuhotep completou depois de 2047 a.C., limitando o poder das províncias. Tebas foi a sua capital.

Com Amenemés I, o primeiro faraó da XII Dinastia, a capital foi transferida para as proximidades de Mênfis. O deus tebano Amon adquiriu nessa época mais importância que as outras divindades, e foi associado ao disco solar (Amon-Rá). Os hicsos invadiram o Egito a partir da Ásia ocidental, instalando-se no norte. Sua presença possibilitou uma entrada massiva de povos da costa fenícia e palestina, e o estabelecimento da dinastia hicsa, que deu início ao Segundo Período Intermediário.

Os hicsos da XV Dinastia reinaram a partir da sua capital, situada na parte leste do delta, o que lhes permitia manter o controle sobre as zonas média e alta do país. O soberano tebano Ahmosis I derrotou os hicsos, reunificando o Egito e criando o Império Novo (1570-1070 a.C.).

Amenhotep I (1551-1524 a.C.) estendeu os limites até a Núbia e a Palestina. Com uma grande construção em Karnak, separou sua tumba do seu templo funerário e iniciou o costume de ocultar sua última morada. Tutmés I continuou a ampliação do Império Novo e reforçou a preeminência do deus Amon; sua tumba foi a primeira a ser construída no vale dos Reis.

Tutmósis III reconquistou a Síria e a Palestina, que tinham se separado anteriormente, e continuou a expansão territorial do Império. Amenófis IV foi um reformador religioso que combateu o poder dos sacerdotes de Amon. Trocou Tebas por uma nova capital, Aketaton (a moderna Tell el-Amarna), que foi construída em honra de Aton, sobre o qual se centrou a nova religião monoteísta. No entanto, a revolução religiosa foi abandonada no final do seu reinado.

Seu sucessor Tutankhamen é conhecido hoje, sobretudo, pela suntuosidade do seu túmulo, encontrado praticamente intacto no vale dos Reis, em 1922. O fundador da XIX Dinastia foi Ramsés I (reinou em 1293-1291 a.C.), que foi sucedido por seu filho Seti I (reinou em 1291-1279 a.C.); esse organizou campanhas militares contra a Síria, Palestina, os líbios e os hititas.

Foi sucedido por Ramsés II, que fez a maior parte das edificações em Luxor e Karnak, ao construir o Ramesseum (seu templo funerário) em Tebas, os templos esculpidos na rocha em Abu Simbel e os santuários em Abidos e Mênfis. Seu filho Meneptá (1212-1202 a.C.) derrotou os invasores provenientes do mar Egeu, feitos narrados em um texto esculpido na esteira na qual figura a primeira menção escrita conhecida do povo de Israel.

O Terceiro Período Intermediário compreende da XXI à XXIV Dinastias. Os faraós que governaram a partir de Tânis, no norte, entraram em choque com os sumos sacerdotes de Tebas. Os chefes líbios deram origem à XXI Dinastia. Quando os governadores líbios entraram em um período de decadência, vários rivais se armaram para conquistar o poder. De fato, as XXIII e XXIV Dinastias reinaram ao mesmo tempo que a XXII, bem como a XXV (cusita), que controlou de forma efetiva a maior parte do Egito quando ainda governavam as XXIII e XXIV Dinastias, no final do seu mandato.

Os faraós incluídos da XXV à XXXI Dinastias governaram a Baixa Época. Os cusitas governaram de 767 a.C. até serem derrotados pelos assírios, em 671 a.C. Quando o último faraó egípcio foi derrotado por Cambises II, em 525 a.C., o país caiu sob domínio persa (durante a XXVII Dinastia).

A ocupação do Egito pelas tropas de Alexandre Magno, em 332 a.C., pôs um fim ao domínio persa. Alexandre designou o general macedônio Ptolomeu, conhecido mais tarde como Ptolomeu I Sóter, para governar o país. A maior parte do período que seguiu à morte de Alexandre Magno, em 323 a.C., foi caracterizada pelos conflitos com outros generais, que tinham se apoderado das distintas partes do império. Em 305 a.C., assumiu o título real e fundou a dinastia ptolemaica.

Cleópatra VII foi a última soberana dessa Dinastia. Tentando manter-se no poder, aliou-se a Caio Júlio César e, mais tarde, a Marco Antônio. Depois da morte de Cleópatra, em 30 a.C., o Egito foi controlado pelo Império Romano durante sete séculos. Nessa época, a língua copta começou a ser usada independentemente da egípcia.

Com a finalidade de controlar a população e limitar o poder dos sacerdotes, os imperadores romanos protegeram a religião tradicional. Os cultos egípcios a Ísis e Serápis se estenderam por todo o mundo greco-romano. O Egito foi também um centro importante do cristianismo primitivo. A Igreja Copta, que aderiu ao monofisismo, separou-se da corrente principal do cristianismo no século V.

Durante o século VII, o poder do Império Bizantino foi desafiado pela dinastia dos Sassânidas da Pérsia, que invadiram o Egito em 616. Em 642, o país caiu sob o domínio dos árabes, que introduziram o islamismo.

Nos séculos que se seguiram, teve início um lento processo de arabização que com o tempo produziu a mudança de um país cristão de fala copta para um outro, muçulmano de fala árabe. A língua copta se converteu em uma língua litúrgica.

Durante o califado abássida, surgiram frequentes insurreições por todo o país provocadas pelas diferenças entre os sunitas, maioria ortodoxa, e a minoria que aderiu aos xiitas. Em 868, Ahmad ibn Tulun transformou o Egito em um estado autônomo, vinculada aos abasidas apenas pelo pagamento de um pequeno tributo.

A dinastia de Tulun (os tulúnidas) governou durante 37 anos um império que englobava o Egito, a Palestina e a Síria. Depois do último governo dos tulúnidas, o país entrou em um estado de anarquia. Suas frágeis condições o tornaram presa fácil para os fatímidas, que em 969 invadiram e conquistaram o Egito e fundaram o Cairo, convertendo-a na capital do seu império.

Os fatímidas foram derrotados pelos ayyubis, cujo lider Saladino (Salah ad Din Yusuf ibn Ayubb) se proclamou sultão do Egito e estendeu seus territórios até Síria e Palestina, tomando dos cruzados a cidade de Jerusalém (Cruzadas).

A debilidade de seus sucessores levou a uma progressiva tomada do poder pelos mamelucos, soldados de diversas origens étnicas que os serviam e terminaram por proclamar-se sultões com Izza al Din Aybak, em 1250.

No final do século XIII e começo do século XIV, o território dos mamelucos se estendia para o norte até os limites da Ásia Menor. A segunda dinastia de sultões mamelucos, os buris, era de origem circassiana; governaram de 1382 a 1517, quando o sultão Selim I invadiu o Egito e o integrou ao Império otomano.

Embora o domínio real dos turcos otomanos sobre o Egito tenha durado apenas até o final do século XVII, o país pertenceu nominalmente ao Império otomano até 1915. Em vez de acabar com os mamelucos, os otomanos utilizaram-nos em sua administração.

Na metade do século XVII, os emires mamelucos (ou beis) restabeleceram sua supremacia. Os otomanos aceitaram a situação, com a condição de que pagassem um tributo.

A ocupação francesa do Egito em 1798, levada a cabo por Napoleão I Bonaparte, interrompeu por um curto intervalo de tempo a hegemonia mameluca. Em 1801, uma força britânico-otomana expulsou os franceses. Mehemet Ali assumiu o poder e, em 1805, o sultão otomano o reconheceu como governador do Egito. Mehemet Ali destruiu todos os seus oponentes até se tornar a única autoridade no país. Para poder controlar todas as rotas comerciais, realizou uma série de guerras expansionistas...

Os britânicos ocuparam o Egito de 1882 a 1954. O interesse da Grã-Bretanha era centrado no Canal de Suez, que facilitaria a rota britânica até a Índia. Na I Guerra Mundial, a Grã-Bretanha estabeleceu um protetorado.

A crescente influência europeia, que tem como marco a construção do Canal de Suez, inaugurado em 1869, atraiu pela primeira vez, um grande contingente de turistas à região, e atinge o seu auge com a ocupação britânica, em 1882.

Em 1918, surgiu um movimento nacionalista para garantir a independência. Eclodiu uma revolta violenta no país, razão pela qual a Grã-Bretanha suprimiu o protetorado em 1922 e foi proclamada uma monarquia independente, governada pelo Rei Fuad I. Mas o Reino Unido mantém sua presença militar e continua a controlar a política do Egito até 1936, quando se retira e deixa tropas apenas na zona do Canal de Suez.

Em 1948, o Egito e outros Estados árabes entraram em guerra com o recém-criado Estado de Israel. Com a derrota, o Exército se voltou contra o Rei Faruk I. Em 1952, um golpe de estado depôs o rei e proclamou a República do Egito.

Abaixo (lado esquerdo), selo verde militar emitido em 01/03/1936 (SG: M1), com valor facial de 3m, mostra a efígie do Rei Fuad e a inscrição: “Army Post”. Nota: há um bloco emitido 1951 que mostra o Rei Farouk (Yvert: Bloco 04). Do lado direito, série de 8 selos com valor facial de 10m cada, emitida em comemoração aos 10 Anos da Revolução (1962).


(61k)

O primeiro Presidente, o general Muhammad Naguib, foi uma figura nominal, pois o poder foi exercido por Gamal Abdel Nasser, presidente do Conselho do Comando da Revolução. Em 1956, foi eleito oficialmente presidente da República.

Do lado esquerdo, selo de 1956, com valor facial de 10 m, emitido para comemorar a Nacionalização do Canal de Suez (Scott: 386, SG: 517). Do lado direito, emitido em 1957, o selo tem valor facial de 100 m e marca a Reopening do Canal de Suez Canal (Scott: 393, SG: 524).

No começo, Nasser seguiu uma política de solidariedade com outras nações africanas e asiáticas do Terceiro Mundo e se converteu no grande defensor da unidade árabe... A negativa dos países ocidentais de proporcionar-lhe armas (que provavelmente utilizaria contra Israel) provocou uma reviravolta na política externa de Nasser, que o aproximou dos bloco dos países do Leste...

No que diz respeito à política interna, Nasser suprimiu a oposição política, estabeleceu um regime de partido único e socializou a economia. Essa nova ordem foi chamada de “Socialismo Árabe”.

Em 1967, continuou a luta contra Israel, que desembocou na Guerra dos Seis Dias, ao final da qual Israel assumiu o controle de toda a península do Sinai. O Canal de Suez permaneceu fechado durante a guerra e posteriormente foi bloqueado. Nasser recorreu à antiga União Soviética...

Abaixo (lado esquerdo da tela), bloco de 1964 que mostra o Presidente Nasser e o Canal de Suez. Yvert: B15. Do lado direito, o bloco emitido em 1965 comemora o 13º Aniversário da Revolução e mostra o Presidente Nasser. Yvert: 654.

Nasser morreu em 1971 e foi sucedido pelo seu Vice-presidente, Anwar al-Sadat... O primeiro selo comemorativo da República foi emitido em 1971 (Scott: 873, SG: 1112), com valor facial de 5 milésimos, marca um ano da morte de Nasser (28/09/1970).

Sadat, por sua vez, promoveu uma abertura política e econômica, além de procurar uma saída para o problema israelense mediante a negociação; como não conseguiu, planejou outro ataque contra Israel, dando início à guerra do Yom Kippur.

Em 1974 e 1975, Egito e Israel concluíram uma série de acordos que resultou na retirada das tropas do Sinai. Em 1975, o Egito reabriu o canal de Suez e Israel se retirou de certos pontos estratégicos e de alguns dos campos petroleiros do Sinai.

A questão econômica começou a ganhar cada vez mais importância; em 1977, Sadat pediu para que os assessores militares soviéticos abandonasse o país e se aproximou dos Estados Unidos.

Em uma conferência tripartite com o Presidente norte-americano Jimmy Carter, realizada em 1978, Sadat e o Primeiro-Ministro israelense Menahem Begin assinaram um acordo para a solução do conflito egípcio-israelense. Grupos fundamentalistas islâmicos protestaram contra o tratado de paz, e Sadat foi assassinado em 1981 por seus adversários...

Sadat desempenhou um papel crucial em todos os conflitos no Oriente Médio, devido a sua condição de interlocutor aceitável pelos Estados Unidos. Chegou a visitar Israel, o que lhe valeu perigosas antipatias entre os muçulmanos mais radicais.

Uma série de 21 selos emitida pela Zâmbia em 11/02/2002, mostra diversos vencedores do Prêmio Nobel. Um deles (abaixo), com valor facial de 2.000 ZMK, mostra Anwar Sadat – vencedor do Prêmio Nobel da Paz, em 1978.

Sadat foi sucedido pelo seu vice, Hosni Mubarak, que, apesar da confusão política conseguiu prender e executar os assassinos do líder. Mubarak abriu politicamente o país e melhorou as relações com outros Estados árabes. Participou da coalizão que lutou contra o Iraque na guerra do Golfo Pérsico, em 1991.

Em 1992, os fundamentalistas islâmicos começaram a lançar violentos ataques com o objetivo de substituir o governo de Mubarak por outro baseado no estrito cumprimento da Lei Islâmica. Em outubro de 1993, Mubarak foi reeleito para um terceiro mandato presidencial, embora continuasse a violência por parte dos militantes islâmicos...

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Baixo Egito (Egypt North)

AlexandriaCairoGizé

Saqqara ou Saccara

Cidade onde situa-se a primeira grande estrutura em pedra da história, a Pirâmide Escalonada, pirâmide-escada ou pirâmide em degraus, a mais antiga do Egito. Está localizada a 15 quilômetros ao sul da Esfinge e das três Pirâmides de Gizé.

Nesta região de Saccara, a 27 quilômetros a sudoeste do Cairo, existem as pirâmides de “Unas” e “Oserkaf”, as urnas funerárias de “Mereruka” e “Tieptahotep”, e também o famoso “Serapeum” (a tumba of the Bull, Ápis).

Foi construída pelo faraó Djoser ou Zoser, o primeiro da terceira dinastia, por volta de 2.780 – 2.630 antes de Cristo, sendo projetada por Imhotep, arquiteto e funcionário chefe do rei, que mais tarde foi venerado como deus. Dizia um texto sagrado: “Uma escada para o céu foi colocada para ele (o faraó), de modo que, por ela, a alma do governante morto, possa subir ao céu e se unir aos deuses na imortalidade”.

A pirâmide tem seis degraus de tamanho decrescente, mede 62 metros de altura, e sua base tem 104 por 125 metros. Da base da pirâmide, um amplo poço central levava à câmara mortuária do faraó, cercada de galerias repletas de oferendas funerárias em mais de 40.000 jarros de pedra.

Oferendas vindas de longínquas províncias do Egito, alimentam o morto por toda a eternidade, é o que mostra os entalhes em um alto-relevo no túmulo de um dignitário. Esta pirâmide, serviu de exemplo para as que foram erguidas mais tarde.

Mênfis

Primeira capital do Egito faraônico, erguida em 3.100 a.C., no exato ponto onde o longínquo governante Menés proclamou a unificação do Alto e do Baixo Egito, dando início à era dos faraós. Mênfis guarda muito pouco da grandeza de cinco milênios atrás, pois se deteriorou quase que completamente. Aqui foi a residência real, dedicada ao deus Ptá.

Nenhum dos faraós do Egito antigo teve tanta importância quanto Ramsés II. Aqui em Mênfis, repousa a grande estátua de Ramsés II quando jovem. Ramsés reinou durante 66 anos numa época em que os homens viviam pouco mais do que 30. Seu reinado aconteceu oito séculos antes de Cristo, ou seja: 2.800 anos atrás.

Outras cidades do Baixo Egito: Al Bawiti, Al Fayyûm, Al Jîzah, Al Mansûrah, Al Minyâ, At Tûr, Az Zagâzio, Banha, Bani Suwayi, Dahab, Damanhûr, Damietta, Ismalia, Kafr ash Shaykh, Marsá Matrûh, Rashid (Roseta), Sharm ash Shaykh, Shibîn al Kawm, Siwah (oásis), Suez, Tantâ.

Porto Said

O primeiro selo data de 1899 (Scott: 1, SG: 101), com valor facial de 1 centime, foi remarcado com a sobrecarga vermelha “PORT-SAÏD” em um selo da França (abaixo, lado esquerdo). O primeiro grafado com o nome data de 1902 (Scott: 18, SC: 122), também com valor facial de 1 centime (lado direito).

O cartão-postal mostra a Mesquita em Ismailia – Egito.

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Alto Egito (Egypt South)

Kom OmboAssuã, Barragem de Assuã e Abu Simbel

Luxor (antiga Tebas)

Cidade onde se pode ver melhor o glorioso passado dos faraós. Tebas foi a capital política e espiritual dos faraós por mais de 500 anos, a partir da chamada 18ª Dinastia, posterior a Mênfis...

É um esplêndido mostruário de construções antigas da “juventude” da terra, de seus 3.400 anos. Aqui, reinaram Tuthmosis I (o faraó que substituiu as pirâmides pelas tumbas encravadas no Vale dos Reis), Hatshepsut (a única mulher que governou o Egito) e Ramsés II (o maior de todos os faraós), entre outros.

Aqui, no Templo de Luxor, Plácido Domingo cantou Aída, de Verdi, em um famoso espetáculo ocorrido em 1987. Este templo foi construído por Amenófis III e Ramsés II, em duas dinastias consecutivas.

Houve uma época em que este templo era uma obra simétrica, com dois obeliscos na frente, exatamente como planejado e construído pelo faraó Ramsés II... Hoje, neste templo, existe apenas um obelisco, pois o outro decora a Place de la Concorde, em Paris.

No século passado um governante egípcio decidiu trocar com Luís Felipe, da França, a escultura milenar por um relógio francês, de pouco valor artístico, que não funciona há quase cem anos, e que está na Cidadela de Saladino...

O Obelisco de Luxor que está em Paris, na Praça da Concórdia, tomou seu lugar depois de mais de dois anos de viagem em um navio construído para suportar suas 320 toneladas. Foi um presente do vice-rei do Egito...

Edfu (Idfû)

No sul do Alto Egito, a mais de 100 quilômetros de Luxor, ergue-se o belo Templo de Edfu, é um tributo a Hórus, o deus falcão, é datado de 2.200 a.C. (??? construído em 237 a 57 a.C.???). O templo representa um aspecto da arquitetura religiosa egípcia, foi edificado no lugar exato de um santuário muito mais antigo, provavelmente datado do Antigo Império.

Tem grande interesse histórico, pois, é um dos mais conservados monumentos que se pode visitar, sua construção ocupa quase 11 mil metros quadrados, tem 137 metros de comprimento por 79 de largura, sua entrada orienta-se para o sul (o que de modo algum corresponde aos costumes egípcios), e o interior do templo oferece sutis jogos de luz e sombra. Originalmente fazia parte de um conjunto mais amplo, do qual só se recuperou o mansi, edifício onde uma vez por ano se celebrava o nascimento de Hórus.

Dendera

É um templo oferecido a Hátor (uma divindade do amor, da dança e da alegria), assume a forma de um leão que mata humanos, e de uma vaca celestial. Foi construído entre 80 e 51 antes de Cristo, no reinado de Ptolomeu XII e continuou sua construção no reinado de Nero entre 54 e 68 d.C. O teto é decorado com o Sol, a Lua, o ciclo lunar, os decanos, as doze horas do dia e da noite e os símbolos do zodíaco. A parte de fora do templo tornou-se famosa porque existe uma representação (onde não se distinguem reis e rainhas) da legendária Cleópatra e de seu filho Cesarion.

Ilha Elefantina: “Cidade no meio das ondas”, do carneiro Cnum. A ilha situa-se nas proximidades do abismo sagrado, a partir de onde, segundo a lenda, subia a cheia do Nilo... Templo da Ilha Philae...

Outras cidades do Alto Egito: Al Ghardaqah, Al Khârijah, Al Qusayr, Asyût, Bârîs, Bûr Safájah, Barânis, Hurghada, Mût, Qina, Sûhâj.
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Outros

Jabal Katrinah é o ponto mais elevado do país, com 2.642 metros. O turismo é uma importante fonte de renda, da mesma forma que o pedágio cobrado pela passagem de navios no Canal de Suez. Os árabes vestem a tradicional galabeia, uma espécie de túnica ampla.

Faraó: Título dos soberanos do antigo Egito. Antes do nascimento de um faraó, Amon-Rá, já previa o seu destino. Em sua coroa, ergue-se a imagem de uma cobra, com a garganta inchada de cólera: é a serpente Ureus, deusa das chamas que representa o olho de Rá. Traz uma cauda de animal na cintura. Tem uma barba postiça. Carrega um cetro com cabeça setiana. Tudo mostra que o faraó não tem nada de homem, é um autêntico deus vivo.

MITOLOGIA EGÍPCIA

UM RESUMO DAS DINASTIAS

Black Horse Travel
32, Pyramids Road – Pitco Complex – Box: 184 – Giza – Egypt


Outras emissões:
1914 – 1m boats on Nile. 2m Cleopatra. 3m Ras-el-Tin Palace. 4m Giza Pyramids. 5m Sphinx. 10m Colossi of Thebes. 20m Pylon of Karnak and Temple of Khonsu. 50m Citadel at Cairo. 100m Rock Temple of Abu Simbel. 200m Aswan Dam. Scott: 50/59. NT
1925 – Thoth carving name of king Fuad in hieroglifo. International Geographical Congress Cairo. Scott: 105/107. NT
1960 – Inauguração de Aswan Dan hydroeletric power station. Scott: 495. JT
1960 – III Bienal de Alexandria. Scott: 501. NT
1961 – Torre do Cairo. Opening of the 600-foot Tower of Cairo, on island of Gizireh. Scott: 521. NT
1964 – Série ordinária de 15 valores. NT
1969 – Emissão sobre as bandeiras de todos os países da África, com 41 selos. África day and Tourist year emblems. Scott: 760/800. NT
1975 – Lugares turísticos. Scott: 984/986. NT
1978 – Biennale medal, statue for entrance to Port Said. 1th biennal exhibition of fine arts, Alexandria. Scott: 1076. NT
1978 – Symbols of Egyptian Ministries. Centenary of Egyptian Ministerial System. Scott: 1083. NT
1994 – Amenhotep III 15p. Queen Hatshepsut 55p. Thutmose III 80p. Scott: 1547/1549. NT
1997 – Mahmoud Said, fotógrafo e artista. Centenário de seu nascimento. The city by Mahmoud. Scott: 1645/1646. NT
2000 – Europa África Summit, Cairo. Scott: 1747. JT

1968 – Série aérea de 2 valores (30m e 80m) + 1 bloco de 4 selos para comemorar o aniversário de 1400 anos do Glorioso Corão: “The Glorious Koran 1400th Anniversary”. Scott: C118/C119.
1972 e 1999 – Pedra de Roseta
1986 – Narmer board, oldest known hieroglyphic inscriptions: a tablet obverse, b reverse. Tem dois animais com os pescoços interlaçados que parecem com leões mas tem longos pescoços finos? Scott: C183a-b.
1998 – Farol de Alexandria

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Última atualização: 03/12/2014.
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EGITO LISTA DE PAÍSES DA ÁFRICA
ALEXANDRIA